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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Na última edição do ano, Rio Novo Rock recebe a promissora Plutão Já Foi Planeta

Foto: Diego Marcel
Plutão Já Foi Planeta volta ao Rio para show no Imperator
Por Bruno Eduardo

O Rio Novo Rock chega a sua última edição do ano nesta quinta-feira (01), e traz ao palco do Imperator mais dois expoentes da nova cena. Além dos cariocas da Lisbela, o evento fecha 2016 com uma das grandes revelações da última edição do programa Superstar, da TV Globo: a banda Plutão Já Foi Planeta. O grupo, formado em Natal (RN), carrega uma grande legião de seguidores no Rio de Janeiro, que de acordo com a vocalista Natália Noronha, tem um dos públicos mais "cantantes" do país. "É um dos nossos melhores públicos. Sempre que a Plutão vem tocar no Rio é irado, porque a galera curte muito. Me faz lembrar até de nossa cidade", disse a vocalista por telefone, em exclusiva ao Rock On Board. Ela também falou sobre essa expectativa de tocar pela primeira vez no Rio Novo Rock. "A gente ouve falar muito do Rio Novo Rock. Sabemos que é um evento clássico da cena independente. O Far (From Alaska) de Natal, também tocou e ficamos sabendo que a galera comparece em massa. Só ouvimos coisas boas do festival e também queremos fazer história no Rio Novo Rock".

Um dos motivos para esse aumento de fãs da banda por todo o país foi a participação do grupo no programa de TV, Superstar. A banda não esconde que tudo mudou depois que apareceram no reality. A vida pós Superstar deu ao grupo uma popularidade que acabou refletida nos shows. "Realmente as coisas mudaram após o programa. A expectativa da galera aumentou bastante nos outros estados. Mas nós também saímos de lá com essa expectativa de receber o público nos shows, o que felizmente aconteceu. Foi uma coisa muito boa para a banda. Fomos do Nordeste ao Sul do país com as pessoas cantando a nossa música", disse Gustavo Arruda, guitarrista da banda. 

Mas não foi só na questão popular que o programa fez bem ao grupo. A boa participação da Plutão rendeu ainda um contrato com a gravadora Som Livre. A banda, que estava desde 2014 na estrada divulgando o primeiro disco da carreira, o ótimo Daqui Pra Lá, agora já está prestes a botar na praça o seu segundo trabalho, dessa vez por um selo. O outro guitarrista da banda, Sapulha Campos, deu alguns detalhes sobre o lançamento, que vai acontecer no início do próximo ano. "A ideia é lançar o disco bem no início do ano. Acredito que depois do carnaval. Ele terá 10 músicas e vai sair pelo selo Slap, que é da Som Livre". Será que o público carioca vai ouvir algumas músicas novas nesse show do Rio Novo Rock? De acordo com Sapulha, a banda deve tocar 4 ou 5 músicas do disco novo nesse show do RNR. Então é isso! Quinta-feira é dia de ir ao Imperator curtir a última edição do Rio Novo Rock 2016.

Nesta quarta-feira, a banda participa ao vivo do programa ARNews, às 20h.

RIO NOVO ROCK
Bandas: PLUTÃO JÁ FOI PLANETA E LISBELA
DJ Tom Leão + VJ Miguel Bandeira
Data: 01 de dezembro, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Nesta quinta, Baroni e 161 mostram a força da cena carioca no palco do Imperator

Foto: Divulgação
Direto da Zona Norte, o Baroni é uma das atrações do Rio Novo rock
A décima-primeira edição deste ano, no dia 03 de novembro (quinta), traz duas bandas novatas, mas que já dão seu recado pelos palcos do Rio de Janeiro. A banda 161 traz influências que passeiam pelo rap das periferias e pelo clima de um reggae bem praiano, unidos aos solos característicos do rock. Com pouco mais de dois anos de carreira já lançaram seu álbum ‘Um troféu para todo fel’. Já o grupo Baroni chega também com CD na praça ‘Quem somos nós?’ lançado no Parque Madureira onde o grupo conta com muitos fãs devido a sua forte militância na cena carioca da Zona Norte.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o DJ Roberto Cruz, residente da Tekiller Fiesta. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Miguel Bandeira.

Com quase dois anos, 29 edições, 57 bandas, 28 DJs e um público superior a 12.000 pessoas, o Rio Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. 

