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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Do hardcore ao metal: saiba como foi o Maximus Festival 2017

Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Rodrigo Lima do Dead Fish sobe na grade que separa o público do palco
Por Rom Jom

Mesclando do Punk ao Metal a segunda edição do Maximus Festival foi novamente um sucesso. A escolha das bandas, que mais uma vez foge do convencional de bandas mainstream de festivais, conseguiu juntar um público bem heterogêneo no imenso Autódromo de Interlagos que pode não só curtir diversos estilos de música mas como a estrutura que contou com muitas lojas, food trucks, workshop de instrumentos (alguns disponíveis para o público tocar), muitas estruturas metálicas com o tema do festival para foto (algumas contavam com modelos vestidos ao estilo “Mad Max”), os horários dos shows podiam ser gravado no corpo como uma tatuagem temporária, decorações sombrias (sinistras até) que lembravam artes de cds de metal da década de 80 bem sombrios e até um cemitério dos rockers no caminho do palco Thunderdome com cruzes trazendo o nome de artistas mortos como os Ramones, Amy, Lemmy, David Bowie dentre outros. Apesar de toda a estrutura um problema ainda persiste desde a edição anterior (que foi relatado aqui na primeira edição) sobre os banheiros químicos, o feminino em especial, onde se formam filas imensas por conta do número bem reduzido e o festival possuir apenas uma entrada/saída bem distante dos palcos principais causando congestionamento as vezes na circulação do público. Porém este não abona o fato do festival ter sido excelente e funcional. Mas o que rolou foi muito som bom! Vamos contar um pouco do que vimos:
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Pennywise fez um show concorrido no Palco secundário do Maximus Festival
O festival possui três palcos Maximus e Rockatansky (que ficam lado a lado) e Thunderdome que fica um pouco mais afastado dos gigantes principais – lembrando que todos os shows foram pontualíssimos. Este último trouxe um “mundo a parte” abrigando, como muitos disseram, um Festival de Punk e Hardcore particular – muitos presentes vieram somente para este palco - com bandas como os capixabas do Deadfish – que como sempre comandaram muitas farpas políticas com sons já conhecidos como “Proprietários do Terceiro Mundo”, “Afasia” e “Sonho Médio”, o punk rock melódico dos canadenses do The Flatliners, os já conhecidos em terras Brasileiras, Pennywise que fez um verdadeiro show de punk com todos seus clássicos (que tambem teve até espaço para uma homenagem aos Ramones com “Blitzkrieg Bop”) que incluíram “Wouldn,t It Be Nice”, “Peaceful Day”, “Alien” e finalizaram ao som do coro de “Bro Hymn”. E fechando os trabalhos deste palco tivemos a apresentação enérgica (e que energia) do Rise Against que não pouparam esforço com músicas que não davam descanso em momento algum. Exemplo disso temos as “Ready to Fall”, o momento do Tim vocalista solto sem guitarras na porrada “Give It All” e o sucesso “Savior” para tirar o último suspiro.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Red Fang agradou o público que ainda chegava no Autódromo
O público ainda estava chegando ao evento embaixo de um sol bem quente quando o Red Fang abriu o palco Maximus com seu stone rock pesado quebrando um jejum de 2 anos após sua última vinda a capital Paulista. Apesar de um repertório enxuto, porém de extremo bom gosto, de sete músicas que incluíram faixas de todos os seus trabalhos como a abertura arrebatadora com "Blood Like Cream" do álbum “Whales and Leeches’’ de 2013, que fez muitos correrem para conferir o show que acabava de começar, “Malverde” do álbum “Murder the Mountains de 2011 e "Crows in Swine" sequenciaram este inicio de forma forte. As músicas possuem uma atmosfera que foi criada para lugares menores, porém, preenchem o lugar de uma forma única. As guitarras de Bryan Giles (e seus bons vocais) e David Sullivan possuem uma pressão absurda enquanto Aaron Beam com seu baixo faz uma cozinha ótima com John Sherman na bateria. O público que a banda adquiriu com seus álbuns e shows por aqui chamam a atenção; todos cantam as músicas. “Flies” do seu último álbum lançado no final do ano passado, “Only Ghost”, também marcou presença no repertório e empolgou bastante. A banda finalizou com “Prehistoric Dog”, que possui uma entrada com guitarras tão boas que ficam melhores do que em estúdio. Bryan disse para este site em uma entrevista na semana passada que queria angariar novos fãs com este show. Este objetivo foi alcançado.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Hatebreed fez um dos melhroes shows do Maximus Festival
O Hatebreed subiu ao palco para fazer um verdadeiro show de hardcore para ninguém colocar defeito. Jamey Jasta e seus amigos de banda provocaram o caos e esquentaram ainda mais o público que já sofria do calor do sol naquela hora. E ninguém se importou. O início arrebatador de “To The Threshold” com a violenta e “Destroy Everything” assinou o que seria a apresentação. O show não dava descanso. As músicas não tinham intervalo e o vocalista comanda uma sucessão de rodas, palmas e gritos. A galera conhecia tudo inclusive as músicas do seu último trabalho “The Concrete Confessional” de 2016 como foi o caso de “Looking Down the Barrel of Today” “Tudo bem São Paulo? Agora é a hora da verdadeira Moshpit” disse antes de anunciar a música. Músicas como “Last Breath” e “I Will Be Heard” deixa bem claro as suas influencias que passam do Metal Extremo ao Hardcore. A banda com um pouco mais de 20 anos de estrada e dez álbuns de estúdio se fortalece a cada show por aqui, arrematando cada vez mais fãs e seguidores. Que show!
