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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Far From Alaska - Quando o segundo disco é ainda mais legal que o primeiro
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| Cris Botarelli e Emmily Barreto formam o dueto vocal do FFA (Foto: Adriana Vieira) |
Poucas bandas de rock no nosso atual cenário possuem a mesma vibe descolada e incrivelmente espontânea como os potiguares do Far From Alaska. Eles realmente fazem o que estão a fim e boa! E mesmo assim acabam soando honestos tanto no som quanto em suas performances. Embora possuam um engajamento notório, que já rendeu frutos até então inesperados para uma banda que saiu das garagens do Rio Grande do Norte (como um prêmio na Europa e participação em grandes festivais gringos), o FFA segue seu caminho na maciota, sem fazer alarde com o lançamento de seu segundo disco, o ótimo 'Unlikely'.
Poucas semanas após terem chegado da sessão de gravação do disco nos EUA, tive a oportunidade de ser um dos primeiros a conversar com eles - mais precisamente com a simpática Cris Botarelli - sobre o que seria o sucessor do irretocável 'Mode Human', lançado em 2014. E a única constatação que tive após a conversa, era de que o disco seguiria o instinto da banda, que parecia realmente despreocupada em demarcar qualquer território. O fato de terem trabalhado com a conceituada Sylvia Massy - que já carimbou medalhões como Red Hot Chili Peppers e System Of a Down - dava ainda mais confiança de que eles tinham realmente acertado o alvo.
O disco, para quem não sabe, já está há alguns meses em todas as plataformas digitais, inclusive no Youtube, onde todas as faixas foram divulgadas separadamente e com arte gráfica própria para cada uma delas - além de um clipe animadíssimo para o single "Cobra", que chegou a quase 90 mil visualizações nesses primeiros meses. Confesso que não tinha ouvido o álbum muitas vezes antes do show de lançamento no Rio de Janeiro, mas mantive o radar atento às opiniões que pipocavam ao meu redor. A única coisa que eu realmente tinha me ligado eram os nomes das canções (quase todas com nomes de animais).
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| Essa foi a segunda vez do Far From Alaska no Circo Voador (Foto: Adriana Vieira) |
O que eu posso dizer, é que numa noite que ainda prometia Scalene, o Circo Voador recebeu um Far From Alaska mais up, com roupas fluorescentes, atmosfera muito mais viva e músicas de melodias incrivelmente pop. Como já era de se esperar, há todas as referências possíveis nesse novo trabalho, mas tudo é untado por uma rara sagacidade. Há blues, jazz, metal, baião (?) e o rock segue soando fresco na mão do quinteto. Emmily Barreto, que continua cantando divinamente bem, definiu o disco numa frase: "eu me toquei que esse disco é cheio de músicas para bater a cabeçar e mexer a raba". Não duvide! Ouça "Flamingo", que entre riffs de guitarra, entrega uma levada regional para balançar quadris de qualquer headbanger perdido numa roda de pogo. Outras duas que também funcionam muito bem ao vivo e demonstram a versatilidade de 'Unlikely', são "Pizza" e "Pig" (um rockão de guitarra blueseira e vocal que remete Alanis Morissette).
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| O Vozeirão de Emmily Barreto continua surpreendendo (Foto: Adriana Vieira) |
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Após ser uma das atração principais do Download Festival, Far From Alaska lança novo clipe
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| O novo clipe, "Cobra", traz visual descolado e pode ser conferido abaixo |
Em entrevista exclusiva ao Rock On Board [leia a entrevista na íntegra AQUI], Cris Botarelli falou um pouco sobre a nova sonoridade do novo disco:
"Em relação ao disco anterior, acho que esse novo está bem menos sério, menos tímido. Quando é pra ser pesado é muito pesado, quando é música de cantar junto, é música de cantar junto de olho fechado, sabe? Quando é dançante, é tipo balada, e é isso aí. É o que é. Acho que a galera vai curtir muito porque vai conseguir sentir a gente de verdade! Bem, pelo menos é isso que espero que aconteça".Recentemente, o Far From Alaska foi uma das atrações do palco principal do lendário Download Festival, ao lado de grandes nomes do rock mundial como System Of A Down, Mastodon e Linkin Park. Assista abaixo o novo clipe da banda:
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sexta-feira, 17 de março de 2017
Far From Alaska fala com exclusividade sobre um dos discos mais aguardados do ano
Foto: Murilo Amancio
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| Far From Alaska já iniciou a pré-venda de seu novo disco, "Unlikely" |
Com 'Mode Human', lançado em 2014, o Far From Alaska encabeçou a lista das mais originais bandas de rock surgidas nesta última década - com direito a prêmio na França e aparições em grandes festivais como Planeta Terra, Lollapalooza Brasil e Maximus Festival. Após quase três anos de estrada, a banda resolveu se concentrar no próximo passo, que é o lançamento de seu segundo disco de estúdio. Para isso, o grupo potiguar passou três semanas em Ashland (EUA) com a renomada produtora Sylvia Massy, que coleciona em seu currículo, nomes como System Of A Down, Red Hot Chili Peppers, R.E.M. e Foo Fighters. O resultado desse processo é 'Unlikely', que já está em pré-venda e pode ser adquirido AQUI. A banda criou um projeto de crowdfunding e vai presentear os fãs que incentivarem o álbum. Quem comprar 'Unlikely' na pré-venda, terá a opção de escolher alguns brindes legais, como o próprio álbum autografado pela banda e utensílios, como moletons, camisetas e bonés.
