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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Entrevista Megadeth: Kiko Loureiro fala sobre shows no Brasil, relação com Mustaine e novo disco da banda

Formação original do Megadeth com o guitarrista Kiko Loureiro
Por Bruno Eduardo

O Megadeth chega ao Brasil nos próximos dias para finalizar a turnê do seu último trabalho de estúdio e que rendeu um Grammy, "Dystopia". Essa será a segunda passagem da banda pelo país com a turnê, mas a primeira vez no Rio de Janeiro com o guitarrista Kiko Loureiro, que conversou por telefone com o Rock On Board [assista na íntegra AQUI]. "A gente vai finalizar a turnê do 'Dystopia', que foi lançado em janeiro de 2016. Na verdade a gente só vai estar repetindo São Paulo. O Rio é novidade. Tem muito tempo que o Megadeth não toca no Brasil e eu fico muito feliz de poder tocar na minha cidade natal", disse.

A entrada do brasileiro parece ter dado um gás na banda, que conseguiu feitos históricos, como seu primeiro Grammy e uma das turnês mais extensas da carreira. Nas contas de Loureiro, foram mais de 150 shows em pouco mais de um ano, onde ele destaca os shows ao lado do Scorpions, com direito a apresentação no Madison Square Garden. 
"Para mim foi demais essa turnê com os caras do Scorpions. Foi um dos momentos mais felizes da vida poder jantar com Rudolf Schenker. Eu falei para ele: 'cara, o motivo de eu estar aqui hoje tocando guitarra foi aquele show de vocês no Rock in Rio" - Kiko Loureiro. 
A turnê com a banda alemã deveria encerrar a turnê, mas o convite para tocar em dois festivais na América do Sul (incluindo o Monsters Of Rock na Argentina), deu ao grupo a oportunidade de poder voltar ao Brasil, principalmente ao Rio, já que a banda não incluiu a cidade em sua primeira perna da turnê por conta das olimpíadas de 2016. "O set do palco será um pouco diferente do que os fãs assistiram no ano passado e o repertório terá algumas mudanças também. Obviamente as músicas mais lendárias e icônicas sempre estarão no set, como qualquer banda que tenha uma história grande, mas também vamos tocar algumas músicas diferentes do passado e do presente do Megadeth", garantiu.


O álbum 'Dystopia', unanimidade entre fãs e crítica, levou o Megadeth a sua melhor colocação nas paradas desde os anos noventa, superando 'Youthanasia' (lançado em 1994). O disco estreou na terceira colocação com quase 50 mil cópias vendidas na primeira semana. E qual teria sido a real contribuição do brasileiro no disco? Será que foi fácil ele se encaixar no estilo mais thrash da banda? Loureiro ressalta que os toques de Dave Mustaine foram fundamentais para ele conseguir colocar seu estilo no álbum. "O Dave tem um jeito diferente de tocar e eu aprendi muito com ele para ser mais Megadeth na hora de gravar. Principalmente na hora de gravar. Agora nos shows também. Pra tocar as músicas antigas ele me dá vários toques, do lance da pegada mesmo né? Porque eu sempre fui um cara mais variado no que diz respeito a estilo de tocar guitarra. Muito mais preocupado em tocar mais limpo, mais técnico. O Dave é o contrário. Ele tem um punk rock no jeito dele de tocar o thrash", explica. 

Mas ele faz questão de frisar também, que o líder da banda o deixa à vontade para dar ideias e trazer um pouco do seu estilo. "Ele me dá os toques sobre o conceito da banda, que já tem uma estrada enorme e é natural que eu tenha que me encaixar no conceito. Mas eu também posso dar minha opinião, e me sinto totalmente à vontade para falar", afirma. Kiko Loureiro aproveitou também para falar de sua relação com Mustaine, comentando inclusive sobre um vídeo que virou meme nas redes sociais [assista abaixo], onde recebe um olhar fulminante durante uma brincadeira no estúdio.
"A minha relação com o Dave é muito tranquila. Ele é um cara super exigente, super profissional e super ligado em tudo que está acontecendo. Então você tem que ficar esperto e entregar as coisas na melhor qualidade possível. Eu também tenho a minha fama de exigente, mas isso é normal para quem quer fazer o melhor. Mas comigo ele é tranquilo".

"Esse vídeo é muito engraçado. Eu nem sou um cara de fazer muita brincadeira, mas o clima era tão sério que eu era o cara que dava um relax lá. Tentei descontrair um pouco no estúdio, para trazer um momento mais leve, já que o clima de gravação é muito tenso às vezes. Na verdade, eu até hoje não sei se ele me olhou sério ou se ele estava brincando também (risos)" [sobre o vídeo acima].
Feliz de estar na banda, Kiko fez questão de desmentir os boatos que rolaram nas redes sociais de que ele tinha saído do Megadeth. "Cara, aquilo me deixou muito chateado. Eu estava tendo os meus filhos no momento e totalmente off. Fiquei com medo do pessoal achar que eu tinha realmente desistido de seguir em frente com eles", e classificou a situação como uma brincadeira de mau gosto de um fã clube do grupo, do qual ele faz questão de não citar nem o nome. Inclusive, ele já projeta o futuro com Megadeth, no qual garante ter em vista novo material para o próximo ano. "A gente deve focar em material novo para o ano que vem pois a turnê acabou se estendendo. Então o ideal é estarmos focados em 2018 para um novo lançamento.

O Megadeth toca em São Paulo no dia 31 de outubro e segue no dia seguinte para o Rio de Janeiro (01 de novembro), onde não se apresenta desde 2013, quando abriu para o Black Sabbath na Apoteose. A abertura dos shows é da banda Vimic, que conta na sua formação com o ex-baterista do Slipknot, Joey Jordison.

Confira abaixo a entrevista na íntegra no "Alô Rock"

SÃO PAULO
Data:  31 de outubro de 2017, terça-feira
Local: Espaço das Américas 
Endereco: Rua Tagipuru, 795, Barra Funda - São Paulo - SP
Horário do evento: 22h 
Abertura dos portões: 19h30
Classificação etária: 18 anos
Valores:
Pista Premium:  Lote 1- Inteira R$360 /Meia entrada R$180 
Pista: Lote 1- Inteira R$200 /Meia entrada R$100 
Mezanino: Inteira R$400 / Meia entrada R$200 

RIO DE JANEIRO
Data: 01 de Novembro de 2017, quarta-feira (véspera de feriado)
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
Horário do evento: 22h 
Abertura dos portões: 20h
Classificação etária: 18 anos. Menores de 18 anos entram acompanhados dos pais/responsáveis.
Atenção: para setores com mesa, a compra de um ingresso garante um assento na mesa selecionada, mas não em uma cadeira específica. Os assentos são ocupados por ordem de chegada. 
Valores:
Camarote A: R$360
Camarote B: R$280
Balcão: R$240
Frisa: R$300
Pista Vip Lote 1: R$360
Pista Vip Lote 2: R$400
Pista Vip Lote 3: R$440
Pista Lote 1: R$180
Pista Lote 2: R$200
Pista Lote 3: R$220

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

The Rasmus fala com exclusividade sobre novo álbum: "Tem a nossa assinatura!"