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Pouco conhecida por aqui, Böhse Onkelz não despertou o interesse do público geral
Em seguida a banda alemã Böhse Onkelz, não tão conhecida por aqui, apresentou seu som de punk rock oitentista com algumas influencias ainda do rock alemão, assim digamos. A banda nascida nos anos 80 tinha interrompido suas atividades por nove anos até que em 2014 voltaram para uma série de shows. A banda não atraiu muito a atenção do público, já que o festival tinha muitos outros bons nomes pela frente.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Ghost apresentou aos fãs uma nova faceta de seu metal "do mal"
O Ghost deixou toda a teatralidade das suas últimas apresentações por aqui. O clima sombrio esteve presente apenas em suas músicas, pois, o sol ainda estava a forte quando a banda subiu ao palco. E além disso os integrantes parecem estarem mais soltos, principalmente os guitarristas que batem cabeça e tocam com mais clamor, e isso não se restringe apenas para eles; a banda inteira parece interagir mais. O que antes tínhamos a atenção voltada somente para o então “Papa Emeritus” e sua vestimenta acompanhada pelos demais, hoje, a banda se firma pela força das suas canções. E ótimas por sinal. Com o repertório praticamente baseado em seu último trabalho “Meliora” de 2016 tivemos as belíssimas “Square Hammer”, com vocais excepcionais, e “From The Pinnacle To the Pit”, com aquele baixo marcante do início, “Cirice”, que possui um início quase fúnebre mas ganha uma energia surreal quando a canção progride, e anunciada como “Vocês querem uma música realmente pesada?”  “Mummy Dust” que na opinião de quem escreve, foi a melhor canção do show pela interpretação vocal e guitarras. A música realmente merece uma atenção de quem ainda não a conhece. E ainda tiveram as canções mais antigas como a clássica “Ritual” e “Year Zero. Os suecos saíram do palco distribuindo beijos ao público. E a recíproca foi ainda maior dele para a banda. Tenha certeza.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
De volta ao Brasil, Rob Zombie fez show mediano no Maximus Festival
O metal industrial do Rob Zombie e sua trupe subiram ao palco embaixo do sol forte. Isso estragou todos os efeitos visuais que o artista possui para completar seu som. Rob subiu entusiasmado como de costume vestindo uma roupa que mais parecia um zombie cowboy platinado, e suas colegas quase na mesma vibe; mascaras e roupas de horror (horrendas). O show não empolgou tanto de início e o cantor e sua banda suaram para conseguir fazer o público se mexer. As primeiras faixas que incluíram “Dead City Radio and the New Gods of Supertown” e “In the Age of the Consecrated Vampire We All Get High” do último trabalho 'The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser' de 2016 soaram muito fracas para um início que deveria ser bombástico (ou a intenção). Até quando “Living Dead Girl” – antológica do álbum de estréia “Hellbilly Deluxe” de 98 - foi tocada não teve tanto efeito. Mas depois de muito esforço, até mesmo do performático guitarrista John 5, a banda conseguiu “salvar” o show com clássicos como “More Human Than human”, “Thunder Kiss ‘65” que teve um medley com “School’s out” da sua grande influência Alice Cooper, e a finalização com sua mais famosa faixa “Dragula”.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
O vocalista Ivan Moody comandou a galera no bom show do Five Finger Death Punch
A apresentação do Five Finger Death Punch foi uma das mais concorridas no Maximus Festival. A banda, que se apresentou dias antes no Rio e BH, entrou no palco ao som de "Mad As Hell" e começou a pancadaria com "Lift Me Up". Logo na primeira música já era possível ouvir todos cantando junto com o vocalista Ivan Moody e as rodas de pogo tomaram conta do local. Além de pancadas de álbuns mais antigos, como "Never Enough", do primeiro disco 'The Way of the Fist' (que completa uma década de lançamento)-, ainda rolou o já esperado cover de Bad Company. O show só esfriou um pouco em "Remember Everything", que foi apresentada em formato acústico, mas teve o coro da galera cantando juntinho na grade. Durante todo o show, os integrantes interagiram com o público fazendo piadas e incentivando o pogo nas rodas. De resto foi uma sessão de catarse coletiva que chegou ao fim na trinca poderosa "Coming Down", "Under And Over it" e, lógico, "The Bleeding". A banda deixou o palco aclamada pelos fãs ao som de "The House Of the Rising Sun".
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames 
Dupla pesada: Gary Holt e Kerry King em ação no Maximus
