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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Far From Alaska - Quando o segundo disco é ainda mais legal que o primeiro

Cris Botarelli e Emmily Barreto formam o dueto vocal do FFA (Foto: Adriana Vieira)
Por Bruno Eduardo

Poucas bandas de rock no nosso atual cenário possuem a mesma vibe descolada e incrivelmente espontânea como os potiguares do Far From Alaska. Eles realmente fazem o que estão a fim e boa! E mesmo assim acabam soando honestos tanto no som quanto em suas performances. Embora possuam um engajamento notório, que já rendeu frutos até então inesperados para uma banda que saiu das garagens do Rio Grande do Norte (como um prêmio na Europa e participação em grandes festivais gringos), o FFA segue seu caminho na maciota, sem fazer alarde com o lançamento de seu segundo disco, o ótimo 'Unlikely'.

Poucas semanas após terem chegado da sessão de gravação do disco nos EUA, tive a oportunidade de ser um dos primeiros a conversar com eles - mais precisamente com a simpática Cris Botarelli - sobre o que seria o sucessor do irretocável 'Mode Human', lançado em 2014. E a única constatação que tive após a conversa, era de que o disco seguiria o instinto da banda, que parecia realmente despreocupada em demarcar qualquer território. O fato de terem trabalhado com a conceituada Sylvia Massy - que já carimbou medalhões como Red Hot Chili Peppers e System Of a Down - dava ainda mais confiança de que eles tinham realmente acertado o alvo.

O disco, para quem não sabe, já está há alguns meses em todas as plataformas digitais, inclusive no Youtube, onde todas as faixas foram divulgadas separadamente e com arte gráfica própria para cada uma delas - além de um clipe animadíssimo para o single "Cobra", que chegou a quase 90 mil visualizações nesses primeiros meses. Confesso que não tinha ouvido o álbum muitas vezes antes do show de lançamento no Rio de Janeiro, mas mantive o radar atento às opiniões que pipocavam ao meu redor. A única coisa que eu realmente tinha me ligado eram os nomes das canções (quase todas com nomes de animais).
 
Essa foi a segunda vez do Far From Alaska no Circo Voador (Foto: Adriana Vieira)
A decisão de esperar por um show da banda ao invés de tecer qualquer comentário público referente ao trabalho foi uma opção arriscada, porém acertada, pois acabou me dando a exata noção da evolução do grupo. Ainda mais, quando a banda ajuda e decide enfiar todas as músicas do novo disco no repertório. De 'Mode Human', apenas três foram lembradas.

O que eu posso dizer, é que numa noite que ainda prometia Scalene, o Circo Voador recebeu um Far From Alaska mais up, com roupas fluorescentes, atmosfera muito mais viva e músicas de melodias incrivelmente pop. Como já era de se esperar, há todas as referências possíveis nesse novo trabalho, mas tudo é untado por uma rara sagacidade. Há blues, jazz, metal, baião (?) e o rock segue soando fresco na mão do quinteto. Emmily Barreto, que continua cantando divinamente bem, definiu o disco numa frase: "eu me toquei que esse disco é cheio de músicas para bater a cabeçar e mexer a raba". Não duvide! Ouça "Flamingo", que entre riffs de guitarra, entrega uma levada regional para balançar quadris de qualquer headbanger perdido numa roda de pogo. Outras duas que também funcionam muito bem ao vivo e demonstram a versatilidade de 'Unlikely', são "Pizza" e "Pig" (um rockão de guitarra blueseira e vocal que remete Alanis Morissette).

O Vozeirão de Emmily Barreto continua surpreendendo (Foto: Adriana Vieira)
Não se pode desprezar também o fato deles serem muito bons de palco, o que aumenta ainda mais a força das novas músicas. A energia que a banda passa ao vivo é de descontração, felicidade, feeling e camaradagem. É uma banda que cresce aos poucos mas continua com a mesma atmosfera de garagem, de underground. Cris Botarelli, que divide microfone com Emmily é uma parte do front do grupo - ela bate cabeça, canta, se comunica, e mesmo machucada (torceu o tornozelo numa investida de palco) mantém a inquietude apoiada numa perna só. E o que é mais legal ainda, é que eles estão apenas preocupados em tocar suas músicas. É uma banda que soa livre, liberta de amarras e paradigmas, e tudo isso soa lindamente em 'Unlikely', que é ainda mais legal que Mode Human, pelo simples motivo de representar bem o que eles são hoje: uma das bandas de rock mais legais da atualidade.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Após ser uma das atração principais do Download Festival, Far From Alaska lança novo clipe

O novo clipe, "Cobra", traz visual descolado e pode ser conferido abaixo
O Far From Alaska divulgou o clipe para a canção "Cobra", primeiro single de 'Unlikely', novo disco da banda e que será lançado no dia 04 de agosto. O vídeo contou com direção de Cléver Cardoso e conta com um trabalho visual repleto de animações. A canção é pesada e traz o mesmo formato sonoro de seu último trabalho, 'Mode Human', lançado em 2014. O novo disco do grupo foi gravado nos Estados Unidos e contou com a produção de Sylvia Massy, cultuado nome mundial, que já trabalhou com nomes como Tool, System of a Down e Foo Fighters.