The Rasmus promete álbum com vários elementos diferentes
Por Juliana Del Rosso

Aki Hakala e Lauri Ylönen, respectivamente baterista e vocalista da banda finlandesa The Rasmus, desembarcaram em São Paulo neste Domingo (24). Os músicos vieram para divulgar o novo álbum do grupo, Dark Matters, que lançado no próximo dia 06 de Outubro.

O Rock on Board conseguiu uma entrevista exclusiva e conversou com os caras para saber mais sobre o álbum de inéditas, sobre o processo de criação pelo qual passou a banda e, claro, sobre as expectativas e percepções do The Rasmus sobre o Brasil e o público brasileiro.

Vale lembrar que a última passagem do The Rasmus pelo Brasil se deu em meados de 2006, quando o quarteto se apresentou em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Curitiba, e interpretou músicas dos seus álbuns “Hide From The Sun” e “Dead Letters”. Apesar da estadia breve e do tempo que se passou desde então, Lauri e Aki falaram dos fãs brasileiros com muita empolgação e lamentaram a ausência prolongada: "Eu não sei porque demoramos tanto tempo para voltar - foram onze anos! Ficar longe, no entanto, às vezes faz com que as experiências se tornem ainda mais significativas”, disse Ylönen.

Antes de começarmos a falar sobre o Dark Matters... Quando vocês se apresentaram no Pop Rock Brasil, em Belo Horizonte, fizeram um show para um grande público e foram ovacionados. Como foi essa experiência?

Aki: Eu não lembro tanto do festival em si, mas eu estava assistindo novamente a alguns vídeos do show [de Belo Horizonte] com o Lauri e, durante In The Shadows, nós vimos que multidão cantava com os braços para o alto e pulando muito. Eram vinte mil pessoas, talvez mais. Foi uma experiência realmente especial.

Quais são as memórias mais marcantes que vocês têm da sua última vinda ao Brasil?

Aki: (Risos) As mulheres, a caipirinha e o… Como vocês chamam mesmo? Churrasco! Precisamos comer isso de novo.
Lauri: Acho que uma coisa que me marcou muito nessa cidade foi essa multidão de arranha-céus. Quando você desce de avião e vê a quantidade de edifícios, isso é muito impactante. Especialmente para alguém que veio de Helsinki, que tem uma população bem menor.

"O Dark Matters tem a assinatura do The Rasmus, especialmente porque a voz do Lauri continua muito presente. Mesmo com as sonoridades diferentes, a música continua sendo nossa", Aki.
A cidade de São Paulo tem cerca de doze milhões de habitantes.

Lauri: É maior que a Finlândia inteira!

Falando agora sobre o Dark Matters… Foram lançados quatro singles até agora (Paradise, Silver Night, Nothing e Wonderman), e os quatro são bem diferentes entre si. O que podemos esperar do Dark Matters?

Lauri: Sim, as músicas são bem diferentes. Quando você pega "Nothing" e "Wonderman", por exemplo, você vê músicas que são perfeitamente opostas. “Wonderman” possui até uma parte que lembra rap. Preferimos experimentar a repetir uma fórmula que já fez sucesso antes. No fim, fazer música tem a ver com não ter medo de tentar.
Aki: O Dark Matters tem a assinatura do The Rasmus, especialmente porque a voz do Lauri continua muito presente. Mesmo com as sonoridades diferentes, a música continua sendo nossa.

Como foi o processo de criar o Dark Matters? Quais foram as inspirações, as dificuldades, pensamentos?

Lauri: Em termos de letras, eu escrevo sobre coisas pelas quais pessoas próximas passaram, mas especialmente sobre experiências que me dizem respeito. Recentemente eu me mudei para Los Angeles, entrei em um processo de divórcio - essas coisas acabam influenciando o processo de composição. A música em si passa por várias influências. Nós já tentamos pop, rock, hip hop…
Aki: Reggae também!
Lauri: Reggae também. (risos)
Aki: Nesse CD fizemos várias experimentações. Temos até mesmo uma balada, que é bem diferente. Estamos ansiosos para mostrar.

A música Wonderman faz parte da trilha sonora do filme “Rendel”, que não é apenas um filme de super-heróis, mas um filme sobre um super-herói finlandês, o que é bastante novo para nós. Como foi o processo de fazer parte da trilha sonora?

Lauri: Isso é bem interessante. Há cerca de dois anos, estávamos escrevendo uma música sobre um garoto que era vítima de bullying e que, por isso, criava um espaço em que pudesse ser um super-herói. Eero, nosso baixista, também é envolvido com cinema e estava trabalhando com o Jesse Haaja, diretor de “Rendel”. Ele apresentou a música ao diretor, que percebeu similaridades com a história.
Aki: Foi mesmo uma conexão.

Vocês já devem ter ouvido essa pergunta antes, mas qual das músicas do Dark Matters é a preferida de vocês?

Lauri: Eu estava ouvindo novamente o CD no avião e pensei que eu estou muito ansioso para cantar “Empire” ao vivo. E ansioso para ouvir o Aki fazer a introdução na bateria.
Aki: Eu também gosto muito de Empire. Existe também uma música chamada “Dragons into Dreams”, que eu quero muito tocar ao vivo. É um CD bem diferente.

"Eu tinha dezesseis anos quando escrevi e gritava que “eu não posso ser eu”. Eu sempre fui diferente; tinha cabelo diferente, colorido, me vestia diferente. Esses dias eu estava ouvindo essa música e fiquei surpreso", Lauri.
Pensando em todas as músicas do The Rasmus, qual é a preferida de vocês?

Lauri: (pausa) A minha música preferida… Acho que é Myself, do nosso primeiro álbum. Eu tinha dezesseis anos quando escrevi e gritava que “eu não posso ser eu”. Eu sempre fui diferente; tinha cabelo diferente, colorido, me vestia diferente. Esses dias eu estava ouvindo essa música e fiquei surpreso.
Aki: É como se fosse um diário.
Lauri: Isso.
Aki: In The Shadows é bem importante para mim, talvez por ser a música que fez com que a nossa banda saísse da Finlândia. Fomos primeiro para a Suécia com ela. Imagino que deve ter tocado nas rádios do Brasil também. Foi a partir dela que conseguimos sair de Helsinki.

Temos datas para uma possível turnê no Brasil?

Aki: Não, ainda não. Talvez Maio do ano que vem, mas ainda não temos certeza.

Para finalizar, como vocês se veem hoje em dia? Em termos profissionais e musicais?

