• Pearl Jam, The Killers e Red Hot Chili Peppers são atrações confirmadas
  • Um resumo da cobertura Rock in Rio em 20 fotos lindas e 20 fatos marcantes
  • Saiba tudo sobre os shows de Foo Fighters e QOTSA no Brasil
  • Leia a resenha de "Desaturating Seven", novo disco do Primus
  • O guitarrista Kennedy Brock falou sobre o novo disco e shows no Brasil
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Prestes a desembarcar no Brasil, Foo Fighters leva Grammy de melhor música rock

Grupo venceu prêmio de melhor canção rock com "Run"
Prestes a desembarcar no Brasil para mais uma mega turnê no País, o Foo Fighters conquistou o prêmio na categoria “Best Rock Song”, durante a 60º edição do Grammy Awards. A cerimonia aconteceu no último domingo (28/01), no Madison Square, em Nova York (EUA). O grupo concorreu com a música “Run”, um dos principais singles do álbum 'Concrete And Gold'. Além da banda liderada por Dave Grohl, os outros concorrentes foram: Metallica ("Atlas, Rise!"), K. Flay ("Blood in the Cut"), Nothing More ("Go To War") e Avenged Sevenfold ("The Stage"). Esta é a quinta vez que o grupo é nomeada no Grammy. As outras vezes, foram com os discos "There is Nothing Left To Lose", "One By One", "Echoes, Silence, Patience & Grace" e "Wasting Light".

O Foo Fighters chega ao Brasil acompanhado do Queens Of The Stone Age, e juntos vão divulgar seus novos - e bons - álbuns. O grupo liderado por Dave Grohl lançou "Concrete And Gold" em setembro do ano passado. O novo disco foi produzido por Greg Kurstin e conta com diversas participações especias, como Paul McCartney [leia a resenha AQUI]. Um mês antes, o QOTSA lançou "Villains", o sétimo disco da banda e que conta com uma sonoridade mais dançante [leia a resenha AQUI]. As bandas tocam no Rio de Janeiro (25/02), São Paulo (27 e 28/02) Curitiba (2/3) e Porto Alegre (4/3).


RIO DE JANEIRO
Data: 25 de fevereiro de 2018 
Local: Estádio do Maracanã
Valores dos Ingressos:
Pista Premium / Bud Zone - R$ 720 (inteira) / R$ 360 (meia)
Cadeira Maracanã Mais - R$ 560 (inteira) / R$ 280 (meia)
Cadeira inferior lounge leste - R$ 520 (inteira) / R$ 260 (meia)
Cadeira inferior leste - R$ 460 (inteira) / R$ 230 (meia)
Cadeira inferior oeste - R$ 460 (inteira) / R$ 230 (meia)
Cadeira inferior leste - R$ 360 (inteira) / R$ 180 (meia)
Pista - R$ 390 (inteira) / R$ 195 (meia)
Cadeira inferior sul - R$ 260 (inteira) / R$ 130 (meia)
Cadeira superior sul - R$ 220 (inteira) / R$ 110 (meia)
Cadeira superior nível 5 - R$ 220 (inteira) / R$ 110 (meia)

SÃO PAULO
Data: 27 de fevereiro de 2018 
Local: Allianz Parque
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, 200
Valores dos Ingressos:
Pista Premium / Bud Zone - R$ 740 (inteira) / R$ 370 (meia)
Pista - R$ 390 (inteira) / R$ 195 (meia)
Cadeira inferior - R$ 490 (inteira) / R$ 245 (meia)
Cadeira Superior - R$ 270 (inteira) / R$ 135 (meia)

SÃO PAULO
Data: 28 de fevereiro de 2018 
Local: Allianz Parque
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, 200
Valores dos Ingressos:
Pista Premium / Bud Zone - R$ 740 (inteira) / R$ 370 (meia)
Pista - R$ 390 (inteira) / R$ 195 (meia)
Cadeira inferior - R$ 490 (inteira) / R$ 245 (meia)
Cadeira Superior - R$ 270 (inteira) / R$ 135 (meia)

CURITIBA
Data: 02 de março de 2018
Local: Pedreira Paulo Leminski – Parque das Pedreiras
Endereço: R. João Gava, 970 – Bairro Abranches
Valores dos Ingressos:
Pista Premium/ Bud Zone - R$ 880 (inteira) / R$ 440 (meia)
Pista - R$ 440 (inteira) / R$ 220 (meia)
Camarotes - R$ 800 (inteira) / R$ 400 (meia)

PORTO ALEGRE
Data: 04 de março de 2018
Local: Estádio Beira-Rio
Av. Padre Cacique, 891 – Praia de Belas
Valores dos Ingressos:
Pista Premium / Bud Zone - R$ 680 (inteira) / R$ 340 (meia)
Pista - R$ 360 (inteira) / R$ 180 (meia)
Cadeira inferior - R$ 420 (inteira) / R$ 210 (meia)
Cadeira superior - R$ 250 (inteira) / R$ 125 (meia)

domingo, 26 de março de 2017

Lollapalooza 2017: Apoiado em seu novo disco, Metallica sai do óbvio e acerta em cheio

Foto: Camila Cara
James Hetfield pergunta aos fãs: "Vocês querem heavy metal?"
De todas as mega bandas, ninguém veio tanto ao Brasil nesta última década quanto o Metallica. O grupo de James Hetfield toca por aqui quase que anualmente. Desde 2010, foram cinco visitas, sendo três no Rock in Rio e duas em São Paulo. Com um ótimo disco novo na bagagem, a banda conseguiu gás suficiente para deixar de lado o mais do mesmo que tem marcado suas últimas passagens pelo país e de quebra ainda decidiu mudar o roteiro cenográfico. As labaredas, explosões e demais efeitos pirotécnicos deram lugar a um número clean, com palco limpo e atenção voltada exclusivamente para o telão de alta definição no fundo. Já no repertório, a maior e mais significativa mudança. A banda executou cinco das doze músicas de Hardwired To Self-Destruct, sendo o álbum mais tocado nesse show (com mais músicas até que o batido Black Album).