Brutal. Violento. Agressivo. Pesado. Faltam adjetivos para descrever o que foi o Slayer. O lugar era tomado de blusas pretas da banda por todo o dia. A espera pelo show era bem grande. E o que falar da banda de thrash metal mais pesada do planeta? Nada. Decanos de palco Tom Araya comandou o verdadeiro inferno no Maximus. A banda pouco falou com o público, na realidade, nem precisou. A escolha do repertório foi perfeita para saciar os fãs que tanto esperaram. A abertura violenta de “Repentless”, “Discipline” e “Postmortem” do albúm que é uma lenda do metal mundial 'Reign in Blood' de 1986 do não deixou pó sobre pó das inúmeras rodas de pogo que se formaram. Kerry King e Gary Holt possuem uma sinergia brutal absurda inigualável! O que pode ser dito da abertura de “Dead Skin Mask” e os riffs de “War Ensemble”? Novamente: nada. A dimensão da agressividade não é medida com tantas músicas que parecem que foram escolhidas a dedo para o evento: “Mandatory Suicide”, “Seasons in the Abyss” com todos cantando em coro e “Hell Waits” que pareceu ainda mais pesada ao vivo fechou a primeira parte do show. O bis não poderia ser mais aclamado e violento com “South of Haven” tirando berros da multidão em transe, “Raining Blood” fez do lugar uma única roda de pogo que os de fora só tinham como bater cabeça bem espremidos quando ainda teve “Black Magic” e a finalização com nada mais que “Angel of Death”. Mais perfeito, impossível.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Tom Morello fez todo mundo pular com sons do Rage Against The Machine
O Prophets of Rage finaliza sua turnê em grande estilo em solo nacional. A banda já tinha tocado em São Paulo e no Rio de Janeiro na última semana, porém, não em um festival. O supergrupo não apresentou novidades quanto ao repertório, mas isso não quer dizer que não foi uma grande apresentação. Foi uma apresentação surreal! Tom Morelo e seus companheiros de RATM com DJ Lord e o rapper Chuck D (Public Enemy)  e o rapper B-Real (Cypress Hill) renasceram os clássicos das bandas que fizeram parte, em especial, do RATM. Tom, como sempre, esteve presente com seus atos politizados, desta vez, usou o boné do MST e para enfatizar mais o “Fora Temer” atrás de sua guitarra foi exibido por algumas vezes levantando o coro em som uníssono. As músicas marcantes do festival se deram ao som de “Testify” do albúm “The Batlle of Los Angeles” de 1999 do RATM, que do mesmo álbum, ainda saíram “Guerrilla Radio”, com uma potência extrema com o público e “Sleep Now in the Fire” que possui uma catarse incrível com o tema e a atualidade política do Brasil. “People of the Sun” e “Bullet in the Head” fixam ainda mais a fúria das músicas do RATM quanto a expectativa do público em ouvi-las. E não tão distantes de deixar o público satisfeito, as rappers ainda animaram com medley de suas antigas bandas que incluiu trechos de “Hand on the Pump/Can’t Truss It/Insane in the Brain/Bring the Noise/I Ain’t Goin’ Out Like That/Welcome to the Terrordome/Jump Around” bem perto da galera, sim, na grade cumprimentando todos os próximos. Por ser uma banda que entrou em uma causa política não tiveram tempo em estúdio para gravar um trabalho, mas mesmo em turnê já toca suas músicas novas como foi o caso de “Unfuck the World”, super bem recebida pela plateia que se batia a cada música tocada. O fim se deu com “Bulls on Parade” do “Evil Empire” de 1996 (importante enfatizar que algumas músicas pedem aquele vocal de Jack. E este é o caso) e a matadora “Killing in the Name” que saciou a todos os presentes com um verdadeiro tributo político e ao RATM.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Chester Bennington comanda o Linkin Park com a bandeira do Brasil no fundo
O Linkin Park não é mais aquela banda de 20 anos atrás. Se reinventou. E isso ficou bem claro nesta noite. Os antigos fãs com certeza estranharam o que aconteceu neste show. Claro que podemos dizer que a banda se encontra na sua melhor fase sonora, até porque, a maturidade leva a isso, muitos dizem. Mas está além do que podemos ver. Em uma entrevista recente a este site o guitarrista da banda afirmou que o último disco da banda, que será lançado na próxima semana, é algo pessoal; que vem do coração. Sabendo disso, posso revelar que não foi só no CD que o coração foi sugado em forma de inspiração. Alguns dirão que a banda fez a parte inicial do show de forma branda, sem sal ou sem graça com faixas como “The Catalyst” e “Westelands”. Lembre-se: o frenesi adolescente foi diminuindo ao longo dos anos em seus álbuns, mas não a capacidade musical dos caras. Podemos reparar os vocais, ainda mais evoluídos de Chester em músicas clássicas como “Crawling” em uma versão linda somente com órgão, onde se destaca ainda mais sua capacidade vocal, e seu parceiro Mike Shinoda também não fica atrás com seus versos lançados em forma de rap como em “In the End” e “Burn it Down”. As novas músicas desfilam um tanto quanto só dentro do repertório, mas agrada uma boa parte dos presentes. “Good Goodbye” do novo álbum “One Step Closer” fica um pouco “fora” do contexto utilizado no repertorio pela banda. Talvez por ter uma falta absurda de guitarras e explosões pós refrão muito utilizado pela banda como faz em “Breaking in the Rabbit” bem próximo da execução da faixa. Ainda que o inicio do show não tenha sido impactante, o final da apresentação fez todos pularem bastante com “Faint”, “Numb” e Papercut” - uma sequência que só foi esfriada com o novo som “Heavy”, que como Mike disse “não estranhem, mas essa música não tem peso como o nome, mas é uma bela música nova”. Mesmo reinventado e tentando novos rumos em seu som o Linkin Park fez um show digno e que talvez não tenha agradado todos - principalmente aqueles que não entenderam que o tempo passa.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Entrevista: Linkin Park fala sobre novo disco e show no Brasil