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Lucas Alves
161 vai mostrar sua mistura de rap, reggae e rock no Imperator
RIO NOVO ROCK
Bandas: 161 E BARONI
Data: 03 de novembro, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Bullet Bane e Helga prometem incendiar o palco do Rio Novo Rock

Foto: Divulgação
Bullet Bane promete esquentar o palco do Imperator nesta quinta-feira
Nesta quinta-feira (04), às 20h, o palco do Imperator recebe a oitava edição deste ano, numa noite que promete mostrar a nova cena do rock pesado nacional. De São Paulo vem a ótima Bullet Bane. Formada em 2009, a banda já abriu shows de grupos renomados como Millencolin e NOFX. Os cariocas da Helga também abriram para grandes nomes do rock, como Kings Of Leon e Paramore, e possui em sua formação ex-integrantes de bandas cultuadas como Jason e Rodox. A banda traz uma cartilha de rock noventista, com pitadas de grunge, stoner, hard e metal. 

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o rock da DJ Eliza Schinner, que também é baixista do grupo Nove Zero Nove. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ MAD.

Com quase dois anos, 27 edições, 54 bandas, 26 DJs e um público superior a 12.000 pessoas, o Rio Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. 

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Pery Andrade
Helga é um dos nomes mais conceituados da cena carioca
RIO NOVO ROCK
Bandas: BULLET BANE E HELGA
Data: 04 de agosto, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Em noite de celebração, Rio Novo Rock comprova relevância com bom público e ótimos shows

Foto: Amanda Respício
Rio Novo Rock promove noite de festa com bom público no Imperator
Por Bruno Eduardo

Todo ano é a mesma coisa. Desde que foi criado o 'dia mundial do rock', as redes sociais se dividem entre simpatizantes e detratores. "Dia do rock é todo dia!", dizem os hostis. Nem sempre é. Um dia dedicado ao rock abre diversos precedentes para disseminação do gênero. Só não vê quem não quer. Quando falamos em disseminação, falamos em oportunidades, publicidade, holofote. Ou seja, tudo o que o vem faltando para as novas cenas de rock espalhadas pelo país. Lógico, há muita gente que utiliza o dia do rock com muito mais adereço do que substância. Mas cabe aos que vivem disso saber tirar proveito. E para isso, precisamos apenas de boa vontade e perspicácia. Bom, é aí que entra o Rio Novo Rock.  

Aproveitando-se de um dia de celebração, o Rio Novo Rock cumpriu seu papel como principal fomentador da cena no Rio de Janeiro. Hoje, afirmo que é, inclusive, um dos mais importantes no país, já que bandas de outros estados começam a vislumbrar no palco do Imperator a chance de conquistar seu público no Rio. Com devidos exageros, é um vislumbre parecido com o que aconteceu no Circo Voador há mais de trinta anos. Agora, toda banda que quer tocar no Rio, quer tocar no Imperator. Mas o papel do Rio Novo Rock não está apenas relegado a dar espaço às bandas. Ele tem como objetivo primordial, juntar tribos, gerações e formar uma plateia. Nesta edição especial, foi muito legal ver o Imperator aproveitado de uma forma mais abrangente - e que deveria se tornar rotina - com espaços ocupados por banquinhas, parceiros, tatuagens, discos e também com uma incrível jukebox na entrada da casa. Tudo isso, só comprova o que foi dito anteriormente: o Rio Novo Rock segue comprovando sua relevância no que diz respeito à difusão do gênero na cidade.

Os Shows  

"Esse é o segundo melhor show da minha vida. O primeiro também foi aqui", disse Emmily Barreto, vocalista da Far From Alaska, no show de encerramento da noite. A afirmação soa honesta, longe de parecer aquele discurso de palco, que as grandes bandas levam em seus roteiros. Não mesmo. No Rio, o grupo potiguar é tratado como uma banda gringa. Por isso, mesmo com um atraso de aproximadamente uma hora, o público não arreda o pé. É uma quarta-feira, já passamos de meia-noite e meia, e ninguém parece se importar. A discotecagem da DJ Priscila Dau também ajuda, é verdade, mas é sempre uma noite diferente quando quem está atrás das cortinas é o pessoal do Far From Alaska.