A apresentação começou quente ao som de duas pancadas do novo disco: as ótimas "Hardwired" e "Atlas Rise" - uma verdadeira locomotiva de riffs, que entorpeceu as caixas de som do Lolla. Não demorou muito para que os fãs saudosistas fossem logo agraciados com os clássicos. "For Whom The Bell Tolls", "The Memory Remains" e o sucesso dos tempos da MTV, "The Unforgiven" formaram uma trilogia de respeito. Mas para comprovar a força do novo álbum e o ar de renovação da banda, mais duas novas: "Now That We're Dead" e a preferida de Lady Gaga, "Moth Into Flame". As novidades não ficaram restritas apenas ao disco novo. "Harvester Of Sorrow", do disco And Justice For All e "Whiplash" foram duas das antigas que não costumam ser tão habituais nos shows da banda no Brasil.
Foto: Camila Cara
Kirk Hammet em um dos vários momentos de virtuose no show do Lolla
Além das novas músicas, o show dessa noite ficou marcado pelos vários momentos de virtuose, onde os integrantes ficavam no palco solitários, solando à esmo. O guitarrista Kirk Hammet, por exemplo, fez isso mais de uma vez, com direito a tirar som pisando em seu instrumento. Na parte final, tudo igual. "Masters Of Puppets", "One" e a derradeira de todos os shows, "Seek & Destroy". No bis protocolar, a sempre indispensável "Battery", além de "Nothing Else Matters" e, lógico, "Enter Sandman" - com direito a fogos de artifício e show de agradecimentos. 

Pela primeira vez em muitos anos, o Metallica enfim saiu um pouco da zona de conforto e presenteou os fãs com um show que poderá ser lembrado por sua relevância artística, já que representa um novo disco criado - e que é muito bom por sinal [leia a resenha do disco AQUI]. Mesmo que não seja unanimidade, esse show do Lolla pode servir como exemplo de renovação e incentivo para que a banda continue criando bons discos e fazendo mais shows relevantes por aqui. O heavy metal agradece! 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Discos: Metallica (Hardwired…To Self-Destruct)

Foto: Divulgação
Metallica retorna com as doze faixas mais esperadas do metal em 2016
METALLICA
"Hardwired... To Self-Destruct"
Blackened; 2016
Por Lucas Scaliza


São doze faixas. Talvez as doze faixas mais esperadas do heavy metal em 2016. Desde 'Death Magnetic' (2008) o Metallica não lançava um novo disco de inéditas. Bom, teve o 'Lulu' (2011) com Lou Reed, mas foi amplamente criticado em grande parte por ser um álbum incompreendido. O caso é que o Metallica não parou de trabalhar: fez seu próprio festival de metal, tocou com o G4 do thrash metal, fez uma turnê só com músicas escolhidas pelos fãs, lançou um filme-show, e foi tocar até na meca indie do Lollapalooza para provar que não é apenas uma banda de rock, mas sim um dos nomes mais populares e ainda respeitados da música pesada, transcendendo gerações.

E a espera valeu a pena. Hardwired… To Self-Destruct não é um disco com uma cara única, como mais uma experiência do Metallica. O álbum deriva um pouco de cada coisa que a banda já fez no passado. Não é à toa que o disco duplo abre com “Hardwired”, música thrash que volta a 1984, com ataques nervosos e secos às cordas da guitarra e do baixo. “Atlas, Rise” já traz uma proposta de metal mais moderno, misturando riffs, guitarras melódicas e a pegada inconfundível de Lars Ulrich na bateria, se fazendo presente em cada verso. Ou “Moth Into Flame” e “Now That We Are Dead”, que poderiam estar no 'Reload' (1997) que, apesar das críticas que alguns fãs ainda possam lançar ao álbum, foi uma forma de mostrar como o heavy metal deles poderia se atualizar, se transformar, e ainda ser interessante.

O que une todas as faixas de 'Hardwired… To Self-Destruct' é a intensidade de todas as faixas. Não há pausas para baladas e não há grandes momentos contemplativos, como em 'Death Magnetic'. Se há algo no disco que deverá agradar a qualquer fã da banda, de qualquer geração, é a pegada que os quatro músicos demonstram em suas posições. Robert Trujillo mantém o motor girando ao acompanhar os riffs de guitarra e tocar outras notas, mesmo que repetitivas, só para manter uma pulsação sempre forte. E os solos de Kirk Hammet são velozes e ainda contêm uma bela dose de wah-wah. Embora não inove muito em sua técnica e forma de se expressar com o instrumento, seus solos são sempre incendiários. Enquanto fraseados, seus podem não ser tão marcantes quanto outrora, mas não tenha dúvida de que ele mantém cada faixa dentro de uma escala metaleira.