Em entrevista exclusiva ao Rock On Board [leia a entrevista na íntegra AQUI], Cris Botarelli falou um pouco sobre a nova sonoridade do novo disco:
"Em relação ao disco anterior, acho que esse novo está bem menos sério, menos tímido. Quando é pra ser pesado é muito pesado, quando é música de cantar junto, é música de cantar junto de olho fechado, sabe? Quando é dançante, é tipo balada, e é isso aí. É o que é. Acho que a galera vai curtir muito porque vai conseguir sentir a gente de verdade! Bem, pelo menos é isso que espero que aconteça".
Recentemente, o Far From Alaska foi uma das atrações do palco principal do lendário Download Festival, ao lado de grandes nomes do rock mundial como System Of A Down, Mastodon e Linkin Park. Assista abaixo o novo clipe da banda:

sexta-feira, 17 de março de 2017

Far From Alaska fala com exclusividade sobre um dos discos mais aguardados do ano

Foto: Murilo Amancio
Far From Alaska já iniciou a pré-venda de seu novo disco, "Unlikely"
Por Bruno Eduardo

Com 'Mode Human', lançado em 2014, o Far From Alaska encabeçou a lista das mais originais bandas de rock surgidas nesta última década - com direito a prêmio na França e aparições em grandes festivais como Planeta Terra, Lollapalooza Brasil e Maximus Festival. Após quase três anos de estrada, a banda resolveu se concentrar no próximo passo, que é o lançamento de seu segundo disco de estúdio. Para isso, o grupo potiguar passou três semanas em Ashland (EUA) com a renomada produtora Sylvia Massy, que coleciona em seu currículo, nomes como System Of A Down, Red Hot Chili Peppers, R.E.M. e Foo Fighters. O resultado desse processo é 'Unlikely', que já está em pré-venda e pode ser adquirido AQUI. A banda criou um projeto de crowdfunding e vai presentear os fãs que incentivarem o álbum. Quem comprar 'Unlikely' na pré-venda, terá a opção de escolher alguns brindes legais, como o próprio álbum autografado pela banda e utensílios, como moletons, camisetas e bonés.  

Para saber mais detalhes sobre um dos discos mais esperados do ano, conversamos com a simpática Cris Botarelli, que concedeu essa exclusiva ao Rock On Board. Para ela, 'Unlikely' é um disco menos tímido e sério que seu antecessor, 'Mode Human'. "É a cara da banda!", afirma. O ano de 2017 ainda reserva outros vôos para o grupo. Além do novo disco, o Far From Alaska também está confirmado no conceituado Download Festival, que acontece em Paris no mês de junho, que nessa edição vai reunir nomes como System Of A Down, Linkin Park, Mastodon, Green Day, entre outros. 

Sobre o novo disco: quando é pra ser pesado, é muito pesado. Quando é música de cantar junto, é música de cantar de olho fechado. E quando é dançante, é tipo balada. (Cris Botarelli) 

E aí, já terminaram a gravação do novo disco?

Já terminamos sim! Terminamos lá mesmo em Ashland (EUA) e já começamos a receber as primeiras mixagens prontas. Na verdade, foi tudo muito rápido. Vinte dias pra produzir e gravar tudo.

Vocês gravaram quantas músicas?

Gravamos 12 músicas. 

Como chegaram nessa decisão de gravar o disco nos Estados Unidos?

Nós gravamos o primeiro disco aqui no Brasil, no estúdio Tambor, da Deck. Esse primeiro disco foi produzido por nós mesmos, então pra esse segundo álbum nós queríamos experimentar o fato de sermos produzidos por alguém. E aí começamos uma busca de nomes que achávamos que se encaixariam na nossa "vibe" de banda. Foi quando surgiu o nome da Sylvia Massy e foi paixão à primeira vista.
Foto: Murilo Amancio
Far From Alaska com a produtora Sylvia Massy (centro) 
Aqui no Brasil nós não temos muitas produtoras mulheres. O fato da Sylvia ser um nome de muita representatividade na área, sendo uma influência feminina pesou muito nessa escolha?

Sim. O lance da representatividade é muito importante! Desde a adolescência eu admiro o trabalho dos produtores musicais. Sempre foi uma coisa que gostaria de fazer, mas nunca tive um modelo feminino pra me espelhar, por exemplo. Isso é provavelmente bem comum em várias outras meninas que, como eu, eram adolescentes nos anos 2000. Hoje é mais fácil o acesso, com tantos fóruns e comunidades na internet, etc. Por essas e outras é que foi muito importante pra gente a escolha da Sylvia. Além disso, vem, por óbvio, o fato de que ela é absolutamente incrível no que faz.

E como vocês conseguiram chegar até ela?


A gente chegou no nome dela através de um amigo do nosso empresário, que é engenheiro de som e trabalha com ela. Ele soube que estávamos à procura de um produtor pra o nosso próximo disco e mostrou o som pra ela (antes mesmo de falar conosco). Ela curtiu o nosso trabalho ao ponto de ser uma banda com a qual ela trabalharia. Ela é bem criteriosa nas bandas que escolhe pra trabalhar, nega muitos trabalhos, então isso também foi outra coisa muito legal pra gente. Ficamos muito honrados!

E qual foi a contribuição dela no processo de criação do disco? 

Cara, ela é realmente um gênio. Gosta muito de experimentação e de fazer coisas não convencionais na hora da gravação, o que é muito nossa cara! (risos)
Foto: Murilo Amancio 
Banda no estúdio com Sylvia Massy, gravando o novo disco, "Unlikely"
O que você poderia falar do resultado desse disco?

Nós estamos muito, muito, muito felizes com o resultado desse disco! Ficou exatamente como gostaríamos e acho que finalmente conseguimos chegar num som que é a nossa cara tanto como banda quanto como indivíduos que gostam de coisas bem diferentes. Isso é realmente o máximo! 

Para situar os fãs da banda, como você define Unlikely comparando ao primeiro disco de vocês, Mode Human?

Em relação ao disco anterior, acho que esse novo está bem menos sério, menos tímido. Quando é pra ser pesado é muito pesado, quando é música de cantar junto, é música de cantar junto de olho fechado, sabe? Quando é dançante, é tipo balada, e é isso aí. É o que é. Acho que a galera vai curtir muito porque vai conseguir sentir a gente de verdade! Bem, pelo menos é isso que espero que aconteça.

E por que 'Unlikely'?

