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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Frejat deixa Barão Vermelho e é substituído por Rodrigo Suricato

Foto: Adriana Vieira
Desde 1985 na banda, Frejat não faz mais parte do Barão Vermelho
Roberto Frejat não faz mais parte do Barão Vermelho, banda da qual foi membro fundador em 1985. Após a saída de Cazuza, Frejat também assumiu os vocais do grupo e gravou outros nove discos de estúdio nessa função, com maior destaque para 'Carnaval' (1988) e 'Na Calada da Noite' (1990), que renderam os sucessos "Pense e Dance" e "O Poeta Está Vivo". Pelo o que foi declarado oficialmente, a saída de Frejat foi de comum acordo, já que o mesmo não concordava mais em viver a rotina de shows e gravação de discos com o Barão Vermelho, que segundo ele, já tinha deixado a sua mensagem. Com isso, a banda já anunciou Rodrigo Suricato (banda Suricato) como substituto imediato para o posto. O Barão Vermelho já está preparando uma turnê com a nova formação e também pensa em um novo trabalho. Em março, vai ser lançado o documentário "Porque a gente é assim", que conta a história da banda baseada em imagens de bastidores, depoimentos e várias cenas arquivadas - a direção é de Mini Kerti. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Rock in Rio 2015: Suricato e Raul Midón misturam influências no Palco Sunset

Foto: Adriana Vieira
Rodrigo Suricato em ação no Palco Sunset do Rock in Rio
Por Bruno Eduardo

Em entrevista concedida ao Rock On Board, pouco antes do Rock in Rio, Rodrigo Suricato não escondeu a admiração pelo músico Raul Midón - convidado de honra na apresentação. No entanto, a impressão que ficou após o show, é que eles foram feitos um para o outro.

O show começou com uma pequena introdução de "Brasileirinho", seguida do folk rock "Eu Não Amo Todo Dia", e de mais duas do último disco, Sol-te ("Inseparáveis" e "Bom Começo"). A partir daí o número ganhou um upgrade artístico com a presença de Raul Midón. O músico norte-americano, que é portador de deficiência visual, deu um verdadeiro show de musicalidade. Ele é muito conhecido por vídeos na internet e por já ter tocado com Stevie Wonder. Por ser multi-instrumentista, Raul é tão auto-suficiente que acaba soando como uma banda completa. Toca violão com uma das mãos e usa a percussão com a outra. Além de cantar divinamente bem, ele também utiliza a voz como uma espécie de instrumento de sopro - fazendo sonoridades inusitadas e igualmente sensacionais. Ao lado da banda Suricato, Raul interpretou algumas de suas canções - até já interpretadas pelo Suricato em alguns shows, como "Sunshine", por exemplo.

O Suricato ainda fez uma homenagem a Luiz Gonzaga ("Asa Branca") e ao Barão Vermelho em "Pro Dia Nascer Feliz" - onde no telão, passavam imagens de todas as edições do Rock in Rio. E terminaram a ótima apresentação ao lado de Raul Midón, tocando duas de suas músicas mais populares: "Talvez" e "Trem". O povo gostou.

Foto: Adriana Vieira
Raul Midón brindou público com sonoridades inusitadas
Cobertura #rockinrio2015
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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Rock in Rio: Suricato espera fazer um show apoteótico ao lado de Raul Midón

Foto: Suricato
Suricato espera emocionar no palco do Rock in Rio
Por Bruno Eduardo

Considerada uma das bandas mais interessantes do atual cenário, a Suricato mantém acima de tudo compromisso com a arte. Talvez por isso, tenham sido um dos poucos artistas a conseguir unanimidade de crítica e público em sua participação no programa Superstar, da TV Globo. Após um disco lançado em parceria com o Spotify e uma agenda crescente, o grupo se vê bastante reconhecido após ter seu nome incluso no line up do Rock in Rio. A banda se apresenta no último dia do evento e terá a companhia do músico Raul Midón. Em entrevista exclusiva ao Rock On Board, Rodrigo Suricato falou da emoção em se apresentar em um dos festivais mais importantes do mundo, e deu alguns detalhes sobre o que eles estão preparando para o público que for ao Palco Sunset na tarde do dia 27 de Setembro. Por telefone, ele ainda falou sobre a carreira do grupo; sobre a nova cena do rock nacional; e disse que planeja o lançamento de um DVD em breve. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Como vocês receberam a notícia de tocar no Rock in Rio?