Os vídeos divulgados até agora de bastidores deixam claro que Ulrich foi novamente o grande diretor por trás de cada faixa. Ele deixa o restante da banda trabalhar e criar o que precisa ser criado, mas dá seus pitacos e determina qual é ou qual poderia ser o andamento de cada música. E como Kirk Hammet perdeu seu celular em Copenhague com mais de 250 ideias de riffs, acabou não recebendo nenhum crédito de composição pelo álbum. É a primeira vez que isso acontece desde 1983, quando ele entrou na banda. Então, cada riff que você ouve é de James Hetfield. E ele não faz feio. Mesmo nos momentos menos inspirados, Hetfield coloca sua absurda coordenação entre mão esquerda, mão direta e voz em ação para cravar: este é um disco do Metallica e estas faixas todas tem a assinatura da banda em cada canto. Uma prova disso é “Dream No More”, que soa tanto como algo que a banda faria nos anos 2000 como uma referência à “Sad But True” na forma como é arrastada. E mais: voltam a citar o Cthulhu de H. P. Lovecraft, recuperando o Grande Antigo usado lá em 'Ride The Lightning' (1984).

Com exceção de “Hardwired”, todas as faixas estão acima dos cinco minutos, mas nem todas precisavam ser tão longas, já que não apresentam tanta variedade de ideias assim. “Halo Of Fire”, que passa dois oito minutos de duração, não chega a fazer feio, mas tem os solos menos inspirados do álbuns e, apesar de manter as boas bases arrastadas e vigorosas que são a grande marca e o grande trunfo deste novo trabalho do Metallica, não aproveita tão bem todo o espaço que tem. Compare a estrutura dela com o hino “Master Of Puppets” por exemplo. “Confusion”, por outro lado, abre o segundo disco mostrando uma excelente performance de Hammet e aquela pegada mais progressiva que o Metallica tem sem soar como o Rush ou como o Dream Theater, por exemplo. Mas poderia ter sido reduzida para manter-se mais focada. O mesmo vale para “ManUNkind”, coescrita por Trujillo, que tem ótimos momentos, mas tantos outros que poderiam ter sido resumidos.

Quando começaram a trabalhar no novo disco em 2014, o Metallica estava mais uma vez com Rick Rubin em estúdio. Contudo, foi Greg Fieldman que acabou realmente produzindo a banda ao lado de Hetfield e Ulrich, assumindo também as funções de mixagem e engenheiro de som. Como ele cuidou do processo quase todo que envolve desde a captação do som até a formatação final de cada canção, todas as faixas possuem uma sonoridade homogênea. As distorções estão robustas, mas não polidas demais, fazendo com que cada riff soe até um pouco seco. Isso faz com que o Metallica tenha um som bastante apropriado para 2016, mas guardando um pouco do feeling garageiro que exibiram de 'Kill ‘Em All' (1982) até o 'Black Album' (1990).

Hetfield não decepciona como cantor, seja pela idade e pela disposição ou pelo uso do drive e da garganta em notas mais altas e agressivas. Contudo, não mostra muita criatividade ao longa do álbum. Ele mais encaixa as letras nos versos e no espaço entre os riffs do que cria de fato uma linha melódica. Assim, reforça-se que o que realmente marca cada faixa é seu riff característico, não um verso ou refrão. Já Ulrich encaixa fraseados longos e ágeis de bateria em pelo menos três músicas para demonstrar o poder de fogo de seu kit (como em “Here Comes The Revenge” e “Now That We’re Dead”).

Apesar do vigor, do peso, dos ótimos riffs e de manter o nível metaleiro sempre alto, há pequenos maneirismo que vamos sacando e já entendendo que certos hábitos resistem na banda. Poderíamos estar falando do wah-wah em cada goddamit solo de Hammet ou dos vocais latidos de Hetfield, mas estou falando de algumas introduções. A fraca “Am I Savage” tem uma introdução que parece apontar para um certo tipo de música, mas acaba se resolvendo no mesmo padrão de rock pesado e arrastado de sempre. A intro de “ManUNkind” tem cara de Iron Maiden pós-'Brave New World', mas o clima que gera fica restrito aos segundos iniciais. “Murder One” parece apontar diretamente para “Sanatarium” nos primeiros 40 segundos, mas depois rende-se à fórmula. É uma música que serve de tributo para Lemmy Kilmister, do Motörhead, e felizmente não soa como Motörhead (não há porque transformar homenagem em cópia de estilo musical), porém soa como a versão mais acomodada do Metallica.

Spit Out The Bone” fecha 'Hardwired… To Self-Destruct' com uma música longa e tão poderosa quanto “Damage”. É mais um thrash metal para facilitar o mosh e lembrar porque gostávamos do Metallica e porque valeu a pena acompanhá-los. Apesar de todas as mudanças que seus álbuns apresentaram ao longo dos anos, sempre houve uma energia e uma certa selvageria ao vivo que manteve a banda no topo entre as referências do heavy metal americano. E “Spit Out The Bone” tem tudo isso. Um lembrete das raízes do Metallica e do tipo de metal que mexe com as entranhas dos fãs.

'Hardwired… To Self-Destruct' tem o vigor e o pulso firme em grande escala que faltava à banda – ou que alguns fãs que não foram muito com a cara dos discos dos últimos 20 anos acharam que faltava. Talvez não seja o melhor disco de metal do ano, mas um dos mais aguardados e dos que satisfazem, daquele tipo em que os pontos positivos estão tão bem sedimentados que dá para relevar os negativos. E assim Hetfield, Ulrich, Hammet e Trujillo provam que possuem o que é preciso ter para ser uma grande, longeva e ainda boa banda de metal – e de quebra garantiram estádios lotados por mais 10 anos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Lollapalooza Brasil divulga atrações com Metallica, Rancid e The Strokes; veja o line up