Para saber mais detalhes sobre um dos discos mais esperados do ano, conversamos com a simpática Cris Botarelli, que concedeu essa exclusiva ao Rock On Board. Para ela, 'Unlikely' é um disco menos tímido e sério que seu antecessor, 'Mode Human'. "É a cara da banda!", afirma. O ano de 2017 ainda reserva outros vôos para o grupo. Além do novo disco, o Far From Alaska também está confirmado no conceituado Download Festival, que acontece em Paris no mês de junho, que nessa edição vai reunir nomes como System Of A Down, Linkin Park, Mastodon, Green Day, entre outros.
Sobre o novo disco: quando é pra ser pesado, é muito pesado. Quando é música de cantar junto, é música de cantar de olho fechado. E quando é dançante, é tipo balada. (Cris Botarelli)
Já terminamos sim! Terminamos lá mesmo em Ashland (EUA) e já começamos a receber as primeiras mixagens prontas. Na verdade, foi tudo muito rápido. Vinte dias pra produzir e gravar tudo.
Vocês gravaram quantas músicas?
Gravamos 12 músicas.
Como chegaram nessa decisão de gravar o disco nos Estados Unidos?
Nós gravamos o primeiro disco aqui no Brasil, no estúdio Tambor, da Deck. Esse primeiro disco foi produzido por nós mesmos, então pra esse segundo álbum nós queríamos experimentar o fato de sermos produzidos por alguém. E aí começamos uma busca de nomes que achávamos que se encaixariam na nossa "vibe" de banda. Foi quando surgiu o nome da Sylvia Massy e foi paixão à primeira vista.
Foto: Murilo Amancio
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| Far From Alaska com a produtora Sylvia Massy (centro) |
Sim. O lance da representatividade é muito importante! Desde a adolescência eu admiro o trabalho dos produtores musicais. Sempre foi uma coisa que gostaria de fazer, mas nunca tive um modelo feminino pra me espelhar, por exemplo. Isso é provavelmente bem comum em várias outras meninas que, como eu, eram adolescentes nos anos 2000. Hoje é mais fácil o acesso, com tantos fóruns e comunidades na internet, etc. Por essas e outras é que foi muito importante pra gente a escolha da Sylvia. Além disso, vem, por óbvio, o fato de que ela é absolutamente incrível no que faz.
E como vocês conseguiram chegar até ela?
A gente chegou no nome dela através de um amigo do nosso empresário, que é engenheiro de som e trabalha com ela. Ele soube que estávamos à procura de um produtor pra o nosso próximo disco e mostrou o som pra ela (antes mesmo de falar conosco). Ela curtiu o nosso trabalho ao ponto de ser uma banda com a qual ela trabalharia. Ela é bem criteriosa nas bandas que escolhe pra trabalhar, nega muitos trabalhos, então isso também foi outra coisa muito legal pra gente. Ficamos muito honrados!
E qual foi a contribuição dela no processo de criação do disco?
