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sexta-feira, 6 de maio de 2016
Hardcuore Fest foi o triunfo do bem e do 'bom rock' no Circo Voador
Foto: Guto Jimenez
| Circo Voador recebeu evento beneficente para ajudar irmã de Gabriel Thomaz |
Shows beneficentes sempre são uma ótima ideia, pois você assiste a bons espetáculos de bandas que normalmente não tocariam juntas e, ao mesmo tempo, ajuda a promover o bem de alguma forma. Com um line up que incluía o retorno dos MC’s HC, a energia dos Autoramas e a porradaria sonora e ideológica do Planet Hemp, além da discotecagem do mítico DJ Marcelinho da Lua, a noite do Circo Voador tinha tudo pra ser inesquecível. E assim o foi!
O objetivo do Hard Cuore Fest foi de arrecadar fundos pro tratamento médico de Layana Thomaz, estilista e irmã do Gabriel Thomaz (do Autoramas). Uma figura constante na cena carioca, ela já desfilou no Fashion Rio com sua grife própria e atualmente é a responsável pelo projeto itinerante ALoja. Só pra você entender a gravidade do problema, ela nasceu com uma condição congênita no coração que já a levou a três cirurgias cardíacas; como se isso não bastasse, ela ainda enfrenta uma endocardite bacteriana na válvula pulmonar do coração. Infelizmente, não adiantou ter um bom plano de saúde, que covardemente não cobriu os custos absurdos do tratamento, muito menos acionar o próprio plano, o SUS, a ANS ou o ministério da saúde na justiça. Ela tinha de fazer o tratamento, que foi realizado na marra e cujos custos beiram a absurdos R$ 450 mil em valores atualizados; parte da dívida foi paga com uma vaquinha entre parentes e amigos, bazares beneficentes e um show em SP, mas a conta estava longe de fechar. O hospital joga duro, cobrando aquilo que lhe é devido com toda a falta de habilidade que é característica dessas instituições nessas ocasiões... O que fazer?
Amigo dos irmãos Thomaz há mais de 20 anos, BNegão resolveu organizar um show no Rio com alguns músicos também amigos que se dispuseram a ajudar a causa. Naturalmente, um espetáculo desse tipo só poderia acontecer em um único lugar, e que sempre teve iniciativas voltadas à comunidade nos seus mais de 30 anos de história: o Circo Voador. Todos os músicos abriram mão dos cachês – apenas as equipes técnicas receberam metade do que receberiam -, não rolaram listas amigas ou de VIPs e o objetivo era um só, o de fazer o bem a uma pessoa de bem.
E tome música da melhor qualidade pra isso! Abrindo os trabalhos e entretendo o público nos intervalos dos shows, o gênio das carrapetas Marcelinho da Lua serviu uma porção farta de seu vasto conhecimento musical e da arte de manter a galera agitando sem parar. Sou muito suspeito pra falar por ser um antigo fã do cara, um dos poucos que misturam artistas tão diferentes como Linton Kwesi Johnson (em música e spoken Word), Tim Maia em versão drum’n’bass e Easy-E num mesmo set com total coerência e fluidez. O resultado? Gente se sacudindo a noite inteira, seja sob a lona ou do lado de fora.
