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sábado, 3 de dezembro de 2016

Em noite de comoção, Sabbath se despede do Rio com homenagens à Chapecoense

Foto: Produção
Bandeira da Chapecoense entre os bumbos da bateria
Por Bruno Eduardo

Cerca de 40 mil pessoas lotaram a praça da Apoteose para conferir a The End Tour, última reunião dos pais do rock pesado: o Black Sabbath. Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler reuniram fãs de todas as idades numa noite marcada por muita comoção, que teve a despedida como tom principal. Como já virou hábito, a procura por ingressos aumentou bastante nas horas que antecederam a apresentação e o Centro do Rio foi dominado pelas camisas pretas, que formavam procissões em várias vias da região.  

Cartilha setentista do Rival Sons empolga público

O público ainda chegava quando o Rival Sons subiu ao palco. Calcados no hard rock setentista de bandas como Led Zeppelin e Deep Purple, eles mostraram o porquê foram escolhidos como a banda de abertura da turnê mundial do Sabbath. Com destaque para a performance do excelente vocalista, Jay Buchanan, o grupo americano evidenciou um notável repertório de canções rock-blues, quase sempre ditados pelos riffs de Scott Holiday e pela bateria precisa de Michael Miley. Músicas como "Eletric Man", "Pressure in Time", e a ótima "Open My Eyes" foram algumas que intensificaram bastante o número apresentado por eles. "Estamos muito felizes com essa oportunidade de poder abrir para uma das maiores bandas de todos os tempos. Obrigado Black Sabbath!", disse o vocalista Jay Buchanan, antes do blues excepcional de "Fade Out", que também está presente no novo disco do grupo, 'Hollow Bones', lançado este ano. A banda terminou a impecável apresentação com a enérgica "Keep On Swinging" e saiu de palco bastante aplaudida.

A Missa Negra
Foto: Caio Wichrowski
Black Sabbath em noite de despedida no Rio de Janeiro
A Apoteose já estava abarrotada quando as luzes se apagaram para a última apresentação do Sabbath no Rio. Pela segunda vez em 45 anos, Ozzy, Geezer e Iommi apresentaram na cidade um número que resume de forma categórica a importância da primeira e mais original banda de heavy metal da história. 

O início do show com "Black Sabbath", bastante prejudicada pelo volume baixo da guitarra de Iommi, ainda é capaz de assombrar. Mesmo sendo uma das canções mais sombrias e malignas de todos os tempos, os riffs são cantados pelo público como um verdadeiro coral de igreja, numa espécie de missa negra. O som não estava lá essas coisas (uma maçaroca grave e sem pressão), é verdade, mas ali no palco estão reunidos os principais arquitetos da história do metal em seu último capítulo. Sim, falta Bill Ward, e é evidente que seria uma experiência muito mais autêntica com Ward, que afinal de contas, foi o criador da coisa, mas é inegável também, que a presença de Tommy Clufetos surge como um componente chave, trazendo energia necessária ao número, e garantindo que eles possam, inclusive, tirar dez minutinhos de descanso enquanto o baterista surra seu instrumento no único momento solo da noite.

A grande diferença desta para a primeira vinda ao Brasil é o fato de não haver músicas do último disco de inéditas lançado mundialmente, o ótimo '13'. Com isso, o grupo não desviou muito de alguns hinos certeiros como "Iron Man", "Fairies Wear Boots", "NIB" e "Paranoid". No entanto, seria impossível para uma banda que praticamente ditou o rumo do rock pesado no início dos anos 70 conseguir reunir todas as pedras fundamentais num show de uma hora e meia. As ausências mais sentidas são sempre de faixas como "Sabbath Bloddy Sabbath", "Sweet Leaf", "The Wizard" e "Sympton Of The Universe". Mas o público não reclama - e não tem mesmo do que reclamar. É uma oportunidade única, afinal. Ali estão eles, ainda, mesmo com idade avançada, em cima de um palco dispostos a continuar fazendo história, mesmo que seja para escrever os últimos capítulos.