Cara, ela é realmente um gênio. Gosta muito de experimentação e de fazer coisas não convencionais na hora da gravação, o que é muito nossa cara! (risos)
Foto: Murilo Amancio
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| Banda no estúdio com Sylvia Massy, gravando o novo disco, "Unlikely" |
Nós estamos muito, muito, muito felizes com o resultado desse disco! Ficou exatamente como gostaríamos e acho que finalmente conseguimos chegar num som que é a nossa cara tanto como banda quanto como indivíduos que gostam de coisas bem diferentes. Isso é realmente o máximo!
Para situar os fãs da banda, como você define Unlikely comparando ao primeiro disco de vocês, Mode Human?
Em relação ao disco anterior, acho que esse novo está bem menos sério, menos tímido. Quando é pra ser pesado é muito pesado, quando é música de cantar junto, é música de cantar junto de olho fechado, sabe? Quando é dançante, é tipo balada, e é isso aí. É o que é. Acho que a galera vai curtir muito porque vai conseguir sentir a gente de verdade! Bem, pelo menos é isso que espero que aconteça.
E por que 'Unlikely'?
Tem a ver com a nossa história. O fato de tocar rock no Brasil, no Nordeste, em Natal. O fato de não gostarmos das mesmas músicas, mas mesmo assim conseguirmos nos entender na hora de compor. Por outro lado, o disco em si é tudo o que inclui na campanha dele, que vamos começar e que vai ter seus motivos para ser "unlikely". Aguardem!
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
The Baggios lança single com participação de Emmily Barreto do Far From Alaska
Foto: Bruno Eduardo
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| Júlio Andrade com The Baggios no Rio Novo Rock |
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quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Saiba como foi o Maximus Festival 2016
| Imagem do público chegando no Maximus Festival 2016 |
A primeira edição do Maximus Festival foi um verdadeiro sucesso. A começar pela escolha das bandas, fugindo da obviedade que assola a maioria dos festivais brasileiros. Ficou provado que não precisamos repetir os mesmos medalhões de sempre para que tenhamos um bom público presente. Também foi legal ver o gigante autódromo de Interlagos bem utilizado, com espaço reduzido, e todas as atrações destacadas. Como a próxima edição já foi confirmada para o dia 20 de maio de 2017, a produção poderia dar uma atenção especial a quantidade de banheiros químicos disponíveis - principalmente femininos, pois as filas eram intermináveis. Outra questão que pode ser levada em consideração, é a criação de uma nova saída para o público, de preferência perto ao local dos shows. De resto, foi tudo lindo e funcional. Mas vamos aos onze shows que conseguimos acompanhar nessa maratona de doze horas ininterruptas de muita música!
Foto: Rom Jom
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| O country-rock do Steve 'N' Seagulls agradou o público que chegava em Interlagos |
Foto: Rom Jom
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| A cartilha rap-metal do Hollywood Undead passou batida no Maximus |
Foto: Rom Jom
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| Far From Alaska mantém presença destacada em grandes festivais |
Foto: Ricardo Matswaka / Veja
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| Brent Smith se joga no público mas Shinedown sofre com problemas no som |
Foto: Rom Jom
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| Chad Grey: sangue, suor e metal na veia durante show do Hellyeah |
Foto: Rom Jom
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| Cartilha rock blues do BSC funcionou legal no Maximus |
Foto: Rom Jom
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| Sempre carismática, Lzzy Hale garante bom show do Halestorm |
Foto: Rom Jom
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| Matthew Tuck do Bullet For My Valentine arrastou uma legião de fãs a Interlagos |
Foto: Rom Jom
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| Disturbed faz boa apresentação mais exagera um pouco nas versões |
Foto: Rom Jom
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| Marilyn Manson retorna com novo visual e abandona efeitos cenográficos |
Foto: Bruno Eduardo
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| Till Lindermann num dos momentos mais esperados da noite |
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quinta-feira, 14 de julho de 2016
Em noite de celebração, Rio Novo Rock comprova relevância com bom público e ótimos shows
Foto: Amanda Respício
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| Rio Novo Rock promove noite de festa com bom público no Imperator |
Todo ano é a mesma coisa. Desde que foi criado o 'dia mundial do rock', as redes sociais se dividem entre simpatizantes e detratores. "Dia do rock é todo dia!", dizem os hostis. Nem sempre é. Um dia dedicado ao rock abre diversos precedentes para disseminação do gênero. Só não vê quem não quer. Quando falamos em disseminação, falamos em oportunidades, publicidade, holofote. Ou seja, tudo o que o vem faltando para as novas cenas de rock espalhadas pelo país. Lógico, há muita gente que utiliza o dia do rock com muito mais adereço do que substância. Mas cabe aos que vivem disso saber tirar proveito. E para isso, precisamos apenas de boa vontade e perspicácia. Bom, é aí que entra o Rio Novo Rock.