Tem a ver com a nossa história. O fato de tocar rock no Brasil, no Nordeste, em Natal. O fato de não gostarmos das mesmas músicas, mas mesmo assim conseguirmos nos entender na hora de compor. Por outro lado, o disco em si é tudo o que inclui na campanha dele, que vamos começar e que vai ter seus motivos para ser "unlikely". Aguardem!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

The Baggios lança single com participação de Emmily Barreto do Far From Alaska

Foto: Bruno Eduardo
Júlio Andrade com The Baggios no Rio Novo Rock
Na próxima sexta-feira (23) sai o novo disco do The Baggios, Brutown, pelo selo Toca Discos. O álbum foi gravado no estúdio Toca do Bandido e produzido por Felipe Rodarte (Folks, Canto Cego, Facção Caipira). Para adiantar o lançamento deste trabalho, a banda sergipana disponibilizou para audição na internet, o primeiro single "Estigma", que conta com a participação de Emmily Barreto, vocalista do Far From Alaska. Quem ouvir a música vai notar novos elementos no som da banda, como por exemplo, a presença de metais. Para os fãs do Far From Alaska, a novidade é poder conferir Emmily cantando em português, num excelente dueto com Julio Andrade. O The Baggios está na estrada há mais de dez anos - inclusive lançou um DVD ao vivo comemorando uma década de carreira - e já lançou dois discos de estúdio. No início do ano, a banda se apresentou no Lollapalooza Brasil [eles concederam uma entrevista ao Rock On Board na época, leia] e lançou em seguida uma campanha na internet para financiar o novo disco. Ouça o novo single, "Estigma", AQUI.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Saiba como foi o Maximus Festival 2016


Imagem do público chegando no Maximus Festival 2016
Por Bruno Eduardo

A primeira edição do Maximus Festival foi um verdadeiro sucesso. A começar pela escolha das bandas, fugindo da obviedade que assola a maioria dos festivais brasileiros. Ficou provado que não precisamos repetir os mesmos medalhões de sempre para que tenhamos um bom público presente. Também foi legal ver o gigante autódromo de Interlagos bem utilizado, com espaço reduzido, e todas as atrações destacadas. Como a próxima edição já foi confirmada para o dia 20 de maio de 2017, a produção poderia dar uma atenção especial a quantidade de banheiros químicos disponíveis - principalmente femininos, pois as filas eram intermináveis. Outra questão que pode ser levada em consideração, é a criação de uma nova saída para o público, de preferência perto ao local dos shows. De resto, foi tudo lindo e funcional. Mas vamos aos onze shows que conseguimos acompanhar nessa maratona de doze horas ininterruptas de muita música! 

Foto: Rom Jom
O country-rock do Steve 'N' Seagulls agradou o público que chegava em Interlagos
O grupo Steve 'N' Seagulls ficou conhecido na internet por fazer versões country para clássicos do rock e do metal. O sucesso foi tão grande que eles decidiram seguir em frente na empreitada e passaram a rodar o mundo apresentando esse formato. Com isso, a posição de abrir o festival acabou sendo perfeita para os caras, que mesmo não tocando músicas autorais, foram conquistando o público com versões rearranjadas de vários hinos do rock, com destaque para algumas já viralizadas na internet, como "The Trooper" do Iron Maiden e "Thunderstruck" do AC/DC.

Foto: Rom Jom
A cartilha rap-metal do Hollywood Undead passou batida no Maximus
Com mais de dois milhões de discos vendidos nos Estados Unidos, o Hollywood Undead apareceu como a nova revelação no cenário rap metal mundial. No entanto, em cima do palco, o que se viu foi um roteiro clonado de bandas como Limp Bizkit e - principalmente - Linkin Park. Talvez o maior problema do show é que sonoramente o grupo soa muito artificial ao vivo, e dá a impressão de que tudo ali não passa de bases sampleadas. O início até que foi instigante ao som da forte "Usual Suspects", que contou com muita energia de seus três (!!!) vocalistas - que se revezavam entre berros, vocais rap e falsetes. Só que com mais de quinze minutos de repetição deste mesmo roteiro, muita gente não pensou duas vezes em ir conferir o show do Far From Alaska, que tocava em um palco secundário.

Foto: Rom Jom
Far From Alaska mantém presença destacada em grandes festivais
Somos redundantes quando falamos dessa banda. É chover no molhado dizer que o Far From Alaska faz um dos melhores shows de rock disponíveis no Brasil. No entanto, vamos continuar batendo nessa tecla, já que eles teimam em nunca nos decepcionar. Contando com o mesmo repertório há quase dois anos, a banda potiguar reuniu um grande público no palco Thunder Dome, que ficava localizado ao lado da área de alimentação do festival. O show, lógico, contou com as indispensáveis "Politiks", "Thievery" e com as caretas e peripécias vocais de Emmily Barreto. Banda linda do meu Brasil.

Foto: Ricardo Matswaka / Veja
Brent Smith se joga no público mas Shinedown sofre com problemas no som
É até uma injustiça avaliar o show do grupo americano Shinedown. Desde os primeiros minutos a banda sofreu com diversos problemas técnicos do palco Rockatansky. Por mais de duas canções, o carismático Brent Smith teve que conviver com seu microfone praticamente mudo e com vários fãs fazendo sinal de negativo para ele, avisando que o som não estava bom. Quando a voz voltou a funcionar, ele perguntou: "E agora, vocês estão me ouvindo?". Uma pena que foi por pouco tempo. Restou ao vocalista apelar para o seu lado punch, e se jogou no meio da galera, ganhando de vez a simpatia do público. Mas a paciência da banda com o som do palco não foi a mesma e eles acabaram saindo de cena antes da hora.

Foto: Rom Jom
Chad Grey: sangue, suor e metal na veia durante show do Hellyeah
Já o Hellyeah contou com um som de palco tinindo para fazer um dos melhores shows do dia. A banda é uma verdadeira locomotiva dos infernos. Contando com o bumbo pesado do ex-Pantera Vinnie Paul e a voz monstruosa de Chad Gray (Mudvayne), eles maltrataram os tímpanos com uma ensurdecedora orquestra demoníaca. Tá certo que o nome da banda é uma piada de péssimo gosto, mas a proposta funciona de forma exata. Pancadas como "X", "Demons in The Dirt" e "Sangre Por Sangre" mantiveram os ouvidos zumbindo, tamanha era a violência sonora. Na tentativa de definir a banda, Chad Gray - que tomou uma cusparada de sangue (fake, lógico) no rosto - disse que embora ele não saiba falar português e nem muitos fãs entendam o seu inglês, todos falam a língua do metal, e essa, segundo ele, é a mais importante. O show do grupo no Maximus não deixou pó sobre pó. 

