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domingo, 25 de outubro de 2015
Em São Paulo, Muse mostra sua força como banda de estádio!
Foto: MRossi
Por Lucas Scaliza
O Muse não precisa provar que é uma banda de estádio, como alguns veículos de comunicação questionaram nos últimos dias. O show da Drones World Tour no Allianz Parque em São Paulo mostrou uma banda segura, intensa e capaz de entreter uma grande arena com músicas de seus sete discos de estúdio.
O início do show foi marcado pelas pesadas “Psycho” e “Reapers”, seguidas pela clássica “Plug In Baby” e seu refrão que fez todo mundo pular e cantar junto. Na arrastada “The Handler”, uma das mais pesadas do álbum Drones, Matt se aproximou da plateia usando a passarela.
Por falar nisso, Matt, Dom e Chris se comunicaram muito pouco com a plateia por meio das palavras, mas seus instrumentos falaram por si. O momento de melhor diálogo entre público e Matt se deu antes de “Plug In Baby”, quando o guitarrista começou a fazer curtas frases na guitarra que eram respondidas pelos fãs, aumentando de intensidade até chegar ao característico riff inicial da canção, que foi cantado nota por nota pelos presentes.
A galera presente no Allianz recebeu muito bem o show desta nova turnê, e fez bastante barulho - seja cantando riffs de guitarra das músicas mais conhecidas ou fazendo verdadeiros corais em músicas mais leves, como foi possível ver em “Madness” e “Starlight”, mas também em “Dead Inside” e “Mercy”. Já “Supermassive Black Hole”, “Time Is Running Out” e a épica “Knights Of Cydonia”, três das preferidas e das mais conhecidas dos fãs, conseguiram o resultado de sempre: soar ótimas ao vivo e fazer pular até quem não é tão fã do grupo.
Foto: MRossi
O Muse fez poucas, mas significativas mudanças no setlist. “Apocalypse Please” foi substituída por “Resistance”, recebida com grande aprovação do público e que ajudou Wolstenholme com os backing vocals para os versos “It could be wrong, it could be wrong”. No Rio de Janeiro, a banda atendeu ao pedido que fãs vinham fazendo por redes sociais e substitui a climática “Citizen Erased” pela melodiosa “Muscle Museum”, que há muito tempo não entrava no repertório da banda. Em São Paulo, eles tocaram as duas, mas deixaram de fora a excelente “Hysteria”, que vinha sendo tocada em todos os shows da turnê.
A banda vem se apresentando com uma produção de palco bem mais limpa na Drones World Tour. Um telão ao fundo exibe animações que acompanham cada uma das faixas, criando a ambientação perfeita, principalmente para as músicas de Drones, que abusam de uma estética mais sombria e cheia de contrastes de preto e branco. Os únicos artifícios utilizados foram a liberação de balões negros em cima da plateia ao fim de “Uprising” e chuva de serpentina e papel picado em “Mercy”.
Foto: MRossi
As instrumentais “Unsustainable” e “Munich Jam” (baixo e bateria) quase colocaram o Allianz no chão, com um poderio de fogo para que ninguém duvide que trata-se de uma banda com uma indiscutível veia rock’n’roll bastante modernosa.
Mesmo sem estádio completamente lotado, o Muse provou que é uma banda que sabe entreter seu público e fazer um show de respeito, embora engessado no formato que vem sendo reproduzido desde o início da turnê. Claro que poderia ter sido um show mais longo, mas uma hora e meia de apresentação representou bem a discografia do grupo e a força do trabalho mais recente dos ingleses. Se não fosse no mesmo dia do Enem – ou o alto preço do ingresso em tempos de crise – poderia ter sido um espetáculo ainda mais expressivo.
Foto: MRossi
Prova do Enem impediu maior lotação
Alguns fatores atrapalharam uma maior lotação no show. Para começar, os ingressos estavam bem caros, o que levou até mesmo o fã clube da banda se manifestar a respeito. Para completar, a primeira prova do Enem 2015 foi marcada para o mesmo dia do show. Com isso, as filas para ver o Muse ao redor do Allianz Parque durante a tarde, estavam minguadas. Quando os portões foram abertos às 16h, tinha mais gente na pista premium do que na pista comum. Após as 18h, mais pessoas começaram a chegar em um fluxo lento e constante, sinal de quem deixou para chegar ao local após o exame. Fato que shows desse porte recebem muitas pessoas do interior e de outros estados, mas a obrigação do Enem tornou a viagem impossível nessa data. O estádio não estava vazio (longe disso), mas foi impedido de ter maior público por causa das provas.