No primeiro momento foi meio que um choque, porque todos ficamos eufóricos demais com o convite. Acho que é um sonho de qualquer músico participar de um festival tão importante como o Rock in Rio. Mas num segundo momento, olhando o que está acontecendo no mercado, isso soou como um merecimento, sabe? De ser uma das bandas novas que mais se destacaram nesses últimos anos. Porque muita coisa aconteceu nesse tempo, e nós sempre levamos a nossa proposta de uma forma tangível mesmo. Então a gente ficou muito feliz e nos sentimos merecedores dessa oportunidade, pois estamos trabalhando muito tempo para isso acontecer.

O show de vocês terá a participação do Raul Midón. Como surgiu essa ideia?

A ideia surgiu de conversas nossas com os organizadores do Rock in Rio. Surgiram outros nomes também, mas nenhum encaixava tão bem como o Raul Midón. Primeiro porque ele é um músico incrível, e a condição dele de ser um deficiente visual e ter um outro tipo de percepção o torna muito especial. Quando você o ouve tocando violão, por exemplo, parece que há umas duas ou três pessoas ao invés de um homem só. E ele usa o instrumento de uma forma percussiva também, o que acaba caracterizando ele como um multi-instrumentista. E isso tem muito a ver conosco, pois na Suricato todos acumulam funções em cima do palco. Então acho que vai ficar muito interessante essa mistura.

E como vocês conheceram o trabalho dele?

Nós conhecemos o trabalho do Raul através de um vídeo de uma apresentação dele no David Letterman que viralizou na internet [assista o vídeo AQUI]. Anos depois escutei alguma coisa e curti bastante, também.

No último álbum de vocês, há uma diferença muito grande de pegada. A banda está muito mais próxima do folk americano do que do rock and roll. Como você explica essa mudança?

A percepção das pessoas modifica muito de um lugar para outro. Dessa vez a gente quis fazer um disco diferente do primeiro. Para Sempre Primavera era um álbum muito mais rock and roll, e agora estamos numa fase muito calcada nos violões. Na verdade, a gente queria fazer um disco que não brigasse por atenção, que não tivesse uma masterização que comprimisse tudo, em uma guerra por volumes para poder tocar na rádio. A gente quis realmente fugir disso. Queríamos que Sol-te fosse uma audição gostosa, tranquila de se ouvir e que as pessoas pudessem ir se apaixonando pelas canções aos poucos. 

Mas você concorda que no show vocês soam mais enérgicos? 

Nós temos completa noção disso. É proposital. Nos shows a gente tem que se impor. Normalmente a gente toca em lugares ao ar livre ou de grandes expansões. Então se a gente não se impor, dificilmente conseguiremos ser entendidos. Por isso que dificilmente tocamos em teatros. Pois nos teatros, as pessoas ficam sentadas, e estão preparadas para outro tipo de coisa, e não é o que costumamos apresentar na maioria das apresentações. Mas os nossos shows chegaram num grau de maturidade que estamos satisfeitos. 

Vocês foram uma das primeiras bandas nacionais a lançar um disco em parceria com o Spotify. Como você vê essa nova realidade das plataformas digitais?

Todo esse modelo de música digital, de streaming, está se redesenhando. Muita coisa precisa ser discutida ainda. Falo isso principalmente pelos fatores de remuneração e dos créditos. Por exemplo, não sabemos mais quem tocou nas faixas, ou quem produziu o disco que você escuta. Então ultimamente eu tenho ouvido muitos artistas que eu mal sei o nome. É um tempo muito difícil para quem é autor, produtor. Pois não há mais fichas técnicas como existiam antigamente nos encartes de discos, sabe? Você recebe aquele monte de playlists prontos e não consegue saber quem são aqueles artistas e autores. De qualquer forma é uma relação que está no início. Acho que tudo vai ser discutido. Como as plataformas de streaming precisam dos artistas e das gravadoras, acredito que ainda haverá uma conversa que resultará num denominador comum para ambos os lados.

Mas para Suricato, de um modo geral, essa parceria foi boa?

Claro! Tem muitas pessoas que não viram o programa (Superstar) mas por sugestão do Spotify e de outras plataformas, acabaram conhecendo o nosso som. Então é bacana que os públicos acabam se somando né? O público da TV e aquele pesquisador de música, que não tem o preconceito de pensar que por nossa banda ter saído de um reality show somos como um "ex-BBB". Não é bem assim. Então as plataformas são importantes porque ajudam a quebrar esse paradigma.

