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domingo, 27 de março de 2016

Iron Maiden reúne 42 mil 'irmãos de sangue' em seu último show no Brasil

Foto: Gabriel Quintão
Bruce Dickinson soltou a voz no último show do Iron Maiden no Brasil
Por Karla Beltrani

É... Acabou! O Iron Maiden encerrou neste sábado, em São Paulo, a “The Book Of Souls World Tour” pelo Brasil. Ao todo foram cinco apresentações no país, começando no Rio de Janeiro (saiba como foi AQUI), e passando também por Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza. 

Na véspera de páscoa, o Allianz Parque recebeu nada mais, nada menos do que 42 mil pessoas, todas sedentas para assistir ao que muitos consideram ser o maior número de entretenimento do heavy metal mundial - que como todos já devem saber, trata-se de um show do Iron Maiden. O clássico "Doctor Doctor" da banda UFO anunciava que o show da Donzela de Ferro estava para começar, quando por volta das 21h30, a banda subiu no palco para dar início a uma noite inesquecível. Em um clima místico e misterioso, o show contou com um Bruce Dickinson muito mais teatral do que costumamos ver, mas com a simpatia e o carisma de sempre. Performático, o cantor correu e pulou de um lado para o outro durante toda a apresentação, acompanhado sempre do seu grito de guerra tradicional: "Scream for me, São Paulo!". Mas o melhor de tudo foi poder ver de perto a sua incrível recuperação de um câncer na língua, com o bônus de ouvir uma voz ainda mais potente do que pudemos conferir em algumas passagens anteriores. “Este é o último show no Brasil, então guardamos o melhor para o final”, prometeu Dickinson.

O setlist da banda seguiu sem alterações. O show começou com “If Eternity Should Fail”, faixa do novo disco The Book Of Souls, seguida do novo single da banda, “Speed Of Light” - com o clipe da música sendo exibido nos telões. Entre as diversas trocas de cenários e figurinos de Bruce Dickinson, a banda mesclava clássicos ("Children Of The Damned") e músicas do novo álbum, como "Tears Of A Clown" e “The Red And The Black” - que levou os fãs à loucura com seus 15 minutos de maestria e vigor. Não daria para deixar de ressaltar também a energia do guitarrista Janick Gers e a sincronia - de sempre - do trio de guitarristas, que fazem a alegria dos seguidores da banda há mais de quinze anos. Apoiados pela técnica precisa de Nicko McBrain e do imortal Steve Harris, o Iron Maiden consegue sustentar como poucas bandas no mundo, um show empolgante do início ao fim, onde você percebe que a cada nova turnê, eles ressurgem melhores e mais vivos do que nunca!
Foto: Gabriel Quintão
Trio de respeito: Dave Murray, Steve Harris e Adrian Smith
Para variar, o clássico "The Trooper" colocou o público para entoar junto com Bruce Dickinson um refrão a plenos pulmões. Mudando mais uma vez de figurino, Bruce colocou uma máscara para interpretar a épica “Powerslave”. A apresentação que seguiu com “Death or Glory”, teve a presença do boneco e mascote da banda, Eddie, no meio de “The Book Of Souls”, onde o vocalista chegou a arrancar o coração pulsante do monstrengo para depois jogar para a galera. Depois de mais um número teatral, o show segue para a parte final com outro clássico pesado: “Hallowed Be Thy Name”. Mas o ápice visual ficou mesmo para um Allianz Parque todo iluminado por celulares no sucesso popular de “Fear of the Dark”, que contou com um coro de mais de 40 mil vozes cantando junto com a banda.

Antes do bis, eles cantam "Iron Maiden" e saem do palco por alguns minutos. Na volta, o hino “The Number Of The Beast” trouxe um cenário com imagens que lembraram a época daquela banda satânica que assustou o mundo. Em contra-partida, um momento de calmaria tomou conta do público com a melódica “Blood Brothers” - com um público quase ensaiado entre palmas e brilhos de celulares!

Do disco Somewhere In Time, veio a derradeira "Wasted Years", que teve seu refrão cantado com força pela enorme legião de fiéis, que parecia não querer sair do transe. Afinal, eles estavam diante de algo que é muito mais do que um concerto de rock. Muito mais até do que um grande e épico show de entretenimento. Na verdade, eles estavam em um fatídico encontro de “irmãos de sangue”, unidos pela melhor banda de heavy metal do mundo. Up The Irons!
Foto: Gabriel Quintão
Fãs da banda, batizados por Bruce Dickinson como: "Irmãos de Sangue"

sexta-feira, 18 de março de 2016

Iron Maiden emociona público em noite épica no Rio

Foto: Daniel Croce
Bruce Dickinson em noite de redenção no Rio de Janeiro 
Por Bruno Eduardo

Era para ser apenas um reencontro, mas acabou se tornando um capítulo épico de superação na história da banda com os fãs brasileiros. 