Foto: Amanda Respício
Dueto de Emmily Barreto e Cris Botarelli no show do Far From Alaska
O show não tem muitas novidades, se comparado ao feito aqui, nesse mesmo palco, há um ano. Isso deve mudar na próxima visita, já que eles garantem voltar com o novo disco ainda este ano. A banda ainda se desculpou por não tocar o single "Chills", lançado durante uma turnê nos EUA. De acordo com a vocalista, eles ainda não tiveram tempo para ensaiar, e por isso, acharam melhor não arriscar. Sem contar com um 'novo riff' apresentado, talvez, a única mudança significativa é que as músicas parecem muito mais robustas dessa vez. Isso é reflexo de muitos shows na conta, e uma confiança que aumenta cada vez mais. Por exemplo, a versão de "Dino Vs Dino" é tão selvagem que parece ser outra canção. Outra preferida da casa, "Politiks" é outra que ganha um peso maior na parte final. Como sempre, o show do FFA é de um entorpecimento sonoro prazeroso. É forte, cheio de boas ideias e conta com a incrível capacidade individual de seus integrantes. Redundante ou não, difícil não falar da voz de Emmily. Que drive é esse que ela tem, meus amigos? A apresentação dura pouco mais de uma hora, mas não deixa de ser memorável para quem assistiu. 

Foto: Amanda Respício
Saulo Von Seehausen em ótimo show do Hover
Na abertura da noite, o Hover mostrou um pouco do seu novo - e ótimo - disco, 'Never Trust The Weather'. Calcado em uma apresentação orgânica e cheia de nuances, o grupo é certamente uma das coisas mais interessantes da nova cena carioca. Ao vivo, o som da banda é ainda mais atmosférico. Um exemplo disso, é a ótima "Hawkeyes", que soa muito mais space rock do que um conjunto de riffs poderosos, como pode ser conferida no disco. A faixa é quebrada e mostra a complexidade da proposta do quinteto, que tem como foco principal as texturas e passagens encorpadas. Uma das melhores da noite é "Teeth", que lembra um pouco a melhor fase dos Deftones - forte candidata também às melhores músicas do ano. Ou seja, é um ótimo show e que teve a participação do violinista Felipe Ventura, da banda Baleia. O Hover prende a atenção pelos detalhes de suas músicas, divididas em passagens distintas, que passa pelo metal, pelo psicodelismo, pela veia degradé Queen-Pink Floyd. Basta conferir a execução de "There's No Vampire In Antarctica, At Least For Six Months" e comprovar que o som da banda é algo que funde qualquer conceito pré-estabelecido. Ou seja, é para um público seleto e de extremo bom gosto. Muito bom!

Foto: Amanda Respício
Alexandre Rozemberg em atuação enérgica no palco do Imperator
O Stereophant segue consolidado como um dos principais nomes da cena independente. Com uma performance enérgica, a banda já entrou quente no palco. E contou com a força popular, já que todos pareciam conhecer a maioria das faixas de 'Correndo de Encontro a Tudo'. Inclusive, foi bem difícil ouvir a voz de Alexandre Rozemberg em algumas músicas - "Vermelha", por exemplo, foi cantada em alto volume pela galera; já "Insônia", contou com um coro afinado de "oh-oh-oh" na parte final. Outro fator que conta muito a favor do Stereophant é que as músicas ficam muito mais pesadas ao vivo, dando uma força descomunal ao número. O maior exemplo disso é "Toda Glória da Derrota", que acaba se tornando um hard robusto, com guitarras rasgadas. Já "Menina", música que abre o citado álbum, é executada na pressão - carregada essencialmente por seu riff à la Arctic Monkeys. O show também foi marcado por discursos contra o atual presidente Michel Temer, e contra o Impeachment - e foi comemorado pelo público presente.

sábado, 2 de julho de 2016

Palco do Imperator recebe 'edição psicodélica' do Rio Novo Rock com Dônica e El Toco

Foto: Divulgação
Dônica vem conquistando uma legião de fãs com seu rock psicodélico
Nesta quinta-feira (07), às 20h, o palco do Imperator volta às raízes sessentistas do rock, com toques de folk e psicodelia. Contando com um respeito considerável da mídia, a Dônica vem conquistando uma legião de seguidores com seu rock progressivo / psicodélico. No ano passado, eles lançaram seu primeiro disco, intitulado "Continuidade dos Parques", que logo chamou a atenção da imprensa, e fez com que o grupo tocasse nas últimas edições do Rock in Rio e do Lollapalooza. Já a El Toco era uma banda de um homem só quando surgiu em São Bernardo do Campo. Um tempinho depois, Daniel Toco veio morar no Rio de Janeiro e estabeleceu a formação clássica do grupo com três amigos. No som da banda influências entre Nação Zumbi e Clara Nunes, latinidades e africanidades, além de mantras e sons espirituais desde budistas tibetanos a hinários.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o rock do Mario Gennari, também conhecido como DJ Bonham. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Miguel Bandeira, que entre o Brasil e Holanda, com seu Live Mapping, vem iluminando palco, pistas, ruas e favelas para nomes de peso como o Festival Rio Sound System, Daniela Mercury, Olodum, Afromandingas, Samba da Maré, Riomapping Festival etc.”

