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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Incubus inclui imagens da performance no Rock in Rio em seu novo clipe: "No Fun"
| O vocalista Brandon Boyd em ação no Rock in Rio [Foto: Rom Jom] |
Antes de "No Fun", a banda já tinha lançado um clipe para "Nimble Bastard", música mais pesada e que saiu como primeiro single do disco e "Loneliest". No entanto, basta procurar no youtube que você encontra o formato lyric video de todas as faixas do novo álbum - algo que vem tornando-se uma tendência na plataforma e que tem agradado muito os fãs.
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sábado, 13 de janeiro de 2018
Dançarina japonesa dá o tom em "Loneliest", novo clipe do Incubus
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| Brandon Boyd em noite de Rock in Rio [Foto: Rom Jom] |
Antes de "Loneliest", a banda já tinha lançado um clipe para "Nimble Bastard", música mais pesada e que saiu como primeiro single do disco. No entanto, basta procurar no youtube que você encontra o formato lyric video de todas as faixas do novo álbum - algo que vem tornando-se uma tendência na plataforma e que tem agradado muito os fãs.
Os caras do Incubus estiveram no Brasil recentemente. Eles se apresentaram na última edição do Rock in Rio [acesse a nossa cobertura oficial do festival e saiba como foi o bom show dos americanos].
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sábado, 23 de setembro de 2017
Rock in Rio 2017: Incubus aposta em show mais 'rock', acerta em cheio e supera frieza do público
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| Quarentão, Brandon Boyd mantém boa forma e voz ainda em dia. (Foto: Rom Jom) |
Para conter a ansiedade de uma plateia ávida por Guns N'Roses e The Who, o Incubus não quis saber de brincadeira e apostou num repertório mais pesado, com destaque para músicas que remetem à época mais alternativa e cheia de groove da carreira. Mesmo que o início - com duas faixas novas, além da ótima "Circles", do consagrado 'Morning View' - não tenha conseguido pegar o público no tranco, a boa sacada em deixar as baladas de fora e toda aquela onda progressiva acabou sendo o ponto chave para a energia não cair em nenhum momento da apresentação.
Mesmo com 25 anos de estrada e milhões de discos vendidos no mundo inteiro, o Incubus passava a impressão em vários momentos que era uma banda a ser descoberta pela maioria esmagadora da plateia. Na verdade, eles deveriam estar na noite seguinte, já que estão muito mais inclinados ao som descolado do Red Hot Chili Peppers do que ao hard do Guns ou o clássico The Who. Entre olhares curiosos e frieza de muitos, o grupo do vocalista Brandon Boyd até que conseguiu cativar e fazer o público jogar junto em vários momentos do show - evidenciando ainda mais a qualidade da banda. Com destaque para a ainda boa forma do vocalista Brandon Boyd, que mesmo aos 41 anos de idade, consegue segura a onda sem grandes deslizes.
No entanto, a apresentação só começou a dar liga na dobradinha certeira de "Anna Molly" e "Wish You Were Here" - esta com refrão cantado em uníssono pelo público, e que contou ainda com um toque de sagacidade da banda, que fez uma citação ao clássico do Pink Floyd, de mesmo nome, e que conseguiu fisgar os fãs do The Who à cantoria. Nos únicos momentos suaves do repertório, "Love Hurts" e "Drive" justificaram a capacidade deles em construir boas baladas, com refrões que conquistaram até os fãs de Axl Rose. Mas foi no punch de músicas fortes como "Megalomaniac", "Nice To Know You" e "Pardon Me", que o grupo conseguiu sair de palco com uma apresentação coesa, rendendo um dos bons momentos do festival - mesmo sem euforia da plateia.
Cobertura #rockinrio2017
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quarta-feira, 26 de abril de 2017
Incubus assume posto de banda veterana com disco honesto e sem aventuras
"8"
Island Records; 2017
Por Bruno Eduardo
Sempre foi uma árdua tarefa tentar definir o som do Incubus. E deve ser ainda mais complicado para os fãs e críticos conseguirem avaliar o novo disco da banda de forma unânime. Mas é fácil demarcar alguns territórios em 8, seu novo conjunto de inéditas desde 2011. Mesmo que tenha sido produzido por Skrillex, este não é um disco pontuado por aventuras sonoras marcantes. Dessa vez, o Incubus reaparece perfeitamente encaixado no seu tempo, e soa pela primeira vez como uma banda de rock alternativo, veterana - devidamente consciente de sua atual fase. Talvez por isso, o grupo tenha optado por canções mais discretas, sem muitos efeitos ou alongamentos instrumentais. A capa do disco segue o mesmo caminho, sem rodeios: um "8" apenas. Não precisa de muito mais que isso.