Lauri: Eu me sinto um cara extremamente sortudo.
Aki: Eu acho que, depois de tanto tempo, finalmente aprendemos a fazer isso.
Lauri: Tarde demais.
Aki: (risos) Tarde demais.

O novo álbum do The Rasmus, o Dark Matters, sai no dia 06 de Outubro! Fiquem de olho no Rock On Board para saberem mais sobre possíveis datas de shows por aqui.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Vocalista do 10.000 Maniacs fala sobre shows no Brasil: 'É sempre emocionante estar aí!'

A vocalista Mary Ramsey (centro) conversou com o Rock On Board por telefone
Por Bruno Eduardo

Uma das bandas mais influentes do pop rock mundial volta ao Brasil esta semana para shows em três capitais. O 10.000 Maniacs chega com a turnê de divulgação de seu novo disco, Playing Favorites, e vai se apresentar no dia 1º de junho em São Paulo (Espaço das Américas), no dia 02 de junho no Rio de Janeiro (Vivo Rio) e, no dia 03 de junho em Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna). Para falar mais sobre esses shows, o Rock On Board conversou por telefone com a simpática Mary Ramsey, vocalista da banda. Como a ligação foi por telefone-skype, a vocalista chegou a cogitar uma entrevista por vídeo. "A gente poderia conversar por vídeo né? Gostaria de poder te ver e conversar. Prefiro assim!", mas logo desistiu: "Melhor não. Meu cabelo está horrível agora! (risos)"

Com mais de 10 milhões de discos vendidos no mundo inteiro, o 10.000 Maniacs ajudou a definir o que muitos chamam de 'college rock'. A banda formada em 1981, já ultrapassa três décadas de estrada e volta com um novo disco na bagagem. Mary garante que o amor pela música e o carinho dos fãs é quem ainda motiva o grupo a seguir em frente. "Todos nós amamos música e é isso que vem nos mantendo. Ver a emoção do nosso público também nos motiva a continuar fazendo isso". 

Pouco antes da vocalista integrar a banda, o 10.000 Maniacs até chegou a fazer um relativo sucesso e ganhar disco de ouro com o álbum 'Blind Man's Zoo', lançado em 1989, mas foi só após gravar uma participação no MTV Unplugged (1993) que eles estouraram. Ao ser questionada se ainda lembrava de detalhes dessa gravação, Mary brincou: "Eu era apenas uma garotinha (risos). Mas eu lembro sim". E explicou que o formato do Unplugged proposto pela MTV naquela época era de poder mostrar uma versão diferente para bandas mais pesadas. Mas que no caso deles, era um encaixe perfeito.
"Na época, a MTV era muito assistida por causa dos clipes, e quando o MTV Unplugged surgiu, era como assistir a um show mais despojado, diferente do que você estava acostumado. Isso acontecia com bandas mais hard rock como Pearl Jam ou Nirvana, por exemplo. Mas quando você assiste ao acústico do 10.000 Maniacs, você percebe que era algo mais natural e apto para um modelo daquela forma, desplugado. E para mim, foi uma emoção realmente grande poder fazer parte disso"
Nessa ocasião, Mary tocava violino e fazia vocais de apoio para Natalie Merchant, que anunciou sua saída da banda pouco tempo antes de gravarem o Unplugged. Após a turnê desse álbum, Mary Ramsey assumiu de vez os vocais do grupo e gravou três anos depois um dos discos mais famosos da banda: 'Love Among The Ruins'. A turnê desse disco é muito marcante para a vocalista, que embora se confunda um pouco com as datas, lembra bem de sua primeira vez no Brasil. "Foi em 1997, não é mesmo? Tem tanto tempo que eu não lembro exatamente (risos)". Mas ela relembra o sucesso que a música "More Than This" teve no Brasil naquele ano.
"Eu acho que ela ('More Than This') estava tocando numa novela (Por Amor) e isso nos ajudou a vir ao Brasil. E uma vez que viemos, as pessoas eram tão encantadoras e agradáveis que nós gostamos muito daí. Nós temos um sentimento especial porque é um lugar tão distante e diferente do qual vivemos e mesmo assim, os fãs brasileiros sempre nos mostram de maneiras diferentes como é emocionante estar aí"


Em junho do ano passado, o 10.000 Maniacs, resolveu gravar um disco ao vivo para comemorar os trinta e cinco anos de carreira. 'Playing Favorites' é um registro de uma apresentação que aconteceu em Jamestown, reunindo as canções mais famosas da banda, como "These Are Days", "Because The Night", "Trouble Me" e "What's The Matter Here". Mary Ramsey explica que não haveria melhor maneira de comemorar isso do que em cima do palco, que é onde a banda gosta de estar. Para ela, é muito bom saber que ainda se sente assim. "É incrível a magia que você sente quando está no palco. Pensar que você está numa sequencia grande de shows e a cada noite você sentir algo diferente do público, saber que as pessoas simplesmente gostam da sua banda, como uma droga, que vicia (risos), é algo que te deixa animado", disse de forma bastante empolgada.

A vocalista também garantiu que a a banda já trabalha em novo material, e que o mesmo deve ser lançado quando a turnê terminar. De acordo com Mary, a banda ensaia essas músicas novas quando faz os soundchecks dos shows.
"Sim, nós já temos canções novas. Agora estamos muito ocupados dentro de aviões, mas todos temos esses sons em nossas cabeças e gravamos um pouco aqui e ali. Mas quando nos juntamos nas passagens de som, a gente toca pequenos pedaços dessas novas composições. Provavelmente iremos trabalhar melhor nisso quando tivermos um tempinho"
Com iniciativa da Top Cat Concerts, o Brasil recebe o 10.000 Maniacs essa semana, que chega com Mary Ramsey (voz e viola), Jerome Augustyniak (bateria), Dennis Drew (teclados e vocais), Jeff Erickson (guitarra e vocais), Steven Gustafson (baixo) e John Lombardo (guitarra e vocais).



SÃO PAULO (SP)
Data: 01 de junho de 2017, Quinta-feira
Local: Espaço das Américas
Endereço: R. Tagipuru, 795 - Barra Funda
Horário: 20h (Abertura da casa) / 22h (Início do show)
Ingressos:
SETOR PLATINUM - FILA 1 a 4: R$380 / R$190
SETOR AZUL PREMIUM - FILA 1 a 7: R$280 / R$140
SETOR AZUL - FILA 8 a 15: R$240 / R$120
SETOR A, B, C e D: R$200 / R$100
SETOR E, F, G e H: R$160 / R$80
SETOR I e J: R$160 / R$80
SETOR K e L: R$160 / R$80

RIO DE JANEIRO (RJ)
Data: 02 de junho de 2017, Sexta-feira
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Horário: 22h (show) / 20h (abertura da casa)
Censura: 18 anos
Ingressos:
Camarote A: R$320
Camarote B: R$280
Camarote C: R$200
Balcão: R$180
Frisa: R$190
Plateia 01: R$320
Plateia 02: R$280
Plateia 03: R$240
Plateia 04: R$200
Plateia 05: R$190

