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sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Chuck Mosley, ex-vocalista do Faith No More, morre aos 57 anos
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| Chuck Mosley com o Faith No More em 1987, época do disco "Introduce Yourself" |
"Chuck foi um dos primeiros cantores a misturar rap e metal-hard rock. Eu disse isso para ele no nosso último almoço e ele parecia não acreditar no que eu estava dizendo. Tenho muito orgulho de ter trabalhado com ele e ter sido um de seus primeiros fãs"Por meio de sua página oficial, o Faith No More também lamentou a fatalidade e falou um pouco sobre o que Chuck representava para o grupo. Leia um trecho:
"O seu entusiasmo, o seu senso de humor, o seu estilo e a sua bravura farão falta. Éramos uma família, uma família estranha e disfuncional, e vamos ficar eternamente gratos pelo tempo que tivemos com ele", Faith No More.
Chuck deixa esposa e duas filhas. Abaixo, preparamos uma homenagem com algumas das melhores interpretações dele com o Faith No More. Enjoy it!
TOP 5 Faith No More com Chuck Mosley
1- "We Care A Lot"
2- "As The Worm Turns"
3- "Faster Disco"
4- "Chinese Arithmetic"
5- "Arabian Disco"
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Álbum de estreia do Dead Cross traz Mike Patton e Dave Lombardo com sangue nos olhos
"Dead Cross"
Ipecac Recordings; 2017
Por Luciano Cirne
Quando surgiram as primeiras informações na mídia que o carismático vocalista do Faith No More estava unindo forças com lendas vivas como Dave Lombardo (Slayer, Suicidal Tendencies) e o insano baixista Justin Pearson (Locust, Some Girls, Retox), já era de se esperar que seria a personalidade mais hardcore de Patton quem daria as caras desta vez - o que não se esperava era que fosse ser ainda mais barulhento que as expectativas!
Logo nos primeiros acordes da caótica faixa de abertura "Seizure and Desist", a sensação que temos é que uma galera pogando violentamente vai sair de trás das caixas de som e nos atropelar, tamanho é o caos que impera - lembrando bastante bandas como o Dillinger Escape Plan (que por sinal já gravou um EP com Mike). Esse é um momento onde o nível de energia chega no pico, mas não é o único: "Idiopathic" é uma pauleira que remete ao bom tempo do crossover de conjuntos como o D.R.I. e o surpreendente cover de "Bela Lugosi's Dead" do Bauhaus chama a atenção justamente por destoar completamente do resto do álbum, mas mesmo assim não soa deslocada.
O ponto negativo é que justamente por Patton ter se cercado de músicos tão anárquicos e criativos quanto Lombardo e Justin Pearson, era de se esperar que a coisa fugisse um pouco da zona de conforto deles. Como se sabe, Patton entrou aos 45 do segundo tempo em campo (a ideia inicial era que Gabe Serbian, que também fez parte do Locust, fosse o vocalista) e já chegou com tudo praticamente pronto, só colaborando com as letras. Ainda assim, parece que ele e o guitarrista Michael Crane (responsável pela lindeza que são os riffs de porradas como "Obedience School" e a fantasmagórica "Shillelagh") são os responsáveis pelo pouco de original que temos no resultado final.
Na maior parte do tempo, parece um trabalho até mesmo preguiçoso, onde algumas faixas soam bem parecidas entre si e que não trazem nenhum diferencial ou acrescentam algo aos vastos currículos dos respeitados integrantes da banda (aliás, é consenso que Dave Lombardo é um dos maiores bateristas do mundo, não é?). Mesmo assim, é bom ouvir Mike Patton novamente com sangue nos olhos - lembrando a época em que ainda era um moleque insano que gravava sua própria crise de dor de barriga no primeiro disco do Mr. Bungle.
Mesmo com a já citada falta de criatividade, 'Dead Cross' não é um álbum ruim, MUITO pelo contrário. Só não é também tão genial quanto boa parte da crítica vem apregoando por aí. É apenas um disco furioso e competente no que se propõe. E isso que já está de ótimo tamanho, não acham? Podem cair dentro sem medo!
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Angel Dust, o disco mais influente do Faith No More, completa 25 anos
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| Faith No More na época de Angel Dust, em 1992 |
Em 2003, a Kerrang lançou uma edição especial com os 50 discos mais influentes de todos os tempos. E para a surpresa de muitos, no topo da lista estava Angel Dust, quarto trabalho de estúdio do Faith No More. Embora hoje o disco seja considerado um dos pilares para o caminho do rock pesado, o lançamento dele, no dia 8 de junho de 1992, foi visto por muitos como uma viagem na contra mão, desagradando gravadora e dividindo fãs no mundo inteiro.
O Faith No More conheceu a fama em 1990, um ano após lançar The Real Thing. O grupo ganhou prêmios, vendeu quatro milhões de discos, tocou para multidões e aturou uma tietagem ensandecida. Aqui no Brasil, o reconhecimento chegou um pouco mais tarde, e talvez por isso, obteve um alto grau de intensidade. Em curto tempo, passaram de desconhecidos ao “futuro do rock”. Esse culto, iniciado numa apresentação memorável na segunda edição do Rock in Rio, rendeu uma turnê nacional disputadíssima no mesmo ano. Mas o que ninguém sabia, era que isso seria o mais perto que o Faith No More chegaria do pop um dia.
Apenas alguns meses depois de ser considerado um fenômeno popular no Brasil, o Faith No More já não era mais unanimidade. A grande verdade é que poucos entenderam a proposta - que era realmente muito subversiva - e com isso, a rasteira foi inevitável. A Warner também não gostou nada do que ouviu e tentou convencer a banda que aquilo poderia ser uma espécie de suicídio comercial. O baixista Billy Gould disse que a gravadora ficou tão assustada quando recebeu o material de 'Angel Dust', que inclusive, chegou a sugerir que eles voltassem para o estúdio e repensassem o álbum.