Foto: Guto Jimenez
| Show marcou o retorno do MC's HC no palco do Circo Voador |
Foto: Guto Jimenez
| Autoramas no palco do Circo Voador: diversão garantida |
Foto: Guto Jimenez
| Planet Hemp em mais um show histórico no Circo Voador |
Simbolicamente, a banda subiu ao palco no mesmo dia que o nefasto corrupto Cunha foi afastado do congresso nacional - minúsculas propositais aqui -, e é evidente que esse e outros fatos não passariam batidos pelas interferências sempre politizadas dos caras entre as músicas. BNegão assumiu o seu melhor lado de MC e esculachou a tudo e a todos os que mereceram, dando um tempero todo especial ao repertório mais do que conhecido deles: só pra se ter uma ideia, “Porcos Fardados” foi dedicada ao "boçal-mor" Bolsonaro, o mito dos imbecis, ”Zerovinteum” veio em homenagem aos cinco menores desarmados mortos com 120 tiros pela PM carioca no início desse ano e os jardineiros alternativos foram lembrados em “Não Compre, Plante”. Todas as músicas que vem agitando toda uma geração, como “Ex-quadrilha da Fumaça”, “Dig Dig Dig”, “Phunky Buddha”, “Queimando Tudo”, “Fazendo a Cabeça”, “A Culpa é de Quem”; pedindo licença pro uso de mais um clichê, a apresentação foi tão incendiária que a pogação rolou solta até mesmo durante “Quem Tem Seda?”, de levada mais suave.
Não faltaram covers, naquilo que foi definido como “hardcore mesmo”: “Crise Geral”, hino do Ratos de Porão, e “Seus Amigos”, da histórica banda carioca Serial Killer, que já fazem parte do repertório da banda. O momento de maior emoção foi quando Layana Thomaz foi chamada no palco pra agradecer ao público pela presença num show tão especial, que foi seguida por uma emocionante interpretação de “Samba Makossa”, de Chico Science, dedidada a ele e a outros que já subiram para o "Grande Palco", como Skunk, Chorão e Bezerra da Silva. Pra finalizar e fechar o pacote com laço de fita dourada, “Mantenha o Respeito” e “Legalize Já”, dois hinos que fazem a cabeça de gente de todas as idades com pogação elétrica até o último acorde.
Pra finalizar, é preciso dizer que não teria sido possível realizar uma noite formidável como essa se não fosse pelos esforços e pela extrema dedicação de dois caras fundamentais pro cenário musical do Rio de Janeiro: Bernardo BNegão e Alexandre Rossi, o “Rolinha”. Graças a esses dois camaradas em especial, a Layana pode contar com um alívio em seu coração guerreiro e todos nós pudemos apreciar a espetáculos sensacionais que irão ficar gravados na nossa memória pra sempre. Parabéns e muito, muito obrigado!
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Incrementados, The Baggios e Fleeting Circus agitam Rio Novo Rock
Foto: Bruno Eduardo
Por Bruno Eduardo
Uma desconfortável microfonia deu início ao show do grupo carioca Fleeting Circus, que traz uma proposta calcada no rock atmosférico do Muse. A influência do grupo liderado por Matt Bellamy é explícita, principalmente nas investidas vocais de Taynã Frota, que intercala fraseados abertos e falsetes líricos. Isso pôde ser visto logo na primeira música do repertório, a climática "Kraut". Já "Anonymous", que vem em seguida, é um rock alternativo com mais evidência nas guitarras, mas que não se desgarra da proposta ousada e bem definida do grupo. No palco, eles utilizam luzes neon, roupas de tecido laminado e sapatos que brilham no escuro para dar uma reforçada no tema space rock. Talvez por ser uma banda com um pé na ópera rock de bandas como Queen - ou do já citado Muse -, o som do Fleeting Circus acaba ganhando melhor forma no jogo vocal, como fica evidente na quase progressiva "Dancing Tides", onde Taynã e o guitarrista Felipe Vianna criam o primeiro dueto da noite. Com peso e levada marcante, a arrastada "Pino" se destaca no repertório por utilizar guitarras consistentes e efeitos bem tramados. O show perde um pouco a força na lenta e psicodélica "Cold Dew", que quebra o ritmo de forma considerável. Mas o momento de maior energia fica para quase interminável "Fake Station" / "Rock no Deserto", que traz uma pancadaria digna dos bons tempos do finado - e saudoso - The Mars Volta. Curti a viagem.
Foto: Bruno Eduardo
Foto: Bruno Eduardo
Após um ano e meio com 20 edições, 41 bandas, 20 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.