Aproveitando-se de um dia de celebração, o Rio Novo Rock cumpriu seu papel como principal fomentador da cena no Rio de Janeiro. Hoje, afirmo que é, inclusive, um dos mais importantes no país, já que bandas de outros estados começam a vislumbrar no palco do Imperator a chance de conquistar seu público no Rio. Com devidos exageros, é um vislumbre parecido com o que aconteceu no Circo Voador há mais de trinta anos. Agora, toda banda que quer tocar no Rio, quer tocar no Imperator. Mas o papel do Rio Novo Rock não está apenas relegado a dar espaço às bandas. Ele tem como objetivo primordial, juntar tribos, gerações e formar uma plateia. Nesta edição especial, foi muito legal ver o Imperator aproveitado de uma forma mais abrangente - e que deveria se tornar rotina - com espaços ocupados por banquinhas, parceiros, tatuagens, discos e também com uma incrível jukebox na entrada da casa. Tudo isso, só comprova o que foi dito anteriormente: o Rio Novo Rock segue comprovando sua relevância no que diz respeito à difusão do gênero na cidade.
Os Shows
"Esse é o segundo melhor show da minha vida. O primeiro também foi aqui", disse Emmily Barreto, vocalista da Far From Alaska, no show de encerramento da noite. A afirmação soa honesta, longe de parecer aquele discurso de palco, que as grandes bandas levam em seus roteiros. Não mesmo. No Rio, o grupo potiguar é tratado como uma banda gringa. Por isso, mesmo com um atraso de aproximadamente uma hora, o público não arreda o pé. É uma quarta-feira, já passamos de meia-noite e meia, e ninguém parece se importar. A discotecagem da DJ Priscila Dau também ajuda, é verdade, mas é sempre uma noite diferente quando quem está atrás das cortinas é o pessoal do Far From Alaska.
Foto: Amanda Respício
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| Dueto de Emmily Barreto e Cris Botarelli no show do Far From Alaska |
Foto: Amanda Respício
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| Saulo Von Seehausen em ótimo show do Hover |
Foto: Amanda Respício
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| Alexandre Rozemberg em atuação enérgica no palco do Imperator |
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sexta-feira, 1 de julho de 2016
No dia Mundial do Rock, Far From Alaska quer repetir 'noite inesquecível' no Imperator
Foto: Bruno Eduardo
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| Far From Alaska ao vivo no fatídico show do Rio Novo Rock 2015 |
"Essa foi uma noite considerada memorável por todos nós da banda. Foi um dos shows mais legais do Far From Alaska, e de fato, um dos shows inesquecíveis da nossa carreira até aqui. Esse show é sempre lembrado por todos da banda como um dos mais especiais que a gente fez", confidenciou.
Para Cris, tudo isso teve a ver com o público, que além de encher a casa, cantou todas as músicas do início ao fim. Segundo ela, tocar no Rio de Janeiro é sempre muito bom, e o grupo se sente honrado de poder voltar para se apresentar num dia tão significativo, que é o "Dia Mundial do Rock". Para quem espera por novidades, ela ainda falou sobre "disco novo" do Far From Alaska.
Ficou curioso? Essa super exclusiva pode ser conferida na primeira edição de nossa revista, que ainda traz entrevistas com DeFalla, Red Hot Chili Peppers e Faith No More. Você pode garantir a sua revista AQUI.
RIO NOVO ROCK - DIA MUNDIAL DO ROCK
Bandas: FAR FROM ALASKA, STEREOPHANT e HOVER
Data: 13 de julho, quarta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 19h
Ingressos: 1º lote pista: R$40 (inteira) e R$20 (meia) / 2º lote pista: R$60 (inteira) e R$30 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
Venda online
Classificação: 16 anos
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sexta-feira, 24 de junho de 2016
Ao invés de bilhetes, pulseiras darão acesso ao Maximus Festival; Ingressos já estão à venda!
Foto: Timmy Dust
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| Rammstein é uma das principais atrações do festival |
Atrações
No palco Maximus se apresentarão o headliner Rammstein, o Disturbed, que volta ao Brasil no seu auge, e mais três bandas norte-americanas, todas expoentes contemporâneos do gênero: Hellyeah, Halestorm e Hollywood Undead.