Com quase dois anos, 25 edições, 49 bandas, 24 DJs e um público superior a 12.000 pessoas, o Rio Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. 

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Divulgação
El Toco vai apresentar sua sonoridade exótica no palco do Imperator
RIO NOVO ROCK
Bandas: DÔNICA E EL TOCO
Data: 07 de julho, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Expoentes da cena carioca, Linda Lobo e Vital são atrações do Rio Novo Rock

Foto: Mariana Gomes
Linda Lobo promete incendiar o palco do Imperator nesta quinta
Nesta quinta-feira (02), às 20h, o palco do Imperator volta a apresentar mais dois expoentes da cena carioca na sexta edição deste ano do Rio Novo Rock. Com apenas dois anos de estrada, a banda Linda Lobo promete um show com muito rock and roll e energia. A banda vem se destacando no cenário pela fama de "boa de palco". Mesmo com pouco tempo de formação, eles já tocaram em casas clássicas da cidade como o Circo Voador e a Fundição Progresso. Já a galera da Vital vem embalada pelo lançamento do EP 'Selvagem', gravado com produção de Felipe Rodarte, no tradicional estúdio Toca do Bandido.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o DJ Abrahin, conhecido de festas como a Alien Nation e a Teto Preto. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Miguel Bandeira, que entre o Brasil e Holanda, com seu Live Mapping, vem iluminando palco, pistas, ruas e favelas para nomes de peso como o Festival Rio Sound System, Daniela Mercury, Olodum, Afromandingas, Samba da Maré, Riomapping Festival etc.

Após um ano e meio com 23 edições, 47 bandas, 23 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. Foi com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lançou como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Divulgação
Vital acabou de gravar "Selvagem" na cultuada Toca do Bandido
RIO NOVO ROCK
Bandas: LINDA LOBO E VITAL
Data: 02 de junho, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Memora e Versalle em noite de consagração no Imperator

Foto: Amanda Respicio
Memora contou com apoio da galera em show enérgico
Por Bruno Eduardo

O Imperator recebeu um ótimo público nesta quinta-feira, para a edição mensal do Rio Novo Rock. No entanto, é necessário deixar registrado que em quase todas edições que contam com uma banda "de fora", há uma significativa debandada do povo após o primeiro show - que no caso, é da banda local. Isso vem ocorrendo sintomaticamente, e com exceção do Far From Alaska (que inclusive está confirmada para voltar ao Imperator no dia 13 de julho), todos os outros grupos convidados sofreram com esse esvaziamento da plateia. É uma pena, pois as escolhas das bandas convidadas pelo Rio Novo Rock até agora foram ótimas, e essa proposta da produção só ajuda a criar um circuito mais vívido entre as diversas cenas do rock nacional. Vamos fortalecer galera! 

Com o público nas mãos, a Memora não precisaria se esforçar muito para conseguir sua aclamação popular. Mesmo assim, o quarteto subiu no palco do Imperator como se esse fosse o último show da vida. A noite começou com a contagiante "Do Mesmo Céu Do Mesmo Chão", que resume de forma precisa a proposta do grupo em misturar rock, funk, soul e pop. Olhando de forma bem superficial a atual cena carioca, podemos dizer que eles são um dos poucos que se aventuram nessa trincheira de unir groove com riffs cheios de distorção sem perder o foco no pop. Um bom exemplo desse caldeirão sonoro é "Não Alimente o Medo" que começa num riff à la Tom Morello e descamba para uma levada suingada - com direito ao melhor solo de guitarra da noite (de Rafael Lima). Embora a Memora se classifique como uma banda de dois vocalista, é o vozeirão de Rafael Lima que se destaca em quase todas as canções. Outra coisa que funciona legal nesse show da Memora é a utilização de teclados / sintetizadores - agora uma novidade no som da banda. Com um novo disco sendo preparado, o elemento deverá ganhar um upgrade interessante e merece ser melhor trabalhado. Nesta noite, a utilização do novo ingrediente acabou arredondando a mistureba e preencheu alguns "supostos" vazios - tornando as músicas ainda mais dinâmicas ao vivo. Isso ficou evidente em "Idílio" e, principalmente, "Será Que Só Eu". Já o lado pop da Memora chegou forte na melodia cativante de "Como Você Me Vê", com público cantando o refrão e balançando os braços de um lado para o outro. Nessa música, vale destacar também o solo blues - enxertado de drive - do guitarrista Rod Xavier. Para finalizar, o hit pronto "Ela" - que recebeu o apoio do guitarrista do Verbara, Iuri Nascimento - e uma versão orquestral de "Quando Tudo For Pra Sempre", com direito a um trio de cordas clássicas (com violinos e violoncelo). Memora(vel)!  