Foto: Rom Jom
Cartilha rock blues do BSC funcionou legal no Maximus
Muita gente estava na expectativa do Black Stone Cherry, já que eles lançaram três discos bastante comentados na década passada. A mistura do rock com blues, segue a mesma linha do ótimo grupo Rival Sons (que estarão no Brasil este ano abrindo para o Black Sabbath). E do mesmo jeito que acontece com o Rival, o som do BSC cresce muito ao vivo e funciona perfeitamente em grandes arenas. Quem resolveu assistir o show dos caras não se decepcionou. Embora o palco Rockatansky ainda demonstrasse alguns problemas técnicos, a apresentação não foi comprometida. Destaque para o baterista John Fred Young, que deu um show em canções como "Blind Man" e "Soul Machine".

Foto: Rom Jom
Sempre carismática, Lzzy Hale garante bom show do Halestorm
Pelo segundo ano consecutivo no Brasil, o Halestorm, da loiraça Lzzy Hale, seguiu a mesma linha de sua última passagem pelo país. Quem assistiu a banda na última edição do Rock in Rio, já sabia de cór e salteado que Lzzy iria chamar a responsabilidade que lhe cabe e levar sua banda nas costas - com um vozeirão que continua em dia e presença de palco imponente. Mais à vontade, ela conversou mais com o público, arriscou algumas piadas e declarou amor aos fãs brasileiros. Entre os destaques do repertório, os hards padrões "Love Bites", "Apocalyptic", e a preferida da casa, "I Miss The Misery".

Foto: Rom Jom
Matthew Tuck do Bullet For My Valentine arrastou uma legião de fãs a Interlagos
A primeira banda a contar de verdade com o apoio da galera foi o Bullet For My Valentine. Não é por menos que eles são considerados um dos principais nomes do novo metal mundial. O show do grupo no Maximus Festival foi o que melhor cumpriu a promessa de apresentar as novas tendências do gênero, já que além de possuir um repertório consistente, eles também evidenciam uma bela renovação no público - com muitos fãs uniformizados e participativos. "No Way Out", "You Want A Battle?" e "Venom" mantiveram a molecada batendo cabeça e pogando até o fim. 

Foto: Rom Jom
Disturbed faz boa apresentação mais exagera um pouco nas versões
O Disturbed é um grande exemplo de banda respeitada na Europa mas que - injustamente - não chega a alcançar a mesma força popular no Brasil. Para se ter uma noção dessa moral que o Disturbed tem lá fora, seus últimos cinco discos estrearam "apenas" na primeira colocação da Billboard. De qualquer forma, a banda do vocalista Drainman veio disposta a fazer de tudo para mudar isso. Além de mostrar algumas músicas mais recentes, o grupo decidiu apostar também em um conjunto de canções covers, que começou em Simon & Garfunkel (que não é surpresa para os fãs da banda) e terminou numa sequência de U2, The Who e Rage Against The Machine (tentativa de jogar para a plateia?). Não precisava, já que o grande momento do show aconteceu logo em seguida, quando eles tocaram as ótimas "Indestructible", "Voices" e "Down With The Sickness". 

Foto: Rom Jom
Marilyn Manson retorna com novo visual e abandona efeitos cenográficos
Marilyn Manson realmente não é mais aquela criatura bizarra que causava arrepios na espinha da molecada. Seus shows também não são mais os teatros do absurdo, que impactavam fãs em todos os cantos do planeta (quem testemunhou algum sabe do que estou falando). A apresentação no Maximus Festival está longe de ser um show ruim, mas reafirma a falta de interesse do artista em manter a sua imagem de "Anti-Cristo", que tanto o consagrou. No palco, são pouquíssimas as referências ao tema e não há quase nenhum grande efeito cenográfico. Até quando queima a bíblia durante o show desta noite, o faz de forma quase despretensiosa. No entanto, o grande problema desse novo Marilyn Manson está em assumir de vez a sua nova faceta - o que fica comprovado na escolha do repertório, que inclui apenas duas músicas de seu último - e ótimo - disco, The Pale Emperor. Afinal, todo mundo sabe que Manson está muito mais interessado nas levadas classudas de músicas como "Deep Six" - que funciona de forma magistral no show - do que na berraria desesperada de seu maior sucesso, "The Beautiful People". Então, para a coisa ficar boa de verdade, basta apenas ele entender que a mudança não tem que ser apenas nos figurinos, e sim no formato como um todo. Mesmo assim, teve muita gente que curtiu e dançou ao som de "mObscene", "Tourniquet", e "Sweet Dreams" - esta com direito a pernas mecânicas e muletas gigantes.