"Into the Void", do petardo 'Master Of Reality' (cuja a capa enfeitou os telões antes da apresentação) foi o momento mais pesado da noite. Outro destaque foi "Snowblind", que representou um dos melhores discos da carreira da banda, o estupendo 'Vol. 4'. Já "War Pigs" é talvez a música mais cantada pelos fãs nos shows do Sabbath. É impressionante como a letra continua atual nos dias de hoje e como ela é acompanhada do início ao fim sem conter um refrão sequer. E o que dizer de "Children of the Grave"? Essa canção resume de forma categórica a importância do Sabbath para a modernização do metal e a existência de grupos como Metallica e Slayer, por exemplo. O mesmo se aplica ao peso-pesado, "After Forever" - com atuação pedagógica da dupla Iommi e Geezer.

Foto: Caio Wichrowski
Solo de Tony Iommi exibido no telão de altíssima definição
Com a serenidade peculiar, que marca sua performance nos palcos, Iommi presenteia os fãs com sua incrível versatilidade em tocar guitarra. Canções como "Fairies Wear Boots" e "Dirty Women" comprovam seu saboroso arsenal, que passeia por riffs robustos e solos bluesy. A capacidade de criar melodias marcantes, que são cantadas pelo público durante toda a apresentação é algo que só evidencia a sua importância como um dos mais originais guitarristas de todos os tempos. Ozzy, por sua vez, é mais discreto que nas últimas visitas ao país. Não anda mais de um lado ao outro do palco e limita-se a ficar mais no centro, frente ao seu telemprompter, onde lê as letras das músicas. Fala pouco também. Apenas as frases marcantes, onde pede mãos levantadas e declara amor aos fãs. O fato de estar diante de uma das lendas do rock mundial, que beira aos setenta anos de idade, sugere de imediato que seja abortada qualquer tipo de análise técnica de sua forma vocal e física. Afinal, trata-se de Ozzy Osbourne, o 'Príncipe das Trevas', aos 68 anos de idade, sobrevivente de uma jornada das mais loucas e pesadas que um ser humano poderia suportar

Em termos de produção, o show contou com alguns efeitos de vídeo mais discretos do que podemos ver atualmente. O mais marcante foi na introdução da instrumental "Rat Salad", em que o telão exibiu um trecho de nostalgia vintage, com imagens da banda nos anos setenta, com destaque ao baterista Bill Ward. 

No final da apresentação, um dos momentos mais emblemáticos da noite. O público fez uma homenagem ao time da Chapecoense, cantando "olê, olê, olê Chape, Chape", que entoou por todos os cantos da Apoteose. Resumindo: uma noite digna de despedidas, que vai ficar marcada para sempre na vida dos 40 mil fieis envolvidos. Amém.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Vai ao show do Black Sabbath na Apoteose? Preparamos um guia para você!

Foto: Reprodução / Internet
Banda volta ao Rio para turnê de despedida nesta sexta-feira
O último show da história do Black Sabbath no Brasil chega ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (2 de dezembro). Ozzy Osbourne, Geezer Buttler e Tony Iommi vão relembrar hinos marcantes da história do rock, e serão acompanhados pelo ótimo baterista Tommy Clufetos. O show histórico acontece na Praça da Apoteose, mesmo local da última passagem do grupo pela cidade, em 2013. O Rock On Board preparou um superguia para ajudar você a curtir seu show sem qualquer imprevisto.

Provável setlist

Nesta nova turnê, o trio decidiu descartar as músicas do último álbum, 13, lançado em 2013, e vai concentrar o repertório principalmente no segundo disco do grupo, "Paranoid" (1970). Deste trabalho, o Sabbath deve tocar seis canções, incluindo os clássicos "Iron Man", "War Pigs" e "Paranoid". As ausências mais sentidas devem ser os álbuns Sabbath Bloody Sabbath e Sabotage. Em entrevista ao Globo, o baixista Geezer Butler disse que adoraria tocar músicas como "Symptom Of The Universe", mas que Ozzy não gosta mais de cantá-las. Mesmo assim, é um cardápio de respeito. Atente ao provável setlist: "Black Sabbath", "Fairies Wear Boots", "After Forever", "Into The Void", "Snowblind", "War Pigs", "Wall Of Sleep", "NIB", "Hand Of Doom", "Rat Salad", "Iron Man", "Dirty Woman", "Children Of The Grave", "Paranoid" 