Maglore recebe apoio do público
A banda Maglore ficou incumbida de abrir o show no Allianz. Anunciada apenas alguns dias antes da apresentação, não sobrou muito tempo para que os fãs do Muse conhecessem melhor o grupo. Mesmo assim, fizeram um setlist curto e que levou uma mistura de MPB, rock alternativo e laivos de viagem psicodélica ao palco. Tocaram apenas músicas próprias e todas cantadas em português. É comum bandas de abertura experimentarem a indiferença ou mesmo a hostilidade do público de grandes bandas internacionais, ainda mais quando não são conhecidas da galera, mas o Maglore agradou tanto que conforme novas músicas iam sendo apresentadas pela primeira vez à maioria dos presentes, a reação da galera ia se intensificando. As pessoas aplaudiam, gritavam e incentivavam o trio baiano formado por Teago Oliveira (voz e guitarra), Rodrigo Damati (baixo) e Felipe Dieder (bateria). Eles poderiam passar mais meia hora tocando que ninguém teria reclamado. Oliveira agradeceu o público e ao Muse por ter escolhido pessoalmente o Maglore para abrir aquela apresentação. No final do set mandaram “Mantra”, música mais conhecida e acessível da banda, cujos “Laralararás” foram cantados espontaneamente pelo público. Aí está uma banda para ficarmos de olho.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Curto, intenso e psicótico - assim foi o show do Muse no Rio
Foto: Vinicius Pereira
Por Bruno Eduardo
Matt Bellamy é um jovem tímido, boa pinta e muito talentoso. No entanto, ele parece querer convencer as pessoas de que o mundo vive em uma espécie de teatro da loucura - levado por ideias doentias e tecnologia em fúria. Para ele, o mundo está dominado por drones, que utilizam drones para transformar todos em drones. Pelo menos é isso que ele apresenta no novo disco do Muse, que vem cheio dessas viagens conspiratórias, mas recheado de ótimas canções. Mesmo que sua teoria seja obra de uma mente fantasiosa, os fãs embarcam na onda, e o Muse se utiliza desse roteiro com muita desenvoltura para fazer de um simples show de rock, uma genial obra de insanidade coletiva.
Dois anos depois da épica apresentação no Rock in Rio, o grupo retornou ao Rio de Janeiro para um número mais intimista. Em um show curto, porém intenso, a banda entorpeceu os fãs com sua proposta psicótica, baseada em luzes sensacionais, imagens subliminares e som musculoso. Conforme adiantamos aqui, o repertório foi quase o mesmo apresentado nos últimos shows, com a inclusão apenas de "Muscle Museum" - do ótimo disco de estreia do grupo - no lugar de "Citizen Erased".
Foto: Vinicius Pereira
Já no início, o que chama a atenção não é o riff hipnótico de "Psycho", e sim, a reação do público - que se concentra em um personagem no telão, respondendo o mesmo com um sonoro "Aye, Sir!". Parece paranoia, mas é sensacional. E isso continua por toda a canção, causando uma espécie de interatividade rara entre público-telão (algo não visto desde U2). Em seguida, mais uma do disco novo ("Reapers"), e a já batida - porém indispensável - "Plug in Baby". Do novo disco, Drones, também ganham destaque na noite: "Dead Inside", e seu solo cheio de pinceladas à la Brian May; e "Mercy", que foi pedida pelo público em forma de pequenos cartazes. Outra música que ganha destaque ao vivo é "Madness", que pode ser considerada o hino perfeito para definir o show insano do grupo.
A apresentação do Muse é coesa e repleta de momentos altos. A banda é muito boa tecnicamente, e se sobressai na habilidade de Bellamy com sua guitarra (cheia de furinhos) em músicas como "Hysteria", ou no superhit "Supermassive Black Hole" - que incluem citações a Jimi Hendrix. Outro que também se destaca bastante durante o show é Christopher Wolstenholme, que vira e mexe, vai lá na frente, distribui palhetas, gaita e mantém pegada sempre firme.
Foto: Vinicius Pereira
Antes do bis, "Uprising" encheu o HSBC Arena de balões pretos, que ao serem estourados, faziam voar papéis picados. Mas nada comparado ao show de confetes e serpentinas em "Mercy", rendendo imagens apoteóticas. Fechando a noite, a já esperada "Knights of Cydonia", com suas passagens épicas e progressivas, com direito a solos cantados pelos fãs.
O público, que não lotou a casa, pelo menos fez presença, cantando todas as músicas e fazendo coral para o grupo. Mesmo conhecendo a fama do Muse, que não costuma modificar o roteiro de suas apresentações, faltou um pedido de bis - nem que fosse para testar a banda (ficando desde já, uma sugestão ao público de São Paulo) - pois um show dessa grandiosidade não pode passar sem a dignificação do clássico "mais um". Não mesmo.