De todo modo, você consegue encontrar várias cápsulas de nostalgia durante a audição íntegra do álbum, mostrando que sim, eles são capazes de fazer coisas tão significativas como nos áureos tempos. Só que agora a vibe é outra. "No Fun", por exemplo, não é só uma das melhores canções de 8, como muitos fãs vem cantando por aí. A faixa entraria fácil numa compilação recente da carreira do grupo. Ela possui todo peso e melodia que marcou o petardo Morning View, lançado em 2001. Para ter uma ideia da coisa, a sonoridade da guitarra de Mike Einziger nesta música é algo não visto há alguns bons anos. A sequencia com "Nimble Bastard" causa a falsa impressão de um disco recheado de rocks. Infelizmente não. Mesmo assim, é um bela entrada.
"State Of The Art" é outra que não foge o roteiro "Incubus de ser". Ela é a cara da banda - ótimo vocal, melodias esparsas e refrão para cantar nos shows. "Glitterbomb" também, mas com uma atenção maior ao peso e habilidades de Brandon Boyd, que ainda passeia como poucos entre os fraseados suaves e o alcance de notas surpreendentemente altas.
O maior acerto do Incubus neste novo álbum foi deixar que as coisas soassem naturalmente instintivas. Isso acabou de alguma forma fazendo de 8, um conjunto coeso de canções, que se atraem até nos momentos mais estranhos. "When I Became A Man", por exemplo, soa como uma introdução bem humorada para a sonoridade crescente de "Familiar Faces". "É hora de sair da hibernação", suplica Brandon. Um pouco nostálgica (com direito a som de conexão via modem), "Love In A Time Of Surveillance" resgata um pouco a sonoridade noventista que deu base ao grupo nos melhores momentos da carreira. Já a faceta psicodélica do quinteto vem devidamente representada na instrumental "Make No Sound In The Digital Forest", que leva muito o estilo progressivo que eles adotaram na turnê do disco A Crow Left Of The Murderer.
Como todos os fãs já devem saber, 8 não representa uma guinada musical na carreira do Incubus. Ele apenas representa uma banda veterana de rock alternativo capaz de fazer músicas que soem únicas e coerentes com sua discografia. Em 8, o grupo mostra consciência de seus feitos e de sua fase atual, com um disco que só poderia ser feito por uma banda no planeta: eles mesmos.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sexta-feira, 17 de março de 2017
Rock in Rio confirma Incubus na mesma noite de Guns N' Roses e The Who
Foto: Brantley Gutierrez
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| Incubus volta ao Brasil para se apresentar no Rock in Rio 2017 |
Nova Cidade do Rock
Duas vezes mais ampla que a anterior, a nova Cidade do Rock trará mais conforto para todos os visitantes, além de possibilitar o acesso por meio de transporte público direto, a partir de Metrô e BRT, um dos legados olímpicos.
Dentre as melhorias esperadas com o novo espaço, a organização destaca maior facilidade na circulação de público, nas operações de segurança, limpeza e acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, além de mais banheiros, posições de atendimento nos bares e áreas de sombra.
O público também ganhará muito em termos de facilidade de acesso, com o sistema de transportes que foi testado com sucesso durante os Jogos Olímpicos 2016. Quem sair da Zona Sul, por exemplo, levará pouco mais de 30 minutos para chegar ao Rock in Rio, utilizando o Metrô e BRT. Todo o acesso será facilitado para visitantes de qualquer região, pois o legado olímpico permanece. O novo esquema de transportes permite também que os impactos no trânsito do entorno sejam ainda mais leves. As interdições de vias públicas serão reduzidas a quase zero, permitindo que os moradores da região tenham ainda mais conveniência.