Compra e retirada de ingressos

A bilheteria oficial da Apoteose fica localizada no setor 3. Ela estará aberta a partir das 10h para venda de ingressos e retirada de bilhetes comprados pela internet. Pista Premium: R$680 / R$340 (meia). Pista / Arquibancada: R$370 / R$185 (meia). Compra pela internet AQUI.

Acesso aos setores

Quem comprou ingresso para assistir ao show da pista comum / arquibancada, deve se dirigir a entrada pela Av. Marquês de Sapucaí com a rua Benedito Hipólito. Já quem vai de pista premium, seguirá para Av. Salvador de Sá.

Horários

Abertura dos portões: 16h
Rival Sons: 20h20
Black Sabbath: 21h

Transporte

O MetrôRio montará esquema especial para atender os fãs que forem assistir ao show do Black Sabbath, às 21h, da próxima sexta-feira, na Praça da Apoteose. A Concessionária estenderá o horário de embarque de passageiros na estação Praça Onze até uma hora após o término do show. As demais estações das Linhas 1 e 2 ficarão abertas apenas para desembarque. As linhas de extensão Metrô Na Superfície (Botafogo-Gávea e Ipanema-Gávea) funcionarão até a chegada do último trem. A operação da Linha 4 será encerrada às 21h. A empresa recomenda a compra com antecedência dos cartões de ida e volta para facilitar a entrada no sistema e indica o aplicativo MetrôFácil para que os usuários planejem a viagem, acompanhando localização e tempo estimado para chegada dos trens. A estação Praça Onze do metrô fica a menos de 15 minutos de caminhada da Apoteose. Caso o metrô não te atenda, veja AQUI as linhas de ônibus que passam pelo Sambódromo. Evite ir de carro. Mas, se não der, verifique quais vias estarão fechadas para o evento.

Não será permitido entrar com:

Vasilhames, copos de vidro ou qualquer outro tipo de embalagem, contendo bebidas ou refrigerantes de qualquer natureza que, direta ou indiretamente possam provocar ferimentos; objetos de vidro, plástico ou metal como perfumes e cosméticos; substâncias tóxicas; fogos de artifício ou estampidos; inflamáveis em geral; armas de fogo ou armas brancas de qualquer tipo; hastes de selfie (paus de selfie); guarda-chuvas de qualquer tamanho; papel em rolo, jornais, revistas, bandeiras e faixas com mastro; capacetes de motos e similares; correntes cinturões e pingentes; máquinas fotográficas profissionais, com lentes intercambiável; filmadoras; roupas e acessórios com formatos e partes pontiagudas que possam provocar lesão ou ferimento; só é permitido levar alimentos industrializados (pacote de biscoitos) e que ainda estejam lacrados, além de frutas (apenas cortadas).


Cobertura #blacksabbath

Continue ligado na nossa cobertura oficial Black Sabbath The End Tour no Brasil. Curta a nossa fã page no facebook e siga @rockonboard no twitter e instagram e tenha tudo antes e durante a apresentação.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Em exclusiva, Rival Sons fala sobre abrir os shows do Black Sabbath no Brasil

Foto: Divulgação
Rival Sons vai abrir para o Black Sabbath esta semana no Brasil
Por Bruno Eduardo e Rom Jom

Quem for aos shows do Black Sabbath terá um bom motivo para chegar cedo. Formado em 2009 na Califórnia, o Rival Sons vem sendo aclamado no mundo inteiro por resgatar de forma digna o rock setentista, com riffs de guitarras marcantes e um blues cheio de peso. Por essa escolha de cardápio, a banda vem sendo frequentemente comparada a outro ícone do rock: o Led Zeppelin

No entanto, seu novo disco, o quinto da carreira, tratou de separar um pouco mais as coisas e deu ao grupo um respeito maior da crítica mundial. Podemos dizer que 'Hollow Bones' seria o melhor disco do Rival Sons? "Espero que sim!", disse o simpático guitarrista da banda, Scott Holiday, por telefone ao Rock On Board. "Nós trabalhamos muito para que ele saísse dessa forma. Nós somamos toda nossa energia nesse disco e ele é o reflexo do momento em que estamos vivendo. Cada um de nós tentou colocar suas influências da melhor maneira possível para ter esse resultado", completou. 