Foto: Amanda Respicio
Criston Lucas do Versalle em momento solo com sua guitarra
Sorte de quem ficou. Com um notório esvaziamento do local, a Versalle pode não ter contado com o mesmo apoio popular da Memora - se bem que no início da apresentação, até havia um público razoável no local, inclusive com a presença de alguns mais animados em frente ao palco (que abriam rodas até em canções lentas, como "Verde"), mas com o decorrer do show, a presença da galera diminuiu de forma considerável -, no entanto, a banda de Rondônia é muito convicta e parece não se importar. Afinal, os quilômetros rodados Brasil adentro fazem a diferença para um show coeso e que surpreende pela uniformidade do repertório - com exceção de um cover dispensável da Legião Urbana ("Ainda é Cedo"). Mesmo que algumas faixas de seu disco de estreia, Distante em Algum Lugar, soem quase sempre como um misto do rock cabeça de grupos como Los Hermanos e Scalene, elas crescem principalmente nos momentos de maior punch. Isso acontece logo no início em "Marte", e no rock sacolejado de "Modelo Adequado", que funciona de forma magistral ao vivo. Em "O Que Fazer", o peso rola solto e as guitarras enchem de distorção os quatro cantos do Imperator. Já o lado inspirado do quinteto surge nos belos arranjos e solo de guitarra space rock de "A Saudade". O mesmo ocorre em "Dúvidas", com instrumental que faz ode ao progressivo em execução divina do grupo. Como vem se tornando costume nos shows do Rio Novo Rock, o público invadiu o palco em "Mente Cheia" e deu trabalho aos seguranças. Lógico que há tradição em alguns eventos e bandas que incentivam o Stage Dive (Mosh), e outras que convidam a galera (como a Dona Cislene na edição passada), mas subir no palco para fazer selfie é algo a se questionar. Lembrando que no palco há equipamentos que podem ser danificados ou modificados por qualquer contato físico, levando o risco de influenciar negativamente na performance. Empolgação sim, mas com responsabilidade galera. Mesmo assim, o pessoal da Versalle não reclamou e terminou sua apresentação nos braços da garotada.

Foto: Amanda Respicio
Público invade o palco do Imperator no fim do show da Versalle
Após um ano e meio com 22 edições, 45 bandas, 22 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Imperdível! Rio Novo Rock recebe as bandas Versalle e Memora

Foto: Divulgação
Versalle mostrará canções de seu novo disco no palco do Rio Novo Rock
Na próxima quinta-feira (05), às 20h, o palco do Imperator vai ter o privilégio de receber a quinta edição deste ano do Rio Novo Rock. De Rondônia, a Versalle traz seu rock alternativo que encantou o público na edição de 2015 do programa de TV, Superstar. A banda também foi uma das atrações do festival Lollapalooza 2016, e espera poder mostrar no RNR, músicas de seu mais recente álbum, ‘Distante Em Algum Lugar’. Considerada um dos principais expoentes do novo cenário carioca, a Memora pretende balançar o público com sua mistura de rock, pop, funk rock e alternativo. A banda se prepara para gravar o disco de estreia no estúdio Toca do Bandido (RJ) e lançou dois singles "Ela" e "Sede do Peixe". O clipe da música "Ela" passa das 10 mil visualizações.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o DJ Jairo Venancio, trazendo suas fortes influências de house, electro e techno, sempre com muito groove. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Chico Abreu, que já apresentou suas imagens na Bahia (Universo Paralello) e em Santa Catarina (Green Valley).