Foto: Ilustração Lollapalooza
Metallica, Rancid e The Strokes são alguns dos principais nomes do Lolla 2017
Lollapalooza Brasil anunciou nesta quarta-feira (28) o line up completo de sua sexta edição, que acontece nos dias 25 e 26 de março de 2017 no Autódromo de Interlados, em São Paulo. Entre os destaques da lista estão o Metallica - que voltará ao Brasil com disco novo -, The Strokes e Rancid, que pela primeira vez na história tocará no Brasil. Além do trio, bandas como Duran Duran e Cage The Elephant (pela terceira vez no Lolla) também endossam o cast do evento. No lado nacional, teremos alguns nomes legais, como o ótimo grupo carioca The Outs, além de Suricato, Criolo, Céu e Doctor PheabesConfira abaixo o line up completo do Lolla:

Line up Lolla 2017: festival acontece nos dias 25 e 26 de março
LOLLAPALOOZA BRASIL 2017
Datas: 25 e 26 de março de 2017
Local: Autódromo de Interlagos
Endereço: Avenida Senador Teotônio Vilela, 261 – Interlagos
Classificação etária: Crianças com menos de 05 anos - não será permitida a entrada. De 05 a 14 anos: Permitida a entrada acompanhado por pais ou responsáveis. A partir de 15 anos: Permitida a entrada desacompanhados.
Ingressos: 
Lolla Pass - 1º Lote: R$800 / R$400 (meia)
Lolla Pass - 2º Lote: R$920 / R$460 (meia)
Lolla Day - 1º Lote: R$540 / R$270 (meia)
Lolla Day - 2º Lote: R$590 / R$295 (meia)
Venda pela internet AQUI
Pontos de venda AQUI

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Metallica lança música nova e anuncia disco duplo para novembro

Foto: Divulgação
"Hardwired... To Self-Destruct" será lançado no dia 18 de novembro
O Metallica anunciou o lançamento de seu novo álbum para o dia 18 de novembro e será um disco duplo. Hardwired…To Self-Destruct será distribuído em CD, vinil e no formato digital. Para quem quiser garantir a sua cópia, o disco já está em pré-venda e pode ser adquirido no site oficial da banda. O Metallica aproveitou e lançou também uma nova música, "Hardwired", que pode ser conferida junto com o clipe oficial AQUIEsse será o décimo disco de estúdio do Metallica, sem contar com 'Lulu', gravado em parceria com Lou Reed em 2011. Eles são a banda de heavy metal mais bem sucedida da história, com mais de 110 milhões de discos vendidos no mundo inteiro. A última vez que o grupo veio ao Brasil foi ano passado, no Rock in Rio [saiba como foi AQUI]. Recentemente, foi dado como certa a presença da banda no line up oficial do próximo Lollapalooza Brasil. Confira abaixo o tracklist oficial do novo álbum:

Disco Um

01. Hardwired
02. Atlas, Rise!
03. Now That We’re Dead
04. Moth Into Flame
05. Am I Savage?
06. Halo On Fire

Disco Dois

01. Confusion
02. Dream No More
03. ManUNkind
04. Here Comes Revenge
05. Murder One
06. Spit Out The Bone

Disco Três (Edição Deluxe)

01. Lords Of Summer
02. Riff Charge (Riff Origins)
03. N.W.O.B.H.M. A.T.M. (Riff Origins)
04. Tin Shot (Riff Origins)
05. Plow (Riff Origins)
06. Sawblade (Riff Origins)
07. RIP (Riff Origins)
08. Lima (Riff Origins)
09. 91 (Riff Origins)
10. MTO (Riff Origins)
11. RL72 (Riff Origins)
12. Frankenstein (Riff Origins)
13. CHI (Riff Origins)
14. X Dust (Riff Origins)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Metallica e Rancid vão tocar no Lollapalooza Brasil 2017, afirma site

Foto: Adriana Vieira
Metallica volta ao Brasil em 2017 para tocar no Lollapalooza
O Lollapalooza Brasil vai de rock pesado para a próxima edição, que acontece nos dias 25 e 26 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Segundo apurou José Norberto Fesch, do Destak, o grande nome do Lolla será o Metallica, que volta ao Brasil para muito provavelmente apresentar seu próximo disco. Outro que também está na lista do festival é o Rancid. O site garante ainda que o grupo de James Hetfield vai ser headliner nos Lollas da Argentina e do Chile, que acontecem no fim de semana seguinte ao e São Paulo. A última vez que o Metallica veio ao Brasil foi em 2015, quando se apresentou no Rock in Rio [saiba como foi AQUI]. 

Já o Rancid nunca veio ao Brasil. O grupo, que foi formado no início dos anos noventa, lançou alguns dos discos mais celebrados do punk americano, como por exemplo, o clássico ...And Out Come The Wolves, de 1995 - álbum que conta com o hino "Time Bomb". Outros nomes também foram especulados nos bastidores como prováveis atrações do Lolla 2017, como Radiohead, LCD Soundsystem e Lana Del Rey, mas até o momento, tudo não passa de boato. O Lollapalooza acontece desde 2012 no Brasil e chega a sua sexta edição em 2017. Nos anos anteriores, o festival trouxe nomes como Foo Fighters, Pearl Jam, Queens Of The Stone Age, Arctic Monkeys, Robert Plant, Jack White, Soundgarden e outros.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Lars Ulrich afirma que novo disco do Metallica sai ainda este ano

Foto: Divulgação
Disco novo do Metallica já está em fase final de produção
O novo disco do Metallica já está em fase de mixagem e se nenhum acidente de percurso acontecer, ele será lançado até o final deste ano. Isso é o que garante o baterista Lars Ulrich, que ao lado de James Hetfield, está na banda desde a formação original. Para descrever o que vem por aí, Lars pegou como referência o último disco lançado pelo grupo, Death Magnetic

"O que posso dizer é que nosso novo trabalho será provavelmente um pouco menos frenético e mais diversificado do que nosso último registro", afirmou.