"Eles ficaram horrorizados. Certamente estavam esperando canções mais comerciais ou cheias de refrões tipo "Epic". Mas notaram ali, que nunca mais teriam isso da gente"
Tudo em Angel Dust foi tramado e executado durante uma ressaca pós-fama. Até a belíssima capa do disco em contraste com a sua estranha contra-capa era proposital. Billy Gould afirmou que a arte gráfica resumia o álbum, que continha partes lindas e outras extremamente feias. Canções ruidosas como “Malpractice” e “Jizzlobber” disputavam espaço com outras de melancolia sublime, tipo “RV” ou “Kindergarten”. Segundo o baixista, essa disputa não era nada sadia. Angel Dust mesmo dotado de suprema intensidade, causava desconforto até mesmo para a banda. Billy afirmou: “Há em todas as canções, algo que desagrada algum integrante”. No disco, apenas “Everything’s Ruined” chega perto do Faith No More de 1989, o resto é algo completamente imprevisível e multi-composto.
A voz nasalada de Mike Patton, que já era uma marca registrada da banda em músicas como "Epic" e "Falling To Pieces" foi completamente abandonada pelo vocalista. Em Angel Dust, Patton começou a desenvolver a sua variedade vocal, experimentando novos timbres e abusando de letras subjetivas e poéticas. Se a interpretação de Patton foi um ponto alto, artisticamente falando, comercialmente, a imagem "fácil" do vocalista foi desintegrada. Entre banhos de urina, defecação em programas de rádio e visual embrutecido, Patton tornou-se uma figura cult e abominável. E nada mais foi como antes.
Mas não foi só a música que sofreu um enorme avesso. A imagem da banda também foi contaminada pelo momento de repulsa à fama. O grupo de roqueiros cabeludos deu lugar a um estranho quinteto, e os vídeos com efeitos especiais foram substituídos por travestis e scripts obscuros. Afinal, o que tinha se tornado o Faith No More? Hoje, ao ouvir discos geniosamente sem-pés-nem-cabeças como King For A Day, Fool For A Lifetime ou Album Of The Year, a resposta é fácil e óbvia: o Faith No More tinha se tornado uma banda singular.
Tal singularidade expôs o Faith No More a um enorme declínio popular, mas a sonoridade rara de Angel Dust fincou o grupo nos píncaros do pioneirismo do rock pesado - influenciando bandas como Korn, Deftones, System Of A Down, Incubus e Slipknot. Em 1992, quase nada era tão estranho e bizarro. Mesmo assim, foi considerado o álbum do ano pela Q Magazine e pela revista alemã Musik Express Sounds.
Angel Dust nada mais é que o último suspiro juvenil do Faith No More. Depois disso, o grupo obteve maturidade esquizofrênica suficiente para manter a sua proposta sincopada e variável. Após Angel Dust, o imprevisível passou a ser o maior rótulo da banda e - independente das insanidades sonoras - ninguém nunca mais foi pego de surpresa.
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Dead Cross: nova banda de Mike Patton e Dave Lombardo libera faixa inédita
Foto: Divulgação
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| Formação do Dead Cross com Patton, Crain, Lombardo e Pearson |
É muito apontado, direto e visceral. De certa forma, isso me lembra coisas que nós todos amávamos quando éramos adolescentes. Tipo bandas como Accüsed, Deep Wound ou Siege, coisas que eram apenas brutais, intransigentes e diretas ao ponto.Oficialmente, o disco de estreia do Dead Cross tem data de lançamento prevista para o dia 4 de agosto. Ele foi produzido pelo renomado Ross Robinson e o título do disco é homônimo. Para ajudar na divulgação, a Ipecac liberou a inédita "Grave Slave" - que pode ser ouvida AQUI.
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Mike Patton relança 'Mondo Cane' em LP no dia em que completa 49 anos de idade
Foto: Harrison Saragossi
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| Mike Patton completa 49 anos e relança disco solo 'Mondo Cane' |
Para facilitar os colecionadores, o relançamento de 'Mondo Cane' também virá com um cartão para download das faixas no formato mp3. Então quem quiser adquirir o LP de 'Mondo Cane', basta clicar AQUI e garantir o seu.
1. Il Cielo In Una Stanza
2. Che Notte!
3. Ore D'Amore
4. Deep Down
5. Quello Che Conta
6. Urlo Negro
7. Scalinatella
8. L'Uomo Che Non Sapeva Amare
9. 20 KM Al Giorno
10. Ti Offro Da Bere
11. Senza Fine
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
terça-feira, 21 de junho de 2016
27 anos depois, Billy Gould fala sobre 'The Real Thing', disco que mudou a vida do Faith No More
Foto: Divulgação
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| Faith No More em 1989, na época que lançaram o disco The Real Thing |
Um show pode mudar a vida de um disco? Aqui no Brasil, isso aconteceu. Em janeiro de 1991, após uma apresentação antológica (Rock in Rio 2), o disco The Real Thing foi caçado selvagemente em todas as lojas do país. Para a grande surpresa da maioria das pessoas, ele já estava na praça há dois anos (desde 1989). Aqui, o álbum saiu em dois formatos na época: LP e fita k-7. Inclusive, ter a fita era mais interessante, já que ela vinha com duas músicas extras (a balada "Edge Of The World" e "War Pigs", do Sabbath). Em um bate-papo com Billy Gould, baixista e fundador do grupo, ele disse que a banda não tinha feito muitas músicas para o disco e que a gravadora aproveitou todas as sobras na época.
"Além dessas que estão no álbum, as únicas sobras foram "The Cowboy Song" e "The Grade", que acabaram sendo lançadas pela gravadora como faixas extras do nosso álbum ao vivo na Brixton Academy", afirmou Billy, com exclusividade ao Rock On Board.