Foto: Bruno Eduardo
Till Lindermann num dos momentos mais esperados da noite
Massacre. O show do Rammstein no Maximus Festival foi impecável em todos os sentidos. Músicas como "Hallellujah", "Feuer Frei!" e o hit "Du Hast" serviram como trilha sonora para um espetáculo visual memorável e rico em detalhes. Entre fogos de artifício e labaredas gigantes, o vocalista Till Lindemann interpretou diversos personagens - o que ajudou a criar uma atmosfera teatral ao show. Já o repertório da banda foi baseado principalmente em seu terceiro disco, Mutter (lançado em 2001). No final, um dos momentos mais esperados da noite: a faixa "Engel", que reserva o voo de Till com sua asa gigante (veja na foto acima). Após esse show apoteótico do Rammstein no Maximus Festival, o que veio antes corre o risco de ser esquecido rapidamente pelo público. 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Em noite de celebração, Rio Novo Rock comprova relevância com bom público e ótimos shows

Foto: Amanda Respício
Rio Novo Rock promove noite de festa com bom público no Imperator
Por Bruno Eduardo

Todo ano é a mesma coisa. Desde que foi criado o 'dia mundial do rock', as redes sociais se dividem entre simpatizantes e detratores. "Dia do rock é todo dia!", dizem os hostis. Nem sempre é. Um dia dedicado ao rock abre diversos precedentes para disseminação do gênero. Só não vê quem não quer. Quando falamos em disseminação, falamos em oportunidades, publicidade, holofote. Ou seja, tudo o que o vem faltando para as novas cenas de rock espalhadas pelo país. Lógico, há muita gente que utiliza o dia do rock com muito mais adereço do que substância. Mas cabe aos que vivem disso saber tirar proveito. E para isso, precisamos apenas de boa vontade e perspicácia. Bom, é aí que entra o Rio Novo Rock.  

Aproveitando-se de um dia de celebração, o Rio Novo Rock cumpriu seu papel como principal fomentador da cena no Rio de Janeiro. Hoje, afirmo que é, inclusive, um dos mais importantes no país, já que bandas de outros estados começam a vislumbrar no palco do Imperator a chance de conquistar seu público no Rio. Com devidos exageros, é um vislumbre parecido com o que aconteceu no Circo Voador há mais de trinta anos. Agora, toda banda que quer tocar no Rio, quer tocar no Imperator. Mas o papel do Rio Novo Rock não está apenas relegado a dar espaço às bandas. Ele tem como objetivo primordial, juntar tribos, gerações e formar uma plateia. Nesta edição especial, foi muito legal ver o Imperator aproveitado de uma forma mais abrangente - e que deveria se tornar rotina - com espaços ocupados por banquinhas, parceiros, tatuagens, discos e também com uma incrível jukebox na entrada da casa. Tudo isso, só comprova o que foi dito anteriormente: o Rio Novo Rock segue comprovando sua relevância no que diz respeito à difusão do gênero na cidade.

Os Shows  

"Esse é o segundo melhor show da minha vida. O primeiro também foi aqui", disse Emmily Barreto, vocalista da Far From Alaska, no show de encerramento da noite. A afirmação soa honesta, longe de parecer aquele discurso de palco, que as grandes bandas levam em seus roteiros. Não mesmo. No Rio, o grupo potiguar é tratado como uma banda gringa. Por isso, mesmo com um atraso de aproximadamente uma hora, o público não arreda o pé. É uma quarta-feira, já passamos de meia-noite e meia, e ninguém parece se importar. A discotecagem da DJ Priscila Dau também ajuda, é verdade, mas é sempre uma noite diferente quando quem está atrás das cortinas é o pessoal do Far From Alaska.

Foto: Amanda Respício
Dueto de Emmily Barreto e Cris Botarelli no show do Far From Alaska
O show não tem muitas novidades, se comparado ao feito aqui, nesse mesmo palco, há um ano. Isso deve mudar na próxima visita, já que eles garantem voltar com o novo disco ainda este ano. A banda ainda se desculpou por não tocar o single "Chills", lançado durante uma turnê nos EUA. De acordo com a vocalista, eles ainda não tiveram tempo para ensaiar, e por isso, acharam melhor não arriscar. Sem contar com um 'novo riff' apresentado, talvez, a única mudança significativa é que as músicas parecem muito mais robustas dessa vez. Isso é reflexo de muitos shows na conta, e uma confiança que aumenta cada vez mais. Por exemplo, a versão de "Dino Vs Dino" é tão selvagem que parece ser outra canção. Outra preferida da casa, "Politiks" é outra que ganha um peso maior na parte final. Como sempre, o show do FFA é de um entorpecimento sonoro prazeroso. É forte, cheio de boas ideias e conta com a incrível capacidade individual de seus integrantes. Redundante ou não, difícil não falar da voz de Emmily. Que drive é esse que ela tem, meus amigos? A apresentação dura pouco mais de uma hora, mas não deixa de ser memorável para quem assistiu. 

Foto: Amanda Respício
Saulo Von Seehausen em ótimo show do Hover
Na abertura da noite, o Hover mostrou um pouco do seu novo - e ótimo - disco, 'Never Trust The Weather'. Calcado em uma apresentação orgânica e cheia de nuances, o grupo é certamente uma das coisas mais interessantes da nova cena carioca. Ao vivo, o som da banda é ainda mais atmosférico. Um exemplo disso, é a ótima "Hawkeyes", que soa muito mais space rock do que um conjunto de riffs poderosos, como pode ser conferida no disco. A faixa é quebrada e mostra a complexidade da proposta do quinteto, que tem como foco principal as texturas e passagens encorpadas. Uma das melhores da noite é "Teeth", que lembra um pouco a melhor fase dos Deftones - forte candidata também às melhores músicas do ano. Ou seja, é um ótimo show e que teve a participação do violinista Felipe Ventura, da banda Baleia. O Hover prende a atenção pelos detalhes de suas músicas, divididas em passagens distintas, que passa pelo metal, pelo psicodelismo, pela veia degradé Queen-Pink Floyd. Basta conferir a execução de "There's No Vampire In Antarctica, At Least For Six Months" e comprovar que o som da banda é algo que funde qualquer conceito pré-estabelecido. Ou seja, é para um público seleto e de extremo bom gosto. Muito bom!