A mudança na proposta é creditada ao novo produtor, Greg Fidelman, que também trabalhou na mixagem de Death Magnetic. No entanto, Lars fez questão de elogiar o trabalho de Rick Rubin e disse que ele foi fundamental para o Metallica voltar às raízes thrash metal em 2008. De acordo com ele, Rick encorajou o grupo a retornar pela primeira vez às suas origens e que agora pretendem expandir mais em outras direções. Sobre a previsão de lançamento, o baterista acredita que o novo disco só não sai este ano se acontecer alguma "razão cósmica" nesse meio tempo. Mesmo assim, ele garante que até o fim do verão estará tudo finalizado.

Esse será o décimo disco de estúdio do Metallica, sem contar com 'Lulu', gravado em parceria com Lou Reed em 2011. Eles são a banda de heavy metal mais bem sucedida da história, com mais de 110 milhões de discos vendidos no mundo inteiro. A última vez que o grupo veio ao Brasil foi ano passado, no Rock in Rio [saiba como foi AQUI].

domingo, 20 de setembro de 2015

Rock in Rio 2015: Metallica supera problemas técnicos e fecha noite com show ensurdecedor

Foto: Adriana Vieira
James faz cara de mal após sofrer com problemas no som

Por Bruno Eduardo

A terceira participação consecutiva do Metallica no Rock in Rio já estava fadada ao previsível - já que a banda não lança nenhum disco novo desde 2008 e nem confirmou algo conceitual para o festival, como fizeram Iron Maiden e Bruce Springsteen em 2013, e Korn este ano. No entanto, alguns problemas técnicos logo no início da apresentação foram suficientes para injetar boas doses de suspense e tensão ao show. Para a sorte dos fãs, tudo acabou sendo resolvido e a banda pôde dar seqüência ao número sem maiores problemas. 

Mesmo com poucas novidades em termos de repertório, o Metallica comprovou mais uma vez o seu incontestável - e matador - “mais do mesmo” em cima dos palcos. O show do grupo no Rock in Rio é protocolar, mas continua sendo de uma força sonora impressionante. 

Com um atraso de trinta minutos, eles iniciaram a apresentação de forma voraz com "Fuel", "For Whom The Bell Tolls" e "Battery". Logo em seguida ("Ride the Lightning") o grupo sofreu com alguns apagões no som - causando assim, tensão entre os fãs, já que nem mesmo a banda sabia o que estava acontecendo. Por utilizarem pontos de ouvido e retornos de palco, o grupo continuava tocando no "mudo", enquanto o silêncio tomava conta da Cidade do Rock. Após notarem que estavam sem som, o grupo abandonou o palco por alguns minutos para que os problemas fossem resolvidos. De acordo com a produção do Rock in Rio, houve uma desconexão entre a linha de saída da mesa de som da banda com a mesa do festival. Poucos minutos depois, o Metallica voltou ao palco com "The Unforgiven", que pode ser vista como uma novidade, já que não foi tocada nas outras participações do grupo no festival. Mesmo assim, a música ainda foi recebida de forma tensa por alguns fãs, ainda traumatizados pelos bugs técnicos. Mas tudo não passou realmente de um acidente, e o show transcorreu normal. 

Foto: Adriana Vieira
Trujillo e Hetfield: dupla afiada e cheia de peso
Passado o susto, o grupo levou os fãs a um passeio de duas horas e meia – datado principalmente pelos hits de seu disco lançado em 1991 ("Sad But True", "Nothing Else Matters", e a já citada "The Unforgiven"), e pela velocidade dos álbuns primórdios. O alto volume dos PA's também marcou a apresentação da banda. Os riffs de faixas como "Wherever I May Roam", e "Cyanide" - do ótimo Death Magnetic, faziam tremer as estruturas da Cidade do Rock, nesse que foi o show mais alto do festival até agora. Talvez a grande novidade do set tenha sido a inclusão da faixa "King Nothing", do contestado Load (lançado em 1995). Outras boas sacadas foram as execuções de "Turn The Page" de Bob Seger, e a versão famosa de "Whiskey In The Jar", cujo vídeo clipe se tornou xodó dos fãs no mundo inteiro. Do épico And Justice For All, o bombardeio de sempre em "One" - que dispensa comentários, e "The Frayed Ends Of Sanity", que pode ser considerada outra surpresa no repertório desta noite.

Em termos de cenografia, a novidade foi uma arquibancada montada no palco, que abrigou cerca de 100 fãs. Esses puderam assistir ao show de perto, a exemplo do que havia ocorrido na apresentação da banda no Rock in Rio Las Vegas, em maio. O grupo foi selecionado em um sorteio feito pelo fã-clube oficial The Metallica Club. 

No bis, o grupo atacou com uma dobradinha Black Album, e finalizou a apresentação ensurdecedora com o hit levanta-defunto "Enter Sandman". Antes de deixar o palco, o baterista Lars Ulrich prometeu voltar "em breve" ao Rio de Janeiro.

O fato é que mesmo batendo ponto no Rock in Rio, o Metallica continua satisfazendo seus fãs com show de alto nível técnico e repertório que condiz com sua história. Com isso, a banda não se torna fadada a se tornar uma espécie de Guns N'Roses, por exemplo. Porque ao contrário desses, a qualidade é sempre garantida - mesmo quando há percalços técnicos

Foto: Adriana Vieira
Imagem emblemática e que resume o show do Metallica no Rock in Rio
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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Confira o line up do Rock in Rio 2015


Comemorando 30 anos de história, o Rock in Rio é o maior evento de música e entretenimento do mundo por uma série de razões. Das quatorze edições anteriores, cinco ocorreram no Brasil (1985, 1991, 2001, 2011 e 2013), seis em Portugal (2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014) e três na Espanha (2008, 2010 e 2012). Em 2015, o Rock in Rio acontecerá em Las Vegas, EUA, em maio, pela primeira vez. Em setembro, a sexta edição no Brasil acontecerá na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro. Todos os ingressos estão esgotados. Abaixo, a programação do festival com os artistas já confirmados.