Como a maioria dos fãs já sabem, após o sucesso do disco, o rótulo 'funk metal' incomodou tanto a banda que eles acabaram se afastando totalmente dessa proposta no álbum posterior - o cultuado Angel Dust. Mas é fato que o Faith No More só é o Faith No More por culpa de The Real Thing - o disco que transformou, que mudou, que deu vida ao grupo. Antes disso, eles não passavam de cinco rapazes esquisitos da Bay Area que flertavam com o pós punk e o funk rock dos Chili Peppers.
Para muitos, a entrada de Mike Patton na banda foi o que realmente catapultou The Real Thing ao sucesso. Mais versátil e melhor cantor que Chuck Mosley, Patton também trouxe uma imagem mais comercial ao quinteto, o que potencializou o sucesso de vídeo clipes, como "From Out Of Nowhere", "Epic" e "Falling To Pieces". No entanto, a ascensão sonora do Faith No More não teve tanta influência do vocalista, já que a estrutura musical de The Real Thing já estava praticamente pronta quando ele chegou. Billy Gould diz:
"Quando Patton entrou na banda, nós já tínhamos a maioria das músicas de The Real Thing escritas. Acho que 85% das músicas já estavam totalmente finalizadas. Pensando bem, talvez 95%", calculou.
O maior sucesso do disco, quiçá do grupo, é a música "Epic", um dos hits mais inovadores que o rock pesado viu um dia. Além das batidas tribais, vocais apoiados no rap e guitarras oriundas do heavy metal, a canção se destaca principalmente pelo piano clássico no final - eternizado pela a imagem de um peixe se debatendo no vídeo clipe. Billy Gould afirma que esse arranjo do piano sempre fez parte da canção e que não foi colocado de forma sugestiva na hora da gravação. Inclusive ele fala que possui ainda a versão demo da música guardada.
"A música foi escrita originalmente com esse piano no final. Inclusive, eu que fiz esse arranjo. Certamente eu tenho as gravações originais com "Epic" em algum lugar na minha pilha de fitas que fica no meu porão de casa"
É curioso dizer também, que hoje The Real Thing é o disco pop do Faith No More. Curioso, porque ele é facilmente encontrado nas prateleiras de heavy metal. Não foi por acaso também que ele foi considerado o álbum do ano por alguns tabloides conceituados (Spin e Kerrang). Afinal, ele conseguia misturar de forma estilosa as exóticas influências de seus integrantes sem perder a tendência ao hard/trash. Sem sombra de dúvidas, The Real Thing era uma das coisas mais originais que o rock pesado poderia oferecer na época. Mas como Billy Gould vê o disco hoje em dia?
"Hummm... Para ser honesto, eu quase não escuto mais este disco. Mas adorava ele na época em que foi lançado. Não gosto muito de pensar nos discos pela importância causada no tempo e sim de como ele foi importante na época para o que entendíamos ser necessário para a banda. Tanto que não tenho um disco preferido ou que acho ser mais importante. Gosto de todos da mesma forma"
The Real Thing obteve um sucesso estrondoso ao redor do mundo, e ajudou a popularizar um estilo até então novo: o funk o’metal. Como era de se esperar, o Faith No More virou moda nos quatro cantos do planeta - aqui no Brasil então, foi uma verdadeira febre. Depois de conhecer a fama, a banda inovou mais uma vez no genial Angel Dust. Mas aí já é uma outra história, que foi contada em um outro capítulo e pode ser conferida AQUI.
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quinta-feira, 2 de junho de 2016
Faith No More anuncia versão comemorativa de 'We Care A Lot' para agosto
Foto: Divulgação
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| Faith No More vai relançar disco de estreia com vários bônus |
Além de todas as faixas remasterizadas, o relançamento vai conter ainda vários bônus, como demo tracks, versões ao vivo e alguns remixes. Entre as surpresas do material, há uma sessão de fotos com cenas no estúdio durante a gravação original do álbum e algumas notas escritas pelo tecladista Roddy Bottum. O disco foi remasterizado direto das fitas originais pelo conceituado Maor Appelbaum, que já trabalhou com outros grandes nomes do rock, como Yes, Rob Halford e Limp Bizkit. We Care A Lot - Deluxe Band Reissue tem lançamento mundial marcado para o dia 19 de agosto.
We Care A Lot - Deluxe Band Reissue
1-We Care A Lot
2-The Jungle
3-Mark Bowen
4-Jim
5-Why Do You Brother
6-Greed
7-Pills For Breakfast
8-As The Worm Turns
9-Arabian Disco
10-New Beginnings
Extras:
11-Greed (Original Demo)
12-Mark Bowen (Original Demo)
13-Arabian Disco (Original Demo)
14-Intro (Original Demo)
15-We Care A Lot (2016 Mix)
16-Pills For Breakfast (2016 Mix)
17-As The Worm Turns (2016 Mix)
18-The Jungle (Live 1986)
19-New Beginnings (Live 1986)
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terça-feira, 3 de maio de 2016
Discos: Kaada / Patton (Bacteria Cult)
Foto: Divulgação
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| Mike Patton (Faith No More) e o compositor norueguês John Kaada |
"Bacteria Cult"
Ipecac Recordings; 2016
Por Bruno Eduardo
John Kaada já produziu uma gama de álbuns ecléticos. Ele é certamente um dos compositores noruegueses mais requisitados no mundo das trilhas sonoras. Entre vários trabalhos solos e algumas improvisações, há também uma destacada parceria com o multi-talentoso Mike Patton. Patton, por sua vez, não precisa de grandes apresentações - principalmente para os fãs de rock, que cresceram ouvindo o som do Faith No More. No entanto, com o fim do FNM em 1998 (a banda voltou em 2009), o cantor se meteu com artistas de todos os segmentos e colecionou uma lista enorme de projetos experimentais e parcerias das mais improváveis. Numa de suas mais bem sucedidas aventuras, surgiu esse encontro com o compositor norueguês.