O Iron Maiden é talvez a banda veterana que mais veio ao Brasil na história. Desde 1985, no fatídico show do Rock in Rio, que trazia o grupo no auge da carreira, eles passaram a incluir o país entre os lugares preferidos no mundo inteiro. A cada disco novo lançado, a visita era obrigatória. No entanto, dessa vez houve uma maior comoção entre os fãs, muito pela vitória particular de Bruce Dickinson, que se curou de um câncer na língua. O fato de ter lançado seu melhor disco em muitos anos (The Book Of Souls) também reforçava a expectativa de uma noite memorável. 

Como já virou praxe, "Doctor Doctor" do UFO invadiu o som dos PAs antes do telão exibir uma animação com o novo avião, Ed Force One. O grupo iniciou o show no clima sombrio de "If Eternity Should Fail", com muitas tochas de fogo no palco e um Bruce Dickinson que surgia como um bruxo, cantando à frente de uma espécie de caldeirão mágico. A sequência com "Speed Of Light", melhor single lançado pela Donzela desde "Wicker Man", mantém a mesma ordem do novo disco. A música contagia os fãs com sua levada mais dinâmica e refrão certeiro. Já em "Children Of The Damned", faixa das antigas, fica realmente provado que Bruce Dickinson está com a saúde em dia e que sua luta contra o câncer ficou no passado. O vocalista surpreende ao exibir uma potência vocal invejável, e arranca aplausos dos fãs pela primeira vez na noite. 

Comprovando a capacidade de seu novo álbum, o Maiden arrebata nepopeia divina "The Red And The Black", canção credenciada a se tornar um novo clássico. Além de possuir a levada característica que marcou a carreira da banda, com direito a momento solo de Steve Harris, a música ganha um upgrade magistral de seis minutos ininterruptos de viagem instrumental - com direito a várias mudanças de andamento, teclados preeminentes e um coro vocal para estádios (ôo-ôo). São quase quinze minutos de perplexidade coletiva, com um Bruce Dickinson que apenas aparece sobre a bateria (e que bateria!) do cada vez mais correto, Nicko McBrain, para pedir participação do público.

Aproveitando que uma bandeira do Brasil foi jogada ao palco, Bruce também não hesitou de falar sobre nossa crise política. "Eu tenho visto muito essa bandeira nas notícias e e espero que os caras maus se fodam, quem quer que sejam".

Foto: Daniel Croce
Adrian Smith em ação durante o show do Iron Maiden no Rio
A partir daí, a Donzela começou a reforçar seus clássicos. A sempre indispensável, "The Trooper" - com direito a roupa de soldado e bandeira britânica entoada - e "Powerslave", com muitas labaredas de fogo e um "mascarado" Bruce Dickinson, levaram o público ao êxtase. Nesse momento, os fãs também foram ao delírio com o solo destacado de Dave Murray, que exibia uma linda guitarra Les Paul. Em seguida, outro grande momento do show, e mais uma vez com uma canção do novo álbum. "The Book Of Souls", que se inicia com um Janick Gers mais comportado, segurando um violão, é daquelas músicas que os fãs de Maiden adoram: introdução climática, muitas guitarras dobradas e uma brilhante desenvoltura de Dickinson, que corre de um lado ao outro do palco. É nessa hora que acontece também um dos momentos mais esperados da noite: a entrada de Eddie. O monstro, que chega a medir quatro metros de altura, tem seu coração arrancado por Bruce Dickinson para delírio dos fãs.

A parte final ficou só para a nata da nata. "Hallowed Be Thy Name" - considerada a grande novidade entre os clássicos - e a datada, "Fear Of The Dark", mostraram a força de um HSBC Arena lotado - com mãos para cima e cantoria que ecoou por toda casa. Como é de costume, a única da fase Paul Di'Anno ficou com a tarefa de fechar a apresentação: "Iron Maiden" fez surgir um Eddie inflável no fundo do palco, causando um visual deslumbrante.

Na volta para o bis, o clássico "The Number Of The Beast" trouxe um clima de inferninho ao cenário, com direito a presença de uma enorme besta no canto do palco. "O mundo pode ser um lugar terrível, mas querem saber? Estamos em um show do Iron Maiden. Há pessoas de várias nacionalidades, raças e orientações sexuais aqui, e não estamos nos matando. Pois somos todos irmãos de sangue", disse Bruce, antes de "Blood Brothers". Para fechar a noite, nada mais apropriado que "Wasted Years", canção marcada por representar toda a carreira do grupo nos anos oitenta. 

Em duas horas de apresentação, o Iron Maiden conseguiu ser mais uma vez, aquilo que os fãs acreditam: uma lenda que já foi medieval, futurista, contemporânea, e que hoje soa triunfante - onde nem mesmo a pior das doenças que existem no mundo, seria capaz de derrotar. Up The Irons! 