Também será beneficiado o público que vem de fora do Rio de Janeiro, com a ampliação da rede hoteleira ao redor do parque. Em 2015 foi comprovada a importância do festival para o fomento do turismo na cidade. Segundo a RioTur, o festival foi a motivação exclusiva para a vinda de 88,5% dos visitantes no período de sua realização.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Incubus lança 'Nimble Bastard', primeira música do novo disco
Foto: Divulgação
O Incubus acaba de adiantar o primeiro single de seu novo disco de inéditas, que será lançado ainda no primeiro semestre. "Nimble Bastard" traz de volta o mesmo rock alternativo que marcou a carreira da banda. Conforme adiantou o guitarrista Mike Einziger, o novo álbum não será tão suave como o último trabalho full da banda, "If Not Now, When?", de 2011. Até o momento, poucos detalhes foram revelados sobre o álbum, mas há a expectativa de uma colaboração de Skrillex em uma das faixas. O certo mesmo é que "Nimble Bastard" fará parte do oitavo álbum de estúdio da banda, que provavelmente se chamará “8” e será lançado pela Island Records até o mês de abril. Ouça a nova música do Incubus, "Nimble Bastard", AQUI.
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| Incubus deve lançar novo disco até abril deste ano |
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Novo disco do Incubus sai no início do ano - afirma Brandon Boyd
Foto: Bruno Eduardo
O Incubus finalmente decidiu voltar ao trabalho, e de acordo com o vocalista Bandon Boyd, um novo disco está previsto para o início de 2016. Ele ainda afirmou que a banda vai excursionar pelo o mundo inteiro para promover este novo álbum. O último álbum "full" do grupo foi If Not Now When (lançado em 2011) e rendeu os singles "Adolescents" e "Promisses, Promisses". No início de 2015, eles soltaram um EP com quatro músicas inéditas, chamado Trust Fall (Side A). A promessa era de que um segundo EP fosse lançado em seguida, mas de acordo com Boyd, a banda parece que pegou o ritmo e decidiu fazer logo um disco cheio, com mais músicas.
"O plano era voltar para casa e imediatamente gravar um material que seria o segundo lado do EP. Mas, chegamos em casa e começamos a escrever e escrever, e vimos que as idéias estavam surgindo. Por isso, decidimos manter o processo de composição. Neste momento nós estamos peneirando toneladas de material, tentando criar o melhor dos melhores".
Sobre a previsão de lançamento, o vocalista disse que será logo no início do ano, pois eles precisam estar na estrada em março para a turnê de primavera. Brandon Boyd também falou sobre a morte de Scott Weiland, com quem ele dividiu palco várias vezes.
"Ele [Scott] sempre foi um cara tão doce comigo. Nós tínhamos muita coisa em comum. Sou eternamente grato a ele e sua banda por ser uma inspiração para o Incubus. Eu vi Stone Temple Pilots quando eu era criança e eles foram uma das bandas que me fizeram querer ter uma banda também e viver de música".
A última vez que o Incubus veio ao Brasil foi no fim de 2013, quando dividiu palco com as bandas Dave Matthews Band, Soja e O Rappa no Summer Break Festival [saiba como foi o show AQUI].
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Ouça a nova música do Incubus
O Incubus acaba de lançar "Absoluting Calling", seu primeiro single em quatro anos. Nos próximos meses, o grupo vai colocar na praça dois EPs pela Island Records. Para quem não sabe, o último álbum de inéditas da banda foi If Not Now When - lançado em 2011. Nesse meio tempo, alguns integrantes seguiram em projetos paralelos, e o grupo se reuniu para algumas turnês esporádicas.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Disco novo do Incubus está previsto para fevereiro - afirma guitarrista
Os integrantes do Incubus decidiram voltar a trabalhar em um novo disco. O último álbum do grupo - If Not Now When - foi lançado em 2011, e rendeu os singles "Adolescent" e "Promisses, Promisses". Durante esse tempo de inatividade criativa do Incubus, o vocalista Brandon Boyd se dedicou a carreira solo, lançando "Sons Of The Sea", enquanto o guitarrista Mike Einziger passou algum tempo trabalhando em projetos paralelos. Felizmente, o grupo decidiu se reunir para conceber o oitavo disco de inéditas da carreira do Incubus - previsto para o início de 2015 [veja imagens abaixo].
Einziger falou um pouco sobre o assunto: "Eu sinto como se fosse o nosso primeiro álbum. Ele deve sair em fevereiro do próximo ano. Neste momento, temos cerca de seis canções em vários estágios de conclusão; muitas delas estão sem voz. Brandon tem estado fora da cidade, e por isso estamos enviando as músicas para ele escrever as letras enquanto está fora. Nosso único plano concreto agora é trabalhar até o final do ano", afirmou o guitarrista.