Foi bom você tocar nesse tema, pois uma das coisas que eu sempre afirmei ser nocivo para as bandas que tocam no programa é o risco de carregar um fardo desnecessário. Como ser considerada sempre "aquela banda do programa" de forma pejorativa, independente do que venha a fazer no futuro. As pessoas ainda tratam vocês dessa forma... "Como a banda do Superstar"?

Existe menos. Diminui bastante esse tipo de relação. Mas sinceramente não nos incomoda. Mesmo porque, nós talvez tenhamos sido a única banda que saiu da primeira edição do programa que foi sucesso de público e crítica. É importante dizer que depois de muito tempo a televisão revelou alguma coisa que nem todo mundo apedrejou. Nós fomos muito bem recebidos aqui fora. Nós estávamos cientes que não se consegue essa pseudo-unanimidade o tempo inteiro, mas no nosso caso foi boa a resposta. A verdade é que nós ficamos um pouco apavorados quando entramos, porque assistimos o primeiro programa de casa e a ideia de bandas sendo avaliadas por aplicativo, com dois minutos, por pessoas sentadas no sofá não era algo que nos convencia. Lembro de ter ligado para banda e perguntado: será que é isso que a gente quer mesmo? Só que essa foi a nossa própria lição. As bandas precisam sair da toca. Precisam parar de ficar se contentando de tocar para oitenta pessoas. Estamos vivendo uma época de uma geração que não se renovou, sabe? Depois do Los Hermanos há um longo hiato. Então porque o Scalene não pode ser o novo Skank? Porque o Supercombo não pode tocar nas rádios pra caramba como o Ultraje a Rigor tocava? O grande público tem o direito de saber o que está rolando no país em relação a música popular. Acho que a síndrome de underground é o que mais mata bandas geniais que estão por aí.

Você considera uma espécie conservadorismo?

Exato. É normal que as pessoas tenham esse conservadorismo para proteger a arte delas, mas também por medo de se arriscar em outros circuitos. Assistimos esse último programa e a conclusão que nós chegamos é: o que pode ser pior para uma banda de rock do que se apresentar no Cassino do Chacrinha? Nada contra o Chacrinha, que era genial. Mas as bandas da época iam lá e se apresentavam com conceitos completamente diferentes, com palhaços e chacretes passando na frente, pessoas buzinando (risos). Então, qual é a diferença?

Voltando ao assunto Rock in Rio, fale um pouco do show que vocês vão apresentar lá no último dia do festival.

Estamos preparando um show muito bacana. A nossa preocupação é que não seja um show da Suricato e um show do Raul Midón, e sim criarmos um show novo, onde possamos interagir entre as canções. Nós queremos trocar com o Raul e não apenas chamá-lo para uma canja. Estamos pensando numa última música especial, em um  final apoteótico, mas ainda é surpresa.

Tem alguma banda do Rock in Rio que você não quer perder de jeito nenhum?

Eu queria ver o Queens Of The Stone Age, que acho maravilhoso e sou muito fã. Eu estou curioso também para ver o Seal, porque tem um disco dele que eu amo muito e hoje não sei como está o show dele. Elton John e Rod Stewart também, e fora outros nomes que eu não estou lembrando agora.

E tem coisas novas surgindo na Suricato, em termo de músicas?

Na verdade eu já tinha material suficiente para mais um disco. O último processo de gravação acabou me consumindo bastante, e depois que fomos para estrada, começaram a surgir novas ideias, outras situações, e acho que vamos chegar a um novo momento musical muito bacana. A dúvida agora é se gravamos um DVD ou um disco ao vivo. A gente tem muito carinho por essa turnê. Mais provável que venhamos com um DVD ao vivo.

Mas é algo já registrado ou vão fazer um show especial para o registro?

Estamos pensando em fazer um show mesmo.

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Circo Voador volta à Praia do Arpoador para homenagear Cazuza


Para celebrar Cazuza, o Circo Voador volta com sua lona original à Praia do Arpoador e apresenta programação com atividades culturais gratuitas. O projeto é marcado pelo lançamento da edição “re-colour” em homenagem aos 30 anos da música “Exagerado”, de Cazuza. Essa nova versão celebra o primeiro single da carreira solo do cantor, contando com a sua voz original, em uma produção musical de Liminha e programações de Kassin, além da participação de João Barone e Dado Villa Lobos.