Foto: Daniel Croce

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Informações sobre ingressos para o show do Iron Maiden no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação

O Iron Maiden desembarca em março no Rio de Janeiro, onde inicia a turnê que divulga seu novo e ótimo disco, The Book Of Souls [leia a resenha AQUI]. O grupo se apresenta no dia 17 de março de 2016 no HSBC Arena, e os ingressos começam a ser vendidos no dia 12 deste mês. Haverá uma pré-venda para o fã clube da banda e para os clientes Samsung e HSBC. A tabela com os preços você pode conferir abaixo no serviço do show. A Donzela ainda toca em Belo Horizonte no dia 19 (Esplanada do Mineirão), Brasília no dia 22 (Ginásio Nilson Nelson), Fortaleza no dia 24 (Arena do Centro de Formação Olímpica) e São Paulo no dia 26 (Allianz Parque). Todos os shows fazem parte da plataforma Live Music Rocks.

A nova turnê começa no final de fevereiro e passa primeiro pelos EUA. O novo Ed Force One - que está preparado para levar mais de 12 toneladas de equipamento por mais de 88.500km ao redor do planeta - segue no início de março para a América Central, onde visita México, El salvador, e passa pela Costa Rica. Depois, o grupo segue para a América do Sul para shows na Argentina, Chile e Brasil. O Boeing volta para os EUA no final de março, e passa também por Canadá nas primeiras duas semanas de abril. Um retorno ao Japão deve acontecer ainda em abril, e depois a banda terá o prazer de tocar pela primeira vez na China, e seguir para a Nova Zelândia e Austrália em maio. Antes de uma longa turnê pela Europa, eles pousam na África do Sul.

IRON MAIDEN NO RIO DE JANEIRO
Data: 17 de março de 2016, quinta-feira.
Local: HSBC Arena 
Endereço: Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca
Banda de abertura: Anthrax 
Ingressos: 
Pista Premier: Lote 1 – R$570 / R$285 (meia-entrada)
Pista: Lote 1 – R$290 / R$145 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1: Lote 1 – R$420 / R$210 (meia-entrada)
Cadeira Nível 3: Lote 1 – R$220 / R$110 (meia-entrada)
Camarotes: Lote 1 – R$530 / R$265 (meia-entrada)
PRÉ-VENDA FAN CLUB: Segunda-feira, 9 de novembro de 2015, 10h
PRÉ-VENDA SAMSUNG E HSBC: Terça-feira, 10 de novembro de 2015, 10h
VENDAS PARA PÚBLICO: Quinta-feira, 12 de novembro de 2015, 10h
Para comprar pela internet, AQUI

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Iron Maiden confirma datas no Brasil e anuncia locais dos shows

Foto: divulgação

O Iron Maiden confirmou as datas e cidades para a turnê brasileira que acontece no início do próximo ano. O grupo desembarca em março no Rio de Janeiro, onde se apresenta no dia 17 (HSBC Arena). Os outros shows confirmados são em Belo Horizonte no dia 19 (Esplanada do Mineirão), Brasília no dia 22 (Ginásio Nilson Nelson), Fortaleza no dia 24 (Arena do Centro de Formação Olímpica) e São Paulo no dia 26 (Allianz Parque). As apresentações fazem parte da The Book Of Souls World Tour, que vai divulgar o novo e ótimo disco do grupo [leia a resenha AQUI]. 

A nova turnê vai começar no final de fevereiro e passa primeiro pelos EUA. O novo Ed Force One - que está preparado para levar mais de 12 toneladas de equipamento por mais de 88.500km ao redor do planeta - segue no início de março para a América Central, onde visita México, El salvador, e passa pela Costa Rica. Depois, o grupo segue para a América do Sul para shows na Argentina, Chile e Brasil. O Boeing volta para os EUA no final de março, e passa também por Canadá nas primeiras duas semanas de abril. Um retorno ao Japão deve acontecer ainda em abril, e depois a banda terá o prazer de tocar pela primeira vez na China, e seguir para a Nova Zelândia e Austrália em maio. Antes de uma longa turnê pela Europa, eles pousam na África do Sul.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

DISCOS: IRON MAIDEN (THE BOOK OF SOULS)

Foto: Iron Maiden / The Book Of Souls

IRON MAIDEN

The Book Of Souls

BMG; 2015

Por Bruno Eduardo





The Book Of Souls não está relegado apenas ao título de "disco mais longo da história do Iron Maiden". O álbum pode ser visto de duas formas distintas, porém, ambas desaguam na mais pura e límpida fonte do que de melhor existe dentro do heavy metal. Para os fãs antigos, ele aparece como um resgate saudosista - nada que a banda não tenha feito um dia, é verdade, mas que remete a muitos flashes dentro de sua longa discografia. Já para os fãs mais jovens, The Book Of Souls é ainda mais importante. Ele pode ser considerado uma inserção histórica para a nova geração. Parece um exagero, mas não é. 

Pegando apenas o rock como referência, podemos afirmar que o Iron Maiden é a banda veterana em atividade que possui o público com a menor média de idade dos novos tempos. E se você acha que isso serve apenas como uma simples estatística, está enganado. Eles sabem trabalhar isso como poucos. Tanto que o súbito interesse do grupo pelos games não foi à toa. De acordo com Dickinson, eles procuram entender o mercado em que estão inseridos, e tentam sempre se antecipar aos fatos. "Os garotos de hoje em dia passam noites inteiras jogando videogame, e não podem perder uma hora ouvindo um bom disco?", questiona o vocalista. O fato é que nada disso faria tanto sentido se sonoramente as coisas não funcionassem. Mas quando você ouve "Speed Of Light", que é sem sombra de dúvidas, o melhor single lançado pela Donzela desde "The Wicker Man", você tem a certeza que esta é realmente aquela banda que você aprendeu a amar - ou respeitar - nos idos dos anos oitenta.  