As tais influências passam pelo hard, stoner rock, rock psicodélico e blues. Mas como conseguir juntar coisas tão embrionárias e mesmo assim soar original? O guitarrista afirma que não há segredo. Ele acredita que o som da banda é um retrospecto do que eles passam na estrada. "Não é nada programado! As coisas simplesmente acontecem. Nós tocamos com o coração, com o sentimento. Não pensamos em modelos pré-estabelecidos", afirma.

Essa é a segunda vez que o Rival Sons vem ao Brasil. A primeira foi no ano passado, quando se apresentaram no Monsters Of Rock, em São Paulo [saiba como foi AQUI]. Scott falou que o público brasileiro foi totalmente receptivo com o grupo e que está ansioso de poder tocar em outras cidades dessa vez. 
"Estamos muito contentes de estarmos voltando ao Brasil. Nossa experiência no Monsters Of Rock foi sensacional, além de ser um país muito bonito e com pessoas muito calorosas. A energia de vocês é algo que a gente não esqueceu. Vamos dar o máximo para que todos os shows no Brasil sejam maravilhosos" 
Desta vez, o grupo também se apresenta no Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre mas a banda espera a mesma intensidade da plateia. "Na realidade, em todos os shows as pessoas sempre estão empolgadas. Independente de ser na América ou em Londres, elas estão ali pelo mesmo motivo, que é sair da rotina e se libertar num show de rock. Isso é que nos motiva a estar no palco também".

Scott Holiday em ação com o Rival Sons
Uma das principais características dos shows do Rival Sons é a guitarra de Scott Holiday. As apresentações da banda são entorpecidas de riffs marcantes e contam sempre com a guitarra no volume máximo - algo raro de se ver nos dias de hoje. O guitarrista é categórico ao falar sobre o assunto: "Isso é apenas rock and roll (risos)! Mas o que eu busco é passar sentimento e tocar com a alma", e explica em seguida como o blues influenciou a isso: "O blues me ajudou na maneira de descobrir o meu jeito de tocar. Aprendi muito com guitarristas como B.B.King". Scott também falou sobre a emoção de estar abrindo para o Black Sabbath. Afinal, eles foram escolhidos para rodar o mundo inteiro ao lado de uma das bandas mais importantes de todos os tempos. "É inacreditável. Escutar essas músicas que fizeram parte da formação musical de todos nós da banda, ali de pertinho, é maravilhoso. Além disso, estamos crescendo muito com essa oportunidade de poder excursionar ao lado deles, que possuem tantos anos de estrada". 

Como a banda também foi uma das atrações do Rock in Rio Lisboa, que aconteceu este ano, aproveitamos para saber se eles já teriam algum convite da produção para voltar ao festival no ano que vem. O guitarrista não escondeu o jogo e afirmou que houve um contato inicial, mas nada ainda oficializado. "A produção chegou a conversar conosco sobre a edição brasileira do Rock in Rio, sim. mas não houve ainda nenhuma formalidade. O que posso dizer, é que esperamos muito que sejamos convidados de novo. O show em Lisboa foi ótimo e a produção também foi sensacional".