Foto: Amanda Respício
Alexandre Rozemberg em atuação enérgica no palco do Imperator
O Stereophant segue consolidado como um dos principais nomes da cena independente. Com uma performance enérgica, a banda já entrou quente no palco. E contou com a força popular, já que todos pareciam conhecer a maioria das faixas de 'Correndo de Encontro a Tudo'. Inclusive, foi bem difícil ouvir a voz de Alexandre Rozemberg em algumas músicas - "Vermelha", por exemplo, foi cantada em alto volume pela galera; já "Insônia", contou com um coro afinado de "oh-oh-oh" na parte final. Outro fator que conta muito a favor do Stereophant é que as músicas ficam muito mais pesadas ao vivo, dando uma força descomunal ao número. O maior exemplo disso é "Toda Glória da Derrota", que acaba se tornando um hard robusto, com guitarras rasgadas. Já "Menina", música que abre o citado álbum, é executada na pressão - carregada essencialmente por seu riff à la Arctic Monkeys. O show também foi marcado por discursos contra o atual presidente Michel Temer, e contra o Impeachment - e foi comemorado pelo público presente.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

No dia Mundial do Rock, Far From Alaska quer repetir 'noite inesquecível' no Imperator

Foto: Bruno Eduardo
Far From Alaska ao vivo no fatídico show do Rio Novo Rock 2015
O pessoal do Far From Alaska está empolgado para subir no palco do Imperator nesse dia mundial do rock. Isso, porque na opinião de todos os integrantes, foi lá que aconteceu um dos melhores shows da história do grupo potiguar. Pelo menos é que garantiu Cris Botarelli, por telefone, em exclusiva ao Rock On Board. 

"Essa foi uma noite considerada memorável por todos nós da banda. Foi um dos shows mais legais do Far From Alaska, e de fato, um dos shows inesquecíveis da nossa carreira até aqui. Esse show é sempre lembrado por todos da banda como um dos mais especiais que a gente fez", confidenciou.

Para Cris, tudo isso teve a ver com o público, que além de encher a casa, cantou todas as músicas do início ao fim. Segundo ela, tocar no Rio de Janeiro é sempre muito bom, e o grupo se sente honrado de poder voltar para se apresentar num dia tão significativo, que é o "Dia Mundial do Rock". Para quem espera por novidades, ela ainda falou sobre "disco novo" do Far From Alaska. 

Ficou curioso? Essa super exclusiva pode ser conferida na primeira edição de nossa revista, que ainda traz entrevistas com DeFalla, Red Hot Chili Peppers e Faith No More. Você pode garantir a sua revista AQUI.

RIO NOVO ROCK - DIA MUNDIAL DO ROCK
Bandas: FAR FROM ALASKA, STEREOPHANT e HOVER
Data: 13 de julho, quarta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 19h
Ingressos: 1º lote pista: R$40 (inteira) e R$20 (meia) / 2º lote pista: R$60 (inteira) e R$30 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
Venda online
Classificação: 16 anos

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ao invés de bilhetes, pulseiras darão acesso ao Maximus Festival; Ingressos já estão à venda!

Foto: Timmy Dust
Rammstein é uma das principais atrações do festival
Os ingressos para o Maximus Festival, que acontece no dia 07 de setembro em São Paulo, já estão à venda no site da Livepass. Serão duas categorias: Pista e Maximus Lounge, que terá open bar de cerveja, água, refrigerante, finger food e estacionamento incluídos no valor do ingresso. Os portões serão abertos às 11h e os shows acontecem entre 12h30 e 23h, para facilitar o acesso ao transporte público. A novidade do festival é o sistema cashless, utilizado por aqui no Tomorrowland Brasil. Funciona assim: dias antes do festival, por meio do site, é possível comprar créditos que serão depositados na pulseira de acesso ao evento. Sim, isso mesmo! Ao invés dos tradicionais bilhetes de entrada, o público receberá pulseiras para poder entrar no Autódromo de Interlagos. Com o item no pulso, o público consegue comprar bebidas e alimentos sem pegar fila ou levar dinheiro. Totens estarão disponíveis também no evento para carregar na hora. Os valores dos itens serão divulgados próximo à data do festival. 

Atrações

No palco Maximus se apresentarão o headliner Rammstein, o Disturbed, que volta ao Brasil no seu auge, e mais três bandas norte-americanas, todas expoentes contemporâneos do gênero: HellyeahHalestorm e Hollywood Undead.

No palco Rockatansky, o público irá conferir a performance de um dos maiores ícones do hard rock, o norte-americano Marilyn Manson e os galeses do Bullet for My Valentine. Completam o line up os norte-americanos Black Stone Cherry e Shinedown, a banda finlandesa Steve ‘n’ Seagulls, além da brasileira Doctor Pheabes. Os dois palcos terão shows intercalados, para que o público não perca nenhuma das atrações.

O terceiro palco, o Thunder Dome, receberá os ingleses do RavenEye, além de quatro bandas brasileiras: Project 46, Far From AlaskaWoslom e Ego Kill Talent.

MAXIMUS FESTIVAL
Data: 7 de setembro
Local: Autódromo de Interlagos 
Endereço: Av. Sen. Teotônio Vilela, 261, São Paulo - SP
Horário: Das 12h30 às 23h00
Abertura dos portões: 11h
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados por pais e/ou responsáveis legais.
Ingressos:
Pista (Lote 1 / inteira) – R$ 420,00
Pista (Lote 1 / meia-entrada) – R$ 210,00
Maximus Lounge (com open bar de cerveja, água, refrigerante, finger food, estacionamento) – R$ 800,00
* Ingressos poderão ser parcelados em 3x sem juros.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Maximus Festival anuncia venda de ingressos e pista custará R$420 no primeiro lote

Foto: Phil Cosores
Marilyn Manson volta ao Brasil como headliner do festival
Os ingressos para o Maximus Festival, que acontece no dia 07 de setembro em São Paulo, começam a ser vendidos no dia 23 de junho, quinta-feira, no site da Livepass. Serão duas categorias: Pista e Maximus Lounge, que terá open bar de cerveja, água, refrigerante, finger food e estacionamento incluídos no valor do ingresso. Os portões serão abertos às 11h e os shows acontecem entre 12h30 e 23h, para facilitar o acesso ao transporte público. Com a ideia de mostrar o mais novo cenário do rock mundial, o evento vai reunir nomes como Rammstein, Marilyn Manson, Black Stone Cherry, Disturbed entre outros. 