Na abertura, Kita faz show de gente grande
Quem abriu a noite foi a banda carioca Kita. Após uma destacada participação no programa Superstar, da TV Globo, o grupo segue rodando o país divulgando o seu ótimo roteiro de rock alternativo com sotaque gringo. Liderados pela voz marcante de Sabrina Sanm, o grupo conseguiu entreter o público com uma apresentação destacada. Embora o som dos PA's estivesse com volume inferior - principalmente a voz e o baixo -, eles não se intimidaram e cumpriram bem a oportunidade de meia hora que tiveram. Destaque para o som cheio de inclusões rock anos 00' e sugestões bem tramadas. Músicas como "You", que vem sendo veiculada em rádios, foi reconhecida pelo público, e cantada por alguns mais antenados. Essa é a segunda vez que o grupo abre para uma atração internacional de grande porte. A primeira vez foi no show do Paramore, onde também fizeram bonito. Vale ficar de olho nessa galera!
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Kita e Maglore abrem os shows do Muse no Brasil
Foto: Divulgação
Nesta quinta-feira (22), o Muse se apresenta no Rio de Janeiro (HSBC Arena) para divulgar a turnê de seu novo disco, Drones. No sábado, eles fazem o segundo e último show no Brasil, em São Paulo, no Allianz Parque. Aclamados mundialmente como uma das bandas mais originais do rock alternativo, os britânicos já lançaram sete álbuns e vão apresentar hits como "Supermassive Black Hole" e a cultuada "Knights Of Cydonia". Para os shows de abertura, foram escolhidas uma banda para cada cidade. No Rio, quem abre é a Kita, banda liderada pela loirinha Sabrina Samn, uma das gratas revelações da cena. Já em Sampa, o show de abertura fica a cargo do Maglore, que acabou de lançar seu novo disco, III. Os horários dos shows você confere abaixo.
Rio de Janeiro
Kita: 20h45
Muse: 22h
São Paulo
Maglore: 19h45
Muse: 21h
RIO DE JANEIRO (RJ)
Data: Quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Local: HSBC Arena - Av.Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca
Horário: 22h
Classificação etária: 14 anos
INGRESSOS
Pista Premier: R$700 / R$350 (meia-entrada)
Camarote: R$650 / R$325 (meia-entrada)
Pista: R$360 / R$180 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1 - Lateral: R$360 / R$180 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1 - Central: R$330 / R$165 (meia-entrada)
Cadeira Nível 3: R$250 / R$125 (meia-entrada)
Ingressos pela internet, AQUI
Pontos de venda, AQUI
SÃO PAULO (SP)
Data: Sábado, 24 de outubro de 2015
Local: Allianz Parque - Rua Turiassú, 1840 - Perdizes
Horário: 21h
Classificação etária: 14 anos
INGRESSOS
Pista Premium: R$650 / R$325 (meia-entrada)
Cadeira Inferior: R$400 / R$200 (meia-entrada)
Pista: R$320 / R$160 (meia-entrada)
Cadeira Superior: R$220 / R$110 (meia-entrada)
Ingressos pela internet, AQUI
Pontos de venda, AQUI
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
domingo, 18 de outubro de 2015
Saiba que músicas o Muse deve tocar no Brasil essa semana
Foto: Divulgação
Essa semana, o grupo liderado por Matthew Bellamy toca no Rio de Janeiro (dia 22, no HSBC Arena) e em São Paulo (dia 24, no Allianz Parque). Aclamados mundialmente como uma das bandas mais originais do rock alternativo, os britânicos acabaram de lançar seu novo disco, Drones [leia a resenha AQUI]. Com sete álbuns na bagagem, a banda chegou ao seu ápice popular com o lançamento de Black Holes & Revelations (2006) que possui clássicos como "Supermassive Black Hole" e a cultuada "Knights Of Cydonia". O Muse conquistou vários prêmios ao longo da sua carreira, incluindo cinco MTV Europe Music Awards, cinco Q Awards, nove NME Awards, dois Brit awards, quatro Kerrang! Awards e um American Music Awards. O grupo também foi nomeado em três prêmios Grammy.
No Brasil
O trio já veio ao país algumas vezes. A banda veio pela primeira vez em 2008, onde passou inclusive pelo festival Porão do Rock, em Brasília. Em 2011, vieram abrindo para o U2. Dois anos depois foram responsáveis por um dos melhores shows do Rock in Rio 2013, e retornaram no ano seguinte como headliner do Lollapalooza Brasil. Nas duas últimas passagens, eles divulgavam o álbum The 2nd Law, que mesmo dividindo a opinião dos fãs, possui uma das mehores faixas da carreira do grupo, "Supremacy".
Provável Setlist
Tomando como base os últimos dez shows do grupo, fica meio óbvio que o Muse deve manter o protocolo, e assim, repetir o mesmo repertório (baseado nos discos Drones e Absolution). Confira abaixo o provável setlist que a banda deve tocar nos shows do Rio e São Paulo.