No palco Rockatansky, o público irá conferir a performance de um dos maiores ícones do hard rock, o norte-americano Marilyn Manson e os galeses do Bullet for My Valentine. Completam o line up os norte-americanos Black Stone Cherry e Shinedown, a banda finlandesa Steve ‘n’ Seagulls, além da brasileira Doctor Pheabes. Os dois palcos terão shows intercalados, para que o público não perca nenhuma das atrações.
O terceiro palco, o Thunder Dome, receberá os ingleses do RavenEye, além de quatro bandas brasileiras: Project 46, Far From Alaska, Woslom e Ego Kill Talent.
MAXIMUS FESTIVAL
Data: 7 de setembro
Local: Autódromo de Interlagos
Endereço: Av. Sen. Teotônio Vilela, 261, São Paulo - SP
Horário: Das 12h30 às 23h00
Abertura dos portões: 11h
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados por pais e/ou responsáveis legais.
Ingressos:
Pista (Lote 1 / inteira) – R$ 420,00
Pista (Lote 1 / meia-entrada) – R$ 210,00
Maximus Lounge (com open bar de cerveja, água, refrigerante, finger food, estacionamento) – R$ 800,00
* Ingressos poderão ser parcelados em 3x sem juros.
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quinta-feira, 2 de junho de 2016
Maximus Festival anuncia venda de ingressos e pista custará R$420 no primeiro lote
Foto: Phil Cosores
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| Marilyn Manson volta ao Brasil como headliner do festival |
No palco Maximus se apresentarão o headliner Rammstein, o Disturbed, que volta ao Brasil no seu auge, e mais três bandas norte-americanas, todas expoentes contemporâneos do gênero: Hellyeah, Halestorm e Hollywood Undead.
No palco Rockatansky, o público irá conferir a performance de um dos maiores ícones do hard rock, o norte-americano Marilyn Manson e os galeses do Bullet for My Valentine. Completam o line up os norte-americanos Black Stone Cherry e Shinedown, a banda finlandesa Steve ‘n’ Seagulls, além da brasileira Doctor Pheabes. Os dois palcos terão shows intercalados, para que o público não perca nenhuma das atrações.
O terceiro palco, o Thunder Dome, receberá os ingleses do RavenEye, além de quatro bandas brasileiras: Project 46, Far From Alaska, Woslom e Ego Kill Talent.
MAXIMUS FESTIVAL
Data: 7 de setembro
Local: Autódromo de Interlagos
Endereço: Av. Sen. Teotônio Vilela, 261, São Paulo - SP
Horário: Das 12h30 às 23h00
Abertura dos portões: 11h
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados por pais e/ou responsáveis legais.
Ingressos:
Pista (Lote 1 / inteira) – R$ 420,00
Pista (Lote 1 / meia-entrada) – R$ 210,00
Maximus Lounge (com open bar de cerveja, água, refrigerante, finger food, estacionamento) – R$ 800,00
* Ingressos poderão ser parcelados em 3x sem juros.
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sexta-feira, 20 de maio de 2016
Primeira edição do Maximus Festival em SP terá Marilyn Manson, Rammstein e Disturbed
Foto: Divulgação
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| Um dos maiores nomes do metal moderno, Marilyn Manson encabeça festival |
No palco Maximus se apresentarão o headliner Rammstein, o Disturbed, que volta ao Brasil no seu auge, e mais três bandas norte-americanas, todas expoentes contemporâneos do gênero: Hellyeah, Halestorm e Hollywood Undead.
No palco Rockatansky, o público irá conferir a performance de um dos maiores ícones do hard rock, o norte-americano Marilyn Manson e os galeses do Bullet for My Valentine. Completam o line up os norte-americanos Black Stone Cherry e Shinedown, a banda finlandesa Steve ‘n’ Seagulls, além da brasileira Doctor Pheabes. Os dois palcos terão shows intercalados, para que o público não perca nenhuma das atrações.
O terceiro palco, o Thunder Dome, receberá os ingleses do RavenEye, além de quatro bandas brasileiras: Project 46, Far From Alaska, Woslom e Ego Kill Talent.
Além dos três palcos, Interlagos receberá toda uma estrutura jamais vista de praça de alimentação, serviços e produtos de merchandising. Mais informações sobre ingressos serão divulgadas em 27 de maio.