A primeira colaboração entre estes dois talentos da música contemporânea aconteceu em 2004 com o lançamento de "Romances" - uma peça clássica que tinha pouca semelhança com qualquer outra coisa que Patton tinha se "metido a fazer" - talvez, com exceção de "Director's Cut" (uma trilha sonora heavy metal para filmes de terror/suspense, lançado pelo Fantômas). Essa parceria rendeu também um magnífico DVD ao vivo, lançado em 2007, que traz a apresentação da banda no Roskilde Festival 2005 na íntegra e cenas de ensaios e backstage.
Emparelhado com a Orquestra Sinfônica de Stavanger, Kaada criou um cenário exuberante para a voz incrivelmente versátil de Mike Patton. Poucos cantores de rock e metal na atualidade conseguem caminhar com tanto sucesso entre o punch e música clássica. A desenvoltura vocal de Patton é capaz de proporcionar um fluxo interminável de composições variadas, sem qualquer tentativa de impor sua marca ou fazer firulas desnecessárias.
O disco abre com a assombrosa "Red Rainbow", que traz violinos e uma levada percussiva crescente. Já "Black Albino" é puro Ennio Morricone - que não por acaso, é uma das maiores referências de Mike Patton. A canção remete aos antigos filmes de velho oeste. A sinistra "Peste Bubónica" faz por capturar a energia obscura causada por um dos mais terríveis acontecimentos da história europeia. É um belo exemplo de quão impressionante a música pode ser, principalmente na tarefa de obter respostas emocionais de seus ouvintes. O medo dá lugar à delicadeza em "Papillion", que é também uma das mais fracas do disco.
"Dispossession" se baseia em composições clássicas de John Barry, que marcou inúmeros filmes de James Bond, e que também já foi lembrado pelo Faith No More no disco Angel Dust ("Midnight Cowboy"). A faixa é sutil e misteriosa, e justapõe um som de cordas com o rico barítono de Patton. O senso de humor também está presente em "A Burnt Out Case", com muito mais presença de vocais. Porém, nada resume tão bem a parceria de Kaada e Patton quanto "Imodium". A canção inclusive já rendeu o primeiro vídeo clipe do álbum [assista AQUI]. Bacteria Cult chega ao final com a grandiosa "Fountain Gasoline", que remete muito ao primeiro disco, Romances.
Em Bacteria Cult, John Kaada e Mike Patton conseguem mais uma vez repetir a bem sucedida parceria de anos atrás. Em um conjunto eclético e de extremo bom gosto, a dupla recria a mesma peça musical clássica e moderna, capaz de despertar a imaginação e os ouvidos de quem, acima de tudo, possui mente aberta para a música - independente de gênero ou modelo. É em suma, um disco para ser apreciado nos seus detalhes sonoros, e que merece ser testemunhado ao vivo em grandes salas de música no mundo inteiro.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Ex-vocal do Faith No More prepara turnê de 30 anos do disco 'Introduce Yourself'
Foto: Divulgação
Chuck Mosley confirmou com exclusividade ao Rock On Board que está planejando uma turnê comemorativa aos trinta anos do álbum Introduce Yourself. Lançado em 1987, o disco foi o primeiro trabalho do Faith No More em uma grande gravadora. Este também é o último do grupo com Chuck Mosley no vocal. Introduce Yourself foi responsável por ter levado o Faith No More a sua primeira turnê na Inglaterra, e teve boa repercussão na mídia, principalmente pelo hit "We Care A Lot" - que inclusive, ganhou uma regravação especial neste álbum. Outro hit do disco, que também rendeu clipe na MTV, foi a dançante, "Anne's Song". A Reintroduce Yourself World Tour 2016, deve começar em breve. De acordo com Chuck, ele vai tocar o álbum na íntegra, além de outras surpresas. O cantor revelou ainda que pretende trazer o show ao Brasil, mas que ainda está fechando alguns detalhes para poder iniciar conversas com os produtores interessados. Acontecendo, esta será a primeira vez de Chuck Mosley no Brasil, já que o Faith No More só apareceu por aqui após a entrada de Mike Patton.
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
Faith No More é atração do Rock On The Roof, no Imperator
Foto: Divulgação
Nesta sexta-feira (20), o Rock On The Roof volta ao Imperator (RJ) às 19h e tem o grupo Faith No More como atração da noite. A iniciativa do evento consiste em audições completas de discos relevantes para o rock mundial. Antes de cada audição, um convidado faz uma análise do álbum escolhido como tema, apresentando detalhes da sua produção, curiosidades da obra e a sua relevância para a música. Acontecem ainda sorteios de brindes relacionados ao artista, como discos, dvds e livros. Para esta oportunidade, a produção escolheu o terceiro disco de estúdio do Faith No More, The Real Thing - que será analisado pelo jornalista e editor do Rock On Board, Bruno Eduardo. Durante a semana que antecede o evento, o jornalista conversou com o baixista do Faith No More, Billy Gould, para obter mais curiosidades sobre o período de produção do álbum. The Real Thing é o disco mais vendido do Faith No More e marca a estreia do vocalista Mike Patton. Nele, estão os super hits "Epic", "Falling To Pieces", "Edge Of The World" e "From Out Of Nowhere".
Com entrada gratuita o #ROTR, chega a sua segunda temporada ocupando o Terraço do Imperator, tradicional ponto de cultura da Zona Norte carioca. O evento vem acontecendo todas as sextas-feiras desde novembro, e conta com a parceria da maior empresa de streaming do mundo, o Spotify - que é o responsável por executar cada um dos álbuns escolhidos para o projeto. O Imperator fica na Rua Dias da Cruz, 170, Méier. Vale lembrar também, que nesta sexta-feira, dia 20, é feriado na cidade. A produção do evento é uma parceria entre a Maldita 3.0 e Imperator.