Isso fica provado logo no início do disco com "If Eternity Should Fail", que reúne em 'apenas' oito minutos todos os ingredientes que fizeram o Iron Maiden se tornar um dos mais importantes grupos da história. Está tudo lá: as dobradas de guitarras, o baixo cavalgado de Harris, os interlúdios bem tramados entre um solo e outro, e uma narração sinistra no final. O fato de ter várias canções longas já daria ao álbum um tom épico, mas TBOS vai além. A epopeia divina que leva o nome de "The Red And The Black", por exemplo, é daquelas canções credenciadas a se tornar um clássico. Além de possuir a levada característica do grupo, a música ganha um upgrade magistral de seis minutos ininterruptos de viagem instrumental - com direito a várias mudanças de andamento, teclados preeminentes e um coro vocal para estádios (ôo-ôo).

Agora, como falar de Book Of Souls sem ressaltar a desenvoltura de Bruce Dickinson? Ainda mais sabendo de tudo o que o cara passou nessa fase recuperação do câncer. A atuação dele em faixas como "The Great Unknown" e "When The River Runs Deep", comprova que a voz continua afiada - e que segue voando alto em notas de raro alcance. Mesmo que o disco tenha sido gravado antes dele apresentar problemas de saúde, é sempre bom lembrar que o mesmo bate na porta dos sessenta anos de idade. Mas isso parece não fazer diferença quando ouvimos a sublime cantoria de "The Man Of Sorrows" - que é guiada também por um solo de guitarra estupendo e cheio de reverb.

Por se tratar de um álbum duplo - o primeiro da carreira -, a primeira parte chega ao fim na faixa-título (que pode ser considerada uma das melhores). Já o segundo CD abre com a empolgante "Death Or Glory", que tem pinta de segundo single do disco - curta e com refrão fortíssimo, ela ganha forma na bateria de Nicko McBrain. Outra que também não se alonga muito é a aberta - em acordes e melodia - "Tears Of A Clown". Há ainda um autoplágio em "Shadows Of the Valley", com introdução chupada do hit "Wasted Years" (do álbum Somewhere In Time, lançado em 1986). Mas o melhor de The Book Of Souls fica mesmo para a enorme "Empire Of The Clouds". A abertura é orquestral - com direito a piano de calda e teclados em som de violino. Nessa música, o baixo de Harris, famoso pelo som galopante, canta em notas suaves. A faixa cresce de forma gradativa até se tornar um prog dos bons, que evolui de forma robusta e chega ao ápice nos cinco minutos finais - com direito a inserção de teclados orientais e pianos à la ELP.

Evidente que The Book Of Souls nunca vai fazer parte do prisma consagrado que estão inclusos discos como The Number Of The Beast, Piece Of Mind e Powerslave. Talvez esteja abaixo até da fase secundária do grupo, que brilhou no magnífico Seventh Son Of A Seventh Son. Mas desde que essa formação atual se consolidou em 2000, quando lançou o excelente Brave New World, esse é certamente o trabalho que mais tem a dizer aos novos e velhos fãs da donzela, e por isso mesmo, se faz tão fundamental nos dias de hoje. Up The Irons!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Iron Maiden apresenta novo avião e confirma shows no Brasil em março


O Iron Maiden apresentou em seu site oficial, aquele que será o novo Boeing 747-400 Jumbo que levará a banda na The Book Of Souls World Tour. Segundo foi informado, o vocalista Bruce Dickinson está atualmente em treinamento para tirar a sua licença de pilotagem para este jato de quatro motores, que tem quase o dobro do tamanho e mais de três vezes o peso do Boeing 757 - que foi usado pela banda entre 2008 e 2011. O novo Ed Force One está preparado para levar mais de 12 toneladas de equipamento por mais de 88.500km ao redor do planeta. A nova turnê vai começar no final de fevereiro e passa primeiro pelos EUA. O Ed Force One segue no início de março para a América Central, onde visita México, El salvador, e passa pela Costa Rica. Depois, o grupo segue para a América do Sul para shows na Argentina, Chile e Brasil. O Boeing volta para os EUA no final de março, e passa também por Canadá nas primeiras duas semanas de abril. Um retorno ao Japão deve acontecer ainda em abril, e depois a banda terá o prazer de tocar pela primeira vez na China, e seguir para a Nova Zelândia e Austrália em maio. Antes de uma longa turnê pela Europa, eles pousam na África do Sul.

As datas definitivas, locais e informações sobre venda de ingressos, bem como mais detalhes da The Book Of Souls World Tour, serão anunciadas em algumas semanas. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Ouça "Speed Of Light", a nova música do Iron Maiden!