Foto: Divulgação
Linkin Park é a atração principal do Maximus Festival, que acontece neste sábado
Por Bruno Eduardo e Rom Jom

O Linkin Park é uma das bandas de rock mais bem sucedidas deste século. Quase todos os seus álbuns de estúdio estrearam no topo das paradas e enfileiraram hits nas principais rádios do mundo. Para ter uma noção do impacto da banda no mainstream, o fenômeno Hybrid Theory (lançado em 2000) foi o único a não sair como número 1 da Billboard, mas ultrapassou a marca de 10 milhões de cópias vendidas, com direito a disco de diamante nos Estados Unidos. 

De volta ao Brasil como atração principal do Maximus Festival, a banda se prepara para mais um desafio com o lançamento de seu novo disco, One More Light, que estará disponível ao público no próximo dia 19. Por telefone, o guitarrista Brad Delson, falou conosco sobre este momento da banda e adiantou o que os fãs podem esperar desse álbum. De acordo com Brad, o grupo atravessa uma fase mais particular. "Esse novo disco é uma coisa que veio da própria alma, com canções mais pessoais. Posso dizer que ele revela a essência da banda hoje", afirma.

Quando falamos de Linkin Park, a primeira coisa que vem à cabeça é o rock fundido de guitarras pesadas, pianos e vocais rap que conquistou o planeta nos megahits "In The End", "Crawling" e "Faint". No entanto, o primeiro single do disco, "Heavy", é estilisticamente diferente do que os fãs ouviram da banda no passado. O mesmo acontece no outro single "Good Goodbye", que traz as participações de dois grandes nomes do rap e hip hop da atualidade, Pusha T e Stormzy. Para Brad, essas novas músicas servem para quebrar alguns paradigmas e evidenciam o novo momento do grupo.
O que a gente está fazendo agora é algo muito mais nosso. Com novos elementos e que ultrapassam a linha do emocional. Isso realmente quebra um pouco o que era antes e mostra o que está acontecendo hoje dentro da banda. É um som mais honesto.
A abordagem diferente na hora de compor o novo trabalho serve como indício de que o novo álbum, One More Light, siga um caminho pop, puro e simples. Tanto que para escrever "Heavy", eles se juntaram a Justin Tranter e Julia Michaels, responsáveis ​​por singles de sucesso de artistas como Demi Lovato, Selena Gomez e Jason Derulo. Será que a banda estaria preocupada com uma suposta recepção negativa dos fãs? O guitarrista é enfático:
O importante é estarmos passando algo que seja real. E One More Light é o que somos hoje em dia.
Com quase vinte anos de carreira, o guitarrista concorda que o Linkin Park viveu um dos melhores momentos da indústria fonográfica nos anos 2000, vendendo aproximadamente 70 milhões de discos no mundo inteiro. Algo que hoje em dia, com a chegada da internet, acabou tornando-se impensável. No entanto, ele enxerga essa nova realidade com bons olhos e diz que o grupo sempre gostou de utilizar as plataformas virtuais como forma de expandir seu legado. Segundo ele, "independente de que tempo você estiver, sempre será compartilhado o que você faz". E qual a expectativa da banda para o show no Maximus Festival, que acontece neste sábado (13), no Autódromo de Interlagos?
A expectativa é a melhor possível. Nós estamos muito animados de estarmos voltando ao Brasil. Temos fãs muito apaixonados aí. O público tem uma energia muito diferente no Brasil se comparado a outros países. E nós também procuramos retribuir isso de uma forma muito honesta. Vai ser ótimo retornar à São Paulo.
Além da boa relação com os fãs, Brad diz adorar a cultura brasileira, principalmente no que se trata de música. Quando questionado sobre algum artista brasileiro preferido, ele diz que a sua adoração é mais pelos ritmos tradicionais. "Eu não saberia dizer nenhum nome específico de artistas brasileiros. O que me atrai mesmo é a música tradicional brasileira, como samba, por exemplo". Essa é a quinta vez que o Linkin Park vem ao Brasil, mas o guitarrista lembra com emoção de sua primeira vinda à São Paulo, em 2004. 
Quando penso em Brasil, a primeira coisa que me vem à mente é o show no Chimera Music Festival no Morumbi para mais de 70 mil pessoas. Foi uma noite inesquecível. Uma das melhores da nossa carreira com toda certeza.
O Linkin Park é a principal atração do Maximus Festival e vai se apresentar no Palco Maximus, às 21h, deste sábado no Autódromo de Interlagos. Essa é a primeira oportunidade dos fãs brasileiros conferirem ao vivo algumas das novas músicas de One More Light, que estará nas lojas na próxima semana. "Já estamos tocando algo em torno de quatro músicas novas e o Brasil vai poder conferir isso", finalizou o guitarrista em tom de promessa.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Atração do Maximus Festival, Red Fang volta ao Brasil querendo conquistar novos fãs

Foto: Divulgação
Red Fang vai apresentar músicas de seu novo disco, "Only Ghosts"
Por Rom Jom

Os americanos do Red Fang estão prestes a desembarcar pela segunda vez no Brasil como uma das atrações da segunda edição do Maximus Festival, que acontece no próximo final de semana em São Paulo, e o Rock On Board bateu um papo por telefone com o vocalista e guitarrista Bryan Giles para falar um pouco do mais recente disco do grupo e também sabermos das expectativas para os shows no Brasil.

Para quem não sabe, o Red Fang está na estrada deste 2009 e já possui 4 álbuns de estúdio. Em outubro do ano passado, eles lançaram seu último trabalho, intitulado 'Only Ghosts', que foi produzido pelo renomado Ross Robinson (que já trabalhou com bandas como Sepultura, Korn e Slipknot). O disco apresenta um som baseado no stoner rock, mas com um perceptível maior peso nas cordas, principalmente no baixo.
Para mim a principal diferença deste álbum para os outros foi a influência de Ross [Robinson]. Ele estava muito envolvido conosco e puxou a banda para ser o mais true e pessoal possível. E isso fez com que a essência de cada integrante dentro das músicas fosse captada. Foi uma experiência incrível essa gravação e mais pessoal para todos da banda. Então para nós ficou mais impactante porque conseguimos colocar toda essa energia nas músicas. Foi um trabalho gratificante de fazer.
Já fazem 5 anos desde a última vez que o Red Fang esteve aqui no Brasil - quando tocou no Festival Porão do Rock, em Brasília, e no Inferno Club em São Paulo. Bryan lembram muito bem do show na capital paulista. "Eu lembro até hoje deste show! Foi fantástico! As pessoas ficavam loucas com o som! Foi um show foda de fazer porque o público ficava bem próximo do palco e a troca de energia era maravilhosa! E fica muito mais fácil quando eu me divirto como o público", garante. Ao ser informado que as críticas do show foram as melhores possíveis, ele reagiu com surpresa. “Sério? Eu não sabia! Foram ótimos momentos mesmo”. Ainda sobre a última vez no Brasil, ele falou um pouco sobre a diferença entre tocar em um Festival e uma casa menor: 
São experiência distintas. Em um club as pessoas estão bem próximas e você praticamente sua junto com elas. Eu particularmente curto mais, é mais emocional esta proximidade. A conexão é maior. Em um festival você está em um palco maior, mais alto, e essa proximidade não existe. Então fica mais difícil de energizar. Mas é intenso da mesma forma e eu gosto de ambas. Mas se for para escolher uma, é claro que eu prefiro tocar em uma casa menor.
Na ocasião, a banda tinha saído de uma experiência única, que foi excursionar na turnê do seu segundo álbum 'Murder The Montains' de 2011, ao lado de bandas como Megadeth, Helmet, Mastodon e Down. "Éramos praticamente adolescentes na época e estávamos excursionando com bandas e artistas com 30 anos de estrada. Foi inacreditável estar com pessoas experientes porque naquele tempo tocávamos ainda em lugares pequenos. Crescemos muito como banda", disse.