  18 de setembro  

Palco Mundo:

Queen
OneRepublic
The Script
Rock in Rio 30 anos

Palco Sunset: 

Tributo À Cássia Eller
Lenine + Nação Zumbi + Martin Fondse
Ira! + Rappin Hood + Toni Tornado
Dônica + Arthur Verocai

Rock Street: 

João Donato
Rabo de Lagartixa
Joyce Cândido

  19 de setembro  


Palco Mundo:

Metallica
Mötley Crüe
Royal Blood
Gojira

Palco Sunset:

Korn
Ministry
Angra + Dee Snider (Twisted Sister) + Doro Pesch; 
Noturnall + Michael Kiske (Helloween)

Rock Street: 

Motorocker
República
Krow

  20 de setembro  

Palco Mundo:

Rod Stewart
Elton john
Seal
Os Paralamas do Sucesso

Palco Sunset:

John Legend
Magic!
Baby do Brasil + Pepeu Gomes
Alice Caymmi + Eumir Deodato

Rock Street: 

João Sabiá
Rodrigo Shá
Gabriel Moura 

  24 de setembro  

Palco Mundo:

System Of A Down
Queens Of The Stone Age
Hollywood Vampires
CPM22

Palco Sunset:

Deftones
Lamb of God
Halestorm
Project 46 + John Wayne

Rock Street: 

Age Of Artemis
About2Crash
Eminence

  25 de setembro  

Palco Mundo:

Slipknot
Faith No More
Mastodon
De La Tierra

Palco Sunset:

Steve Vai + Camerata Florianópolis
Nightwish + Tony Kakko (Sonata Arctica)
Moonspell + Derrick Green (Sepultura)
The Heavy Metal Allstars em tributo aos filmes de Terror

Rock Street: 

Wilson Sideram + Luana Camarah
Baia
Bula

  26 de setembro  

Palco Mundo:

Rihana
Sam Smith
Sheppard
Lulu Santos

Palco Sunset:

Sérgio Mendes + Carlinhos Brown
Angélique Kidjo
Erasmo Carlos + Ultraje a Rigor
Brothers of Brazil

Rock Street: 

George Israel
Rodrigo Santos
Autoramas

  27 de setembro  

Palco Mundo:

Katy Perry
A-ha
Robyn
Cidade Negra

Palco Sunset:

Al Jarreau + convidado
Aurea + Boss AC 
Suricato e Raul Midón

Rock Street: 

Maria Luiza
Marcos Valle
Bossa Cuca Nova

sábado, 27 de setembro de 2014

Confirmadas as primeiras atrações do Rock in Rio 2015


Os line-ups do Rock in Rio Las Vegas e do Rock in Rio Brasil já começaram a ser revelados. Os cinco primeiros nomes para a edição americana do festival foram anunciados em evento oficial em Times Square (NY) nesse dia 26 de setembro: Metallica, Linkin Park, No Doubt, Deftones, John Legend e Taylor Swift. Foram anunciados também os dois primeiros nomes para a edição brasileira: Katy Perry e John Legend.

A edição americana do festival acontecerá em Las Vegas, durante o mês de maio (dias 8 e 9; 15 e 16). O Rock in Rio USA espera receber 80 mil pessoas por dia - com o primeiro fim de semana (8 e 9 de maio) dedicado aos shows de rock e o segundo (15 e 16 de maio) com atrações da música pop. Segundo Roberto Medina, o orçamento de mídia para a edição americana do Rock in Rio será de 30 milhões de dólares, incluindo gastos da organização e também dos parceiros. As campanhas serão produzidas pela Artplan. 

A edição brasileira do Rock in Rio acontece no Rio de Janeiro nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro de 2015. [relembre os melhores shows do Rock in Rio 2013 AQUI].

quarta-feira, 16 de julho de 2014

CONCURSO JAMES HETFIELD - GANHE A BIOGRAFIA


James HetfieldO lobo à frente do Metallica traz a história do líder de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, com direito a episódios inéditos para o público. 

Com base em depoimentos de amigos e entrevistas do astro, o autor Mark Eglinton – jornalista especialista em livros sobre o show business – conta a vida e obra do líder Metallica. Em James Hetfield – O lobo à frente do Metallica, o autor faz um verdadeiro dossiê sobre a vida do músico e não poupa nada: sexo, drogas, Rock’n Roll e todas as polêmicas que marcaram sua jornada antes e depois da fama. 

O Rock On Board sorteou 2 (dois) exemplares de “James Hetfield – O lobo à frente do Metallica“, lançamento da Gutenberg.

CONCURSO ENCERRADO EM 03/08/14

VENCEDORES: 
  • ERICK SILVA
  • DANIEL MARQUES

domingo, 13 de julho de 2014

DISCOS ODIADOS QUE AMAMOS: METALLICA (ST. ANGER)

Foto: Metallica / St. Anger

Por Ricardo CachorrãoFlávio


AME-O OU DEIXE-O

O que será que acontece com St. Anger, o álbum que se ama odiar de um dos pilares do thrash metal?

Acredito que precisamos voltar no tempo, e, daí, começar a entender a situação! Aqueles quatro moleques que assombraram o mundo a partir de 1981, com riffs cortantes, viscerais, vocais rasgados e velocidade acima da média, cresceram, amadureceram, ficaram multimilionários e se tornaram, de fato, a maior banda de rock do mundo por um determinado tempo! Nem Rolling Stones, nem U2, nem ninguém mais garantia tanta vendagem de discos e shows na áurea fase do ‘Black Album’, como o Metallica. Estamos falando de 1991.