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terça-feira, 20 de outubro de 2015
Faith No More lança seu primeiro clipe produzido em dezessete anos; assista!
Foto: Divulgação
O Faith No More acaba de lançar um vídeo clipe para a música "Sunny Side Up", terceiro single do disco Sol Invictus. Esse é o primeiro vídeo clipe produzido em dezessete anos - o último foi "I Started A Joke", que serviu para divulgar a coletânea Who Cares A Lot?. Os vídeos anteriores ("Superhero", e a própria "Sunny Side Up") haviam sido retirados de uma apresentação da banda em Detroit, na última turnê americana do FNM. "Sunny Side Up" não traz a banda original, e sim idosos representando os integrantes, inclusive com todos os trejeitos característicos do quinteto. O vídeo foi produzido por Joe Lynch. Assista AQUI!
Sol Invictus vendeu mais de 30 mil cópias nos Estados Unidos apenas na primeira semana e atingiu a 14ª posição na Billboard. Além disso, o disco também figurou na 2º colocação na Australia; 4º lugar na Alemanha; 6º lugar no Reino Unido. O Faith No More passou recentemente pelo Brasil para shows em São Paulo e no Rio (Rock in Rio).
Na estrada desde 1981, eles conheceram a fama após a entrada do vocalista Mike Patton, carregado pelos hits "Epic", "Falling to Pieces", "From Out Of Nowhere" e "Edge Of The World" do disco The Real Thing (1989). O álbum Angel Dust, de 1992, obteve o mesmo sucesso comercial, sendo apontado como o grande precursor do Nu-Metal. Após outros dois álbuns (King For A Day Fool For A Lifetime e Album Of The Year), a banda encerrou as atividades, voltando a se reunir em 2009 de forma definitiva. O disco Sol Invictus é o primeiro da banda em dezoito anos, e segue aclamado no mundo inteiro [leia a resenha AQUI].
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sábado, 26 de setembro de 2015
Rock in Rio 2015: Show do Faith No More tem tombo de Patton e resposta fria do público
Foto: Bruno Eduardo
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| Mike Patton caiu do palco ao tentar se jogar no público |
Por Bruno Eduardo
Ao contrário de vinte quatro anos atrás, quando entrou para história do festival por desbancar o Guns N'Roses, dessa vez o Faith No More não teve a mesma força para conquistar o público presente na Cidade do Rock.
Mantendo a mesma cenografia de sua última - e ótima - passagem pelo país em 2011 [saiba como foi AQUI], o quinteto iniciou o show com a fraca "Motherfucker", de seu novo disco, Sol Invictus. No entanto, a seqüência com duas pancadas das antigas ("From Out Of Nowhere" e "Caffeine") tratou de colocar as coisas no eixo. Foi neste momento que Mike Patton caiu no fosso dos fotógrafos ao errar um stage dive (mosh). Dali para frente, Patton passou o show inteiro fazendo caretas de dor e se manteve estático no palco. "Tranquilo", disse ele. Mas o que se via era o contrário. O cantor parecia incomodado com a resposta do público e com seu desempenho vocal, que parecia bem comprometido.
O super hit "Epic" surgiu logo no início da apresentação, e deu uma falsa impressão de que tudo seguiria em clima de celebração. Mas nem mesmo o maior sucesso do grupo foi capaz de cativar os maggots (como são conhecidos os fãs de Slipknot). Outras famosas dos tempos de MTV foram "Midlife Crisis" e "Easy" - igualmente ignoradas pelos camisas pretas. Das nostálgicas, só "Ashes To Ashes" fez o público pular de verdade. Talvez esse fosse um show mais indicado ao Palco Sunset, já que a banda mantém um clima bem mais intimista do que o próprio festival sugere.
Mesmo que a receptividade não fosse das mais quentes, o grupo também não se esforçou para modificar o quadro - o que é normal vindo deles. A banda decidiu seguir o roteiro, dispensando assim, algumas músicas que talvez fossem mais apropriadas a um grande festival - como "Be Aggressive", "Land Of Sunshine", "The Real Thing", "A Small Victory", "Digging the Grave", e "Falling To Pieces". Do novo álbum, eles apresentaram quatro canções, com destaque para o rolo compressor "Separation Anxiety" e a enérgica "Superhero" - ambas muito bem aceitas.
O show ainda teve tempo para um bis de contrato, onde eles preferiram manter o protocolo na cover totalmente dispensável de "I Started A Joke". Nem mesmo a ótima "Just A Man", e a clássica - finalmente! - "We Care A Lot" foram capazes de dar brilho a esta apresentação, que infelizmente, está fadada a ser lembrada apenas pelo tombo de Mike Patton. Uma pena, pois o Faith No More é muito mais do que isso.
Foto: Bruno Eduardo
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| Discreto, o tecladista Roddy Bottum pouco falou com o público |
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Show do Faith No More em São Paulo terá abertura de banda chilena
O Faith No More chega ao Brasil em setembro para divulgar seu novo disco, Sol Invictus [leia a resenha do disco AQUI]. O grupo, que integra o line up do Rock in Rio, confirmou apresentação única em São Paulo, no dia 24, no Espaço das Américas. É a sexta vez que o grupo se apresenta no país, tendo estreado em solos brasileiros em janeiro de 1991, no Rock in Rio, repetindo a dose no final do mesmo ano, com cinco shows no país. Em 1995, a banda voltou ao Brasil para se apresentar no festival Monsters of Rock. Em 2009 a turnê brasileira passou por Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Em 2011, a banda chegou ao país para o encerramento do festival SWU. O Faith No More é considerado um dos grupos mais relevantes do rock alternativo. Na estrada desde 1982, eles conheceram a fama após a entrada do vocalista Mike Patton, carregado pelos hits "Epic", "Falling to Pieces", "From Out Of Nowhere" e "Edge Of The World" do disco The Real Thing (1989). O álbum Angel Dust, de 1992, obteve o mesmo sucesso comercial, sendo apontado como o grande precursor do Nu-Metal. Após outros dois álbuns (King For A Day, Fool For A Lifetime e Album Of The Year), a banda encerrou as atividades, voltando em 2009 de forma definitiva.