Ao longo dos três dias, o projeto contará com shows das bandas Suricato, Dônica e Blitz, além da superbanda Todos Envolvidos, formada por artistas que fazem parte da história da música brasileira, como Liminha, Dado Villa-Lobos, João Barone, Kassin e Toni Platão. Também estão programadas oficinas infantis voltadas para circo, teatro, capoeira, apresentação de filmes e documentários, além da apresentação do grupo “As Marias da Graça” e de Chacal lendo sua poesia da “História dos 25 anos do CEP 20.000″. 

No primeiro dia do evento, a programação inclui uma homenagem a Cazuza, no ano em que a canção “Exagerado” completa 30 anos. Logo depois, a superbanda Todos Envolvidos fará um pocket show de uma hora com hinos do rock nacional.

Ainda no dia 12 de junho, será exibido o filme estrelado por Emílio Dantas, ator que protagonizou o musical Cazuza, com direção de Nico Perez Veiga e Luisa Kracht e produção da PBA Cinema.

Toda a programação é gratuita e os ingressos para os três dias do Circo Voador no Arpoador serão distribuídos mediante senhas, a partir das 10h, no dia 8 de junho. Mais informações estão disponíveis no site do evento.

O Circo Voador na Praia do Arpoador

No inicio dos anos 80, o Rio de Janeiro “efervescia” na pedra do Arpoador, com sua vista estonteante, de onde todos aplaudiam o pôr do sol. Foi ali que aterrissou, no verão de 1982, uma grande tenda de lona azul com o nome de “Circo Voador“. O espaço tornou-se mitológico, transformou vidas e jogou luz em toda uma geração. Cazuza estava lá: personagem ímpar desta história, que há 30 anos lançava o hit “Exagerado” em seu primeiro LP solo, logo após sair do Barão Vermelho para assumir sua fulminante carreira.

Criado em 1982, o espaço carioca consagrou grandes nomes e transformou para sempre a cultura do Rio de Janeiro. Foi responsável por alavancar muitos grupos de teatro e bandas de rock, hoje consagrados. O primeiro passo do Circo foi dado a partir dos cursos ministrados pelos integrantes do grupo “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, fundado por Regina Casé e Luis Fernando Guimarães, tendo como integrantes Patrícia Pillar, Patrícia Travassos, Evandro Mesquita, Perfeito Fortuna, Cacá Dionísio (sonoplastia), Nina de Pádua, Cazuza e Gilda Guilhon.

Programação:

Dia 12: show em homenagem a Cazuza e da  banda “Todos Envolvidos” com Liminha, Kassin, Toni Platão, Dado Villa-Lobos e João Barone. Além de festa com o coletivo “Vinil e arte”.

Dia 13: oficina infantil de circo acrobático, com Amaralina Fagundes, oficina de ritmos populares com grupo Quizomba! Fórum de idéias com Maria Juça, Jamari França e Luiz Antônio Mello  com o tema  “Um palco, uma rádio, um festival: em cena o rock brasileiro e a representação da juventude dos anos 80″. Shows com as bandas Dônica, Suricato e Blitz além dos Djs do coletivo “Vinil e arte”.

Dia 14: oficina de Capoeira, teatro infantil com as Marias da Graça, Poesia com Chacal ( Cep 20.000), Fórum “Brasil, que país é este: Cazuza, Renato Russo e a transição democrática″, com Mário Luis Grangeia, Perfeito Fortuna, Arthur Dapieve e Jamari França. Baile do Almeidinha de Hamilton de Holanda com participações de Roberta Sá, Gabriel Moura, Bnegão. Djs do coletivo “Vinil e Arte”.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

COLUNA DO ROCK: SuperStar - perder é o que importa!


Eu abandonei a TV faz tempo. Principalmente com o advento da internet - onde o acesso independe do dia e da hora, e eu não preciso ficar preso àquela grade limitada das emissoras brasileiras - carregada fundamentalmente por novelas, telejornais e shows de auditório. No entanto, é inegável como ela continua sendo o meio de comunicação que mais influencia a opinião popular. Tem gente que só acredita que alguma coisa realmente exista, ou que aconteceu de verdade, quando passa na TV. Oh, fuck Off!