O Red Fang a se apresenta em Porto Alegre na próxima sexta dia 11 (Pepsi On Stage) e em São Paulo no Maximus Festival, no dia 12 (Autodromo de Interlagos). As expectativas são as melhores possíveis. "Queremos tocar músicas do nosso novo álbum", confidenciou. Para uma banda que ainda busca maior espaço na cena mundial, essa é mais uma chance de mostrar seu trabalho e conquistar novos adeptos.
É mais uma oportunidade incrível para ganharmos novos fãs no Brasil. Então eu espero que tenhamos novas pessoas escutando nossas músicas para conseguirmos isso. Espero que as pessoas curtam nosso show. Fazem 5 anos que não vamos aí. Queremos nos divertir e ter um belo momento. 
Para finalizar, Bryan fez questão de mandar uma última mensagem ao público que estará nos shows da banda em Porto Alegre e São Paulo: "Brasil! Estamos muito animados em voltar! Teremos momentos ótimos! Nos vemos em breve!" Enquanto isso, você pode conferir o novo disco da banda, "Only Ghosts", AQUI.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Pela primeira vez no Brasil, Five Finger Death Punch anuncia shows no Rio e Belo Horizonte

Foto: Divulgação
Five Finger Death Punch chega ao Brasil pela primeira vez
O Five Finger Death Punch anunciou que estará no Rio de Janeiro, dia 10 de maio, no palco do Vivo Rio, para sua primeira apresentação no Brasil e depois segue para Belo Horizonte, onde no dia seguinte se apresenta na Esplanada do Mineirão. A banda ainda vai tocar no Maximus Festival (13 de maio em São Paulo). O show no Rio de Janeiro vai contar com a abertura da banda Hatebreed. Já na capital mineira, quem abre a noite é o Rise Against.

Uma das mais relevantes e bem sucedidas bandas de rock da cena internacional, a Five Finger Death Punch lançou em 2013, The Wrong Side of Heaven e The Righteousside of Hell ─ Volume 1 e Volume 2. Ambos os álbuns estrearam em segundo lugar na Billboard dos EUA e nas dez principais listas em todo o mundo. Os dois álbuns apresentam três singles de sucesso de rádio #1 (“Lift Me Up”, com Rob Halford, da banda Judas Priest, “Battle Born” e “Wrong Side Of Heaven”). O single “The Wrong Side Of Heaven” foi seu décimo quarto sucesso consecutivo no Active Rock Radio e o vídeo da canção tem mais de 35 milhões de visualizações.

Originária de Las Vegas, nos Estados Unidos, a banda conta atualmente com o vocalista Ivan Moody, os guitarristas Zoltan Bathory e Jason Hook, o baixista Chris Kael e o bateirista Jeremy Spencer.

Seu primeiro álgum foi The Way of the Fist, lançado em 2007, quando o 5FDP começou a ganhar o mundo. O álbum seguinte, War Is The Answer, lançado em 2009, aumentou ainda mais a popularidade da banda, tendo os dois álbuns atingido a certificanção de Disco de Ouro, por venderem mais de 500 mil cópias cada um deles nos Estados Unidos. Dois anos depois, a banda ganhou seu terceiro Disco de Ouro, com o álbum American Capitalist. A banda também recebeu em 2011, 2012 e 2013 o Radio Contraband Rock Radio Awards como “Artista Indie do Ano”.

Atrações do Maximus Festival, Prophets Of Rage e Rise Against confirmam show no Rio

Foto: Divulgação
Prophets Of  Rage é formado por integrantes do Rage Against The Machine
O super grupo Prophets of Rage, que é formado por integrantes do Rage Against The Machine (Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford), do Public Enemy (Chuck D e DJ Lord) e do Cypress Hill (B Real), acaba de confirmar mais outros dois shows no Brasil. A banda que foi anunciada como uma das grandes atrações do Maximus Festival, vai se apresentar também em show solo na cidade de São Paulo (dia 9 de maio na Audio) e no Rio de Janeiro (dia 12 de maio no Riocentro). O show no Rio de Janeiro terá abertura da banda Rise Against. Os ingressos para o show de São Paulo começam a ser vendidos em 13 de março, às 10h, em www.livepass.com.br e 16 de março, às 10h, para o show do Rio de Janeiro. 

As duas bandas integram o line up do Maximus Festival 2017, que acontece dia 13 de maio, em Interlagos, São Paulo, e que conta com Linkin Park, Prophets of Rage, Five Finger Death Punch, Rise Against, Slayer, Ghost, Rob Zombie, Red Fang, Böhse Onkelz, Pennywise, The Flatliners  e as bandas brasileiras, Nem Liminha Ouviu, Dead Fish e Oitão. Ainda existem ingressos disponíveis para o festival. Para mais informações sobre o Maximus Festival 2017, confira o release completo.

PROPHETS OF RAGE E RISE AGAINST NO RIO DE JANEIRO 
Data: 12 de maio
Local: Riocentro
Endereço: Av. Salvador Allende, 6555 - Barra da Tijuca
Horário: A confirmar
Ingressos: 16 de março

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Maximus Festival 2017 anuncia mais seis atrações e fecha line up

Foto: Camila Cara
Estrutura de 2016 com palcos lado a lado será mantida
O Maximus Festival 2017 acaba de fechar seu line up ao confirmar mais seis bandas que se apresentarão em Interlagos, no dia 13 de maio. Na segunda edição do Maximus Festival, você poderá assistir aos ícones do rock alemão Böhse Onkelz, no palco Maximus; a banda americana Hatebreed e a brasileira Nem Liminha Ouviu, no palco Rockatansky, e também The Flatliners junto aos brasileiros Dead Fish e Oitão, no palco Thunderdome.

O festival já havia confirmado outras nove atrações: no palco Maximus, o headliner Linkin Park, Slayer, Rob Zombie e Red Fang; no palco Rockatansky, o headliner Prophets of Rage, Five Finger Death Punch e Ghost; e no palco Thunderdome, o headliner Rise Against e também Pennywise.