Os shows do Black Sabbath no Brasil acontecem em Porto Alegre (28 de novembro), Curitiba (30 de novembro), Rio de Janeiro (2 de dezembro) e São Paulo (4 de dezembro). O Rival Sons acompanha o Sabbath em todas as cidades. Além disso, a banda Krisiun também toca em Porto Alegre. Já a Doctor Pheabes, abre a noite em São Paulo. Com exceção do show no Morumbi (SP), ainda há ingressos disponíveis para todos os shows da turnê no Brasil.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Aberta a venda de ingressos para os shows do Black Sabbath no Brasil

Foto: Divulgação
Despedida: Iommi, Ozzy e Geezer reunidos pela última vez este ano
Já está aberta a venda de ingressos para os shows do Black Sabbath no Brasil. A The End Tour vai passar por três cidades no fim do ano, e terá ainda como bônus, a abertura do grupo Rival Sons. Os últimos shows da história do Black Sabbath no Brasil acontecerão em Curitiba (Pedreira Paulo Leminski) no dia 30 de novembro; no Rio de Janeiro (Praça da Apoteose) em 2 de dezembro; e São Paulo (Estádio do Morumbi) no dia 4 de dezembro. Ozzy Osbourne, Geezer Buttler e Tony Iommi prometem relembrar hinos marcantes da história do rock, e serão acompanhados pelo ótimo baterista Tommy Clufetos. A última passagem do Black Sabbath pelo Brasil foi em 2013 [saiba como foi AQUI]. Os ingressos para os três shows estão disponíveis pela internet e nas bilheterias oficias (sem taxa de conveniência – Pedreira Paulo Leminski (até 24/4) e FNAC Curitiba (a partir de 25/4) em Curitiba, Metropolitan no Rio de Janeiro e Citibank Hall em São Paulo) e demais pontos de vendas no Brasil. 

CURITIBA
Data: 30 de novembro de 2016
Local: Pedreira Paulo Leminski 
Endereço: Av. João Gava, S/N - Pilarzinho
Horário: 21h
Ingressos
Pista Premium: R$650 / R$325 (meia entrada)
Pista: R$380 / R$190 (meia entrada)
Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br

RIO DE JANEIRO (RJ)
Data: 02 de dezembro de 2016
Local: Praça da Apoteose
Endereço: Sambódromo do Rio de Janeiro
Horário: 21h
Ingressos
Pista Premium: R$680 / R$340 (meia entrada)
Pista: R$370 / R$185 (meia entrada)
Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br

SÃO PAULO (SP)
Data: 04 de dezembro de 2016
Horário: 20h30
Local: Estádio do Morumbi
Endereço: Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 - Morumbi
Ingressos:
Pista Premium: R$700 / R$350 (meia-entrada)
Pista: R$380 / R$190 (meia-entrada)
Cadeira Superior 1, 2, 3: R$520 / R$260 (meia-entrada)
Inferior A e B: R$450 / R$225 (meia-entrada)
Arquibancada 1, 3, 4: R$270 / R$135 (meia-entrada)
Arquibancada 2: R$250 / R$120 (meia-entrada)
Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br

terça-feira, 12 de abril de 2016

Confirmadas as datas e locais para os shows do Black Sabbath no Brasil

Foto: Divulgação
Geezer, Ozzy e Iommi voltam ao Brasil para última turnê juntos
Agora é oficial! A T4F acaba de confirmar a turnê de despedida do Black Sabbath no Brasil. A The End Tour vai passar por três cidades no fim do ano, e terá ainda como bônus, a abertura do grupo Rival Sons. Os últimos shows da história do Black Sabbath no Brasil acontecerão em Curitiba (Pedreira Paulo Leminski) no dia 30 de novembro; no Rio de Janeiro (Praça da Apoteose) em 2 de dezembro; e São Paulo (Estádio do Morumbi) no dia 4 de dezembro. Ozzy Osbourne, Geezer Buttler e Tony Iommi prometem relembrar hinos marcantes da história do rock, e serão acompanhados pelo ótimo baterista Tommy Clufetos. A última passagem do Black Sabbath pelo Brasil foi em 2013 [saiba como foi AQUI]. Os ingressos para os três shows estarão disponíveis a partir da 00h01 do dia 18 de abril pela internet (www.ticketsforfun.com.br); e a partir das 10h nas bilheterias oficias (sem taxa de conveniência – Pedreira Paulo Leminski (até 24/4) e FNAC Curitiba (a partir de 25/4) em Curitiba, Metropolitan no Rio de Janeiro e Citibank Hall em São Paulo) e demais pontos de vendas no Brasil. 