Infelizmente o que algumas pessoas ainda não descobriram, é que tudo não passa de um "Show de Truman", e que a programação nacional é repleta de cretinices. O programa SuperStar então, é um exemplo desse produto falsificado - fraudando diretamente o que seria o seu suposto objetivo. Ali, meus caros, não se revela ninguém. Muito pelo contrário. Quem revela o artista é a cena que ele se insere - ou a rua, falando pejorativamente. Assim como quem revelam os craques do futebol são os campos de várzea, e não os empresários. 

Você quer saber o que está acontecendo de bom? Vá aos festivais independentes, aos shows de bandas que você não conhece, ou leia resenhas e opiniões de especialistas e pessoas envolvidas nas cenas. Ué, mas não tem bandas legais no Superstar? Sim, lógico que tem. Mas é impossível avaliar um trabalho de forma consistente em dois minutos, sem conhecer a origem do artista, a sua proposta, a extensão de suas influências e tudo que serviu de alicerce para ele chegar até ali. Além disso, é um programa de votação popular. Então, se pode tocar cover, esquece tudo isso que eu escrevi sobre consistência e arte. É mais inadmissível ainda que um artista que se leve a sério e/ou que trate o seu trabalho com honestidade venha a se importar com a aprovação e conselhos de gente como Thiaguinho, Sandy e Paulo Ricardo. Uma banda "de verdade" não entra em um programa desses para vencer. Ela entra para ganhar visibilidade - popular, e profissional.

Mas esse texto aqui não é direcionado às bandas. Cada artista que se expresse da forma que achar melhor, e boa sorte! Escrevo especialmente para os que clamam por justiça na decisão dos jurados, ou que pedem mudanças no regulamento. Gente, parem agora! A melhor coisa que pode acontecer com um artista é ele não vencer esse programa. Para início de conversa, a vitória dá ao grupo um contrato com a Som Livre - leram bem? SOM LIVRE! Imaginem as conseqüências nocivas de uma rédea global na arte de um grupo autêntico como a Facção Caipira, por exemplo. Caso tivessem vencido o programa, eles provavelmente seriam remodelados para se encaixar no padrão castrador de empresários, e teriam que ficar reféns de algo que não tem nada a ver com a arte proposta pela banda. Imagine um disco da Facção, banda tradicional de Niterói por misturar rock com elementos caipiras, produzido pela Sandy (uma suposição malvada, seu sei), e que ao invés de gaita, um monte de beatbox (sic.). É sério, isso poderia acontecer. 

Sorte da Facção, e também da Tipo Uísque - que gravou o ótimo Fly High Tonigh Big Wizard esse ano, disco que tem a liberdade como marca registrada. Penso também no pessoal do Suricato - que bateu na trave (ufa!). Eles poderiam estar fazendo trilha de alguma novela das seis com a música mais chata do disco, ao invés de estarem com o nome cravado no line up do Rock in Rio. Aí me lembro também do Fuzzcas, banda dos meus amigos Carol, Lelê e Parracho. O delicioso Feliz Dia de Hoje poderia ter outro sabor - talvez de uma bolacha de água e sal, para servir de modelo para um comercial da Piraquê. 

Ah, e não venham me falar de injustiças, de regulamento e de outras baboseiras. Hello people! Vocês assistiram o primeiro programa dessa edição? O Tianastácia tocou! E você ainda quer discutir justiça?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Suricato antecipa lançamento do disco no Spotify


A banda carioca Suricato, uma das finalistas do programa SuperStar, escolheu o Spotify para fazer o pré-lançamento exclusivo de seu novo álbum, “Sol-Te”. Durante essa semana, os usuários da plataforma de streaming podem conferir antecipadamente, e de graça, as canções do segundo trabalho de estúdio da banda, que será lançado oficialmente no dia 27 de outubro.

Mixado em Nova Iorque, “Sol-Te” contem 13 faixas com influências de pop rock, folk e country, incluindo o hit “Trem”, que a banda apresentou no palco do programa SuperStar.

"Estamos muito felizes por essa parceria com Spotify e em poder ver as músicas do nosso novo álbum "Sol-Te" chegando com qualidade e facilidade a um grande número de pessoas conectadas ao melhor da música!”, afirmou Rodrigo Suricato, vocalista e guitarrista do grupo.

Além de “Sol-Te”, os usuários do Spotify também podem conferir de forma gratuita na plataforma outros trabalhos do Suricato, como o disco de estreia “Pra Sempre Primavera” e “Superstar – Trajetória”, álbum virtual que reúne todas as faixas apresentadas pela banda durante a competição do SuperStar.

Ouça o disco AQUI