PORTO ALEGRE
Data: 3 de junho, Sábado
Local: Auditório Araújo Vianna
Endereço: Av. Osvaldo Aranha, 685
Horário: 21h
Classificação: 12 anos
Ingressos:
Plateia Alta Lateral: R$220 / R$110
Plateia Baixa Lateral: R$280 / R$140
Plateia Alta Central: R$310 / R$155
Plateia Baixa Central: R$340 / R$170
Plateia GOLD: R$380 / R$190

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Newsonic prepara novo disco para sua primeira turnê na Europa

Com shows marcados na Europa, Newsonic está com novo disco no forno
Em setembro, a banda Newsonic decola para sua primeira turnê na Europa. O grupo foi convidado pela produtora portuguesa Music For All para uma série de shows em Portugal e a excursão passará por Lisboa, Braga, Porto e Coimbra. Formada em 2011 na cidade de São Gonçalo (RJ), a Newsonic lançou o seu primeiro disco de estúdio em 2014, chamado "Novos Rumos". Com este trabalho, eles chamaram a atenção da produtora, que está no mercado em busca de talentos emergentes no mundo inteiro - principalmente em Portugal, Brasil, Angola, Espanha e Reino Unido. O vocalista da Newsonic, Anderson Khross, contou ao Rock On Board, que eles receberam a proposta num momento em que estavam totalmente concentrados na produção do novo material. 
"No início estranhamos o convite, pois não tínhamos noção de que nossa música pudesse realmente atravessar o oceano. Mas veio num momento excelente! Nossa expectativa é altíssima para essa turnê."
Contando com uma nova formação, a Newsonic pretende retratar essa boa fase no novo disco, que se chamará "Vorax" e será distribuído pelo selo Alternative Music Records. O vocalista adiantou que o álbum encontra-se em processo de finalização e que deve estar pronto antes da turnê. A previsão inicial era que ele fosse lançado no final do ano, mas a banda decidiu adiantar o lançamento, já que pretendem viajar com músicas novas para poder apresentar ao público lusitano. De acordo com Anderson, o álbum vai trazer uma nova sonoridade (mais pesada) e contará com cerca de 10 ou 11 faixas.
"As músicas estão mais técnicas e pesadas se comparadas ao nosso álbum anterior. O disco terá um novo direcionamento musical e estamos muito confiantes de que o público vai gostar", afirmou.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Entrevista: Linkin Park fala sobre novo disco e show no Brasil

Foto: Divulgação
Linkin Park é a atração principal do Maximus Festival, que acontece neste sábado
Por Bruno Eduardo e Rom Jom

O Linkin Park é uma das bandas de rock mais bem sucedidas deste século. Quase todos os seus álbuns de estúdio estrearam no topo das paradas e enfileiraram hits nas principais rádios do mundo. Para ter uma noção do impacto da banda no mainstream, o fenômeno Hybrid Theory (lançado em 2000) foi o único a não sair como número 1 da Billboard, mas ultrapassou a marca de 10 milhões de cópias vendidas, com direito a disco de diamante nos Estados Unidos. 

De volta ao Brasil como atração principal do Maximus Festival, a banda se prepara para mais um desafio com o lançamento de seu novo disco, One More Light, que estará disponível ao público no próximo dia 19. Por telefone, o guitarrista Brad Delson, falou conosco sobre este momento da banda e adiantou o que os fãs podem esperar desse álbum. De acordo com Brad, o grupo atravessa uma fase mais particular. "Esse novo disco é uma coisa que veio da própria alma, com canções mais pessoais. Posso dizer que ele revela a essência da banda hoje", afirma.

Quando falamos de Linkin Park, a primeira coisa que vem à cabeça é o rock fundido de guitarras pesadas, pianos e vocais rap que conquistou o planeta nos megahits "In The End", "Crawling" e "Faint". No entanto, o primeiro single do disco, "Heavy", é estilisticamente diferente do que os fãs ouviram da banda no passado. O mesmo acontece no outro single "Good Goodbye", que traz as participações de dois grandes nomes do rap e hip hop da atualidade, Pusha T e Stormzy. Para Brad, essas novas músicas servem para quebrar alguns paradigmas e evidenciam o novo momento do grupo.
O que a gente está fazendo agora é algo muito mais nosso. Com novos elementos e que ultrapassam a linha do emocional. Isso realmente quebra um pouco o que era antes e mostra o que está acontecendo hoje dentro da banda. É um som mais honesto.
A abordagem diferente na hora de compor o novo trabalho serve como indício de que o novo álbum, One More Light, siga um caminho pop, puro e simples. Tanto que para escrever "Heavy", eles se juntaram a Justin Tranter e Julia Michaels, responsáveis ​​por singles de sucesso de artistas como Demi Lovato, Selena Gomez e Jason Derulo. Será que a banda estaria preocupada com uma suposta recepção negativa dos fãs? O guitarrista é enfático:
O importante é estarmos passando algo que seja real. E One More Light é o que somos hoje em dia.
Com quase vinte anos de carreira, o guitarrista concorda que o Linkin Park viveu um dos melhores momentos da indústria fonográfica nos anos 2000, vendendo aproximadamente 70 milhões de discos no mundo inteiro. Algo que hoje em dia, com a chegada da internet, acabou tornando-se impensável. No entanto, ele enxerga essa nova realidade com bons olhos e diz que o grupo sempre gostou de utilizar as plataformas virtuais como forma de expandir seu legado. Segundo ele, "independente de que tempo você estiver, sempre será compartilhado o que você faz". E qual a expectativa da banda para o show no Maximus Festival, que acontece neste sábado (13), no Autódromo de Interlagos?
A expectativa é a melhor possível. Nós estamos muito animados de estarmos voltando ao Brasil. Temos fãs muito apaixonados aí. O público tem uma energia muito diferente no Brasil se comparado a outros países. E nós também procuramos retribuir isso de uma forma muito honesta. Vai ser ótimo retornar à São Paulo.
Além da boa relação com os fãs, Brad diz adorar a cultura brasileira, principalmente no que se trata de música. Quando questionado sobre algum artista brasileiro preferido, ele diz que a sua adoração é mais pelos ritmos tradicionais. "Eu não saberia dizer nenhum nome específico de artistas brasileiros. O que me atrai mesmo é a música tradicional brasileira, como samba, por exemplo". Essa é a quinta vez que o Linkin Park vem ao Brasil, mas o guitarrista lembra com emoção de sua primeira vinda à São Paulo, em 2004. 
Quando penso em Brasil, a primeira coisa que me vem à mente é o show no Chimera Music Festival no Morumbi para mais de 70 mil pessoas. Foi uma noite inesquecível. Uma das melhores da nossa carreira com toda certeza.
O Linkin Park é a principal atração do Maximus Festival e vai se apresentar no Palco Maximus, às 21h, deste sábado no Autódromo de Interlagos. Essa é a primeira oportunidade dos fãs brasileiros conferirem ao vivo algumas das novas músicas de One More Light, que estará nas lojas na próxima semana. "Já estamos tocando algo em torno de quatro músicas novas e o Brasil vai poder conferir isso", finalizou o guitarrista em tom de promessa.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Atração do Maximus Festival, Red Fang volta ao Brasil querendo conquistar novos fãs

Foto: Divulgação
Red Fang vai apresentar músicas de seu novo disco, "Only Ghosts"
Por Rom Jom

Os americanos do Red Fang estão prestes a desembarcar pela segunda vez no Brasil como uma das atrações da segunda edição do Maximus Festival, que acontece no próximo final de semana em São Paulo, e o Rock On Board bateu um papo por telefone com o vocalista e guitarrista Bryan Giles para falar um pouco do mais recente disco do grupo e também sabermos das expectativas para os shows no Brasil.