Saiu o novo single do Iron Maiden. "Speed Of Light" já pode ser conferida pelos fãs do mundo inteiro. A faixa, que faz parte do próximo álbum da Donzela, The Book Of Souls, cujo o lançamento está marcado para o dia 4 de setembro, traz a mesma sonoridade que marcou a carreira da banda - com guitarras muito bem encaixadas, baixo presente e uma brilhante performance vocal de Bruce Dickinson. O trabalho havia sido gravado em Paris, no ano passado, com o produtor Kevin "Caveman" Shirley, que já vem trabalhando com a banda desde o excelente Brave New World, de 2000, mas o grupo decidiu esperar o final do tratamento de Dickinson para divulgar a boa notícia aos fãs. A capa do álbum foi assinada por Mark Wilkinson - que também já fez discos do Judas Priest e Marillion. Segundo já foi informado pela gravadora, o álbum será duplo, e terá 11 faixas. Esta será a primeira vez que o grupo lança um álbum de estúdio duplo. Outro destaque, é a música "The Empire of the Clouds", que será a mais longa da carreira, com duração de 18 minutos.

The Book Of Souls será lançado em versões normais e de luxo, em vinis triplos e em áudio de alta resolução.

Assista abaixo o vídeo clipe da nova música, "Speed Of Light":

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Novo disco do Iron Maiden será duplo e estará nas lojas em setembro


O Iron Maiden esperou a total recuperação de Bruce Dickinson para anunciar que o lançamento de seu novo disco, batizado de The Book of Souls será no dia 4 de setembro. O trabalho havia sido gravado em Paris, no ano passado, com o produtor Kevin "Caveman" Shirley, que já vem trabalhando com a banda desde o excelente Brave New World, de 2000, mas o grupo decidiu esperar o final do tratamento de Dickinson para divulgar a boa notícia aos fãs. A capa do álbum foi assinada por Mark Wilkinson - que também já fez discos do Judas Priest e MarillionSegundo informações da banda, o álbum será duplo, e terá 11 faixas. Esta será a primeira vez que o grupo lança um álbum de estúdio duplo. Outro destaque, é a música "The Empire of the Clouds", que será a mais longa da carreira, com duração de 18 minutos.

The Book Of Souls será lançado em versões normais e de luxo, em vinis triplos e em áudio de alta resolução.

Abaixo, você pode conferir o tracklist do disco:

Disco 1
1. "If Eternity Should Fail" 
2. "Speed of Light" 
3. "The Great Unknown" 
4. "The Red and the Black" 
5. "When the River Runs Deep"
6. "The Book of Souls"

Disco 2
7. "Death or Glory" 
8. "Shadows of the Valley" 
9. "Tears of a Clown" 
10. "The Man of Sorrows" 
11. "Empire of the Clouds"

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Iron Maiden: discos clássicos serão relançados em vinil


Os fãs do Vinil já podem comemorar. A Parlophone Records anunciou o relançamento em vinil 180g de alguns dos maiores clássicos do Iron Maiden. A gravadora confirmou que todos os discos serão gravados a partir das fitas master analógicas originais e que vai manter as capas e encartes idênticos aos discos lançados na época. Além dos oito primeiros discos do grupo, os singles 7" também serão relançados juntos com cada álbum.  Para quem gosta de edições extras, haverá também uma edição limitadíssima em um box-set. A pré-venda já está disponível AQUI.

Confira abaixo as datas para cada lançamento:

13 DE OUTUBRO
Iron Maiden - Killers - The Number Of The Beast 

27 DE OUTUBRO:
Piece Of Mind - Powerslave - Live After Death

24 DE NOVEMBRO:
Somewhere In Time - Seventh Son Of A Seventh Son

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CONCURSO BRUCE DICKINSON - GANHE A BIOGRAFIA


Vocalista do Iron Maiden, o britânico Bruce Dickinson ganha biografia inédita no Brasil, pela Editora Gutenberg. Com linguagem descontraída, o jornalista Joe Shooman conta detalhes incríveis da vida de um dos maiores músicos do gênero.

Joe Shooman apresenta curiosidades sobre as primeiras bandas que Bruce passou no início de sua carreira e acompanha o artista ao longo de toda a sua trajetória no Iron Maiden, separando um capítulo para cada álbum do grupo, além de registrar a discografia e a videografia completas de todas as obras das quais Dickinson participou.


Rock On Board vai sortear exemplares de “Bruce Dickinson - Os altos voos com o Iron Maiden e o voo solo de um dos maiores músicos do heavy metal“, lançamento da Gutenberg.

PARA GANHAR A BIOGRAFIA BASTA PARTICIPAR DO CONCURSO
cumprindo as seguintes exigências:

  • Siga o @rockonboard no Twitter AQUI
  • Pelo Twitter, reproduza a seguinte frase, completando-a: Eu mereço ganhar a biografia do #BruceDickinson no @rockonboard porque...

As duas melhores respostas levam o livro para casa!