"Psycho" / "Reapers" / "Plug In Baby" / "The Handler" / "The 2nd Law: Unsustainable" / "Dead Inside" / "Interlude" / "Hysteria" / "Citizen Erased" / "Apocalypse Please" / "Munich Jam" / "Madness" / "Supermassive Black Hole" / "Time Is Running Out" / "Starlight" / "Uprising" / "Mercy" / "Knights of Cydonia"
RIO DE JANEIRO (RJ)
Data: Quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Local: HSBC Arena - Av.Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca
Horário: 22h
Classificação etária: 14 anos
INGRESSOS
Pista Premier: R$700 / R$350 (meia-entrada)
Camarote: R$650 / R$325 (meia-entrada)
Pista: R$360 / R$180 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1 - Lateral: R$360 / R$180 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1 - Central: R$330 / R$165 (meia-entrada)
Cadeira Nível 3: R$250 / R$125 (meia-entrada)
Ingressos pela internet, AQUI
Pontos de venda, AQUI
SÃO PAULO (SP)
Data: Sábado, 24 de outubro de 2015
Local: Allianz Parque - Rua Turiassú, 1840 - Perdizes
Horário: 21h
Classificação etária: 14 anos
INGRESSOS
Pista Premium: R$650 / R$325 (meia-entrada)
Cadeira Inferior: R$400 / R$200 (meia-entrada)
Pista: R$320 / R$160 (meia-entrada)
Cadeira Superior: R$220 / R$110 (meia-entrada)
Ingressos pela internet, AQUI
Pontos de venda, AQUI
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Muse: Do Pior ao Melhor
Imagem Ilustrativa
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| A discografia do Muse avaliada na série "Do Pior Ao Melhor" |
Em sua nova turnê mundial, que passará pelo Brasil este mês, a banda inglesa Muse está promovendo o novo álbum, Drones [saiba tudo sobre os shows AQUI]. Uma turnê gigantesca para uma das bandas que mais proeminência ganhou nos últimos anos. O repertório dos shows é bastante calcado no novo disco, mas abre espaço para músicas de toda a discografia da banda, que já conta com sete álbuns de estúdio. Mas qual seria o melhor disco da banda até agora? Qual seria o pior? Quais elementos e características serviriam para elencar cada um deles em ordem de importância para a banda e para os fãs? Abaixo, fizemos um ranking Muse: Do Pior ao Melhor - avaliando a discografia dessa que é uma das bandas mais originais do rock alternativo.
Concordou com a lista? Discordou da ordem dos discos? Então deixe também as suas sugestões nos comentários e concorra a um super kit da banda - com blusa, caneca e um CD "Drones".
7 'The Resistance' (2009)
Após o sucesso de Black Holes And Revelations - que concretizou a fama da banda no hemisfério norte do planeta -, esperava-se um disco poderoso, que congregasse o melhor do grupo. The Resistance até que tem seus méritos, mas ficou muito aquém da expectativa. O disco é bem mais leve do que os três anteriores, com pouquíssimas surpresas e raros momentos de empolgação. “Uprising” e “United States of Eurasia” com certeza são ótimos momentos que mostram o espectro de influências da banda, indo de Queen ao metal de arena, mas é muito irregular enquanto álbum completo, sofrendo com a obrigação de possuir baladas e músicas mais pop e acessíveis. Matt Bellamy criou uma expectativa absurda quando disse que estava compondo para orquestra pela primeira vez e que isso seria usado em uma parte épica do álbum. Quando The Resistance finalmente foi lançado e ouvimos a trilogia “Exogenesis”, a tal composição para orquestra não passava de algumas linhas harmônicas e melódicas executadas com bastante simplicidade, sem as camadas sonoras que composições realmente para orquestra geralmente criam. A presença da orquestra poderia ser imponente no discurso, mas fez pouquíssima diferença na música do grupo.
6 'Showbiz' (1999)
Um baita primeiro disco do Muse, mostrando uma banda que já pensava grande, que tinha boa mão para o rock’n’roll e características próprias. Antes de todas as letras sobre dominação global, revolução e teorias da conspiração, Showbiz apresentava temas mais próximos do público jovem - que só foi aumentando. Embora já apresentasse composições bastante redondinhas, a pegada mais roqueira apresentada com “Muscle Museum” ficou um pouco apagada no restante do álbum. Faixas como “Uno”, “Cave”, “Unintended” e “Sunburn” são o destaque, deixando pouco espaço – e real interesse – para o restante. É um excelente disco para uma estreia, mas o que se seguiu o fez parecer um debut apenas OK, no geral, com vários bons momentos.