Por Bruno Eduardo
Uma desconfortável microfonia deu início ao show do grupo carioca Fleeting Circus, que traz uma proposta calcada no rock atmosférico do Muse. A influência do grupo liderado por Matt Bellamy é explícita, principalmente nas investidas vocais de Taynã Frota, que intercala fraseados abertos e falsetes líricos. Isso pôde ser visto logo na primeira música do repertório, a climática "Kraut". Já "Anonymous", que vem em seguida, é um rock alternativo com mais evidência nas guitarras, mas que não se desgarra da proposta ousada e bem definida do grupo. No palco, eles utilizam luzes neon, roupas de tecido laminado e sapatos que brilham no escuro para dar uma reforçada no tema space rock. Talvez por ser uma banda com um pé na ópera rock de bandas como Queen - ou do já citado Muse -, o som do Fleeting Circus acaba ganhando melhor forma no jogo vocal, como fica evidente na quase progressiva "Dancing Tides", onde Taynã e o guitarrista Felipe Vianna criam o primeiro dueto da noite. Com peso e levada marcante, a arrastada "Pino" se destaca no repertório por utilizar guitarras consistentes e efeitos bem tramados. O show perde um pouco a força na lenta e psicodélica "Cold Dew", que quebra o ritmo de forma considerável. Mas o momento de maior energia fica para quase interminável "Fake Station" / "Rock no Deserto", que traz uma pancadaria digna dos bons tempos do finado - e saudoso - The Mars Volta. Curti a viagem.
Foto: Bruno Eduardo

O The Baggios apresentou ao público o seu novo formato, que na maior parte do show, conta agora com tecladista Rafael Ramos. No início, tudo igual. O duo mandou ver na guitarrada massacrante de "Afro" e no riff à la Tom Morello de "O Azar Me Consome". Com mais de dez anos na estrada, as influências do Baggios passam forte pelo hard rock dos anos setenta - com destaque para a dupla Sabbath / Zeppelin - e flerta de forma veemente com o blues tradicional, mas também com o rock atual e de vanguarda. O resultado dessa química chega forte em "Hard Times" - faixa que saiu em 2008, de forma independente - e "Sem Condição". Mesmo que o grande destaque fique quase sempre para os acordes envenenados de Júlio Andrade, é do baterista Gabriel Carvalho a responsabilidade de conseguir suportar ritmos tradicionais, como o blues, passando pelo rock seiscentista e o garage rock com a mesma coesão. Em "Salomé Me Disse", eles iniciam a segunda parte do número como um trio, já contando com Rafael no teclado. E o mesmo faz a diferença em "Esturra Leão", com um órgão clássico, que faz lembrar os bons tempos de Jon Lord - fase "Perfect Strangers". Além disso, o som multi-regional do Baggios abre espaço para críticas aos problemas do cotidiano ("Sangue e Lama"), e uma introdução à surf music ("Desapracatado"). Para deixar a festa ainda mais animada, Gabriel Thomaz (Autoramas) foi convidado ao palco para uma versão enérgica de "Aqui Vou Eu", com direito a uma palinha de "Blue Suede Shoes", hino do rock anos cinquenta.
Foto: Bruno Eduardo
Após um ano e meio com 20 edições, 41 bandas, 20 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Novo disco do Autoramas já está em pré-venda
Foto: Felipe Diniz
O Autoramas anunciou nesta sexta-feira a pré-venda de seu sétimo disco de estúdio. O Futuro dos Autoramas será lançado oficialmente em abril pela gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB). O novo álbum terá nove faixas inéditas e contará com uma música bônus ("Garotos", sucesso de Leoni). O disco foi masterizado por Jim Diamond, que já trabalhou com bandas como Sonics, White Stripes e Dirtbombs. Já o projeto gráfico foi assinado por Paulo Rocker. Este é o primeiro trabalho de estúdio do Autoramas com sua nova formação, que conta com Gabriel Thomaz (voz e guitarra), Érika Martins (voz, guitarra, teclado e percussão), Melvin (baixo e vocal) e Fred Castro (bateria). O grupo aproveitou para lançar também o videoclipe do single "Quando A Polícia Chegar", filmado na Alemanha, que já pode ser visto AQUI.