O Incubus veio ao Brasil no fim do ano passado para o festival Summer Break Festival [saiba como foi o show AQUI].
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quarta-feira, 18 de junho de 2014
Entrevista exclusiva com Brandon Boyd, vocalista do Incubus
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| O Vocalista Brandon Boyd falou com exclusividade sobre a volta do Incubus |
Por Bruno Eduardo
No final dos anos noventa, um movimento de bandas americanas tomou de assalto o rock. O chamado Nu-Metal torceu o bico dos tradicionalistas, mas revelou algumas bandas de qualidade musical inquestionável. Uma delas é o Incubus, que foi erroneamente enquadrada no gênero. Enquanto seus colegas de tribo distribuíam “fucks” e distorção baixa a esmo, o grupo liderado por Brandon Boyd (um vocalista subestimadíssimo) corria por trincheiras experimentais, e flertava com uma musicalidade exótica. Após o lançamento de “Make Yourself”, o Incubus conheceu a fama e chegou ao ápice da carreira no disco seguinte - o multiplatinado “Morning View”. Com uma discografia variadíssima (com tendências progressivistas), a banda veio ao Brasil pela terceira vez, no Summer Break Festival 2013 - e eu aproveitei para papear com o vocalista da banda, Brandon Boyd. [Entrevista publicada originalmente no Portal Rock Press]
Desde a primeira passagem do Incubus pelo Brasil, em 2007, a banda lançou apenas um disco. Porque vocês demoraram tanto tempo (cinco anos) para lançar algo novo?
Após dois anos na estrada, divulgando “Light Grenades” (lançado em 2006), decidimos entrar em um hiato para rever nossas vidas. Eu e Mike [Einziger, guitarrista] voltamos a estudar, e tratamos de resolver algumas pendências clínicas também. Passei por uma cirurgia, e, além disso, tive a minha primeira exposição individual (Brandon é pintor). Já Ben Kenney [baixista] entrou no estúdio para lançar seu álbum solo. Os cinco anos que passamos sem criar nada como “Incubus” foi ideal para transformar nossa arte. Envelhecemos. Hoje, posso dizer que foi uma boa decisão.
Podemos dizer então, que isso influenciou diretamente no álbum seguinte? Já que “If Not Now, When?” é tão diferente do que vocês tinham feito anteriormente.
Sim. Foi algo natural. Acredito que mais do que qualquer outro álbum que já gravamos, "If Not Now, When?" soou estranho para nós, na época. Estávamos acostumados com algo mais direto, dinâmico, e decidimos fazer canções mais longas, de forma mais expansiva. Mesmo assim, é um álbum que tenho muito orgulho de ter feito. Consideramos ele muito importante para nós, como artistas, no sentido criativo. Pois mesmo sendo mais sútil, musicalmente, é um álbum muito corajoso. Acredito ser um disco essencial para nossa carreira, exatamente por não ter qualquer relação com o que já tínhamos feito no passado. Foi um desafio, e nós gostamos disso. O músico tem por obrigação desafiar, e fazer apostas, levando em consideração o seu intelectual. “If Not Now, When?” é para mim, o nosso grande álbum.
O Incubus está há mais de duas décadas na estrada. O que mudou daquela época pré-fama para os dias de hoje, já resguardados pelo grande mainstream?
Quando lançamos nosso primeiro disco, Fungus Amongus (1995), éramos adolescentes. Não tínhamos muita experiência, e nossa compreensão do mundo era outra. Como banda, fomos aprendendo a escrever músicas, e ser um grupo de verdade. Nos discos "Fungus Amongus" e "S.C.I.E.N.C.E" (1997) estávamos ainda procurando nossa identidade. Não só o Incubus, mas a maioria das bandas surgidas no início dos anos noventa, estavam vivendo uma época de rebeldia. Foi um período muito marcante para a cena do rock.
Essa rebeldia pôde ainda ser encontrada em “Megalomaniac”, não? Afinal, foi uma música que teve como foco o governo Bush.