[O resultado será divulgado no dia 20 de novembro, nesse mesmo post]

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Iron Maiden: fãs criam petição pedindo a volta de Derek Riggs


Um grupo de fãs do Iron Maiden lançou uma petição online pedindo a volta de Derek Riggs para a criação das capas de discos do grupo. Riggs, que é creditado como o inventor do mascote Eddie, foi responsável pelas capas dos principais discos do Maiden. O último álbum que conta com o trabalho de Riggs é No Prayer For The Dying, lançado em 1990. A partir daí, o grupo decidiu abrir espaço para outros artistas - com amplo destaque para Melvyn Grant. Riggs ainda trabalharia com Bruce Dickinson, na capa de Accident Of Birth, lançado em 1997. Segundo Riggs, o Iron Maiden decidiu não trabalhar mais com ele, porque não queria mais capas divertidas, e que o único intuito do empresário da banda era de que Eddie fosse um monstro sinistro. 

A petição foi criada pelo americano Derek Tigner, que garantiu cerca de 400 assinaturas. Quem quiser fazer parte desse movimento, basta clicar AQUI.

Riggs lançou um livro intitulado Run For Cover em 2006, e ainda divulga novas artes de Eddie através de sua página no Facebook e website oficial.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Bruce Dickinson critica Judas Priest e condena autocue


Em entrevista ao The Guardian,Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden condenou de forma veemente as bandas que usam autocues no palco. Para quem não sabe, autocue é a famosa "colinha" que algumas bandas utilizam para que o vocalista não esqueça a letra de uma música. É um teleprompter (uma tela), que fica no palco, em frente ao vocalista - geralmente ao lado de um dos retornos de chão.

Bruce afirma que o Iron Maiden nunca se utilizou dessa prática.

"Nós não temos um teleprompter! Na verdade eu nunca percebi que as pessoas usavam isso. As pessoas pagam um bom dinheiro para ver seu show e você não consegue se lembrar das letras? Isso é uma vergonha!"

Para ser mais efetivo nas crítica, Bruce citou um caso recente, em que viu Rob Halford do Judas Pries utilizar o monitor na música Breaking The Law.

"Imagine você saber que o cara precisa de um teleprompter, para cantar Breaking The Law. Ou seja, ele olha para porra do monitor, e lá vem: " Breaking The LawBreaking The LawBreaking The LawBreaking The LawBreaking The Law, Breaking The Law... e adivinhe: Breaking The Law! Isso é ridículo!"

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Em 1984, o Iron Maiden deu uma aula de história e musicalidade aos headbangers

A capa de Powerslave é a preferida da maioria dos fãs
Por Bruno Eduardo

Uma banda de heavy-metal que faz homenagem a um instrumento de tortura medieval soaria como uma piada pronta nos dias de hoje. Três décadas se passaram, e Powerslave continua épico em seu tempo. Se o grupo é conhecido hoje por capas de discos fantásticas e uma deslumbrante condução de temas, a culpa é de Powerslave.


Powerslave nada mais é que uma variedade de ritmos, que são impiedosamente esmagados por riffs de guitarras cortantes e um bocado de letras inteligentes. Letras inteligentes? Examinando rapidamente as primeiras capas de discos do Iron Maiden, ninguém poderia imaginar que haveria algum sinal de vida inteligente naquela obra. Afinal, em seus dois primeiros discos, encontramos um zumbi de cabelos crespos chamado Eddie - que mais parece uma criação artística de um jovem de 16 anos de idade, com algum talento. Os títulos também não ajudam: Killers e The Number of the Beast (que viria a seguir) soam clichês demais - aquela velha tentativa de brutalidade e diabrura que 90% das bandas de heavy metal se apoiam. Superficialmente seria patentemente ridículo, mas estamos falando de uma das bandas mais emblemáticas que já passaram por esse planeta.


Afinal de contas, mesmo com uma embalagem ainda mal definida, a banda obteve um verdadeiro sucesso comercial (tanto na Inglaterra quanto ao redor do mundo). Um dado curioso, foi quando alcançaram a marca de 500.000 álbuns vendidos na Finlândia. Estamos falando de um país com apenas cinco milhões de pessoas - brincando com a aritmética, poderíamos dizer que um em cada dez finlandeses possui um álbum do Iron Maiden.


Não se pode negar: no gênero do heavy metal, a música do Iron Maiden é imbatível. Uma variedade ridícula (no bom sentido) de riffs, e níveis impressionantes de musicalidade. 


No entanto, o que sempre separou o Iron Maiden das outras bandas de metal ​​foram os temas de suas canções. O interesse lírico do grupo foi fundamental para que pudessem viver tantos anos num patamar acima - algo entre o cult e o pop. O Iron Maiden nunca escreveu uma música sobre sexo, drogas ou rock and roll. Os caras estavam muito ocupados cantando sobre literatura e história. Atente aos títulos das músicas: "The Loneliness Of The Long Distance Runner", "Flight of Icarus", "Alexander The Grate". Só que nem todos os seus temas são tão transparentes. Por exemplo: "The Trooper" é a versão da Donzela para "A Carga da Brigada Ligeira"; e "To Tame A Land" é baseado no sci-fi clássico, Dune, de Frank Herbert. 