Com esse primeiro dado, podemos dividir o Metallica (e seu público, principalmente) em “Antes de Black Album” e “Depois de Black Album”.

Os fãs originais, os que acompanhavam James, Lars, Kirk e Cliff Burton (depois Jason Newsted) desde os bons tempos de “Seek & Destroy”, “No Remorse” e “Metal Militia”, já haviam começado a torcer o nariz com “... and Justice For All”, e suas faixas gigantes, contando, ainda, com a semi-baladaOne” (não que isso fosse novidade, já em Ride the Ligtning, tínhamos a até hoje ovacionada, e bela, “Fade to Black”. Mas fã adora reclamar e se achar ‘dono’ da porra toda). E com “Black Album” a coisa ficou mais séria! Se tínhamos uma porrada do quilate de “Sad But True”, no mesmo disco era possível encontrar “The Unforgiven” e “Nothing Else Matters”!!!! E isso era inadmissível pro cabeludo rebeldinho que acompanhava a banda desde os primórdios! Tocar em rádio, MTV, virar arroz de festa, é crime inafiançável e imperdoável! Pronto, o Metallica era a banda traidora que se deve odiar acima de todas as outras coisas!

Nada disso pareceu ter abalado os caras, que ficaram ainda mais ricos, mais loucos e com muito mais fãs, diferentes dos sujinhos antigos, é verdade, esses mais cheirosos e bem nascidos! E a banda parece ter gostado de ficar em evidência, grava dois discos ao mesmo tempo e os lança um seguidinho do outro: Load e Reload. Se existia alguma esperança dos antigos de ter a velha banda de volta, morreu de vez! E os novos fãs, aumentaram ainda mais! Discos que nem são ruins, tem muito barulho (bem tocado) nas faixas obscuras, mas o que fica mesmo na história são os quilos de hits radiofônicos.

Tudo parecendo ir de vento e popa, dinheiro entrando pra todo lado, a loucura aumentando e a merda começando a feder: James se afunda na bebida, Jason se cansa de ser o empregadinho mal tratado e puxa o carro e Lars vai mexer em vespeiro, arruma briga com o Napster! Banda em crise geral, com muitos apostando no fim! Tudo isso pode ser visto em detalhes no documentário “Some Kind of Monster”, que eu recomendo!

No meio do furacão, com James numa clínica de reabilitação, testes para novo baixista, e processo correndo solto com referência ao compartilhamento de arquivos na internet, a banda decide começar trabalhar num novo álbum, com o produtor Bob Rock cuidando do baixo enquanto não encontram alguém.

O fato agora é, enquanto banda de rock, já alcançaram tudo o que podiam! Chegaram ao topo, discos de ouro, de platina, de diamante, turnês gigantescas, estrutura monstruosa e milhões e mais milhões de dólares nas contas de cada um, que tal agora fazer o que gostam? E aí chega o que muitos chamam de “volta às raízes”! É onde entra meu objeto de estudo, “St. Anger”, o álbum que se ama odiar!

Opa, mas, peraí! Se os fãs antigos viraram a cara por causa do som mais ‘soft’, e o público novo (e muito maior), existe justamente por causa disso, como explicar essa mudança? Mas, chegamos num ponto em que, quem disse que o Metallica precisa explicar alguma coisa?

Indo ao que interessa, James volta recuperado, e mais raivoso que nunca! “St. Anger” é isso mesmo, raiva, em estado bruto! Juntando-se a Lars, Kirk e Bob Rock, despejaram um punhado de canções cheias de rancor e com violência que não era sentida no som da banda há tempos!

(O baixista Robert Trujillo acabou contratado após a gravação do álbum, e chegou a participar de todo o DVD Bônus encartado no CD, com a banda numa garagem tocando todo o novo álbum, sacada genial).

A dita ‘volta às raízes’ mencionada por muitos, na verdade, foi bem mais que isso, existiu um olho da banda, e do produtor, no futuro, o som não é aquele thrash das antigas, as guitarras são mais sujas, tem forte pegada hardcore, influência assumida da banda desde os primórdios, mas também mostrando um “que” de nu-metal, em evidência na época, talvez visando a molecada mais nova, afinal, renovar e ampliar o público sempre é bom, e faz bem pros bolsos.

A porradaria tem início com a visceral “Frantic” e o que vem a seguir pode desagradar a maioria, mas é um disco que me faz a cabeça, sem frescuras, curto e grosso, porrada do início ao fim. Sim, concordo com quem diz que a bateria de Lars parece um conjunto de panelas sendo socadas e poderia ter um som melhor, mas, no geral, a crueza desse álbum é algo que deixou o tiozinho aqui de boca aberta. Valeu esperar seis anos após “Reload”, e mais ainda imaginar que “St. Anger” foi um excelente ensaio do que viria a ser “Death Magnetic”, o álbum posterior.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Obra-prima do thrash metal, Kill ‘Em All apresentou ao mundo um Metallica supersônico

Foto: Metallica (Kill 'Em All)
Debut do Metallica é considerado a obra-prima do thrash metal

Por Bruno Eduardo

Iniciando uma trilogia que fincaria de vez o nome do grupo no mainstream, Kill 'Em All é Metallica supersônico - guiados por riffs sensacionais, solos ultra-rápidos e hormônios em erupção.