O festival conta com o patrocínio da SKY e Budweiser e tem como fornecedor oficial o Hospital Sancta Maggiore. Realizado pela Move Concerts, o Maximus Festival também acontecerá no dia 10 de setembro, na capital da Argentina, Buenos Aires.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Prestes a desembarcar nos EUA, Far From Alaska lança música inédita
Foto: Divulgação
Para comemorar a sua primeira turnê pelos Estados Unidos, o Far From Alaska decidiu lançar uma nova música. A banda, que é um dos nomes mais aclamados do cenário nacional, mantém o nível em "Chills". Cheio de riffs, sintetizadores pesados e com a voz marcante de Emmily Barreto, a canção já dá uma pista do que pode vir por no próximo disco da banda potiguar. Por enquanto, o grupo leva na bagagem seu ótimo disco de estreia, ModeHuman, além de apresentações em grandes festivais, como Planeta Terra e Lollapalooza Brasil. Recentemente, o Far From Alaska lançou uma parceria com o grupo Supercombo ("Surrendo") e fez uma antológica apresentação no Rio Novo Rock. Ouça AQUI a nova música, "Chills".
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Far From Alaska, CPM 22 e Zander são algumas atrações do Sampa Music Festival
Foto: Divulgação
Considerado um dos mais importantes festivais independentes de rock do país, o Sampa Music Festival chega a sua 14ª edição em 2016 e promete continuar revelando artistas que se destacam no cenário. O evento acontece no dia 28 de fevereiro no Espaço Victory, em São Paulo, e vai reunir alguns dos principais nomes da cena nacional. O festival vai trazer dois palcos altamente equipados e cerca de 12h ininterruptas de música. Já estão confirmados as apresentações das bandas CPM 22, Project46, Far From Alaska, Esteban, Sala Espacial e Zander. De acordo com a produção, novas atrações serão reveladas nos próximos dias.
Os ingressos já estão à venda no site da Ticket Brasil, e em diversos pontos espalhados pelas cidades de São Paulo e região metropolitana. Os valores das entradas custam: R$40 (1° lote/pista comum) e R$ 100,00 (pista vip premium – apenas 100 ingressos).
Sampa Music Festival 14
Atrações confirmadas: CPM 22, Project46, Far From Alaska, Esteban, Sala Espacial e Zander
Data: 28 de fevereiro de 2015, domingo
Local: Espaço Victory
Endereço: Rua Major Ângelo Zanchi, 825 – Penha (ao lado do Metrô Penha)
Hora: das 10 às 23 horas
Classificação: Menores de 12 anos somente acompanhados do responsável
Abertura da casa: 1h antes do início do evento
Acesso para deficientes.
Ingressos: R$ 40,00 (1° lote/pista comum) | R$ 50,00 (2° lote/pista comum)| R$ 100,00 (pista vip premium – apenas 100 pessoas)
Ingresso online: www.ticketbrasil.com.br | www.sampamusicfestival.com.br
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sábado, 1 de agosto de 2015
Imperator Novo Rock pontua excelência com casa cheia e showzaço do Far From Alaska
Foto: Bruno Eduardo ![]() |
| Emmily Barreto do Far From Alaska solta o vozeirão em ótimo show no Rio |
Desde que surgiu, em julho de 2014, eu venho utilizando o adjetivo "sensacional" ao projeto Imperator Novo Rock. Antes de tudo, é bom deixar claro que não tenho nenhum vínculo com a casa, com a produção ou com qualquer outro meio de promoção do evento. Sempre achei sim, sensacional a iniciativa de abrir um espaço supostamente destinado ao mainstream para bandas independentes. Afinal, sou antes de tudo um defensor do rock. Vivo desse "corre" diariamente e acredito que uma das principais funções do jornalista "rock" é encontrar fagulha onde há escuridão e jogar combustível onde há brasa. E o Imperator Novo Rock é uma chama fundamental para a renovação do rock carioca.
Na edição de um ano do projeto, a casa recebeu um grande público (maior que na maioria dos shows que eu presenciei após sua reabertura). No local, além de uma irada rampa de skate, era possível assistir imagens curtas de todas as bandas que tocaram nas edições anteriores em um projetor, e você eventualmente esbarrava com algum integrante dessas bandas no abarrotado local. Não faltaram também homenagens ao mentor dessa iniciativa, o incansável Paulo Lopez, e ao Imperator. Os nomes de muitas bandas também foram lembradas, e algumas aplaudidas quando exibidas em um clipe retrospectiva do evento.