No palco Maximus se apresentarão o headliner Rammstein, o Disturbed, que volta ao Brasil no seu auge, e mais três bandas norte-americanas, todas expoentes contemporâneos do gênero: HellyeahHalestorm e Hollywood Undead.

No palco Rockatansky, o público irá conferir a performance de um dos maiores ícones do hard rock, o norte-americano Marilyn Manson e os galeses do Bullet for My Valentine. Completam o line up os norte-americanos Black Stone Cherry e Shinedown, a banda finlandesa Steve ‘n’ Seagulls, além da brasileira Doctor Pheabes. Os dois palcos terão shows intercalados, para que o público não perca nenhuma das atrações.

O terceiro palco, o Thunder Dome, receberá os ingleses do RavenEye, além de quatro bandas brasileiras: Project 46, Far From AlaskaWoslom e Ego Kill Talent.

MAXIMUS FESTIVAL
Data: 7 de setembro
Local: Autódromo de Interlagos 
Endereço: Av. Sen. Teotônio Vilela, 261, São Paulo - SP
Horário: Das 12h30 às 23h00
Abertura dos portões: 11h
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados por pais e/ou responsáveis legais.
Ingressos:
Pista (Lote 1 / inteira) – R$ 420,00
Pista (Lote 1 / meia-entrada) – R$ 210,00
Maximus Lounge (com open bar de cerveja, água, refrigerante, finger food, estacionamento) – R$ 800,00
* Ingressos poderão ser parcelados em 3x sem juros.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Primeira edição do Maximus Festival em SP terá Marilyn Manson, Rammstein e Disturbed

Foto: Divulgação
Um dos maiores nomes do metal moderno, Marilyn Manson encabeça festival
No feriado do dia 07 de setembro, São Paulo irá sediar a primeira edição do Maximus Festival. Com a ideia de mostrar o mais novo cenário do rock mundial, o evento vai reunir nomes como Rammstein, Marilyn Manson, Black Stone Cherry, Disturbed entre outros. O Maximus Festival acontece em Interlagos, com 11 bandas internacionais e 5 nacionais se revezando em três palcos - além de incríveis opções de entretenimento, gastronomia e diversão. Ao todo, serão mais de 12 horas de muito rock e diversão.

No palco Maximus se apresentarão o headliner Rammstein, o Disturbed, que volta ao Brasil no seu auge, e mais três bandas norte-americanas, todas expoentes contemporâneos do gênero: Hellyeah, Halestorm e Hollywood Undead.

No palco Rockatansky, o público irá conferir a performance de um dos maiores ícones do hard rock, o norte-americano Marilyn Manson e os galeses do Bullet for My Valentine. Completam o line up os norte-americanos Black Stone Cherry e Shinedown, a banda finlandesa Steve ‘n’ Seagulls, além da brasileira Doctor Pheabes. Os dois palcos terão shows intercalados, para que o público não perca nenhuma das atrações.

O terceiro palco, o Thunder Dome, receberá os ingleses do RavenEye, além de quatro bandas brasileiras: Project 46, Far From Alaska, Woslom e Ego Kill Talent.

Além dos três palcos, Interlagos receberá toda uma estrutura jamais vista de praça de alimentação, serviços e produtos de merchandising. Mais informações sobre ingressos serão divulgadas em 27 de maio.

O festival conta com o patrocínio da SKY e Budweiser e tem como fornecedor oficial o Hospital Sancta Maggiore. Realizado pela Move Concerts, o Maximus Festival também acontecerá no dia 10 de setembro, na capital da Argentina, Buenos Aires.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Prestes a desembarcar nos EUA, Far From Alaska lança música inédita

Foto: Divulgação

Para comemorar a sua primeira turnê pelos Estados Unidos, o Far From Alaska decidiu lançar uma nova música. A banda, que é um dos nomes mais aclamados do cenário nacional, mantém o nível em "Chills". Cheio de riffs, sintetizadores pesados e com a voz marcante de Emmily Barreto, a canção já dá uma pista do que pode vir por no próximo disco da banda potiguar. Por enquanto, o grupo leva na bagagem seu ótimo disco de estreia, ModeHuman, além de apresentações em grandes festivais, como Planeta Terra e Lollapalooza Brasil. Recentemente, o Far From Alaska lançou uma parceria com o grupo Supercombo ("Surrendo") e fez uma antológica apresentação no Rio Novo Rock. Ouça AQUI a nova música, "Chills".

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Far From Alaska, CPM 22 e Zander são algumas atrações do Sampa Music Festival

Foto: Divulgação

Considerado um dos mais importantes festivais independentes de rock do país, o Sampa Music Festival chega a sua 14ª edição em 2016 e promete continuar revelando artistas que se destacam no cenário. O evento acontece no dia 28 de fevereiro no Espaço Victory, em São Paulo, e vai reunir alguns dos principais nomes da cena nacional. O festival vai trazer dois palcos altamente equipados e cerca de 12h ininterruptas de música. Já estão confirmados as apresentações das bandas CPM 22, Project46, Far From Alaska, Esteban, Sala Espacial e Zander. De acordo com a produção, novas atrações serão reveladas nos próximos dias.

Os ingressos já estão à venda no site da Ticket Brasil, e em diversos pontos espalhados pelas cidades de São Paulo e região metropolitana. Os valores das entradas custam: R$40 (1° lote/pista comum) e R$ 100,00 (pista vip premium – apenas 100 ingressos).