Originalmente, não fizemos a música para George Bush. Eu tinha outras figuras públicas em mente quando escrevi a letra dessa música. Mas como os Estados Unidos estavam vivendo um momento de crise na época que gravamos o clipe, pareceu evidente que a letra era dirigida ao Bush. Não foi uma música escrita para ele, mas concordamos com a direção tomada. A letra era adaptável à circunstância, e achamos legal o fato de ter tomado esse caminho, pois prova que a música é atemporal, e pode ocupar diferentes movimentos em relação ao momento e interpretação da sociedade. Essa é a melhor parte da arte. A forma que se move e se adapta ao tempo.
O álbum Morning View é considerado pela maioria dos fãs, como o disco predileto da carreira do Incubus. Ele completou recentemente, uma década de lançamento. Vocês fizeram vários registros de ensaios e da gravação do mesmo. Quais são as melhores lembranças desse momento?
O período de gravação foi interessante por muitos motivos. As canções do disco retratam um momento muito importante para o Incubus. Tínhamos acabado de terminar a turnê de “Make Yourself” (lançado em 1999), e pela primeira vez iríamos compor um disco após termos colhido frutos de verdade. Make Yourself foi muito bem sucedido, e por isso mesmo, a gravação de Morning View marca um período muito especial para nós, profissionalmente falando. Decidimos nos mudar para a casa, e lá montamos nosso estúdio. Vivemos intensamente aqueles dias, e isso talvez seja uma das razões de "Morning View" ter saído de um jeito real.
Brandon... Conte-nos a respeito da Make Yourself Foundation. Como está esse projeto. Ainda rolam os meet-and-greets?
Estamos muito animados com a fundação. Quando estamos em turnê, o nosso Make Yourself Foundation funciona normalmente. Sim, fazemos os meet-and-greets. Eles podem ser adquiridos pelo E-bay, e tocamos para no máximo 50 pessoas antes das apresentações. Essa é a nossa única forma de levantarmos mais dinheiro para ajudar a fundação. Ajudamos principalmente organizações ambientais, mas fazemos isso com um monte organizações humanitárias também.
[Matéria publicada originalmente por Bruno Eduardo no Portal Rock Press]
[Matéria publicada originalmente por Bruno Eduardo no Portal Rock Press]
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domingo, 8 de dezembro de 2013
INCUBUS - Summer Break Festival
Foto: Bruno Eduardo
Diante de enorme fã clube, Incubus faz show recheado de hits
Por Bruno Eduardo
Ao ouvir cerca de 8 mil presentes cantando o refrão ne "Megalomaniac", logo no início, ficava difícil de entender como uma banda como o Incubus consegue ficar tanto tempo sem vir ao país. Aliás, o grupo só veio ao Brasil em duas oportunidades (a última vez foi em 2010). Na época, eles estavam vivendo um clima de indecisão interna - com hiatos, projetos paralelos e pouca dedicação aos palcos. Embora a fase de imobilidade criativa permaneça, a banda continua sendo uma boa opção para se ver ao vivo.
No Rio! Seis anos após se apresentar neste mesmo palco, o Incubus não modificou muito desde sua última visita ao Rio de Janeiro. O visual do grupo está mudado, é verdade - principalmente Brandon Boyd, que ostenta um bigode estilo Anthony Kiedis -, mas sonoramente, a pegada é a mesma. A banda continua firme ao vivo e com repertório semelhante. Talvez por não se tratar de um show particular, eles escolheram reviver sua fase de maior sucesso - se guiando em hits e deixando de lado o experimentalismo. Com isso, fizeram o Citibank Hall cantar alto durante quase toda apresentação - principalmente em hits como "Drive" e "Anna Molly"; e relembrou os melhores momentos do álbum Morning View ("Circles"). Mesmo assim, foi sentida ausência do disco S.C.I.E.N.C.E. no setlist.
A fase psicodélica da banda se fez presente na excelente "Sick Sad Little World", do álbum progressivista A Crow Left Of The Murder (lançado em 2004) - com destaque para o solo quebrado do baterista Jose Pasillas. Diante de uma tietagem ensandecida, Brandon Boyd ensaiou uma versão de "Hello" de Lionel Ritchie, e utilizou-se de uma percussão colocada ao lado da bateria para iniciar os versos da derradeira da noite, "Pardon Me" - hit maior do disco Make Yourself.
Por ter iniciado o show com atraso, o grupo não pôde atender os pedidos de bis. Mesmo assim, mantiveram o mesmo repertório da noite anterior (SP), prometendo voltar o quanto antes.
[Matéria publicada originalmente por Bruno Eduardo no Portal Rock Press]
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