Em 2016, no dia 07 de setembro, São Paulo sediou a primeira edição do Maximus Festival [saiba como foi AQUI], que nasceu com o propósito de se tornar uma referência para os novos cenários do rock mundial. Os 25 mil fãs presentes viveram a incrível experiência de estar em um festival de padrão internacional, com quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se revezaram nos três palcos, além de aproveitarem as opções de entretenimento, gastronomia e diversão montadas em uma área de 200 mil metros quadrados em Interlagos.

A nova edição do Maximus Festival repetirá a configuração do evento de 2016, com os palcos Maximus e Rockatansky, montados lado a lado, estrutura que foi completamente aprovada pelo público. Também retorna o sistema de pagamento Cashless, que eliminou as filas, dando mais conforto aos consumidores. Uma grande novidade na edição 2017 será a escalação das bandas que se apresentarão no palco Thunderdome, que será inteiramente dedicado ao hardcore.

Seguindo a tradição de grandes festivais como o Wacken e o Hellfest, a Move Concerts e as 2,5 mil pessoas que trabalharam na organização da primeira edição do Maximus Festival apostam suas fichas na qualidade e na construção lenta e cuidadosa do evento para que se torne o “irmão” sul-americano desses festivais poderosos, o melhor festival de hard rock em nosso continente, mas com as cores e os temperos latinos.

No sábado, dia 13 de maio de 2017, um novo capítulo desta história será escrito, com a realização da segunda edição do Maximus Festival. Tudo embalado pelo mesmo cuidado com as atrações especiais de gastronomia, entretenimento e diversão que transformaram em um enorme sucesso a primeira edição do evento.

Ainda existem ingressos à venda no site Livepass.com.br. Os valores iniciais vão de R$ 220 a R$ 800 reais. O festival conta com o patrocínio da SKY e da BUDWEISER e apoio do MONSTER energético. Confira mais informações no serviço abaixo.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Maximus Festival confirma Slayer, Rob Zombie, Ghost, Pennywise e Red Fang

Foto: Divulgação
Slayer volta ao Brasil em 2017 para o Maximus Festival
Com uma carreira que abrange mais de três décadas, a icônica banda Slayer está confirmada para se apresentar no palco Maximus, assim como os conterrâneos norte-americanos: o músico, diretor de cinema, roteirista e produtor de filmes, Rob Zombie, e a banda de heavy metal, de Portland, Red Fang. Papa Emeritus e a banda sueca de heavy metal Ghost também estão confirmados e subirão ao palco Rockatansky. Os punk rockers californianos do Pennywise se apresentarão no palco Thunderdome. Anteriormente, o festival já tinha anunciado as bandas Linkin Park, Prophets Of Rage, Five Fingers Death Punch e Rise Against para a edição de 2017.

A primeira edição do Maximus Festival aconteceu este ano, no dia 07 de setembro em São Paulo. 25 mil pessoas estiveram no Autódromo de Interlagos para curtir quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se  revezaram em três palcos [saiba como foi AQUI]. A próxima edição do festival está marcada para o dia 17 de maio de 2017, no mesmo local.

Os ingressos começam a ser vendidos no dia 19 de dezembro, às 10 horas, no site Livepass.com.br. Os valores iniciais vão de 220 a 800 reais. O festival conta com o patrocínio da SKY e da BUDWEISER.

Mais informações em breve!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Five Finger Death Punch e Prophets Of Rage estão confirmados no Maximus Festival 2017

Foto: Divulgação
Five Finger Death Punch se apresenta no Maximus em 2017
O super grupo Prophets of Rage, formada por integrantes do Rage Against The Machine (Tom Morello, Brad Wilk, e Tim Commerford, do Public Enemy (Chuck D e DJ Lord) e do Cypress Hill (B Real), e considerada a mais importante banda de rock formada este ano, está confirmada como headliner do  Rockatansky Stage.

A festejada Five Finger Death Punch, que desde o começo desta década é presença assídua nos principais festivais de rock de todo o mundo e vem sendo bastante aguardada pelos brasileiros, fará sua estreia no Brasil pouco antes da Prophets of Rage no mesmo palco.

Além de PROPHETS OF RAGE e FIVE FINGER DEATH PUNCH, o festival já tem como confirmadas as bandas LINKIN PARK e RISE AGAINST, respectivamente como headliners dos palcos Maximus e Thunderdome.

A primeira edição do Maximus Festival aconteceu este ano, no dia 07 de setembro em São Paulo. 25 mil pessoas estiveram no Autódromo de Interlagos para curtir quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se  revezaram em três palcos [saiba como foi AQUI]. A próxima edição do festival está marcada para o dia 13 de maio de 2017, no mesmo local.


Mais confirmações e novas informações sobre abertura de vendas em breve!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Linkin Park e Rise Against estão confirmados no Maximus Festival 2017

Foto: Divulgação
Linkin Park será headliner da próxima edição do Maximus Festival
O Maximus Festival 2017 já tem o headliner para o palco Maximus: Linkin Park. Considerada uma das mais importantes bandas de rock do novo milênio, com mais de 50 milhões de discos vendidos em todo o mundo, certificados de platina em 34 países e 5 continentes e inúmeros prêmios internacionais, entre eles dois Grammys Awards, a banda é presença confirmada nos mais importantes festivais europeus em 2017 como Hellfest (França), Download (França e Espanha), Hurricane e Werchter (Alemanha), entre outros. Outro confirmado é o Rise Against, uma das mais prestigiadas bandas  de punk rock / hardcore da atualidade,  também está confirmada como headliner do palco Thunderdome.

A primeira edição do Maximus Festival aconteceu este ano, no dia 07 de setembro em São Paulo. 25 mil pessoas estiveram no Autódromo de Interlagos para curtir quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se  revezaram em três palcos [saiba como foi AQUI]. A próxima edição do festival está marcada para o dia 13 de maio de 2017, no mesmo local.