Quando os fãs do Iron Maiden são questionados sobre qual seria o melhor disco da banda, eles certamente apontam para um dos três primeiros de Bruce Dickinson: The Number of the Beast, Piece of Mind ou Powerslave. Cada um deles possui pontos emblemáticos, embora eu ache que Powerslave tenha sido um disco pontual para a definição de um estilo próprio - baseado em temas pré-determinados e capas de discos espetaculares. As músicas do álbum são magníficas. A primeira faixa, "Aces High", é o exemplo de tudo que melhor existe no heavy-metal. Ela fala sobre a Batalha da Grã-Bretanha, contada a partir da perspectiva de um piloto britânico. Na turnê do disco, em 1984/85, o Iron Maiden iniciava seus shows tocando o trecho de Winston Churchill, "Never Surrender", emendada pela música. O que felizmente pôde ser conferido na primeira passagem do grupo pelo Brasil, no Rock in Rio, em 1985.


"Two Minutes to Midnight" é uma canção anti-nuke. Embora haja um trecho com uma afirmação contundente ("o sangue é a mancha da liberdade"), ela também sugere que durante a Guerra Fria, ambos os lados foram iludidos. O título é uma referência ao Relógio do Juízo Final, cujo principal propósito é servir como uma ferramenta de propaganda da esquerda. Na época, muitos duvidaram de que o grupo teria tendências comunistas - eles não têm. Ainda assim, uma das coisas mais legais de Powerslave é essa tentativa de decifrar o significado de suas letras.


Há temas variados, que vão além dos combates aéreos, como a faixa "The Duellists" - relacionada ao swordfighting (luta de espadas) - para quem não sabe, o vocalista Bruce Dickinson é esgrimista. O grupo usou como temas principais, o filme de Ridley Scott, "Os Duelistas" (que por sua vez é baseado no romance de Joseph Conrad, The Duel) e mitologia egípcia (daí motivo faraônico da capa do álbum).


O destaque do Powerslave, no entanto, é a sua última faixa climática, "Rime of the Ancient Mariner". Sim, ela é inspirada no poema de Samuel Taylor Coleridge - de mesmo nome. O crédito da música vai para o baixista Steve Harris, que fez um brilhante e engenhoso trabalho ao conseguir atolar algumas das palavras mais célebres de toda a literatura Inglesa numa canção de rock.  A coisa toda se passa por mais de 13 minutos - onde o Maiden viaja junto ao navegador, atravessando o horizonte com o albatroz, o navio fantasma, e assim por diante. Pelos padrões do rock and roll, a música é um épico. E mesmo com sua longa duração, ela dissipa qualquer chance de tédio - graças, principalmente, a todas as mudanças de clima e suas palavras cheias de significado. 


Ok, há muita gente hoje em dia fazendo música pesada com letra pretensiosa. Não discuto. Embora seja inevitável afirmar que para tudo na vida há uma obra-prima impossível de ser reproduzida.


Esse é Powerslave!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Blaze Bayley e Ripper Owens juntos no Brasil

No repertório dos shows, Blaze relembra vários clássicos do Maiden

Tim “Ripper” Owens e Blaze Bayley possuem várias coisas em comum. O ponto inicial é que ambos são ex-integrantes de duas maiores bandas de Heavy Metal da história. E por coincidência, viveram essa experiência rápida numa mesma época. Blaze substituiu Bruce Dickinson no Iron Maiden, e gravou dois discos com a banda nos anos noventa. Já Owens ocupou a vaga de Rob Halford - que na época assumia dua homossexualidade - no Judas Priest. Ironicamente, eles acabaram esquentando o banco para que os originais voltassem aos seus devidos lugares. Só que Juntos, os dois prometem agitar algumas cidades brasileiras em cinco apresentações. Blaze Bayley ainda faz algumas apresentações sozinho em Sorocaba e Curitiba. Confira abaixo os detalhes da turnê.

BLAZE BAYLEY & TIM “RIPPER” OWENS EM BELO HORIZONTE

Data: 22/07/14
Local: Granfinos
Endereço: Av. Brasil, 326 – Santa Efigênia
Horário: 21h

Ingressos:

R$ 130 (Pista / Inteira) | R$ 160,00 (Camarote / Inteira)

BLAZE BAYLEY & TIM “RIPPER” OWENS NO RIO DE JANEIRO

Data: 23/07/14
Local: Teatro Odisséia
Endereço: Av. Mem de Sá, 66 – Lapa
Abertura da casa: 18h

Horários:
19:30 – Abertura da casa
20:00 – Syren
21:15 – Tim Ripper Owens
22:30 – Blaze Bayley
Censura: 18 anos 

Ingressos:

R$ 75,00 (Primeiro Lote) – Meia entrada e Promocional | R$ 150,00 (Inteira)


BLAZE BAYLEY & TIM “RIPPER” OWENS EM SÃO PAULO

Data: 26/07/14
Local: Clash Club
Endereço: Rua Barra Funda, 969 - São Paulo - SP
Abertura da casa: 18h
Banda de abertura: Dark Avenger 