Para quem não sabe, o Red Fang está na estrada deste 2009 e já possui 4 álbuns de estúdio. Em outubro do ano passado, eles lançaram seu último trabalho, intitulado 'Only Ghosts', que foi produzido pelo renomado Ross Robinson (que já trabalhou com bandas como Sepultura, Korn e Slipknot). O disco apresenta um som baseado no stoner rock, mas com um perceptível maior peso nas cordas, principalmente no baixo.
Para mim a principal diferença deste álbum para os outros foi a influência de Ross [Robinson]. Ele estava muito envolvido conosco e puxou a banda para ser o mais true e pessoal possível. E isso fez com que a essência de cada integrante dentro das músicas fosse captada. Foi uma experiência incrível essa gravação e mais pessoal para todos da banda. Então para nós ficou mais impactante porque conseguimos colocar toda essa energia nas músicas. Foi um trabalho gratificante de fazer.
Já fazem 5 anos desde a última vez que o Red Fang esteve aqui no Brasil - quando tocou no Festival Porão do Rock, em Brasília, e no Inferno Club em São Paulo. Bryan lembram muito bem do show na capital paulista. "Eu lembro até hoje deste show! Foi fantástico! As pessoas ficavam loucas com o som! Foi um show foda de fazer porque o público ficava bem próximo do palco e a troca de energia era maravilhosa! E fica muito mais fácil quando eu me divirto como o público", garante. Ao ser informado que as críticas do show foram as melhores possíveis, ele reagiu com surpresa. “Sério? Eu não sabia! Foram ótimos momentos mesmo”. Ainda sobre a última vez no Brasil, ele falou um pouco sobre a diferença entre tocar em um Festival e uma casa menor: 
São experiência distintas. Em um club as pessoas estão bem próximas e você praticamente sua junto com elas. Eu particularmente curto mais, é mais emocional esta proximidade. A conexão é maior. Em um festival você está em um palco maior, mais alto, e essa proximidade não existe. Então fica mais difícil de energizar. Mas é intenso da mesma forma e eu gosto de ambas. Mas se for para escolher uma, é claro que eu prefiro tocar em uma casa menor.
Na ocasião, a banda tinha saído de uma experiência única, que foi excursionar na turnê do seu segundo álbum 'Murder The Montains' de 2011, ao lado de bandas como Megadeth, Helmet, Mastodon e Down. "Éramos praticamente adolescentes na época e estávamos excursionando com bandas e artistas com 30 anos de estrada. Foi inacreditável estar com pessoas experientes porque naquele tempo tocávamos ainda em lugares pequenos. Crescemos muito como banda", disse.

O Red Fang a se apresenta em Porto Alegre na próxima sexta dia 11 (Pepsi On Stage) e em São Paulo no Maximus Festival, no dia 12 (Autodromo de Interlagos). As expectativas são as melhores possíveis. "Queremos tocar músicas do nosso novo álbum", confidenciou. Para uma banda que ainda busca maior espaço na cena mundial, essa é mais uma chance de mostrar seu trabalho e conquistar novos adeptos.
É mais uma oportunidade incrível para ganharmos novos fãs no Brasil. Então eu espero que tenhamos novas pessoas escutando nossas músicas para conseguirmos isso. Espero que as pessoas curtam nosso show. Fazem 5 anos que não vamos aí. Queremos nos divertir e ter um belo momento. 
Para finalizar, Bryan fez questão de mandar uma última mensagem ao público que estará nos shows da banda em Porto Alegre e São Paulo: "Brasil! Estamos muito animados em voltar! Teremos momentos ótimos! Nos vemos em breve!" Enquanto isso, você pode conferir o novo disco da banda, "Only Ghosts", AQUI.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Annie Haslam sobre a primeira vez do Renaissance no Brasil: 'prêmio por não ter desistido'

Foto: Divulgação
Annie Haslan falou com exclusividade sobre a primeira vez do grupo no Brasil
Por Bruno Eduardo

Com quase 50 anos de estrada, o Renaissance, um dos pioneiros do rock progressivo britânico, chega Brasil pela primeira vez para uma série de cinco shows. A turnê começa no dia 24 de maio, provavelmente em Niterói (ainda a confirmar) e segue depois para São Paulo (Espaço das Américas, no dia 25), Rio de Janeiro (Vivo Rio,  no dia 26), Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna, no dia 27), e Belo Horizonte (Palácio das Artes, no dia 28). Para saber mais sobre os shows, conversamos por telefone com a simpática Annie Haslam, vocalista da banda e conhecida por sua incrível voz de cinco oitavas. 

A vocalista não fez mistério sobre o suposto setlist e falou um pouco sobre o que os fãs podem esperar nos shows da banda. "Vamos cantar algumas canções clássicas renascentistas como Mother Russia, Ocean Gipsy, Let it Grow, Sounds Of the Sea, Ashes Are Burning e algumas de nosso novo álbum, Symphony Of Light". Ao contrário do Renaissance, Annie já esteve no Brasil em outras sete oportunidades. Mas por que demorou tanto para que Annie viesse ao Brasil com o grupo que a consagrou? Ela responde:

Muita gente não sabe. Mas nós quase viemos em 79, na turnê do disco A Songs For All Seasons. Não aconteceu por um problema de logística na época", confidenciou.
Apesar de nunca ter se tornado um grande fenômeno de vendas, o Renaissance, que teve origem no antigo The Yardbirds, conseguiu formar na década de 70 uma legião cativa de admiradores, com seu rock progressivo, que se inspirava na música erudita - principalmente em alguns álbuns considerados clássicos pelos fãs de progressivo, entre eles 'Ashes Are Burning' (1973) e 'Scheherazade And Other Stories' (1975). Mas Annie não esconde o carinho por um trabalho em especial: 'Prologue', primeiro com ela na frente da banda. "Esse disco é muito importante para nós. Ainda mais que foi o meu primeiro disco na banda (risos). O que deixa ele mais importante ainda. Prologue significa o início. Estávamos começando a nossa jornada juntos e haviam algumas alterações consideráveis na banda". Mas a vocalista também reconhece que o álbum seguinte, 'Ashes Are Burning', foi o catalisador da carreira do grupo e que marcaria de vez a formação clássica do Renaissance com Dunford, Jon Camp, John Tout, Terence Sullivan e Annie.