CURITIBA
Data: 30 de novembro de 2016
Local: Pedreira Paulo Leminski 
Endereço: Av. João Gava, S/N - Pilarzinho
Horário: 21h
Ingressos
Pista Premium: R$650 / R$325 (meia entrada)
Pista: R$380 / R$190 (meia entrada)
Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br

RIO DE JANEIRO (RJ)
Data: 02 de dezembro de 2016
Local: Praça da Apoteose
Endereço: Sambódromo do Rio de Janeiro
Horário: 21h
Ingressos
Pista Premium: R$680 / R$340 (meia entrada)
Pista: R$370 / R$185 (meia entrada)
Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br

SÃO PAULO (SP)
Data: 04 de dezembro de 2016
Horário: 20h30
Local: Estádio do Morumbi
Endereço: Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 - Morumbi
Ingressos:
Pista Premium: R$700 / R$350 (meia-entrada)
Pista: R$380 / R$190 (meia-entrada)
Cadeira Superior 1, 2, 3: R$520 / R$260 (meia-entrada)
Inferior A e B: R$450 / R$225 (meia-entrada)
Arquibancada 1, 3, 4: R$270 / R$135 (meia-entrada)
Arquibancada 2: R$250 / R$120 (meia-entrada)
Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Black Sabbath vai tocar em Curitiba, Rio e SP, afirma site

Foto: Bruno Eduardo

A turnê de despedida do Black Sabbath deve mesmo passar pelo Brasil. Quem adianta, é José Norberto Flesch, do Destak. De acordo com o jornalista, a The End Tour teria três datas confirmadas no Brasil para o fim do ano, reservadas especificamente para as cidades de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. No total, estão previstas sete apresentações na América do Sul, sendo as três no Brasil, duas na Argentina, uma no Chile e uma no Paraguai. A última passagem do Black Sabbath pelo Brasil foi em 2013 [saiba como foi AQUI]. Este ano, a novidade deve ser mesmo a cidade de Curitiba, que de acordo com o site, irá substituir Porto Alegre nessa nova passagem do grupo liderado por Ozzy Osbourne. 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

'Black Sabbath', considerado a obra-prima do heavy metal, completa 46 anos

Foto: Black Sabbath (1970)
O primeiro disco do Sabbath é um dos mais influentes da história
Por Bruno Eduardo

O primeiro disco do Black Sabbath é considerado por muitos como a obra-prima do heavy metal. Embora alguns defendam a tese de que Led Zeppelin I, lançado no ano anterior, teria sido o responsável pela criação da coisa, é inegável que a grande maioria das bandas do heavy metal, surgidas nos anos posteriores, teriam no Black Sabbath a principal referência artística para suas obras. A grande temática encontrada no heavy metal atual, que hoje possui diversos segmentos, foi extraída principalmente dessa tese obscura e inovadora que quarteto de Birmingham criou em 1970. A importância de 'Black Sabbath' para a história do rock pesado é tão crucial, que hoje, exatos 46 anos depois de seu lançamento, fica-se a nítida impressão que o estilo continua se reinventando a cada audição do mesmo. Para ajudar você a entender a lenda, decidimos destacar algumas curiosidades, dessa que é a pedra inicial do que hoje em dia chamamos de heavy metal.

Blues Metal?

Numa época que não existia heavy metal, era difícil alguém conseguir definir o som do Black Sabbath. Para Geezer Buttler, a banda fazia um "blues pesado", pois era um ritmo lento e que possuía outros atrativos. Em "The Wizard", a banda inclui um diálogo brilhante entre riffs pesadíssimos e uma gaita estridente. Essa é até hoje, uma das músicas mais inclassificáveis da história do metal.

Disco gravado em um dia

A banda achou que um dia era tempo demais para gravar um disco, então se trancaram no estúdio e gravaram tudo ao vivo em uma mesa de apenas 4 canais. Segundo Iommi, eles isolaram Ozzy num canto separado da sala e foram tocando ao mesmo tempo. No total, foram doze horas de estúdio e a banda garante que nunca fizeram uma segunda versão da maior parte do que foi registrado. O segundo dia foi só para mixagem.