Horários:
18:00 – Abertura da casa
18:30 – Dark Avenger
19:30 – Tim Ripper Owens
21:00 – Blaze Bayley
Censura: 16 anos 

À partir de 14 anos: Acompanhado de responsável legal mediante apresentação de documento oficial com foto

Ingressos (sem taxa de conveniência):

1º lote (Pista) R$ 90 (Sem taxa de conveniência)
Meia estudante e Promocional
1º lote (Mezanino) R$ 120 (Sem taxa de conveniência)
Meia estudante e Promocional
1º lote (Camarote) R$ 140 (Sem taxa de conveniência)
Meia estudante e Promocional

Pontos de venda (sem taxa de conveniência):

* Hole (Galeria do Rock) - Av São João, 439 – 1º andar/ Loja 275
* Shopping Oriente 500 - Rua Oriente, 500 2º andar - Brás - São Paulo – SP
* Cada Qual - Rua Augusta, 2171 - Jardim Paulista - São Paulo – SP
* Metal Music - Rua Dona Elisa Fláquer, 184 - Centro - Santo André – SP
* Age Of Dreams - Av. Marechal Deodoro, 1754 - 2º Andar loja 33/36 - Centro - São Bernardo do Campo - SP



INGRESSOS

22/07 - Belo Horizonte - Granfinos

http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=34511


23/07 - Rio de Janeiro @ Teatro Odisséia

https://ticketbrasil.com.br/show/blazebayleyetimripperowens-rj


24/07 - Limeira @ Bar da Montanha

https://ticketbrasil.com.br/show/blazebayleyetimripperowens-limeira-sp/


25/07 - Volta Redonda @ Volta Redonda do Rock (GRATUITO)



BLAZE BAYLEY (APRESENTAÇÃO SOLO)

27/07 - Sorocaba @ Hangar 51

https://ticketbrasil.com.br/show/blazebayley-sorocaba-sp/

29/07 - Curitiba @ Vanilla Music Hall

domingo, 22 de setembro de 2013

ROCK IN RIO 2013 - IRON MAIDEN

Foto: Marcos Hermes
Dickinson rege multidão, e Iron Maiden fecha Rock in Rio com show padrão


Por Bruno Eduardo

Se o Rock in Rio gosta de dar ao seu público o que ele quer – mesmo que isso leve escalar as mesmas bandas por edições seguidas -, não teria melhor nome para encerrar o evento que o Iron Maiden. O grupo, que está na estrada comemorando 25 anos da turnê Made in England (que divulgava o disco Seventh Son Of A Seventh Son), caracterizou o palco de forma menos apoteótica do que de costume, e modificou o repertório da época - levando a inclusão de músicas dos discos lançados posteriormente ao ano de 1988 – para que pudesse assim, atender seus fãs por completo.

A introdução do disco Seventh Son Of A Seventh Son rolou com a exibição de um filme no telão, para que o grupo entrasse ao vivo em “Moonchild”, seguida do hit “Can I Play With Madness”. No início da apresentação, era difícil ouvir a voz de Bruce Dickinson quando o mesmo entoava tons mais agudos. Logo, no entanto, o som melhorou, e pôde-se comprovar que o “pequeno” vocalista continua afiado – como, por exemplo, no refão de “2 Minutes To Midnight”, onde o mesmo demonstra potência de sempre. Em certo momento, ele comanda os fãs de forma hipnótica - ordena gritos, mão levantadas, e silêncio (?) – e ainda faz comercial da cerveja “Trooper”, que foi lançada recentemente no Brasil: “A cerveja brasileira é uma porcaria! Por isso eu trouxe a minha!”

Curiosamente, um dos melhores momentos do show foi em “Afraid To Shoot Strangers” – do irregular Fear Of The Dark (que marca fase de declínio criativo da Donzela). Porém, o grupo mantém uma fórmula infalível em cima dos palcos. É algo que não apresenta novidades, mas que é funcional por ser um número inquestionável - não se questiona um show do Iron Maiden!

Embora o grupo seja conhecido como um pilar do Heavy Metal, hoje, trinta anos depois, eles parecem soar menos pesados no palco – tudo reflexo do sinuoso caminho musical, que começou no punk; correu para o Heavy; flertou com o Hard; se aventurou no progressivo; sobrevivendo às mudanças. Porém, ficou constatado na versão de “Running Free” – primeiro single da banda, lançado no longínquo ano de 1980 – que o público do Iron Maiden se recria ao tempo. É certamente a banda veterana com o público mais jovem da atualidade, o que é raro para os dias de hoje – em que jovens estão cada vez mais desprendidos de tradições. 

Talvez por isso, tenha ficado no ar a impressão, que apresentar a turnê de 1988 para o público do Rock in Rio, não foi um resgate saudosista, mas sim, uma inserção histórica para a molecada. Up The Irons!

[Matéria publicada originalmente por Bruno Eduardo no Portal Rock Press]