5 'The 2nd Law' (2012)
Três anos após The Resistance, que não foi tão rock’n’roll e nem tão inventivo quanto se esperava, era chegada a hora de o Muse mostrar as garras. Novamente, não foi o que aconteceu. “Supremacy” com certeza foi uma introdução épica e que, graças ao punch da guitarra de sete cordas, parecia indicar um álbum altamente promissor, mas a agressividade do disco acabou redundando nesta primeira-faixa. “Madness” é simples e bonita, se beneficiando da dinâmica, que manipula as emoções do ouvinte. “Panic Station” é a veia funk da banda vindo à tona para criar um dos momentos mais divertidos da discografia. E “Survival”, com seu crescendo sem fim, foi o segundo momento de força bruta do disco. Outras faixas, como “Explorers”, “Big Freeze”, “Save Me” e “Animals” ficam a meio caminho da balada e do rock. São boas e compõem um conjunto muito coeso, mas nada que a banda já não tenha feito antes.
4 'Drones' (2015)
Após dois discos seguidos não entregando a força roqueira que se esperava, a banda volta a apostar na agressividade e Drones marca o retorno da sonoridade mais guitarreira, que não aparecia com tanto ímpeto desde Black Holes and Revelations. O eletro-rock dos ingleses marca presença (“Dead Inside”), assim como uma levada mais blues-rock (“Psycho”) e uma pegada extremamente forte e agressiva (“Reapers” e “The Handler”), sem abrir mão das músicas que flertam com o pop (“Revolt” e “Defectot”), da música pensada milimetricamente para rádio (“Mercy”) e uma balada bem ao estilo de BH&R (“The Aftermath”). Na épica “The Globalist” eles quase cometem o mesmo erro de “Exogenese”, mas a longa passagem instrumental composta por riffs musculosos de Matt e do baixista Christopher Wolstenholme criam uma das melhores passagens de Drones.
3 'Origin Of Symmetry' (2001)
O segundo disco da banda foi aquele que os colocou de vez no mapa, ainda que isso não quisesse dizer que tivessem se tornado amplamente conhecidos. Digamos que Origino Of Symmetry tem rock do começo ao fim, baixos distorcidos a todo momento, um eletro-rock melhor desenvolvido do que em Showbiz e muito mais confiança no que faziam, o que é perceptível pela carga elétrica em músicas como “Plug In Baby”, “Citizen Erased”, “New Born”, “Bliss” e até em “Feeling Good” - cover da famosa música gravada por Nina Simone. Mas não podemos esquecer de como “Micro Cuts”, “Screenager”, “Dark Shines” e “Futurism” também são faixas exemplares entre os lados B do trabalho, propondo uma sonoridade densa e que até a própria banda parece ter esquecido na gaveta em todos os lançamentos mais recentes. Não por acaso, foi com Origin of Symmetry que começaram as comparações do Muse com o Radiohead. De fato, há algo de The Bends (1995) no álbum, como se fosse uma versão mais pesada e mais cheias de teclados. As comparações continuaram, mas há pouca coisa que as sustente para além deste álbum. Embora o Muse tenha lançado mão de uma variedade de estilos diferentes para compor os álbuns seguintes (indo do flamenco ao metal, da música erudita ao funk), Origin of Symmetry é o mais experimental dentro de um mesmo estilo sonoro. Sobretudo por isso é um dos mais bem avaliados discos da carreira dos ingleses.
2 'Black Holes And Revelations' (2006)
O disco que consolidou de vez o Muse em diversos mercados fora da Europa e, sobretudo, entre o importante (vasto e consumidor) público dos Estados Unidos. Os temas são políticos e diversas faixas são épicas. É um trabalho muito equilibrado que possui o eletro-rock mais descaradamente pop já feita pelo grupo (“Supermassive Black Hole”), a balada mais famosa (“Starlight”, com sua linha de bateria que em código Morse significa “peitos”) e talvez a faixa mais imortal do repertório ao vivo do grupo até agora (“Knights of Cydonia”). Um disco bem dosado entre baladas e rock que não deixa o nível de excitação cair. “Take a Bow”, a introdução, contém uma mensagem política digna de manifestações e protestos ao mesmo tempo em que coloca o rock do Muse no espaço. A supereletro “Map of the Problematique” é uma canção de amor disfarçada de crítica à sociedade. “Invincible” é a faixa que inaugurou uma fórmula de compor músicas bonitas que a banda repetiria em todos os discos seguintes. “Assassin”, “Exo-Politics” e “City of Delusion” formam uma tríade de lados B eficientes e que atestam a maturação da sonoridade iniciada em Origin of Symmetry.