A primeira banda a subir no palco foi a Verbara, que venceu uma votação popular para conseguir participar dessa festa. O palco enfeitado com Lps de cantoras como Maria Bethania, Gal Costa e outros artefatos curiosos - como uma jarra de abacaxi piscante e uma garrafa de água posicionada ao lado de um cacto - mostrava de cara a proposta do grupo. Sonoramente o Verbara traz uma versão rock-MPB que fez sucesso há uma década na cartilha dos Los Hermanos. Com destaque para um trio de metais bastante afinado, a performance do grupo é dominada quase que exclusivamente pelo caricato Kadu Eduardo. Com óculos escuros, ele leva a apresentação como se tivesse se apresentando em rodas de poesia com versos prontos e rosas para a plateia - um misto de arte escancarada e breguice exagerada em iguais proporções. Além das canções de seu primeiro disco, eles apresentaram duas novas, com destaque para a quase marcha de "Sobrenatural" - que lembra o período de Arnaldo Antunes logo após deixou os Titãs. Mesmo que o grupo flerte muito pouco com o rock, o público entrou na dança, e eles saíram de palco aclamados.
Já a meninada do Hell Oh! é rock britânico dos bons. Chega a impressionar a maturidade musical desses garotos. Não é exagero. Você olha para o palco e se depara com um vocalista que deve ter seus vinte anos de idade no máximo, mas que perde a timidez quando empunha sua guitarra e tira sons que reverberam nos quatro cantos do Imperator. O som do grupo permeia por várias vertentes do chamado indie rock, mas ganha destaque em sonoridades mais moderninhas quando lembram Arctic Monkeys ("Hell Oh") e Strokes ("Flag"). Outro momento legal foi na canção "Out Of Nothing", que parece um surf music e termina numa guitarrada bem tramada. A apresentação desta noite comprovou de vez que estes meninos estão no caminho certo e se juntam ao time das bandas promissoras do estilo, como o já citado aqui no site, The Outs, por exemplo.
Fechando uma noite que pode ser considerada pontual para a história do rock independente carioca, o som atmosférico e cheio de robustez do Far From Alaska. Em pouco menos de uma hora em cima do palco, a banda potiguar entorpeceu os PA's da casa com sua máquina compressora de riffs, sintetizadores e vocais estrídulos. Já em "Thievery", é possível sentir a sintonia do público, que surpreende até mesmo o grupo, que parece não acreditar na quantidade de pessoas presentes. O show é baseado no sensacional ModeHuman, lançado no ano passado e executado de forma fidedigna e magistral pelo quinteto. A performance da banda é guiada na linha de frente pela dupla Emmily Barreto e Cris Botarelli, que fazem duetos vocais, batem cabeça ao mesmo tempo, e só saem de sintonia quando Cris decide atender ao pedido dos fãs e alterar a ordem das músicas no repertório. "O público quer 'Communication'. Eles é quem mandam", disse sorrindo. Outras que ganham força ao vivo, são "Politiks" - em qual Cris utiliza o som de uma slide guitar - e a pesadíssima "Mama". A voz de Emmily é algo que, embora tragar diversas referências tradicionais (Janis Joplin, por exemplo), apresenta uma peculiaridade rara nos vocais femininos (assim como também vejo em Pin Bonner da Tipo Uísque). A diferença porém, é que a sua voz alterna momentos de potência cortante com drives inimagináveis. Quando usa efeitos, faz isso com sagacidade, e encerra a apresentação assolando o cérebro dos presentes com uma mensagem repetida em voz de robô - quase subliminar: "Nós somos o Far From Alaska! Nós Somos o Far From Alaska!". O único ponto baixo do show foi a invasão no palco de algumas pessoas na música Dino Vs. Dino. Lógico que há tradição em alguns eventos e bandas que incentivam o mosh. Mas subir no palco para fazer selfie serve apenas como uma demonstração nefasta de nossa atual percepção social. Lembrando que palco é lugar sagrado do artista, e há equipamentos que podem ser danificados ou modificados por qualquer contato físico, levando o risco de influenciar negativamente na performance. Empolgação sim, mas com responsabilidade galera.
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
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