Banda chilena abre o show em São Paulo
Para abrir a apresentação paulista o FNM anunciou a banda chilena Como Asesinar a Felipes, que é considerada uma das maiores revelações da cena musical latina dos últimos anos. Formada em 2006 na capital do Chile, Santiago, o CAF é uma banda de piano, baixo e percussão, que conta ainda com o vocal de um MC, um DJ e faz um som que mistura jazz, música clássica, hip hop, rock e música eletrônica. Lançaram seu primeiro álbum em 2008 e, de lá pra cá, mais quatro trabalhos já chegaram ao público. Já se apresentaram em turnê por vários países da América Latina, pelo México e também pelos EUA, além de integrarem o cast de festivais como Maquinaria e Lollapalooza. Desde 2010 são contratados da gravadora Kollarrow Records, de Bill Gould.
Banda chilena abre o show em São Paulo
Para abrir a apresentação paulista o FNM anunciou a banda chilena Como Asesinar a Felipes, que é considerada uma das maiores revelações da cena musical latina dos últimos anos. Formada em 2006 na capital do Chile, Santiago, o CAF é uma banda de piano, baixo e percussão, que conta ainda com o vocal de um MC, um DJ e faz um som que mistura jazz, música clássica, hip hop, rock e música eletrônica. Lançaram seu primeiro álbum em 2008 e, de lá pra cá, mais quatro trabalhos já chegaram ao público. Já se apresentaram em turnê por vários países da América Latina, pelo México e também pelos EUA, além de integrarem o cast de festivais como Maquinaria e Lollapalooza. Desde 2010 são contratados da gravadora Kollarrow Records, de Bill Gould.
O show do FNM em São Paulo pertence à plataforma Samsung Galaxy S6 Live Music Rocks, em uma realização da Move Concerts, apresentado por Samsung Galaxy S6 e patrocinado por Sky e Budweiser. Os ingressos estão disponíveis no site da Livepass.
FAITH NO MORE EM SÃO PAULO
Data: 24 de setembro, quinta-feira
Local: Espaço das Américas
Endereço: R. Tagipuru, 795 – Barra Funda
Horário: 19h (abertura da casa)
Banda de abertura: Como Asesinar A Felipes
Endereço: R. Tagipuru, 795 – Barra Funda
Horário: 19h (abertura da casa)
Banda de abertura: Como Asesinar A Felipes
Ingressos: Livepass
Pista Premium / Bud Zone (inteira) – R$ 370,00
Pista Premium / Bud Zone (meia-entrada) – R$185,00
Mezanino (inteira) – R$ 370,00
Mezanino (meia-entrada) – R$ 185,00
Pista (inteira) – R$190,00
Pista (meia-entrada) – R$ 95,00
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Faith No More lança clipe para "Sunny Side Up", terceiro single de Sol Invictus
Foto: Divulgação
O Faith No More acaba de lançar um vídeo para a faixa "Sunny Side Up", terceiro single do disco Sol Invictus. O clipe foi tirado de uma apresentação da banda em Detroit, durante a turnê norte-americana deste ano. Sol Invictus vendeu mais de 30 mil cópias nos Estados Unidos apenas na primeira semana e atingiu a 14ª posição na Billboard. Além disso, o disco também figurou na 2º colocação na Australia; 4º lugar na Alemanha; 6º lugar no Reino Unido. O Faith No More está prestes a desembarcar no Brasil para shows em São Paulo e no Rio (Rock in Rio). Eles se apresentam no Espaço das Américas no dia 24 de setembro e no dia seguinte sacodem o Rock in Rio com as bandas Slipknot e Mastodon. Na estrada desde 1981, eles conheceram a fama após a entrada do vocalista Mike Patton, carregado pelos hits "Epic", "Falling to Pieces", "From Out Of Nowhere" e "Edge Of The World" do disco The Real Thing (1989). O álbum Angel Dust, de 1992, obteve o mesmo sucesso comercial, sendo apontado como o grande precursor do Nu-Metal. Após outros dois álbuns (King For A Day Fool For A Lifetime e Album Of The Year), a banda encerrou as atividades, voltando a se reunir em 2009 de forma definitiva. O disco Sol Invictus é o primeiro da banda em dezoito anos, e segue aclamado no mundo inteiro [leia a resenha AQUI].
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quarta-feira, 17 de junho de 2015
Confira o line up do Rock in Rio 2015
Comemorando 30 anos de história, o Rock in Rio é o maior evento de música e entretenimento do mundo por uma série de razões. Das quatorze edições anteriores, cinco ocorreram no Brasil (1985, 1991, 2001, 2011 e 2013), seis em Portugal (2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014) e três na Espanha (2008, 2010 e 2012). Em 2015, o Rock in Rio acontecerá em Las Vegas, EUA, em maio, pela primeira vez. Em setembro, a sexta edição no Brasil acontecerá na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro. Todos os ingressos estão esgotados. Abaixo, a programação do festival com os artistas já confirmados.
18 de setembro
Palco Mundo:
Queen
OneRepublic
The Script
Rock in Rio 30 anos
Palco Sunset:
Tributo À Cássia Eller
Lenine + Nação Zumbi + Martin Fondse
Ira! + Rappin Hood + Toni Tornado
Dônica + Arthur Verocai
Rock Street:
João Donato
Rabo de Lagartixa
Joyce Cândido
19 de setembro
Palco Mundo:
Metallica
Mötley Crüe
Royal Blood
Gojira
Palco Sunset:
Korn
Ministry
Angra + Dee Snider (Twisted Sister) + Doro Pesch;
Noturnall + Michael Kiske (Helloween)
Rock Street:
Motorocker
República
Krow
20 de setembro
Palco Mundo:
Rod Stewart
Elton john
Seal
Os Paralamas do Sucesso
Palco Sunset:
John Legend
Magic!