Para a grande maioria dos fãs atuais, é realmente difícil olhar para Metallica nos dias de hoje, e pensar que estamos diante daquela mesma banda, que foi considerada um dia, como pioneira de um estilo que percorreu de forma tênue entre o hard e o punk dos anos oitenta: o thrash. A recente biografia de um grupo - envolvido em brigas internas, ou interessado em personificar uma contestada luta contra a pirataria - incapacita qualquer tentativa de reminiscência sonora. Mesmo discordando dos fãs mais radicais, não se pode negar: o Metallica tinha se tornado uma espécie de emblema do excesso rockstar.

“Excesso” pode ser a melhor palavra para definir o caminho tortuoso do grupo em toda sua história de bastidores. Os tais problemas internos que acabaram resultando na criação de Kill 'Em All, ainda ocorrem nos dias de hoje, trinta anos após. Na época, a banda decidiu cortar na própria carne, e demitiu o guitarrista Dave Mustaine – impedindo que a sua personalidade autodestrutiva, acabasse com grupo antes mesmo de lançar o seu debut. Em uma desesperada tentativa de ficar na banda, Mustaine ainda solicitou aos integrantes uma internação no AA, que não foi aceita por James. Para o lugar de Dave Mustaine, que formaria o Megadeth em seguida, o Metallica recrutou o guitarrista da banda Exodus, Kirk Hammett.

Toda essa calamidade psicológica que o grupo sofreu em 1983, fez de Kill 'Em All, um disco libertador. Com pitadas de punk – facilmente sentida no trash quebrado de “Hit The Lights” -, o álbum trazia uma sonoridade próxima ao que o Iron Maiden chegou a sugerir em 1980. De uma crueza sangrenta, veloz e incisiva, o Metallica desenhava ao mundo um novo estilo de rock pesado: estava consolidado o Thrash Metal.

Embora os tradicionalistas discordem, o disco de estreia do Metallica é uma perfeita e genial combinação de dois estilos tão contraditórios (punk e metal), que o aperfeiçoamento da fórmula tinha lá suas restrições. Tanto é que o grupo optou por técnica à rapidez nos discos posteriores – culminando anos depois no alongado script de And Justice For All. Em 1983, James ainda não precisava de aulas de canto, e junto com Kirk Hammett – e Dave Mustaine -, fizeram a maior coleção de riffs marcantes que um dia poderiam (“Seek And Destroy”, “Metal Militia”, “The Four Horsemen”). Nos créditos do álbum, há registro de quatro músicas para Dave Mustaine – embora, ele afirme que tenha proibido o Metallica de utilizar suas músicas e que os solos são dele, e não de Kirk. Porém, tudo não passa de suposições, que enriquecem ainda mais a fábula. 

Para muitos fãs, o grupo não soube envelhecer. Eu discordo. Seria impossível para a banda manter o mesmo ritmo, quando o mundo era capitaneado por empresários, que batiam nas portas das gravadoras com malas e malas de promissórias e cifras. A MTV, que tomou o mercado americano de assalto, foi devidamente apropriada pela banda na década de noventa. Alguns dizem que o som do Metallica foi abalado pelo simples fato de eles entrarem no jogo. Na verdade, defendo a teoria de que eles estavam garantindo seguridade financeira para sobreviver à sua pior fase criativa. E sim, tornaram-se modelos de si próprios. O lançamento do ótimo Death Magnetic (2008) animou alguns, mas comprovou também, que isso é o mais próximo que o Metallica chegará um dia do thrash metal. E como um raio dentro de uma garrafa, Kill 'Em All é igualmente inconcebível.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ROCK IN RIO 2013 - METALLICA

Foto: Paulo Cássio
Metallica apresenta o de sempre - e é bom como sempre


Por Bruno Eduardo

A escalação do Metallica no cast do Rock in Rio pela segunda vez consecutiva já dava um ar de previsibilidade ao show. O grupo não lançou nada de novo, nem confirmou uma apresentação conceitual – muitos esperavam que eles pudessem tocar o Black Album na íntegra. 

De qualquer forma, o Metallica comprova um incontestável e matador “mais do mesmo” em cima dos palcos. O show do grupo no Rock in Rio não traz qualquer novidade, mas é irretocável. É aquele mesmo modelo seguido por bandas como AC/DC e Motörhead. Com um atraso de trinta minutos, eles iniciaram a apresentação de forma voraz - com “Hit the Lights” e “Master Of Puppets”. Utilizando um setlist clássico, o grupo levou os fãs a um passeio de duas horas e meia – datado principalmente pelos hits de seu disco lançado em 1991 (“Sad But True”, “Nothing else Matters”, “Enter Sandman”), e na velocidade dos álbuns primórdios. Talvez a maior novidade tenha sido a inclusão de "Holier Than Thou", faixa menos popular do Black Album.
 
Previsível, ou não, é sempre legal ver o bombardeio e o show de fumaça que antecede a épica “One”, ou a cantoria uníssona (à capela) no fim de “The Memory Remains” - que remete à fase menos inspirada da banda. 


Completamente à vontade com o público brasileiro, James Hetfield fazia questão de tentar se comunicar com os fãs – mesmo que isso levasse alguns minutos entre canção e outra. No bis, o grupo atacou com sua fase mais trash: “Creeping Death”, “Battery”, e “Seek And Destroy” do álbum Kill 'Em All – que está completando 30 anos de lançamento [veja matéria especial sobre o disco AQUI]. 

No fim, o quarteto parecia não querer deixar o palco do Rock in Rio. James puxou uma longa salva de palmas, e todos os outros integrantes fizeram questão de um a um, deixar sua mensagem no microfone. Clichê ou não, o grupo sabe como fazer um show à altura de seu nome, ou pelo menos aprendeu a arte de não decepcionar. Showzaço! 

[Matéria publicada originalmente por Bruno Eduardo no Portal Rock Press]