Mais confirmações e novas informações sobre abertura de vendas em breve!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Saiba como foi o Maximus Festival 2016


Imagem do público chegando no Maximus Festival 2016
Por Bruno Eduardo

A primeira edição do Maximus Festival foi um verdadeiro sucesso. A começar pela escolha das bandas, fugindo da obviedade que assola a maioria dos festivais brasileiros. Ficou provado que não precisamos repetir os mesmos medalhões de sempre para que tenhamos um bom público presente. Também foi legal ver o gigante autódromo de Interlagos bem utilizado, com espaço reduzido, e todas as atrações destacadas. Como a próxima edição já foi confirmada para o dia 20 de maio de 2017, a produção poderia dar uma atenção especial a quantidade de banheiros químicos disponíveis - principalmente femininos, pois as filas eram intermináveis. Outra questão que pode ser levada em consideração, é a criação de uma nova saída para o público, de preferência perto ao local dos shows. De resto, foi tudo lindo e funcional. Mas vamos aos onze shows que conseguimos acompanhar nessa maratona de doze horas ininterruptas de muita música! 

Foto: Rom Jom
O country-rock do Steve 'N' Seagulls agradou o público que chegava em Interlagos
O grupo Steve 'N' Seagulls ficou conhecido na internet por fazer versões country para clássicos do rock e do metal. O sucesso foi tão grande que eles decidiram seguir em frente na empreitada e passaram a rodar o mundo apresentando esse formato. Com isso, a posição de abrir o festival acabou sendo perfeita para os caras, que mesmo não tocando músicas autorais, foram conquistando o público com versões rearranjadas de vários hinos do rock, com destaque para algumas já viralizadas na internet, como "The Trooper" do Iron Maiden e "Thunderstruck" do AC/DC.

Foto: Rom Jom
A cartilha rap-metal do Hollywood Undead passou batida no Maximus
Com mais de dois milhões de discos vendidos nos Estados Unidos, o Hollywood Undead apareceu como a nova revelação no cenário rap metal mundial. No entanto, em cima do palco, o que se viu foi um roteiro clonado de bandas como Limp Bizkit e - principalmente - Linkin Park. Talvez o maior problema do show é que sonoramente o grupo soa muito artificial ao vivo, e dá a impressão de que tudo ali não passa de bases sampleadas. O início até que foi instigante ao som da forte "Usual Suspects", que contou com muita energia de seus três (!!!) vocalistas - que se revezavam entre berros, vocais rap e falsetes. Só que com mais de quinze minutos de repetição deste mesmo roteiro, muita gente não pensou duas vezes em ir conferir o show do Far From Alaska, que tocava em um palco secundário.

Foto: Rom Jom
Far From Alaska mantém presença destacada em grandes festivais
Somos redundantes quando falamos dessa banda. É chover no molhado dizer que o Far From Alaska faz um dos melhores shows de rock disponíveis no Brasil. No entanto, vamos continuar batendo nessa tecla, já que eles teimam em nunca nos decepcionar. Contando com o mesmo repertório há quase dois anos, a banda potiguar reuniu um grande público no palco Thunder Dome, que ficava localizado ao lado da área de alimentação do festival. O show, lógico, contou com as indispensáveis "Politiks", "Thievery" e com as caretas e peripécias vocais de Emmily Barreto. Banda linda do meu Brasil.

Foto: Ricardo Matswaka / Veja
Brent Smith se joga no público mas Shinedown sofre com problemas no som
É até uma injustiça avaliar o show do grupo americano Shinedown. Desde os primeiros minutos a banda sofreu com diversos problemas técnicos do palco Rockatansky. Por mais de duas canções, o carismático Brent Smith teve que conviver com seu microfone praticamente mudo e com vários fãs fazendo sinal de negativo para ele, avisando que o som não estava bom. Quando a voz voltou a funcionar, ele perguntou: "E agora, vocês estão me ouvindo?". Uma pena que foi por pouco tempo. Restou ao vocalista apelar para o seu lado punch, e se jogou no meio da galera, ganhando de vez a simpatia do público. Mas a paciência da banda com o som do palco não foi a mesma e eles acabaram saindo de cena antes da hora.

Foto: Rom Jom
Chad Grey: sangue, suor e metal na veia durante show do Hellyeah
Já o Hellyeah contou com um som de palco tinindo para fazer um dos melhores shows do dia. A banda é uma verdadeira locomotiva dos infernos. Contando com o bumbo pesado do ex-Pantera Vinnie Paul e a voz monstruosa de Chad Gray (Mudvayne), eles maltrataram os tímpanos com uma ensurdecedora orquestra demoníaca. Tá certo que o nome da banda é uma piada de péssimo gosto, mas a proposta funciona de forma exata. Pancadas como "X", "Demons in The Dirt" e "Sangre Por Sangre" mantiveram os ouvidos zumbindo, tamanha era a violência sonora. Na tentativa de definir a banda, Chad Gray - que tomou uma cusparada de sangue (fake, lógico) no rosto - disse que embora ele não saiba falar português e nem muitos fãs entendam o seu inglês, todos falam a língua do metal, e essa, segundo ele, é a mais importante. O show do grupo no Maximus não deixou pó sobre pó. 

Foto: Rom Jom
Cartilha rock blues do BSC funcionou legal no Maximus
Muita gente estava na expectativa do Black Stone Cherry, já que eles lançaram três discos bastante comentados na década passada. A mistura do rock com blues, segue a mesma linha do ótimo grupo Rival Sons (que estarão no Brasil este ano abrindo para o Black Sabbath). E do mesmo jeito que acontece com o Rival, o som do BSC cresce muito ao vivo e funciona perfeitamente em grandes arenas. Quem resolveu assistir o show dos caras não se decepcionou. Embora o palco Rockatansky ainda demonstrasse alguns problemas técnicos, a apresentação não foi comprometida. Destaque para o baterista John Fred Young, que deu um show em canções como "Blind Man" e "Soul Machine".