Baby do Brasil + Pepeu Gomes
Alice Caymmi + Eumir Deodato
Rock Street:
João Sabiá
Rodrigo Shá
Gabriel Moura
24 de setembro
Palco Mundo:
System Of A Down
Queens Of The Stone Age
Hollywood Vampires
CPM22
Palco Sunset:
Deftones
Lamb of God
Halestorm
Project 46 + John Wayne
Rock Street:
Age Of Artemis
About2Crash
Eminence
25 de setembro
Palco Mundo:
Slipknot
Faith No More
Mastodon
De La Tierra
Palco Sunset:
Steve Vai + Camerata Florianópolis
Nightwish + Tony Kakko (Sonata Arctica)
Moonspell + Derrick Green (Sepultura)
The Heavy Metal Allstars em tributo aos filmes de Terror
Rock Street:
Wilson Sideram + Luana Camarah
Baia
Bula
26 de setembro
Palco Mundo:
Rihana
Sam Smith
Sheppard
Lulu Santos
Palco Sunset:
Sérgio Mendes + Carlinhos Brown
Angélique Kidjo
Erasmo Carlos + Ultraje a Rigor
Brothers of Brazil
Rock Street:
George Israel
Rodrigo Santos
Autoramas
27 de setembro
Palco Mundo:
Katy Perry
A-ha
Robyn
Cidade Negra
Palco Sunset:
Al Jarreau + convidado
Aurea + Boss AC
Suricato e Raul Midón
Rock Street:
Maria Luiza
Marcos Valle
Bossa Cuca Nova
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terça-feira, 5 de maio de 2015
Faith No More anuncia show em São Paulo
O Faith No More chega ao Brasil em setembro para divulgar seu novo disco, Sol Invictus [leia a resenha do disco AQUI]. O grupo, que integra o line up do Rock in Rio, confirmou apresentação única em São Paulo, no dia 24, no Espaço das Américas. É a sexta vez que o grupo se apresenta no país, tendo estreado em solos brasileiros em janeiro de 1991, no Rock in Rio, repetindo a dose no final do mesmo ano, com cinco shows no país. Em 1995, a banda voltou ao Brasil para se apresentar no festival Monsters of Rock. Em 2009 a turnê brasileira passou por Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Em 2011, a banda chegou ao país para o encerramento do festival SWU. O Faith No More é considerado um dos grupos mais relevantes do rock alternativo. Na estrada desde 1982, eles conheceram a fama após a entrada do vocalista Mike Patton, carregado pelos hits "Epic", "Falling to Pieces", "From Out Of Nowhere" e "Edge Of The World" do disco The Real Thing (1989). O álbum Angel Dust, de 1992, obteve o mesmo sucesso comercial, sendo apontado como o grande precursor do Nu-Metal. Após outros dois álbuns (King For A Day, Fool For A Lifetime e Album Of The Year), a banda encerrou as atividades, voltando em 2009 de forma definitiva.
Banda chilena abre o show em São Paulo
Para abrir a apresentação paulista o FNM anunciou a banda chilena Como Asesinar a Felipes, que é considerada uma das maiores revelações da cena musical latina dos últimos anos. Formada em 2006 na capital do Chile, Santiago, o CAF é uma banda de piano, baixo e percussão, que conta ainda com o vocal de um MC, um DJ e faz um som que mistura jazz, música clássica, hip hop, rock e música eletrônica. Lançaram seu primeiro álbum em 2008 e, de lá pra cá, mais quatro trabalhos já chegaram ao público. Já se apresentaram em turnê por vários países da América Latina, pelo México e também pelos EUA, além de integrarem o cast de festivais como Maquinaria e Lollapalooza. Desde 2010 são contratados da gravadora Kollarrow Records, de Bill Gould.
Banda chilena abre o show em São Paulo
Para abrir a apresentação paulista o FNM anunciou a banda chilena Como Asesinar a Felipes, que é considerada uma das maiores revelações da cena musical latina dos últimos anos. Formada em 2006 na capital do Chile, Santiago, o CAF é uma banda de piano, baixo e percussão, que conta ainda com o vocal de um MC, um DJ e faz um som que mistura jazz, música clássica, hip hop, rock e música eletrônica. Lançaram seu primeiro álbum em 2008 e, de lá pra cá, mais quatro trabalhos já chegaram ao público. Já se apresentaram em turnê por vários países da América Latina, pelo México e também pelos EUA, além de integrarem o cast de festivais como Maquinaria e Lollapalooza. Desde 2010 são contratados da gravadora Kollarrow Records, de Bill Gould.
O show do FNM em São Paulo pertence à plataforma Samsung Galaxy S6 Live Music Rocks, em uma realização da Move Concerts, apresentado por Samsung Galaxy S6 e patrocinado por Sky e Budweiser. Os ingressos estão disponíveis no site da Livepass.