1 'Absolution' (2003)
Absolution é o álbum preferido de muitos fãs e até de quem não é mais tão fã assim. O tipo de trabalho em que até o que não é perfeito cai bem e vira um motivo de destaque do restante da produção roqueira de sua época, coisa que aconteceu bastante com o Black Sabbath ao longo dos anos 70, sobretudo com Master of Reality. “Apocalypse Please” já apresenta o clima pesado e todos os elementos que criaram a sonoridade do Muse: os grandes pianos, os sintetizadores subindo e descendo escalas, o baixo distorcido e o vocal alto e emocional de Matt. Em seguida, faixas que mostram como a banda combina bem rock intenso com pop: “Time Is Running Out” e a balada “Sing For Absolution”. Há ainda duas das faixas mais nervosas da banda, “Hysteria” e “Stockholm Syndrome” que foram encontrar uma nova equivalente apenas 11 anos depois, com “Reapers” de Drones. Sem falar em “Butterflies and Hurricanes” e “Endlessly”, que parecem encontrar a pulsação do corpo e fazer com que você não queira mais se livrar da tensão de ambas. O disco tem um repertório tão bom e variado que dele saíram nada mais do que seis singles. Diversos maneirismos estilísticos que Matt exibe até hoje – o que inclui técnicas e timbres de guitarra – tiveram origem em Absolution. Funcionaram tão bem que ele nunca mais abandonou a distorção grave (combinada com a distorção de baixo) e filtrada por um pedal para que seu overdrive soe sempre moderno (e não vintage), bends e trêmolos que se ajustam a sua interpretação vocal. Na turnê de Drones, o Muse tem mantido uma média de 18 canções por show. Quatro delas são do novo álbum e o restante de toda a discografia (com a notável exceção de faixas de Showbiz). Absolution comparece com “Hysteria”, “Stockholm Syndrome”, “Apocalypse Please”, a obrigatória “Time Is Running Out” e até com a curtinha “Interlude”. Isso demonstra a importância e a preferência das canções desse álbum pelos fãs e a importância dele para a banda. Absolution foi lançado antes de o Muse ganhar os EUA e o mundo e excursionar por estádios, o que indica que lá se vão 11 anos de permanência entre o material mais promissor e marcante que a banda produziu. Por isso, merece o primeiro lugar.
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Muse
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
domingo, 14 de junho de 2015
Saiba tudo sobre os shows do Muse no Brasil
O Muse volta ao Brasil este mês para duas concorridas apresentações. O grupo liderado por Matthew Bellamy toca no Rio de Janeiro (HSBC Arena) dia 22; e em São Paulo (Allianz Parque) no dia 24. Aclamados mundialmente como uma das bandas mais originais do rock alternativo, os britânicos acabaram de lançar seu novo disco, Drones [leia a resenha AQUI]. Com sete álbuns na bagagem, a banda chegou ao seu ápice popular com o lançamento de Black Holes & Revelations (2006) que possui clássicos como "Supermassive Black Hole" e a cultuada "Knights Of Cydonia". O Muse conquistou vários prêmios ao longo da sua carreira, incluindo cinco MTV Europe Music Awards, cinco Q Awards, nove NME Awards, dois Brit awards, quatro Kerrang! Awards e um American Music Awards. O grupo também foi nomeado em três prêmios Grammy.
No Brasil
O trio veio ao país pela primeira vez em 2011, quando abriram para o U2. Dois anos depois foram responsáveis por um dos melhores shows do Rock in Rio 2013, e retornaram no ano seguinte como headliner do Lollapalooza Brasil. Nas duas últimas passagens, eles divulgavam o álbum The 2nd Law, que mesmo dividindo a opinião dos fãs, possui uma das mehores faixas da carreira do grupo, "Supremacy".
RIO DE JANEIRO (RJ)
Data: Quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Local: HSBC Arena - Av.Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca
Horário: 22h
Classificação etária: 14 anos
INGRESSOS
Pista Premier: R$700 / R$350 (meia-entrada)
Camarote: R$650 / R$325 (meia-entrada)
Pista: R$360 / R$180 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1 - Lateral: R$360 / R$180 (meia-entrada)
Cadeira Nível 1 - Central: R$330 / R$165 (meia-entrada)
Cadeira Nível 3: R$250 / R$125 (meia-entrada)
Ingressos pela internet, AQUI
Pontos de venda, AQUI
SÃO PAULO (SP)
Data: Sábado, 24 de outubro de 2015
Local: Allianz Parque - Rua Turiassú, 1840 - Perdizes
Horário: 21h
Classificação etária: 14 anos
INGRESSOS
Pista Premium: R$650 / R$325 (meia-entrada)
Cadeira Inferior: R$400 / R$200 (meia-entrada)
Pista: R$320 / R$160 (meia-entrada)
Cadeira Superior: R$220 / R$110 (meia-entrada)
Ingressos pela internet, AQUI
Pontos de venda, AQUI
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
DISCOS: MUSE (DRONES)
MUSE
Drones
Warner Bros; 2015
Por Lucas Scaliza
Drones, a nova empreitada do trio inglês Muse, tem como tema as guerras modernas, os drones e a ética que este tipo de combate envolve. São questões que já vem sendo debatidas há algum tempo e até geraram ótimos livros teóricos, sociológicos e filosóficos como Teoria do Drone, do filósofo francês Grégoire Chemayou. Black Holes and Revelations (2006), o melhor disco da banda até agora, já estava carregado de mensagens que perpassavam o estado caótico da sociedade e dos indivíduos. The Resistance era sobre os efeitos nocivos da globalização desenfreada aceita passivamente como “modernidade”; e The 2nd Law lidava com todas essas questões e, de lambuja, trazia algumas reflexões sobre o colapso de recursos naturais. Todos eles com inclinações para teorias da conspiração e paranoia.