"É um lançamento muito importante, num momento crucial na carreira da banda. Ao mesmo tempo em que o projeto já rola há muito tempo, sentimos como se fosse uma nova banda, sangue novo. É o disco mais bem acabado do Autoramas e marca o início de uma nova fase, por isso o nome 'O Futuro dos Autoramas'", conta Gabriel Thomaz.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Dia Mundial do Rock no Imperator tem Autoramas, Beach Combers e Facção Caipira
Foto: Felipe Diniz
Já considerada por muitos como o principal reduto da cena rock carioca, o Imperator promete comemorar em grande estilo o Dia Mundial do Rock. No dia 13 de julho, o local vai receber três das principais bandas de rock da cidade para essa data especial. A discotecagem da noite ficará por conta do DJ José Roberto Mahr. Apresentando sua nova formação com Gabriel Thomaz, Érika Martins, Melvin, e - o ex-baterista do Raimundos - Fred, o Autoramas está para lançar seu novo disco, "O Futuro dos Autoramas", que foi bancado pelos fãs por meio de crowdfunding. A banda também é uma das atrações do Rock in Rio, que acontece em setembro. Já o Beach Combers promete colocar todo mundo para dançar com a sua cartilha de surf music garageira; e de Niterói, a Facção Caipira traz o blues rock caipira que encantou o público na última edição do programa Superstar da Rede Globo. Para adquirir seu ingresso para esse evento, você pode clicar AQUI, ou ir direto na bilheteria da casa. Os valores são: R$20 / R$10 (meia-entrada). O Imperator ( Centro Cultural João Nogueira) fica na rua Dias da Cruz, 170, Méier.
AUTORAMAS
BEACH COMBERS
FACÇÃO CAIPIRA
Dia Mundial do Rock no Imperator
Data: 13 de julho (Segunda-feira)
Local: Imperator Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 Méier
Horário: 19h
Ingressos: R$ 20 (inteira) | R$ 10 (meia)
Classificação: 16 anos
Realização: Rio Novo Rock e Natureza Produções
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sábado, 14 de setembro de 2013
Rock in Rio 2013: Autoramas e BNegão no melhor show nacional do festival
Foto: Luciano Oliveira
Com BNegão, Autoramas faz o melhor show nacional do Rock in Rio
Por Bruno Eduardo
Enganou-se quem achou que a união entre BNegão e Autoramas seria apenas uma formalidade “palco sunset de ser”. Já registrado em um EP de quatro faixas - batizado de “Auto Boogie” – esse encontro carioca já vinha ganhando destaque em alguns palcos menores, mas faltava ainda ser testado em um evento de porte como o Rock in Rio.
Com uma apresentação firme, e muito bem entrosada, o grupo carioca destilou o seu rock de cartilha efetiva, incrementado pela voz de BNegão. No palco sunset, a química funcionou em músicas como “1,2,3,4”, do Little Quail, e “Kiss”, do Prince - que também possui versão em estúdio no EP Auto Boogie.
Visto a quantidade de covers inclusas no repertório, o show acabou ganhando caráter comemorativo. Teve de tudo um pouco: Raimundos, Planet Hemp, Earth, Wind & Fire, e ainda a presença de MC Paulão, para uma versão da “Dança do Patinho”. Mas o grande momento ficou para a execução de “Você Sabe” – música da banda que completa uma década.
Talvez por ser um show “combinado”, o ponto baixo se deu pela escolha de apenas uma faixa do excelente Música Crocante – lançado em 2011. Aproveitando a oportunidade, eles ainda homenagearam Marky Ramone, e finalizaram o melhor show nacional do Rock in Rio com “Surfin’ Bird”, do The Trashmen - inclusa no terceiro disco dos Ramones.
[Matéria publicada originalmente por Bruno Eduardo no Portal Rock Press]
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