Em 2012, uma fatalidade colocou em xeque a carreira da banda. O guitarrista e um dos principais integrantes da história do Renaissance, Michael Dunford, faleceu após voltar de uma turnê. No entanto, a perda de Dunford não fez com que Annie desistisse de levar o projeto em diante. De acordo com a vocalista, ela acreditou que a continuação do trabalho seria a vontade dele.

Tínhamos acabado de gravar um novo álbum e foi devastador quando ele morreu. Mas eu sabia que Michael iria querer que eu continuasse tocando. Era fácil eu desistir naquele momento. Mas decidimos continuar e fomos premiados, fazendo um monte de coisas incríveis nesses últimos anos. E uma delas é poder enfim tocar no Brasil
Além de seu trabalho com o Renaissance, Annie Haslam também é conhecida pelas pinturas. Inclusive, é dela a arte de capa do disco Grandine Il Vento, lançado em 2013 pela banda. Annie costuma levar suas pinturas nas turnês, e de acordo com ela, vende as telas por preços populares. Pintar nunca foi uma escolha para a cantora, que descobriu esse dom de forma instintiva. "Eu acordei um dia e uma voz na minha cabeça disse: é hora de começar uma pintura a óleo. Digo-lhe que era uma voz na minha cabeça e veio logo a cor azul, e eu comecei a pintar e nunca mais parei. Eu adoro isso! Eu amo tanto quanto amo cantar". Ela garante que vai trazer algumas pequenas pinturas para vender no Brasil e pergunta para este humilde jornalista se ele estará no show. "Provavelmente no Rio", respondo. Ela então finaliza com um afago: "Ow, eu amo o Rio!".

A turnê Songs For All Times, que chega ao Brasil e reúne os clássicos mais reverenciados da banda, conta com a seguinte formação do Renaissance: Annie Haslam (vocal), Rave Tesar (teclados), Tom Brislin (teclados e voz), Mark Lambert (guitarra e vocais), Frank Pagano (bateria, percussão e vocais) e Leo Traversa (baixo e vocais). As apresentações fazem parte da Top Cat Series, sequência de shows internacionais promovida pela Top Cat Produções Artísticas.

SÃO PAULO
Data: 25 de maio de 2017
Local: Espaço das Américas
Endereço: R. Tagipuru, 795 - Barra Funda
Horário: 20h (Abertura da casa) / 22h (Início do show)
Ingressos:
SETOR PLATINUM - FILA 1 a 4: R$420 / R$210
SETOR AZUL PREMIUM - FILA 1 a 7: R$340 / R$ 170
SETOR AZUL - FILA 8 a 15: R$300 / R$150
SETOR A, B, C e D: R$260 / R$130
SETOR E, F, G e H: R$220 / R$110
SETOR I e J: R$220 / R$110
SETOR K e L: R$220 / R$110

RIO DE JANEIRO
Data: 26 de maio de 2017
Local: Vivo Rio 
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Horário de início do Espetáculo: 22h
Abertura da casa: 20h
Censura: 16 anos
Ingressos:
Camarote A: R$320
Camarote B: R$280
Camarote C: R$200
Balcão: R$180
Frisa: R$190
Plateia 01: R$320
Plateia 02: R$280
Plateia 03: R$240
Plateia 04: R$200
Plateia 05: R$190

PORTO ALEGRE
Data: 27 de maio de 2017, Sábado
Local: Auditório Araújo Vianna
Endereço: Av. Osvaldo Aranha, 685
Horário: 21h
Ingressos:
Plateia Alta Lateral: R$210 / R$105
Plateia Baixa Lateral: R$270 / R$135
Plateia Alta Central: R$290 / R$145
Plateia Baixa Central: R$360 / R$180
Plateia Baixa GOLD: R$360 / R$180

BELO HORIZONTE
Data: 28 de maio, Domingo
Local: Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Penas 1.537, Centro.
Horário: 19h
Classificação Livre
Plateia I: R$260 /R$300 (1o e 2o lotes inteira)
Plateia II: R$220 / R$260
Balcão: R$180 / R$220

terça-feira, 25 de abril de 2017

Em exclusiva, Scalene fala sobre novo disco, influências e Rock in Rio

Foto: Breno Galtier
Scalene prepara o lançamento de seu terceiro disco de inéditas
Por Bruno Eduardo

Após ser confirmado como uma das atrações do Rock in Rio, o Scalene segue se consolidando como um dos grandes nomes da nova geração. A banda é a única representante da nova safra a se apresentar no palco principal do festival e está prestes a lançar o seu terceiro disco de inéditas, que pela primeira vez sai bancado por um selo. O lançamento dos discos "Real / Surreal" e "Éter" e a aparição no programa Superstar da TV Globo ajudaram a criar uma enorme legião de seguidores em todos os cantos do país. Essa paixão dos fãs foi devidamente registrada no primeiro DVD ao vivo lançado pela banda no ano passado, e que fecha um ciclo de shows no próximo dia 18 de maio no Imperator, Rio de Janeiro. Para sentir melhor essa nova fase da banda, conversamos com o sempre simpático, Tomás Bertoni. O guitarrista falou sobre toda fase de gravação do disco e das influências sonoras que iremos encontrar no trabalho. Confira!

Vocês estão na fase final de produção do novo disco. Fale um pouco sobre o processo de gravação do álbum. 

Gravamos em São Paulo no Red Bull Studio [Red Bull Station] com o produtor Diego Marx, que também produziu os nossos dois primeiros discos. Foi uma experiência muito legal porque a gente nunca tinha gravado antes em um estúdio... Entre aspas... Profissional. Tanto o "Éter" quanto "Real / Surreal" foram gravados em Brasília, basicamente na casa do Diego e na minha casa. Pegando equipamento emprestado, alugado e montando um home studio, que também funciona muito bem. Porque é uma forma moderna, prática e econômica de gravar. Mas agora a gente conseguiu fazer diferente pois a Red Bull Station cede o estúdio e a gente só teve os custos de avião, de pagar o produtor e de ficar em São Paulo por 1 mês.

E como foi essa experiência?

Foi uma experiência muito boa. Acho que todo artista deve querer ter pelo menos uma vez na vida essa experiência de produzir um álbum num estúdio confortável, com sofás, equipamentos para a gente testar e escolher qual usar e que tenha toda uma vibe artística bem intensa. E foi legal sair Brasília e ir para São Paulo fazer isso. Porque se ficássemos em Brasília, a gente continuaria vivenciando as mesmas coisas do nosso dia a dia, como jantar com a família, sair para aniversários de parentes e etc. Então mudar para São Paulo nesse mês de gravação foi importante para que todos nós tivéssemos um maior foco e mentalidade 100% dentro do objetivo de fazer esse disco novo.