Sendo assim, a análise de Drones deve começar por sua capa: em uma tela, há sombras marchando como soldados. Todos idênticos, repetindo um movimento padronizado. Do lado de cá, um sujeito descabeçado controla um joystick. Mas esse sujeito é controlado por uma mão ainda maior. Seria o governo? Seria o Sistema? Seria o “The Globalist” de que fala uma das faixas? Seria alguma(s) força(s) oculta(s) por trás de toda a indústria da guerra? Embora a ética do combate teleguiado seja um dos temas, substituir a cabeça do soldado que controla o drone por mais um joystick indica que a banda não está pensando no assunto apenas superficialmente e vê as ligações necessárias que se deve fazer entre as estruturas do poder para vasculhar o assunto. A questão não envolve apenas as máquinas (drone), mas também todo o controle mental que acaba transformando os indivíduos em seres também programados ideologicamente e alienados.
A primeira faixa, “Dead Inside”, é a típica canção-Muse: eletro-rock levada pelo baixo, bateria bem marcada e um teclado para completar. É só após a metade que a faixa ganha força e mais pegada. É o início da história e apresenta nosso personagem e a lavagem cerebral a que é submetido. A letra é clara em sua mensagem: “Você me ensinou a mentir, sem deixa vestígios/ E a matar sem remorso/ Por fora sou uma ótima pessoa/ Agora, estou morto por dentro”, Matt canta. “Psycho” é um eletro blues com riffs poderosos que poderia muito bem figurar em algum ponto da carreira de Marilyn Manson. Acompanhada por vozes de atores que fingem ser um sargento e um soldado dos tipos encontrados em "Nascido para Matar", testemunhamos a quebra mental do soldado para se tornar o assassino psicótico e frio que as forças armadas precisam para poder “matar por um controle remoto”. “Mercy” é a primeira balada de Drones e apresenta a teoria da conspiração, com “homens encapuzados”, “fantasmas e sombras” que controlam tudo por trás dos panos ou dos poderes estabelecidos (“Powers That Be”). Uma faixa com refrão forte, mas no geral não apresenta criatividade, repetindo estruturas já amplamente testadas pela banda.
A poderosa e guitarreira “Reapers” é a melhor faixa que Matt, Dominic e Christopher compuseram nos últimos anos. Rock’n’roll em um nível bastante alto, cheia de riffs e agressividade, com boas viradas e um solo que faz uma ótima utilização do pedal de Whammy. Aquele tipo de música que fica ótima ao vivo. A letra assume o ponto de vista de uma vítima dos drones, perseguida por um inimigo sem rosto, sem nome, armado com mísseis e capaz de transformar qualquer lugar em um campo de batalha. Longe de ser uma das grandes faixas do disco, “The Handler” contribui com a pegada mais direta. Já o estilo mais glam e o lado Queen do Muse se revelam dessa vez nas boas “Defector” e “Revolt”. São as faixas que equivalem a outras boas misturas que resultaram em “Supermassive Black Hole”, “Panic Station” e “I Belong To You”. No entanto, havia mais entrega ao glamour e ao pop descarado nas faixas anteriores. Mas se “Defector” e “Revolt” perdem em brilho, ganham em peso e uma pegada levemente mais rock, principalmente “Defector”. “Revolt” tem o único refrão dançante de Drones.
“The Aftermath”, a segunda balada do disco, apresenta uma orquestração que permeia toda a faixa e até rouba espaço do som da banda. Mas Matt Bellamy consegue incluir ali um solo bastante sensual na introdução e a escolha de notas de Wolstenholme faz a diferença. Se por um lado a orquestração é bem feita e evita o melodramático e o épico, não faz muito mais do que apenas acompanhar e dar mais corpo à harmonia da canção ao invés de propor alguma outra ideia melódica ou harmônica, como acontece com o sopros em How Big, How Blue, How Beautiful de Florence + The Machine.
“The Globalist”, com 10 minutos de duração, é a maior música já gravada pelo Muse em seus sete álbuns. O assobio western e a escala musical usada por Matt no solo de introdução a fazem parecer uma irmã mais velha de “Knights of Cydonia” dividida em quatro seções. O tema dessa canção é o fim do mundo, em uma terceira grande guerra por meio de… Drones, claro. Assim como “Exogenese”, é uma faixa que mira alto demais e não entrega algo à altura da expectativa. Pelo menos a última faixa, “Drones”, é quase uma elegia em forma de música sacra. Mais precisamente, é um canto que adapta o hino “Sanctus et Benedictus”, datado do século 16.