Sexta-feira 13

Como não podia deixar de ser, o Black Sabbath lançou seu primeiro disco numa sexta-feira 13. Eles receberam apenas 600 libras para fazer este trabalho. O disco saiu pela Vertigo, e foi produzido por Roger Bain.

Várias versões

Existem várias versões deste álbum espalhadas pelo mundo. Dependendo da versão, você pode encontrar uma variação no nome das canções. A europeia tem "Evil Woman" como a primeira faixa do lado B, enquanto a versão americana tem "Wicked World". Já a remasterizada de 1996 possui as duas. Quem tem a Black Box leva vantagem pela organização das faixas.

Sem trovoadas?

Ao colocar a agulha no LP, sinos, trovoadas e um som de chuva caindo causam uma atmosfera assustadora para o riff imortal de Tony Iommi, na abertura da faixa que leva o nome do grupo. Porém, há uma versão deluxe, lançada mais recentemente, com faixas alternativas. E uma delas, é de "Black Sabbath" sem o som adicional dessas trovoadas. Vale conferir, embora a grande maioria prefira a versão original.

Referências literárias

O disco trazia também muitas referências literárias. A mais marcante é na excelente "Behind the Wall of Sleep", baseada numa obra do escritor americano Howard Phillips Lovecraft, que por conta disso, acabou virando referências para outras bandas de heavy metal no futuro. Ele acabou tendo várias de suas obras citadas por bandas consagradas nas décadas posteriores - como Metallica e King Diamond.

Satânicos?

A fama de banda satânica e adoradora de "Lúcifer" foi criada aqui, neste trabalho inicial da carreira. Nenhum outro disco do Sabbath, da fase Ozzy, possui letras tão obscuras e com influências explícitas ao ocultismo (ouça "N.I.B."). Devido a isso, eles foram acusados pelo público conservador de promover o satanismo entre algumas regiões. No início houve uma rejeição de grande parte da população para o estilo, mas ironicamente, ajudou também a aumentar a popularidade da banda, que viu crescer uma enorme legião de seguidores, em sua maioria, jovens.

Capa do disco

Uma das maiores curiosidades deste trabalho é a fotografia que ilustra a capa. Por muito tempo, pessoas diziam que a tal "mulher" da fotografia, era uma bruxa, depois afirmaram ser um bruxo, e na maior delas, diziam que era o Ozzy Osbourne! Mas o fato é que o local desta foto acabou se transformando uma grande atração turística, principalmente pelos amantes do heavy metal. Para quem quiser conhecer, trata-se do Moinho de Mapledurhan no rio Thames.

Sucessso de vendas

Black Sabbath alcançou o TOP 10 da parada inglesa. O primeiro trabalho do grupo ganhou disco de platina tanto na Inglaterra quanto nos EUA. O disco também fez muito sucesso no Canadá. Depois disso, eles enfileiraram clássicos, que vieram marcar a história do rock e influenciar várias gerações de bandas. Mas isso é uma história que não precisa ser contada.

domingo, 13 de outubro de 2013

SHOWS: BLACK SABBATH (Apoteose, RJ)

Foto: Bruno Eduardo
O melhor show da vida de 40 mil pessoas no Rio


Por Bruno Eduardo

O melhor show da vida de aproximadamente 40 mil pessoas! Não poderia ser diferente, afinal, estavam ali, juntos pela primeira vez, a linha de frente original de uma das mais importantes bandas de todos os tempos: o Black Sabbath. Geezer Butler, Tony Iommi e Ozzy Osbourne precisaram de apenas duas horas para enfim, pagar uma dívida de quatro décadas junto ao público carioca. Só o fato de vê-los lado a lado, executando todas aquelas canções emblemáticas já seria suficiente para compensar o esforço dos fãs - que enfrentaram uma fila gigantesca na entrada da Apoteose. Mesmo com a ausência de Bill Ward, o que se veria ali, em cima do palco, seria digno de uma moldura histórica; algo que representa várias gerações - de fãs e não fãs.