Sampa Music Festival 14
Atrações confirmadas: CPM 22, Project46, Far From Alaska, Esteban, Sala Espacial e Zander
Data: 28 de fevereiro de 2015, domingo
Local: Espaço Victory
Endereço: Rua Major Ângelo Zanchi, 825 – Penha (ao lado do Metrô Penha)
Hora: das 10 às 23 horas
Classificação: Menores de 12 anos somente acompanhados do responsável
Abertura da casa: 1h antes do início do evento
Acesso para deficientes.
Ingressos: R$ 40,00 (1° lote/pista comum) | R$ 50,00 (2° lote/pista comum)| R$ 100,00 (pista vip premium – apenas 100 pessoas)
Ingresso online: www.ticketbrasil.com.br | www.sampamusicfestival.com.br

sábado, 1 de agosto de 2015

Imperator Novo Rock pontua excelência com casa cheia e showzaço do Far From Alaska

Foto: Bruno Eduardo
Emmily Barreto do Far From Alaska solta o vozeirão em ótimo show no Rio
Por Bruno Eduardo

Desde que surgiu, em julho de 2014, eu venho utilizando o adjetivo "sensacional" ao projeto Imperator Novo Rock. Antes de tudo, é bom deixar claro que não tenho nenhum vínculo com a casa, com a produção ou com qualquer outro meio de promoção do evento. Sempre achei sim, sensacional a iniciativa de abrir um espaço supostamente destinado ao mainstream para bandas independentes. Afinal, sou antes de tudo um defensor do rock. Vivo desse "corre" diariamente e acredito que uma das principais funções do jornalista "rock" é encontrar fagulha onde há escuridão e jogar combustível onde há brasa. E o Imperator Novo Rock é uma chama fundamental para a renovação do rock carioca. 

Na edição de um ano do projeto, a casa recebeu um grande público (maior que na maioria dos shows que eu presenciei após sua reabertura). No local, além de uma irada rampa de skate, era possível assistir imagens curtas de todas as bandas que tocaram nas edições anteriores em um projetor, e você eventualmente esbarrava com algum integrante dessas bandas no abarrotado local. Não faltaram também homenagens ao mentor dessa iniciativa, o incansável Paulo Lopez, e ao Imperator. Os nomes de muitas bandas também foram lembradas, e algumas aplaudidas quando exibidas em um clipe retrospectiva do evento. 

A primeira banda a subir no palco foi a Verbara, que venceu uma votação popular para conseguir participar dessa festa. O palco enfeitado com Lps de cantoras como Maria Bethania, Gal Costa e outros artefatos curiosos - como uma jarra de abacaxi piscante e uma garrafa de água posicionada ao lado de um cacto - mostrava de cara a proposta do grupo. Sonoramente o Verbara traz uma versão rock-MPB que fez sucesso há uma década na cartilha dos Los Hermanos. Com destaque para um trio de metais bastante afinado, a performance do grupo é dominada quase que exclusivamente pelo caricato Kadu Eduardo. Com óculos escuros, ele leva a apresentação como se tivesse se apresentando em rodas de poesia com versos prontos e rosas para a plateia - um misto de arte escancarada e breguice exagerada em iguais proporções. Além das canções de seu primeiro disco, eles apresentaram duas novas, com destaque para a quase marcha de "Sobrenatural" - que lembra o período de Arnaldo Antunes logo após deixou os Titãs. Mesmo que o grupo flerte muito pouco com o rock, o público entrou na dança, e eles saíram de palco aclamados.

Já a meninada do Hell Oh! é rock britânico dos bons. Chega a impressionar a maturidade musical desses garotos. Não é exagero. Você olha para o palco e se depara com um vocalista que deve ter seus vinte anos de idade no máximo, mas que perde a timidez quando empunha sua guitarra e tira sons que reverberam nos quatro cantos do Imperator. O som do grupo permeia por várias vertentes do chamado indie rock, mas ganha destaque em sonoridades mais moderninhas quando lembram Arctic Monkeys ("Hell Oh") e Strokes ("Flag"). Outro momento legal foi na canção "Out Of Nothing", que parece um surf music e termina numa guitarrada bem tramada. A apresentação desta noite comprovou de vez que estes meninos estão no caminho certo e se juntam ao time das bandas promissoras do estilo, como o já citado aqui no site, The Outs, por exemplo.

Fechando uma noite que pode ser considerada pontual para a história do rock independente carioca, o som atmosférico e cheio de robustez do Far From Alaska. Em pouco menos de uma hora em cima do palco, a banda potiguar entorpeceu os PA's da casa com sua máquina compressora de riffs, sintetizadores e vocais estrídulos. Já em "Thievery", é possível sentir a sintonia do público, que surpreende até mesmo o grupo, que parece não acreditar na quantidade de pessoas presentes. O show é baseado no sensacional ModeHuman, lançado no ano passado e executado de forma fidedigna e magistral pelo quinteto. A performance da banda é guiada na linha de frente pela dupla Emmily Barreto e Cris Botarelli, que fazem duetos vocais, batem cabeça ao mesmo tempo, e só saem de sintonia quando Cris decide atender ao pedido dos fãs e alterar a ordem das músicas no repertório. "O público quer 'Communication'. Eles é quem mandam", disse sorrindo. Outras que ganham força ao vivo, são "Politiks" - em qual Cris utiliza o som de uma slide guitar - e a pesadíssima "Mama". A voz de Emmily é algo que, embora tragar diversas referências tradicionais (Janis Joplin, por exemplo), apresenta uma peculiaridade rara nos vocais femininos (assim como  também vejo em Pin Bonner da Tipo Uísque). A diferença porém, é que a sua voz alterna momentos de potência cortante com drives inimagináveis. Quando usa efeitos, faz isso com sagacidade, e encerra a apresentação assolando o cérebro dos presentes com uma mensagem repetida em voz de robô - quase subliminar: "Nós somos o Far From Alaska! Nós Somos o Far From Alaska!". O único ponto baixo do show foi a invasão no palco de algumas pessoas na música Dino VsDino. Lógico que há tradição em alguns eventos e bandas que incentivam o mosh. Mas subir no palco para fazer selfie serve apenas como uma demonstração nefasta de nossa atual percepção social. Lembrando que palco é lugar sagrado do artista, e há equipamentos que podem ser danificados ou modificados por qualquer contato físico, levando o risco de influenciar negativamente na performance. Empolgação sim, mas com responsabilidade galera.