Após um ano e meio com 22 edições, 45 bandas, 22 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. Foi com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lançou como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Divulgação
Memora promete sacudir o público com músicas cheias de energia
RIO NOVO ROCK
Bandas: VERSALLE E MEMORA
Data: 05 de maio, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

sexta-feira, 8 de abril de 2016

No Imperator, Kapitu e Dona Cislene evidenciam geração 'boa de palco'

Foto: Bruno Eduardo
O palco ferveu na edição de abril do Rio Novo Rock
Por Bruno Eduardo

A edição de abril do Rio Novo Rock foi um presente para quem acredita que o rock não precisa de invenções para se manter renovado e igualmente vívido em seu âmago. Para ele ser funcional em seu modelo clássico e embrionário, longe de cenografias exageradas ou inclusões sonoras modernosas, há apenas o requisito básico da banda ser boa de palco. Por sorte, isso é um dos trunfos da Kapitu, que abriu a noite no Imperator.
Foto: Bruno Eduardo
Yuri Corbal da Kapitu teve seu momento 'guitar hero' no palco do Imperator
Divulgando seu último trabalho (o ótimo Vermelho), a banda não só se garantiu na qualidade individual de seus músicos, como também soube utilizar um repertório de primeira linha. Faixas vigorosas, e que ganham ainda mais força (leia-se peso) ao vivo, como "Para Nunca Te Deixar", "Se Eu Fosse Você", e principalmente, "Utopia", mostraram a brasa que é o som da Kapitu em cima de um palco. E o que falar das guitarradas assombrosas de Yuri Corbal, que distribui solos de todos os tipos e escalas - não aquele tipo virtuoso desacerbado. É solo de guitarra de verdade, que vem lá da alma. Para você ter uma ideia, é tanto feeling que o cara chega a perder a voz no início da balada (única do show) "Em Direção Ao Sol", mas logo tudo volta ao normal, com direito a mais um solo de guitarra estupendo no final da música. Mostrando a força do novo disco, a Kapitu fez o público cantar o refrão de "Mais Leve" e fez tremer as paredes da casa no conjunto de riffs "Canções Vazias", que deve sair como novo clipe do grupo, em breve. O número chegou ao fim na instigante "Não Deixe Amanhecer", do disco de estreia do quarteto, Utopia - com destaque para firmeza da dupla Rafael Marcolino (bateria) e Irlan Guimarães (baixo), que seguram a onda como poucos. Para quem ainda teima em acreditar que um bom show de rock and roll só pode ser visto em estádios e cercados de mega produção, esta apresentação de hoje acaba sendo necessária para revisão de conceitos. Porque vou te dizer, que show esse da Kapitu! Que show!
Foto: Bruno Eduardo
Dona Cislene convidou Maurício Kyann da Nove Zero Nove para a festa
A Dona Cislene surge no cenário como uma representante do que muitos estão chamando de "terceira geração de Brasília". Isso ganhou mais força quando eles gravaram um video clipe com as participações de Dinho Ouro Preto e Digão, ícones dos anos oitenta e noventa (respectivamente) do rock brasiliense. Já no palco do Imperator, a banda entrou de forma meio confusa, com alguns problemas técnicos. Mas tão logo solucionados, eles botaram para quebrar em um show dinâmico e instigante. A banda apresenta uma cartilha influenciada pelo rock nacional dos anos noventa e 00', principalmente por bandas como Raimundos e O Surto. Talvez por isso, faixas como "1 em 1.000.000" e "Herói", acabam agradando de forma instantânea, pois possuem uma particularidade sonora que já se encontra fixada na pele do rock nacional. O grupo também tem poesia - "Obssessivo", por exemplo, se destaca mais pela letra. Mas uma das coisas mais legais da Dona Cislene é o jogo de vocalistas, que lembra muito o Tihuana em sua melhor fase. Isso pôde ser conferido em "Herói", onde o vocalista Bruno Alpino convidou o público a abrir uma roda. No entanto, ele foi atendido apenas na música seguinte: "A Ilha" (considerada o grande hit da banda). Valeu também assistir ao show de bateria de Paulo Sampaio, que quebrou tudo em "Continuo de Pé". Botando fogo no palco, Maurício Kyann do Nove Zero Nove, cantou "Má Influência" com o grupo, em uma performance que vai ficar marcada na história do evento. Já no fim, o rock meio surf music de "Dona Cislene", com uma referência ao grupo Charlie Brown Jr, e depois o convite do vocalista para que todos subissem no palco para terminar a festa.
Foto: Bruno Eduardo
Público invade o palco do Imperator no fim do show da Dona Cislene
Após um ano e meio com 21 edições, 43 bandas, 21 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Kapitu e Dona Cislene esquentam edição de abril do Rio Novo Rock