Desde que entraram em estúdio, a banda disse que seria uma “volta ao básico”. Bem, digamos que é uma volta ao som mais direto, pulsante, calcado realmente na capacidade de três músicos (mais um tecladista ao vivo) de fazerem os falantes do seu aparelho de som e fones de ouvido saltarem com força, mantendo sempre um ritmo empolgante. Ou seja, o som que fez a banda ser amplamente reconhecida com Absolution (2003) e Black Holes and Revelations, mas que ficou diluído em baladas, experimentação eletrônica e orquestração nos dois últimos discos. Contudo, os elementos eletrônicos continuam presentes, assim como as orquestrações, mas em menor quantidade. Vale ressaltar que o riff de “Psycho” data de improvisos ao vivo feitos pelo grupo desde 1999.
Drones não é o melhor disco dos ingleses e nem o mais criativo (soando até meio frio em alguns momentos), mas é seguramente o álbum mais pesado e que resgata a posição de banda vigorosa. Se não fosse o alarmismo com que denuncia a lavagem cerebral que pode transformar toda a humanidade em marionetes, esse disco poderia até mesmo virar um bastião do pop com conteúdo. Mas no frigir dos ovos, o senso de espetáculo ainda é maior do que a seriedade da denúncia.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Ouça a nova música do Muse; disco novo sai em junho
O novo disco do Muse já tem data para chegar às lojas. Drones será lançado no dia 9 de junho, e de acordo com Matt Bellamy, o grupo vai investir em algo mais pesado e, que segunde ele, pode ser considerado uma espécie de volta às raízes. “O próximo álbum será mais básico, sem experimentações como batidas eletrônicas e sinfonias”, afirmou Matt. O frontman também explicou o título do álbum, que segundo ele, vem para recriminar o modelo que a sociedade se encontra hoje. "O álbum explora a jornada de um ser humano, a partir do abandono e da perda de esperança até o processo de doutrinamento pelo sistema, para se tornar um "drone humano", declarou Bellamy. Para aumentar a ansiedade dos fãs, a banda acaba de liberar o primeiro single do álbum, "Psycho", que pode ser conferida abaixo.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Muse divulga vídeo das gravações de seu seu novo disco; assista!
O Muse está em estúdio preparando o sucessor de The 2nd Law (lançado em 2012). Drones será lançado no segundo semestre, e de acordo com Matt Bellamy, o grupo vai lançar algo mais pesado e, que segunde ele, pode ser considerado uma espécie de volta às raízes. Para aumentar a ansiedade dos fãs, a banda vem publicando imagens do processo de produção do disco com a hashtag #musedrones. “Eu tenho a forte sensação de que o próximo álbum será mais básico, sem experimentações como batidas eletrônicas e sinfonias”, afirmou Matt. A última vez que Muse veio ao Brasil foi no ano passado para um show no Lollapalooza. Assista abaixo algumas imagens do grupo em estúdio preparando seu novo álbum.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sábado, 14 de setembro de 2013
ROCK IN RIO 2013 - MUSE
Foto: Bruno Eduardo
Muse confirma posição de headliner com visual moderno e som vigoroso
Por Bruno Eduardo
O Muse foi a primeira banda a justificar o telão de última geração, que Roberto Medina fez questão de frisar como a “maior novidade do Palco Mundo”. Seguindo uma cartilha já batida por grupos como Nine Inch Nails e U2, a banda liderada por Matt Bellamy mostrou que sabe dosar como poucos, a união entre o rock e os efeitos visuais. Nem tão “cafona” quanto os colegas do 30 Seconds To Mars, o grupo se utilizou de luzes, imagens, e instrumentos iluminados para incrementar a “psicodelia moderninha”, mas sempre acompanhados de um som robusto (tecnicamente falando).
Divulgando seu mais recente álbum, The 2nd Law, coube ao riff pesado de “Supremacy”, a tarefa de abrir o show do Muse, seguida por "Supermassive Blackhole" - do bom disco Black Hole and Revelations, lançado em 2006 – e "Hysteria". Mesmo com um início enérgico, ficou uma leve impressão de que o grupo tenha perdido um pouco a força no decorrer da apresentação. Muito provavelmente pelo passeio da banda por sua fase menos visceral, mais progressiva (se é que podemos chamar assim).
Vale destacar também, que o som do grupo ganha peso ao vivo - constatado em músicas como “Liquid State”, por exemplo. A banda ainda fez referência ao hino do grupo Rage Against the Machine, “Freedom”, e terminou ao som da épica “Knights of Cydonia”. Mesmo contestado por alguns, o Muse acabou por justificar o posto de headliner com um show de gente grande.
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