FAITH NO MORE EM SÃO PAULO
Data: 24 de setembro, quinta-feira
Local: Espaço das Américas
Endereço: R. Tagipuru, 795 – Barra Funda
Horário: 19h (abertura da casa)
Banda de abertura: Como Asesinar A Felipes
Endereço: R. Tagipuru, 795 – Barra Funda
Horário: 19h (abertura da casa)
Banda de abertura: Como Asesinar A Felipes
Ingressos: Livepass
Pista Premium / Bud Zone (inteira) – R$ 370,00
Pista Premium / Bud Zone (meia-entrada) – R$185,00
Mezanino (inteira) – R$ 370,00
Mezanino (meia-entrada) – R$ 185,00
Pista (inteira) – R$190,00
Pista (meia-entrada) – R$ 95,00
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
Faith No More, Slipknot e SOAD são alguns nomes do Rock in Rio que também tocam em São Paulo
Com todos os ingressos esgotados para o Rock in Rio, algumas das principais bandas do line up começam a confirmar shows exclusivos na capital paulista. Queen + Adam Lambert estreiam na cidade no dia 16 de setembro e o local deve ser mesmo o Ginásio do Ibirapuera. O músico britânico Rod Stewart prepara uma antológica apresentação para o dia 19 de setembro no estádio Allianz Parque. No dia 24, o Faith No More divulga seu novo disco, Sol Invictus, em única apresentação no Espaço das Américas. Já o System Of A Down toca dia 25 de setembro na Arena Anhebi, com abertura do Deftones. A Arena Anhebi também recebe os grupos Slipknot e Mastodon no dia 27 . Segundo o jornalista José Norberto Fesch, do Destak, a banda Nightwish também tem presença certa na cidade paulistana. Segundo ele, o show acontece no dia 26 de setembro, no HSBC Brasil. A Midiorama está sendo a produtora oficial de todos os shows confirmados até o momento. Ainda não foram divulgadas informações sobre ingressos.
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
Discos: Faith No More (Sol Invictus)
Foto: Divulgação
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| Faith No More retorna nostálgico e inovador em seu primeiro disco desde 1997 |
FAITH NO MORE
Sol Invictus
Reclamation Records; 2015
Por Bruno Eduardo
É praticamente impossível - e inaceitável - pensar que o Faith No More ainda possa surpreender alguém nos dias de hoje. Quem conhece a história dessa banda, sabe que é um erro criar qualquer tipo de expectativa - no bom e no mau sentido. Mesmo assim, a audição instantânea de Sol Invictus, primeiro disco do grupo em dezoito anos, é capaz ainda de causar as mais diversas - e estranhas - sensações. O que pode ser considerado algo comum, já que com exceção de The Real Thing, todos os outros discos do grupo com Mike Patton tiveram essa 'marca registrada'.
Seria redundante dizer também, que Sol Invictus não tem nada a ver com qualquer outro disco lançado pelo quinteto em seus mais de trinta anos de estrada. A banda nunca se repetiu, nem mesmo sob a pressão pesada da gravadora no início dos anos noventa. "Este é apenas mais um disco do Faith No More", disse o tecladista Roddy Bottum. E como todos sabem, um disco do FNM é sempre impossível de ser correlacionado a qualquer outra coisa.
Não caia nessa também de que esse é um disco gótico, como o grupo chegou a afirmar - não é. O álbum possui algumas passagens oriundas do dream pop e do space rock, mas tudo de forma curta, como pequenos flertes em uma noite de baile. Fazendo uma analogia de toda discografia, não seria exagero afirmar que desde Angel Dust o grupo não apresenta algo tão uniforme. A sensação que se tem é de que todas as canções foram feitas para estar ali, e que nenhuma delas soa excessivamente fora de contexto ou perdida, como aconteceu nos últimos trabalhos da banda. A maior prova disso, é que até "Motherfucker" - considerada a mais fraca das inéditas - faz mais sentido agora do que quando foi lançada de forma isolada, como primeiro single.
Pianos de baixa escala e um início sombrio logo na abertura do álbum, servem apenas como uma introdução cinematográfica do que estaria por vir. Mas a faixa-título não entrega o jogo. Definitivamente, Sol Invictus não é um disco de rock pesado, mas ele é rico em texturas e vocais brilhantes. As ótimas "Sunny Side Up" e "Rise Of The Fall", por exemplo, são carregadas exclusivamente pelas melodias particulares de Mike Patton e Roddy Bottum, e "Superhero", o segundo single do álbum, é talvez a mais nostálgica deste novo trabalho - um hard cheio de pianos e com o baixo nervoso de Billy Gould; "Matador" também, só que com doses contemporâneas e vocal retrô (caberia fácil num lado B de Angel Dust). O resto do disco transita por uma variedade de influências - das mais diversas, que vão do rock alternativo ao tango (?) - e consegue se manter untado principalmente pela firmeza da dupla Gould / Bordin.
A elétrica "Separation Anxiety" traz um lado mais exposto - quase virtuoso - do guitarrista Jon Hudson, e remete um pouco ao som desenfreado do Tomahawk; já "Cone Of Shame" - uma das melhores - é talvez a mais "rock" do disco e se destaca pela não ramificação de gêneros. Começa num clima meio bluesy e termina numa gritaria só. A ambiguidade característica dos californianos chega ao ponto máximo na excêntrica "Black Friday" - que fala sobre a loucura consumista das pessoas - e na quase country, "From The Dead". Mas nada ao ponto de assustar os fãs, já acostumados com toda 'porralouquice' da banda.
Uma das coisas boas desse disco, é que mesmo cheio de oscilações, a atmosfera permanece leve - fruto do momento pacífico em que eles se encontram. Pela primeira vez desde The Real Thing, temos a nítida impressão de que eles não estão tentando se livrar de qualquer estigma, ou parecem demasiadamente desesperados em sua busca incessante por sair do convencional. Tudo aqui é muito natural, e talvez por isso, funcione até nos momento mais controversos.
Embora possa ser considerado um disco curto - tem aproximadamente quarenta minutos de duração -, Sol Invictus é honesto e cheio de boas ideias. Em uma rápida - e talvez desnecessária - comparação, podemos dizer que este novo disco não é tão incisivo quanto Angel Dust, e nem tão tenso quanto Album Of The Year, por exemplo. O álbum também não segue a mesma proposta de We Care A Lot, como foi dito pela banda em algumas entrevistas. Aliás, ele não segue proposta nenhuma. O único mote desse disco foi surgir. E como uma flor rara em solo estéril, Sol Invictus cumpre bem o seu papel.
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