Foto: Vinicius Giffoni
Em 2015, a Kapitu lançou seu segundo disco: "Vermelho"
Nesta quinta-feira, às 20h, o palco do Imperator vai ter o privilégio de receber a quarta edição deste ano do Rio Novo Rock. De Brasília, a Dona Cislene traz do Cerrado as melodias marcantes e letras despojadas. Na estrada desde 2010, o grupo lançou há dois anos o álbum ‘Um brinde aos loucos’. Na esteira da boa repercussão do CD o grupo contou com as participações únicas de Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) e Digão (Raimundos) no clipe da música "Ilha", onde acabou unindo três gerações do rock brasiliense. Considerada um dos principais expoentes do novo cenário, a Kapitu acaba de lançar o seu segundo disco, "Vermelho" - produzido pelo ex-Planet Hemp, Pedro Garcia, e masterizado em Seattle por Chris Hanzek (Soundgarden, Melvins). A banda também foi uma das finalistas do WebFestValda 2015, que aconteceu na Fundição Progresso, e dividiu palco com grandes nomes do rock, como Pitty e Raimundos.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o DJ Rocco, ex-vocalista da mítica Gangrena Gasosa e atual residente no Big Ben Pub. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Miguel Bandeira, que entre o Brasil e Holanda com seu Live Mapping vem iluminando palco, pistas, ruas e favelas para nomes de peso como o Festival Rio Sound System, Daniela Mercury, Olodum, Afromandingas, Samba da Maré, Riomapping Festival etc.

Após um ano e meio com 21 edições, 43 bandas, 21 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Divulgação
Dona Cislene é mais um nome da nova geração de Brasília
RIO NOVO ROCK
Bandas: KAPITU E DONA CISLENE
Data: 07 de abril, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

quinta-feira, 10 de março de 2016

Rio Novo Rock promove edição beneficente para ajudar a banda Nove Zero Nove

Foto: Bruno Eduardo

Em dezembro de 2014, quando o festival Rio Novo Rock (RNR) ainda se chamava Imperator Novo Rock um show marcante uniu Nove Zero Nove e Clashing Clouds. Agora, no dia 10 de março de 2016 (quinta), as bandas se apresentam juntas mais uma vez por uma causa nobre. Um incêndio no apartamento do Mauricio Kyann, no dia 06 de fevereiro, destruiu todos os pertences do vocalista, além de boa parte dos equipamentos do grupo. Assim sendo, toda a renda pertencente ao Rio Novo Rock no evento será revertida para a Nove Zero Nove.

A Nove Zero Nove, que tirou seu nome do número do apartamento consumido pelo fogo, tem influências do rock alternativo e dos anos 90. Grunge, hardcore e um cross over entre rap e rock completam o som da banda, que nas suas letras traz o dia-dia, desde a agonia da solidão até a indignação social e política com o Brasil, um retrato fiel do que passa pela cabeça dos seus integrantes. Já o Clashing Clouds começou em 2010, suas composições passeiam pelo pós-punk e rock alternativo, com letras que formam histórias sobre obsessão, amor, tristeza e euforia.

No intervalo dos shows, o DJ Kleber Tuma, residente do Saloon 79, uma das principais casas de rock do Rio. Já as projeções em vídeo ficam a cargo de um VJ que já é de casa, Chico Abreu, vencedor do mais importante concurso nacional na área: o The Green Project VJ.