O que os fãs podem esperar deste novo disco, pegando os trabalhos anteriores como referência?

Geralmente quando nós terminamos o processo de um álbum novo, como composição, gravação, identidade visual e planejamento de lançamento é que a gente começa a sentir o que nós conseguimos fazer, os objetivos que foram alcançados, e com isso, já começam a surgir dentro da gente os desejos para os próximos trabalhos. E o Scalene é muito movido a explorar coisas novas e fazer coisas que nunca tinha feito antes. O "Éter" foi uma reação ao "Real/Surreal" e esse próximo álbum é uma reação ao "Éter". 

Em que sentido?

Quando eu digo reação é no sentido positivo mesmo. A música brasileira está num momento muito efervescente, de muita qualidade. E tocando pelo Brasil, conhecendo uma galera que a gente não conhecia antes, isso influenciou inevitavelmente nesse novo trabalho. Então fomos muito influenciados pela música brasileira em todas as suas formas nesses últimos dois anos e isso será perceptível no novo álbum. A partir do momento que você vai ficando bom em alguns aspectos, musicalmente falando, você passa a fazer isso de forma mais natural e automática e começa a se preocupar com novos detalhes e coisas diferentes. Então o foco nesse novo disco foi explorar ritmicamente mais, desde a composição dos ritmos, percussões e grooves, até a execução em si. Não só na bateria, mas em todos os instrumentos. E as letras desse álbum são as melhores que a gente já escreveu.

Essa influência da música brasileira vem dessa nova cena rock que surge em todos os cantos do país?

Na verdade não é só a cena. Eu não gosto muito dessa palavra "cena". É uma palavra muito desgastada e vem carregada por preconceitos e paradigmas que eu acho péssimo. Mas as influências são bem ilimitantes nesse novo disco, de toda a música brasileira, que não apenas rock. Dentro do rock, todas as vertentes do rock. E também não é apenas na nossa geração. Apesar de sermos de uma geração que vem tendo bastante evidência e orgulho do que estamos fazendo, é tudo muito conectado. O Brasil está num momento bom com vários festivais que tem como agregar tudo isso.

Para situar melhor, teria como citar alguns nomes desses artistas que vocês andam escutando?

Caetano e Lenine são os dois favoritos da banda, numa média das opiniões de cada um. E de coisas novas, acho que Metá Metá é uma dessas boas influências. Particularmente falando, o Kiko Dinucci é o meu guitarrista favorito no momento. Acho que o último CD da Elza Soares também foi meio que uma unanimidade, assim como o da Maria Gadú. E tivemos o privilégio de tocar com a Nação Zumbi umas seis ou sete vezes. O show deles foi nos conquistando e o disco "Fome de Tudo" também é um dos que temos ouvido bastante. Uma coisa que foi legal nesse processo, é que nossos pais sempre ouviram muito MPB e bossa nova e nós fizemos um resgate disso. Nós sempre ouvimos por consequência deles e por gostar também, mas acabamos ficando muito tempo sem ouvir tanto e voltamos a fazer agora como músicos. Então foi interessante fazer esse resgate dos clássicos.

Qual a previsão de lançamento do disco? Vocês já podem dizer o título?

Não vamos divulgar o título ainda. Ele sai no início do segundo semestre. Nesse momento ele está no processo de pós-produção. E a partir de junho e julho começamos a ter novidades por aí.
Imagem Internet
Tomás Bertoni no estúdio gravando as guitarras do novo disco do Scalene
O disco sairá pela Slap, da Som Livre. Para uma banda que até ontem era totalmente independente, poder lançar seu disco por um selo nos dias de hoje é uma conquista?

O mercado da música é muito relativo. Não existe dentro do bom senso, um certo e errado. A minha opinião é a mesma desde sempre quanto a isso. Desde a nossa primeira conversa em 2013, que eu penso do mesmo jeito em relação a esse tema. Não é necessário você ser assinado com ninguém para se dar bem no mercado e conseguir se consolidar como artista. Tem banda que tem empresário mas não tem gravadora e bandas que possuem gravadora mas não possuem empresário. Tem banda que não tem nada. Depende da harmonização do que você faz e o que funciona melhor para cada uma. E depende muito também da relação que você tem com a gravadora. Que no nosso caso é a Slap / Som Livre. 

E no caso de vocês, como tem sido essa relação?

Eles tratam a gente como prioridade, como equipe. E é produtivo para os dois lados. Então é uma relação legal. Pode ser que daqui há um ano não seja mais algo tão produtivo, tanto para eles quanto para nós e o melhor seja seguir caminhos diferentes. Por isso, eu acho que cada artista precisa estabelecer sua relação de trabalho e de parceria da forma que acha melhor. Para nós está sendo bom pois a galera lá é ótima. Mas não necessariamente estar assinado com alguém é sinal de coisa boa. Cada artista tem que sentir o que é melhor para si.

Vocês estão confirmados para tocar no Rock in Rio. Como é representar essa nova geração de bandas no palco principal do festival?

O Rock in Rio tem o poder nas mãos de fortalecer essa renovação como ninguém mais. O mais legal é que a minha mãe foi no primeiro Rock in Rio com o meu tio e o fato de agora estarmos tocando... Até para ela tem sido uma coisa bem louca. O Rock in Rio tem dimensões que a gente vai sentir durante todo esse processo. Acho que podia até ter mais coisas novas de bandas brasileiras, mas sermos um desses nomes e levar essa bandeira de uma nova geração ao palco do Rock in Rio será uma grande honra.

E como vocês enxergam o trabalho da imprensa nos dias de hoje para as bandas novas?

Da mesma forma que a tecnologia e a internet democratizaram a música, democratizou-se também a imprensa. Então mesmo que não seja um veículo de grande alcance, tem bastante gente tentando dar essa evidência, fazendo resenhas, dando notícias e tal. Tudo isso é muito importante.

O último show da turnê será no Rio de Janeiro. Lá no Imperator. Vocês possuem uma relação muito forte com o público carioca...

O Imperator foi um dos melhores shows do ano passado. A galera do Rio é ensandecida e será o último show da turnê antes de lançarmos o disco novo. Então vai ser uma despedida marcante para nós.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

The Maine lança 'Lovely Little Lonely' e fala com exclusividade sobre o novo disco e shows no Brasil

Foto: Divulgação
The Maine falou com exclusividade sobre 'Love Little Lonely'
Por Bruno Eduardo

O sexto disco de estúdio do The Maine já está disponível em todas as plataformas digitais. No Brasil, 'Lovely Little Lonely' será lançado pela ForMusic. Formada em 2007 por John O'Callaghan, Pat Kirch, Jared Monaco, Garrett Nickelsen e Kennedy Brock, o The Maine é uma das bandas da nova geração que mais despertam paixão no Brasil. A sintonia com os fãs brasileiros é tão grande que o país já se tornou destino certo nas turnês. Para mostrar o novo disco, eles já agendaram sete datas em julho. A "Lovely Little Lonely 2017" vai passar pelas cidades de São Paulo no dia 15 de julho (Tropical Butantã), Limeira no dia 16 de julho (Bar da Montanha), Porto Alegre no dia 18 de julho (Teatro CIEE), Curitiba no dia 19 de julho (Local a confirmar), Brasília no dia 21 de julho (Atomic Music Festival), Belo Horizonte no dia 22 de julho (Teatro Bradesco) e Rio de Janeiro no dia 23 de julho (Circo Voador). Conversamos por telefone com o guitarrista Kennedy Brock, que contou para gente como foi o processo de gravação e composição do novo disco. Neste bate-papo, ele também falou sobre a relação com os fãs brasileiros e se disse ansioso por poder voltar outra vez. Confira abaixo a entrevista exclusiva com o guitarrista.

Oi Kennedy, como você está?

Oi Bruno, estou bem e você?

Na última vez que vocês vieram ao Brasil, nós conversamos aqui por telefone. Você lembra?

Oh, sim. Eu lembro. Estou feliz de falar com você de novo e muito animado por estar voltando ao Brasil.

Fale um pouco sobre o processo de gravação de "Lovely Little Lonely".

Bem, nós gravamos de uma maneira um pouco diferente dessa vez. Ou pelo menos no processo de escrita. Nós fizemos um pouco menos de jam sessions, de ficar tocando e tocando em um quarto até sair algo. Fizemos um pouco mais de... criar as músicas naturalmente, entende? Gravando coisas no computador, sabe? Isso nos levou a um processo de escrita ligeiramente diferente, que é algo que gostamos de tentar fazer, nos mantermos, você sabe... Fazendo algo novo, que nunca fizemos antes, e com isso eu acho que nós fomos capazes de criar um ambiente diferente. Acho que foi uma evolução para nós. 

Em que sentido?

Então... 'American Candy' foi como um rejuvenescimento para nós, enquanto 'Lovely Little Lonely' é como se nós fossemos direto ao ponto. Eu acho que todo o processo foi para criar algo que as pessoas serão capazes de tirar algo de cada música e de todo o álbum, sabe? Acredito que todo o álbum parece muito coeso, e nós estivemos muito envolvidos com o mundo emo ultimamente. E eu posso dizer que é algo que nos influenciou muito na nossa carreira e acho que nós não fugimos muito dessa influência nesse álbum. 

Após ouvir o disco, senti uma influência maior de rock alternativo neste novo trabalho. Estou certo?

Sim, sim, acho que sim. Acho que muitas vezes escrevemos músicas que são tipicamente pop, e a partir daí a gente disfarça e muda a aparência delas de diferentes formas. E acho que nesse álbum, está mais para o rock alternativo. Acredito eu, que está parecendo muito com as nossas influencias. Eu cresci nos anos 90, ouvindo rock alternativo, então acho que para nós esse álbum foi um meio de trazer nossas maiores e nostálgicas influências.

Para você, o quanto acha que vocês cresceram de 'American Candy' para 'Lovely Little Lonely'?

Sabe, acho que nós experimentamos nossa escrita num meio muito diferente. As pessoas realmente se conectaram com American Candy e nós fomos nos sentindo cada vez mais certos sobre para aonde a banda está caminhando e como conseguimos nos enxergar. Acho que no geral, nós estamos muito confortáveis com o que nós somos e muito confortáveis para expressar quem somos, de uma maneira muito natural agora.

Você conseguiria dizer qual é o maior desafio nessa caminhada como banda?

Cara, sempre existem desafios. Eu não sei se é necessariamente o maior deles, mas sabe, é sempre um desafio tentar se reinventar. Porque na musica em geral, não estamos recriando. Os maior desafio realmente é ter que se manter focado, porque para nós, muito dos nossos parceiros não estão realmente envolvidos em todo o processo. Acho que esse tem sido o nosso maior desafio ao longo dos anos. Nós amamos ser controladores, amamos saber exatamente como tudo vai ser construído e visto. É mais do que somente a música, é com o que a banda se depara, que tipo de pessoas nos vamos nos deparar. Então acho que para nós, tem sido um desafio tentar balancear o quanto nós mesmos queremos controlar, e o quanto que realmente nós podemos controlar num ambiente saudável. Então eu acho que o maior de todos os desafios é tentar entender como funciona controlar o negócio da banda, acho. 

O The Maine lançou quatro dos seus seis álbuns de forma independente. Existe algum segredo para ser uma banda independente de sucesso?

Para nós, ser uma banda independente foi a escolha certa. Um dos desafios que nós encontramos era que nós não entendemos de primeira que precisávamos estar sozinhos desse jeito. Para algumas pessoas, um selo funciona perfeitamente bem, não ficando frente a frente com alguém que está envolvido no processo. Então, nós fizemos de um jeito que nós mesmos podemos fazer tudo. Se você quer algo bem feito, faça você mesmo. Eu sei que isso é uma frase antiga, mas faz sentido para nós.

Vocês são muito queridos aqui no Brasil. É realmente tão diferente a relação com os fãs brasileiros em comparação aos outros países?

Sim! O povo brasileiro é muito amável, então acho que nós fomos bem recebidos antes mesmo de chegarmos no Brasil. Isso foi umas das coisas mais legais para mim. Eu posso dizer com 100% de certeza que esse amor é recíproco. Eu amo o Brasil, amo o povo, amo tentar falar português. É uma coisa tão boa... Nossos fãs nos dão um apoio incrível no Brasil. Eles fizeram com que fosse possível a gente conseguir tocar aí. Muitas bandas dizem isso, muitas pessoas dizem coisas assim, mas, vocês são o motivo pelo qual a gente existe. Mas para a nossa banda, sendo independente, nossos fãs são realmente o único meio pelo qual nós podemos fazer algo assim, e o apoio que nós recebemos do Brasil é o motivo pelo qual estamos aqui, e é o motivo pelo qual nos amamos tanto voltar.

Na última vez que conversamos, você disse que estava praticando a língua portuguesa. E aí?

(risos). A única coisa que eu posso dizer é ... "eu não lembro de palavras, quando eu preciso" (ele falou essa frase em português).

Kennedy, obrigado pela entrevista. Um prazer conversarmos de novo e fico feliz que vocês estejam de volta.

Cara, eu estou tão animado para estar no Brasil outra vez e poder tocar em todos esses lugares. E é tão legal poder ir a novos lugares também, como Brasília e outras cidades que ainda não fomos. É muito empolgante para mim. Estou muito feliz de poder voltar.

É um prazer tê-los de volta. Nos vemos no Rio de Janeiro em breve! 

Com certeza! Se cuida aí. Tchau.