Foto: Rom Jom
Sempre carismática, Lzzy Hale garante bom show do Halestorm
Pelo segundo ano consecutivo no Brasil, o Halestorm, da loiraça Lzzy Hale, seguiu a mesma linha de sua última passagem pelo país. Quem assistiu a banda na última edição do Rock in Rio, já sabia de cór e salteado que Lzzy iria chamar a responsabilidade que lhe cabe e levar sua banda nas costas - com um vozeirão que continua em dia e presença de palco imponente. Mais à vontade, ela conversou mais com o público, arriscou algumas piadas e declarou amor aos fãs brasileiros. Entre os destaques do repertório, os hards padrões "Love Bites", "Apocalyptic", e a preferida da casa, "I Miss The Misery".

Foto: Rom Jom
Matthew Tuck do Bullet For My Valentine arrastou uma legião de fãs a Interlagos
A primeira banda a contar de verdade com o apoio da galera foi o Bullet For My Valentine. Não é por menos que eles são considerados um dos principais nomes do novo metal mundial. O show do grupo no Maximus Festival foi o que melhor cumpriu a promessa de apresentar as novas tendências do gênero, já que além de possuir um repertório consistente, eles também evidenciam uma bela renovação no público - com muitos fãs uniformizados e participativos. "No Way Out", "You Want A Battle?" e "Venom" mantiveram a molecada batendo cabeça e pogando até o fim. 

Foto: Rom Jom
Disturbed faz boa apresentação mais exagera um pouco nas versões
O Disturbed é um grande exemplo de banda respeitada na Europa mas que - injustamente - não chega a alcançar a mesma força popular no Brasil. Para se ter uma noção dessa moral que o Disturbed tem lá fora, seus últimos cinco discos estrearam "apenas" na primeira colocação da Billboard. De qualquer forma, a banda do vocalista Drainman veio disposta a fazer de tudo para mudar isso. Além de mostrar algumas músicas mais recentes, o grupo decidiu apostar também em um conjunto de canções covers, que começou em Simon & Garfunkel (que não é surpresa para os fãs da banda) e terminou numa sequência de U2, The Who e Rage Against The Machine (tentativa de jogar para a plateia?). Não precisava, já que o grande momento do show aconteceu logo em seguida, quando eles tocaram as ótimas "Indestructible", "Voices" e "Down With The Sickness". 

Foto: Rom Jom
Marilyn Manson retorna com novo visual e abandona efeitos cenográficos
Marilyn Manson realmente não é mais aquela criatura bizarra que causava arrepios na espinha da molecada. Seus shows também não são mais os teatros do absurdo, que impactavam fãs em todos os cantos do planeta (quem testemunhou algum sabe do que estou falando). A apresentação no Maximus Festival está longe de ser um show ruim, mas reafirma a falta de interesse do artista em manter a sua imagem de "Anti-Cristo", que tanto o consagrou. No palco, são pouquíssimas as referências ao tema e não há quase nenhum grande efeito cenográfico. Até quando queima a bíblia durante o show desta noite, o faz de forma quase despretensiosa. No entanto, o grande problema desse novo Marilyn Manson está em assumir de vez a sua nova faceta - o que fica comprovado na escolha do repertório, que inclui apenas duas músicas de seu último - e ótimo - disco, The Pale Emperor. Afinal, todo mundo sabe que Manson está muito mais interessado nas levadas classudas de músicas como "Deep Six" - que funciona de forma magistral no show - do que na berraria desesperada de seu maior sucesso, "The Beautiful People". Então, para a coisa ficar boa de verdade, basta apenas ele entender que a mudança não tem que ser apenas nos figurinos, e sim no formato como um todo. Mesmo assim, teve muita gente que curtiu e dançou ao som de "mObscene", "Tourniquet", e "Sweet Dreams" - esta com direito a pernas mecânicas e muletas gigantes.

Foto: Bruno Eduardo
Till Lindermann num dos momentos mais esperados da noite
Massacre. O show do Rammstein no Maximus Festival foi impecável em todos os sentidos. Músicas como "Hallellujah", "Feuer Frei!" e o hit "Du Hast" serviram como trilha sonora para um espetáculo visual memorável e rico em detalhes. Entre fogos de artifício e labaredas gigantes, o vocalista Till Lindemann interpretou diversos personagens - o que ajudou a criar uma atmosfera teatral ao show. Já o repertório da banda foi baseado principalmente em seu terceiro disco, Mutter (lançado em 2001). No final, um dos momentos mais esperados da noite: a faixa "Engel", que reserva o voo de Till com sua asa gigante (veja na foto acima). Após esse show apoteótico do Rammstein no Maximus Festival, o que veio antes corre o risco de ser esquecido rapidamente pelo público. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Henrique Fogaça, jurado do Masterchef e vocalista do Oitão, será atração no Maximus Festival

Foto: Divulgação
Henrique Fogaça será atração da área de gastronomia do Maximus Festival
A cidade de São Paulo se prepara para receber o mais novo festival de rock do país: o Maximus Festival, que acontece no Autódromo de Interlagos no dia 07 de setembro. Com a ideia de mostrar o mais novo cenário do rock mundial, o evento vai reunir nomes como Rammstein, Marilyn Manson, Black Stone Cherry, Disturbed entre outros. Ao todo, serão doze horas com 11 bandas internacionais e 4 nacionais se revezando em três palcos.

Além de muita música, a organização do festival também receberá o público com uma área especial de entretenimento, gastronomia e diversão – que terá uma exposição de fotos, lojas especializadas em produtos criados especialmente para o consumidor roqueiro e muita diversidade gastronômica. Na área de alimentação, teremos como destaque Henrique Fogaça, vocalista da banda Oitão e jurado do programa Masterchef. Fogaça, é uma das estrelas da GASTOWN, a área gastronômica do evento. Ele vai trazer um sanduíche especial para o festival, o Cão Maximus, composto por pão de brioche com hamburguer de Kobe, queijo derretido, farofa de bacon e molho barbecue. 

Além de dominar a gastronomia, Fogaça divide seu tempo como vocalista da banda Oitão. Na estrada desde 2008, o grupo segue uma cartilha de bandas como Ratos de Porão e Biohazard. Com dois discos de estúdio, o grupo aborda temas como problemas sociais e desigualdade - como pode ser conferido no mais novo disco da banda, "Pobre Povo", lançado no ano passado.