Para quem possa não saber, no início da carreira, coube a Ozzy o papel de mistificar a imagem do grupo. No entanto, sonoramente, o Sabbath sempre foi estimulado pela guitarra de Iommi - considerado o principal arquiteto do heavy metal. E foi ele - junto com o excepcional Tomy Clufetos - o grande destaque da noite. Simplificando a química, o guitarrista difundiu quase todos os tipos de riffs e afinações, que acabaram mais tarde, sendo influência para todo um gênero. Iommi, que também quase foi o responsável pelo cancelamento da turnê - tudo por conta de uma luta contra o câncer – hoje, distribui sorrisos, e uma pegada dos velhos tempos. 

Como já esperado, não houve qualquer alteração no setlist, e a ordem das músicas foi a mesma do show anterior - em São Paulo. Ao som de sirenes, o Sabbath começou a disputada apresentação com "War Pigs", seguida de "Into The Void", e duas do excepcional Vol.4 (lançado em 1972) - "Under The Sun", e uma lenta e arrastada versão de "Snowblind". A execução da simbólica "Black Sabbath" - com direito à trovoadas, sino batendo, e uma entrada meio fora de tempo de Iommi - marcou o primeiro ponto alto da histórica noite. Em velocidade superior à versão original, "Behind the Wall Of Sleep" exigiu habilidade de Iommi para manter o ritmo, e uma afinação bem abaixo. 

O grupo praticamente ignorou o álbum "Sabbath Bloody Sabbath", já o disco de estreia foi um dos mais lembrados. A versão de "N.I.B.", contou com o solo consagrado (com direito à efeito de wah-wah) de Geezer Buttler, e marcou um dos momentos mais divertidos do show: Ozzy apareceu com um morcego de borracha na boca - mostrando que a idade não tirou o bom humor do vocalista. Correndo de um lado para o outro, como já é característico de suas performances, "Tio Ozzy" mantém uma inabalável sinergia com os fãs. Pede mãos levantadas, palmas, e puxa coro. Em certo momento, parece um show solo do cantor - que já esteve no Brasil inúmeras vezes.

Ao todo, foram oito discos com formação clássica do grupo, na primeira fase. Mas o Black Sabbath não é só passado! A banda tocou três faixas do seu novo disco, 13 - que alcançou o primeiro lugar em 51 países -, com destaque para a excelente viagem de 8 minutos em "End Of The Beginning".

Canções como "Fairies Wear Boots" eram consideradas pérolas básicas da discografia Sabbathica. O mesmo não se pode dizer de "Dirty Women" - tirada da fase menos inspirada do quarteto. O fato, é que haviam outras músicas dessa mesma época, mais óbvias - principalmente do disco "Never Say Die" (como a faixa-título ou a ótima "Hard Road"). Mesmo assim, a canção foi capaz de empolgar algumas meninas, que entraram no ritmo, e ficaram apenas de sutiã.

Para muitos, o grande destaque do show foi assistir Tomy Clufetos na instrumental "Ratt Salad" (do disco Paranoid), com um sensacional solo de bateria - que culminou no riff magistral de "Iron Man".

Fechando a primeira parte da apresentação, "Children Of The Grave" fez a arquibancada balançar, no pula-pula orquestrado por Ozzy. Na volta, a mesma pegadinha de São Paulo - com a puxada de "Sabbath Bloody Sabbath" -, e o golpe final com o maior hit do grupo, "Paranoid" - encerrando aquele, que, para muitos, foi mais do que um show de rock. 

Na verdade, o que ocorreu na Praça da Apoteose foi um "batismo". Dali, saíram 40 mil roqueiros com a certeza e a paz, de terem finalmente conseguido a benção. E a última frase de Ozzy - repetida diversas vezes durante o show - caiu como água benta em suas almas: "Deus abençoe vocês!"

Os Deuses do rock já o fizeram. Exatamente na noite de 13 de outubro. 

Foto: Bruno Eduardo
 Foto: Bruno Eduardo