Após um ano e meio com 20 edições, 41 bandas, 20 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

RIO NOVO ROCK
Bandas: NOVE ZERO NOVE E CLASHING CLOUDS
Data: 10 de março, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

sexta-feira, 4 de março de 2016

Incrementados, The Baggios e Fleeting Circus agitam Rio Novo Rock

 Foto: Bruno Eduardo

Por Bruno Eduardo


Uma desconfortável microfonia deu início ao show do grupo carioca Fleeting Circus, que traz uma proposta calcada no rock atmosférico do Muse. A influência do grupo liderado por Matt Bellamy é explícita, principalmente nas investidas vocais de Taynã Frota, que intercala fraseados abertos e falsetes líricos. Isso pôde ser visto logo na primeira música do repertório, a climática "Kraut". Já "Anonymous", que vem em seguida, é um rock alternativo com mais evidência nas guitarras, mas que não se desgarra da proposta ousada e bem definida do grupo. No palco, eles utilizam luzes neon, roupas de tecido laminado e sapatos que brilham no escuro para dar uma reforçada no tema space rock. Talvez por ser uma banda com um pé na ópera rock de bandas como Queen - ou do já citado Muse -, o som do Fleeting Circus acaba ganhando melhor forma no jogo vocal, como fica evidente na quase progressiva "Dancing Tides", onde Taynã e o guitarrista Felipe Vianna criam o primeiro dueto da noite. Com peso e levada marcante, a arrastada "Pino" se destaca no repertório por utilizar guitarras consistentes e efeitos bem tramados. O show perde um pouco a força na lenta e psicodélica "Cold Dew", que quebra o ritmo de forma considerável. Mas o momento de maior energia fica para quase interminável "Fake Station" / "Rock no Deserto", que traz uma pancadaria digna dos bons tempos do finado - e saudoso - The Mars Volta. Curti a viagem.

Foto: Bruno Eduardo

O The Baggios apresentou ao público o seu novo formato, que na maior parte do show, conta agora com tecladista Rafael Ramos. No início, tudo igual. O duo mandou ver na guitarrada massacrante de "Afro" e no riff à la Tom Morello de "O Azar Me Consome". Com mais de dez anos na estrada, as influências do Baggios passam forte pelo hard rock dos anos setenta - com destaque para a dupla Sabbath / Zeppelin - e flerta de forma veemente com o blues tradicional, mas também com o rock atual e de vanguarda. O resultado dessa química chega forte em "Hard Times" - faixa que saiu em 2008, de forma independente - e "Sem Condição". Mesmo que o grande destaque fique quase sempre para os acordes envenenados de Júlio Andrade, é do baterista Gabriel Carvalho a responsabilidade de conseguir suportar ritmos tradicionais, como o blues, passando pelo rock seiscentista e o garage rock com a mesma coesão. Em "Salomé Me Disse", eles iniciam a segunda parte do número como um trio, já contando com Rafael no teclado. E o mesmo faz a diferença em "Esturra Leão", com um órgão clássico, que faz lembrar os bons tempos de Jon Lord - fase "Perfect Strangers". Além disso, o som multi-regional do Baggios abre espaço para críticas aos problemas do cotidiano ("Sangue e Lama"), e uma introdução à surf music ("Desapracatado"). Para deixar a festa ainda mais animada, Gabriel Thomaz (Autoramas) foi convidado ao palco para uma versão enérgica de "Aqui Vou Eu", com direito a uma palinha de "Blue Suede Shoes", hino do rock anos cinquenta.

Foto: Bruno Eduardo

Após um ano e meio com 20 edições, 41 bandas, 20 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Imperdível! Rio Novo Rock volta ao Imperator com as bandas The Baggios e Fleeting Circus

Foto: Fleeting Circus / Crédito: Carolina Caffé

Nesta quinta-feira, às 20h, o palco do Imperator vai ter o privilégio de receber a terceira edição deste ano do Rio Novo Rock. E levando em conta as atrações, podemos dizer que será uma noite imperdível para o rock nacional. Com mais de 10 anos na estrada, os sergipanos do The Baggios pretendem apresentar em primeira mão, no Rio, o seu novo formato de show. Em entrevista exclusiva ao Rock On Board, a banda garantiu que essa será uma prévia do que eles vão mostrar no palco do Lollapalooza Brasil no dia 13 de março, no Autódromo de Interlagos. Já os cariocas do Fleeting Circus, estão na estrada desde 2011, e trazem um cardápio cheio de psicodelia, new prog e post-e art rock. Outro destaque do grupo é a performance de palco, que costuma unir o rock às acrobacias.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com a DJ Flora Mariah. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Chico Abreu, vencedor do mais importante concurso nacional na área: o The Green Project VJ.

Após um ano e meio com 20 edições, 41 bandas, 20 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Divulgação


RIO NOVO ROCK
Bandas: THE BAGGIOS E FLEETING CIRCUS
Data: 03 de março, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos