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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
Rock in Rio anuncia Living Colour e Steve Vai como headliners do Palco Sunset no dia 24
Depois de anunciar uma dobradinha nada esperada entre Sepultura e Orquestra Sinfônica Brasileira que farão a abertura do Palco Mundo da edição de 2021 do Rock in Rio, a organização do maior festival de música e entretenimento do mundo, conta para o público outra surpresa. Só que, desta vez, o encontro que será o headliner do Palco Sunset neste mesmo dia, 24 de setembro: a banda Living Colour e o guitarrista Steve Vai.
O ineditismo desta apresentação que reunirá os timbres graves de Corey Glover somados a riffes precisos da guitarra de Steve Vai e, claro, dos músicos Vernon Reid , Doug Wimbish e William Calhoun serão o ponto alto deste espetáculo da música para o público. Os fãs já podem esperar inclusive o groove de Steve em Cult of Personality.
Para Zé Ricardo, "se em uma apresentação única, os Living Colour impressionam com todo o seu solo, imagina quando colocarmos a guitarra estonteante de Steve Vai no palco com eles. Não terá para mais ninguém. Será um encontro arrebatador. O público pode esperar algo grande, porque será", garante Zé Ricardo, diretor artístico do Palco Sunset.
Neste mesmo dia, o Palco Mundo traz Sepultura em uma parceria com a Orquestra Sinfônica Brasileira, em uma apresentação intitulada Sepultura in Concert, todo o thrash de Megadeth, com Dave Mustaine, o metal progressivo do Dream Theather, pela primeira vez no Rock in Rio, e os lendários Iron Maiden. O Rock in Rio acontecerá nos dias 24, 25, 26 e 30 de setembro e 01,02 e 03 de outubro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Uma das revelações do Rock in Rio, Tyler Bryant & The Shakedown lança novo clipe: "Backfire"
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| Banda foi uma das gratas surpresas do Rock in Rio e SP Trip 2017 |
Nascida em Nashville, o berço do country norte-americano, o Tyler Bryant & The Shakedown apostou na mistura de blues com rock alternativo para chamar atenção logo em seu álbum de estreia, 'Wild Child', lançado em 2013. Daí para frente, eles foram convidados para uma shows com as lendas ZZ Top, Aerosmith e Jeff Beck, onde firmaram sua reputação de grande banda ao vivo.
O público brasileiro teve a oportunidade de conhecer o TBSD em 2017 nos palcos do Rock in Rio e o SP Trip. Em Março, a banda continuará com a turnê Ramblin’ Bones Tour, só que dessa vez, acompanhados pelo Blackberry Smoke em uma série de shows pelos Estados Unidos.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Incubus inclui imagens da performance no Rock in Rio em seu novo clipe: "No Fun"
| O vocalista Brandon Boyd em ação no Rock in Rio [Foto: Rom Jom] |
Antes de "No Fun", a banda já tinha lançado um clipe para "Nimble Bastard", música mais pesada e que saiu como primeiro single do disco e "Loneliest". No entanto, basta procurar no youtube que você encontra o formato lyric video de todas as faixas do novo álbum - algo que vem tornando-se uma tendência na plataforma e que tem agradado muito os fãs.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
sábado, 30 de setembro de 2017
O Rock in Rio 2017 em 20 fotos lindas e 20 fatos marcantes
Por Bruno Eduardo
O Rock On Board viveu o Rock in Rio intensamente nesses sete dias de festival. Trouxemos várias resenhas de shows, antecipamos os setlists dos artistas, entrevistamos outros, tiramos algumas dúvidas necessárias, conversamos com os leitores em tempo real e - principalmente - cumprimos o nosso papel de tentar traduzir com isenção e rapidez, tudo o que os nossos leitores estavam interessados em saber.
Agora, decidimos fazer um resumo do festival bem ao nosso modo. Escolhemos as fotos [de shows e de público] que melhor resumem essa edição do Rock in Rio 2017. Quem assina a maioria das fotos, é a nossa fotógrafa Adriana Vieira - com exceção dos artigos 16 e 19, fotografados por outro craque do nosso time (Rom Jom) e 17, 18 e 20 (cedidos pela produção / I Hate Flash).
O Rock in Rio em 20 fotos e 20 fatos:
1. Chuva Zero. O Rock in Rio 2017 foi de céu azul em quase todos os dias. Teve até friozinho na segunda semana, mas a chuva não apareceu para atrapalhar.
2. Queima de Fogos. Nesta edição, o festival recebeu o maior espetáculo de fogos de sua história. Foram 4,5 toneladas de artefatos lançados de 18 pontos, em três momentos diferentes.
3. Revelação. Assim como aconteceu com a banda Diesel, em 2001, muita gente conheceu a Ego Kill Talent no último dia do festival. O show foi elogiadíssimo pelo público.
4. Bateu ponto. O Red Hot Chili Peppers teve a responsabilidade de fechar o festival pela segunda vez em sua história. Só que agora eles não decepcionaram.
5. O Melhor. Coube ao veterano Alice Cooper o melhor show de rock do Palco Sunset nesta edição. Recebendo as companhias ilustres de Arthur Brown e Joe Perry, a Tia Alice levou o público ao delírio com seu teatro do absurdo.
6. Representante. Sem dia dedicado ao metal (alô produção!), o novato Alter Bridge, do galã Myles Kennedy, foi um dos que tentaram aumentar o nível de decibéis na Cidade do Rock. Foi o primeiro show "pesado" da edição.
7. Dos Casais. Para a nossa colaboradora, Rosangela Comunale, esta foi a edição dos casais. Para onde apontávamos as nossas câmeras, encontrávamos um par de apaixonados.
8. Rodada Dupla. Os fãs de Maroon 5 nunca mais irão esquecer esse Rock in Rio. A banda de Adam Levine fechou as duas primeiras noites do festival. Uma delas, substituindo Lady Gaga, que cancelou sua participação na véspera.
9. Tias Fofinhas. No show mais nostálgico do festival, o grupo britânico elevou a cantoria na Cidade do Rock com sucessos de quase toda a carreira. Faltou "Woman in Chains", mas rolou uma surpreendente versão de "Creep" do Radiohead.
10. Vem Pro Rio. 65% do público do Rock in Rio veio de fora do Rio de Janeiro. Com isso, mais de 400 mil turistas visitaram a Cidade do Rock, rendendo R$1,4 bilhão na economia da cidade.
11. Dance, Dance, Dance. O primeiro grande momento do Rock in Rio veio do palco Sunset. Nile Rodgers e Chic fizeram um dos shows mais legais que o festival recebeu nos últimos tempos. Quem ficou lá assistindo, não ficou parado.
12. Boletim Médico. O vocalista Steven Tyler cancelou todos os shows da turnê na América Latina após o bom show do Rock in Rio e outro em SP. Oficialmente, problemas renais. No palco, tudo normal e um show cheio de hits.
13. Gigante. A nova Cidade do Rock foi a maior da história. E mais bonita também. Tudo grandioso e cheio de opções. Mas poderia ficar nos 85 mil iniciais. Para quem buscava comodidade, transitar à noite com 100 mil pessoas era uma tarefa árdua.
14. Nova Geração. A única banda brasileira da nova geração a ter o privilégio de tocar no palco Mundo foi o Scalene. Os garotos de Brasília aproveitaram para mostrar músicas de seu novo disco, "Magnetite". Que isso torne-se cada vez mais uma prática da produção.
15. Selfies in Rio. Público fazendo selfie no gramado do Rock in Rio não é novidade pra ninguém. Mas nessa edição, o festival instalou dez tablets gigantes na Cidade do Rock, que permitiam fazer selfies e gifs, que eram enviados para o email da pessoa.
16. Vozeirão. Escalado para fechar o palco Sunset num dia dedicado ao rock, CeeLo Green conseguiu conquistar a plateia com muita simpatia e um vozeirão de primeira. A apresentação teve referências ao funk mas foi levada no melhor do pop.
17. Sem Voz? Um dos nomes mais comentados nas redes sociais durante o Rock in Rio foi de Axl Rose. O cantor do Guns N'Roses sofreu uma avalanche de críticas por conta de sua voz (ou falta de). Os fãs é que parecem não ligar, já que a apresentação da banda lidera quase todas as pesquisas de preferência desta edição. Vai entender.
18. Cadê o Som? Um dos grandes mistérios e que precisa ser estudado pela produção do Rock in Rio é o som do Palco Mundo, um dos mais irregulares de todas as edições. Em vários shows, o som do palco apresentava inconstância e um volume baixíssimo. O show do Offspring, por exemplo, sofreu com essa falta de pressão dos PA's.
19. Boa Jogada. O Incubus, do vocalista Brandon Boyd (foto), sofreu com a escalação mas conseguiu driblar um público que não era seu ao apostar num repertório mais rock. Ainda jogou para galera numa versão de Pink Floyd. E tudo terminou bem.
20. Zerou o Festival. Precisa falar alguma coisa? Esse você pode repetir na próxima edição que tá liberado, Medina!
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
Em noite memorável, Guns N'Roses encerra São Paulo Trip com mais de três horas e meia de show
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| Axl e Slash em show memorável no Allianz Parque |
O último dia do festival São Paulo Trip que aconteceu neste domingo (26) contou com o show das bandas Tyler Bryant and the Shakekedown e Alice Cooper na abertura.
A última vez em que o veterano Alice Cooper tocou em São Paulo foi em 2007 no Credicard Hall, e me recordo de um show incrível, considerado um dos melhores naquele ano.
Dez anos depois e o show continua incrível, Alice Cooper esbanja vitalidade com seu espetáculo no melhor estilo “rock horror show”.
A banda conta uma guitarrista mulher, Nita Strauss, de 30 anos, que deu um show com solos virtuosos e carregados do peso e distorção. Além de linda, a guitarrista faz jus à excelente banda que acompanha o vocalista. Alice Cooper ainda sabe como chamar a atenção dos fãs com seus shows teatrais, cheios de performances com direito a boneca que vira bailarina (a filha do cantor, Calico Cooper, que é atriz e bailarina). A guilhotina no palco, o momento em que o vocalista é decapitado, as diversas trocas de roupa, o figurino, tudo no show do Alice Cooper é como um show de mágica, surpreendente.
O show teve a participação especial do guitarrista Andreas Kisser (Sepultura) tocando “School´s Out” e “Another Brick in the Wall” do Pink Floyd, música que encerra a apresentação da banda com direito a bolinhas de sabão e balões coloridos pelo palco voando em direção ao público.
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| Momento de gala com o trio de ferro da banda: Axl, Slash e Duff (no fundo) |
O show tem uma sequência de hits, para a alegria geral dos fãs. Na música “Chinese Democracy” Axl já mostra um pouco de dificuldade nas notas, mas seu ego não o deixa parar e ele segue sem medo, acompanhado do som da guitarra do famoso guitarrista Slash, que soa um pouco mais grave, mais suja. Slash abusa de solos que parecem intermináveis e mostra o porquê ainda é considerado um dos melhores guitarristas, sorte dos fãs!
Em “Better” Axl Rose ainda parece sofrer para cantar. Desafina, e a voz muitas vezes parece falhar nitidamente (embora na voz média e grave e na voz de peito, Axl vai muito melhor), mas para muitos isso pode ter passado despercebido, graças ao backing vocal da tecladista Melissa Reese e do baixista Duff que “seguram as pontas” em várias músicas.
Das poucas interações, o vocalista pergunta ao público: “Como vão?”. É impossível não reparar na boa forma e performance no palco do baixista Duff, que lembra os tempos áureos do Guns! “Live And Let Die” deixa a plateia ensandecida: os fãs, gritam, berram, cantam, o estádio está iluminado por luzes de celulares, e do palco vem sons que remetem aos tiros no refrão.
Não se pode dizer que foi um repertório ruim ou mal escolhido, pelo contrário, eles acertaram o “tiro” em cheio nos fãs. Mas a “menina dos olhos” nesse show é mesmo Slash, que rouba toda a atenção pra si. Slash sola um pouco mais de tempo, como em “Yesterday” e “Coma” e alguns fãs reclamam da demora, dos longos solos, mas o guitarrista compensa. “You Cold Be Mine” também não pode faltar, da trilha sonora do filme “O Exterminador do Futuro 2”, ilustrado por labaredas de fogo saem do palco.
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| Assim como na última vez no Brasil, Slash continua em forma |
Um estádio inteiro cantando “yeah, just a little patience, yeah, yeah” em “Patience”, com certeza para muitos foi o presente da noite! A banda ainda faz um cover de “The Seeker”, um hino da banda The Who que tocou no Rock In Rio e na primeira noite do São Paulo Trip.
“Paradise City” fecha o último dia do Festival São Paulo Trip, com um público feliz e satisfeito e um repertório que fez valer o ingresso e as horas em pé.
Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
Boa música e superação! Memora mostra no Rock in Rio a realidade da cena independente
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| Rafael Lima, da banda Memora: carisma no show do Rock in Rio (Foto: Adriana Vieira) |
"Qualquer banda do mundo quer tocar no Rock in Rio", disse por telefone o guitarrista do The Offspring, Noodles, em entrevista a este jornalista. Estamos falando de uma banda que já vendeu milhões de discos no planeta, que tem três décadas de estrada e todas as mordomias possíveis para se apresentar num festival renomado. Imagine então, a emoção de um artista independente, que precisou conquistar o direito de ter seu nome incluso no line up após vencer um concurso de bandas mega concorrido. É aí que entra a Memora, banda carioca, que está prestes a lançar o seu primeiro disco full - produzido por Felipe Rodarte (o mesmo que trabalhou com um par de bandas da nova geração, incluindo o ótimo "Brutown", do The Baggios, recentemente indicado ao GRAMMY latino).
O sonho de tocar num dos maiores festivais do mundo começa antes mesmo da banda conseguir subir no palco. Mas a concretização não vem de graça para uma banda como a Memora. Escalada para se apresentar no Palco Disctrict, o grupo carioca já tinha noção de seu desafio. E precisariam dar sangue e suor para conquistar a atenção do público, que estava lá para andar de tirolesa, roda gigante, comer pastel, jogar games, tirar selfies, e, sobrando um tempinho, ouvir músicas conhecidas (com as de Bon Jovi e Tears For Fears, que tocariam no mesmo dia).
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| Drenna Rodrigues, da banda Drenna, participou do show da Memora (Foto: Adriana Vieira) |
O problema é que, diferentemente do que deveria ser, a estrutura técnica dada ao show da Memora - um expoente do rock nacional - foi digna do pior que o underground possa oferecer. Os caras não tiveram direito a uma passagem de som digna, nem uma apresentação por parte da produção. O grupo teve de se contentar em subir no palco com o pior som testemunhado por este repórter em todos os dias de festival. Para ter uma ideia do drama, os PA's na primeira música encontravam-se fechados e era impossível escutar a voz de Rafael Lima, que fazia esforço para ser compreendido pelo público. Para completar o tratamento "primeira classe" (trocadilho com o transporte especial do festival), eles tiveram ainda o seu show podado (três músicas cortadas), e mesmo com o pedido do público para que tocassem mais uma canção, eles foram obrigados a deixar o palco - e assim, impedidos de tocar sua canção mais popular entre os fãs ("Ela").
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| O baixista Lucas Lima faz pose para nossa fotógrafa (Foto: Adriana Vieira) |
Cobertura #rockinrio2017
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Rock in Rio 2017: The Offspring atropela som baixo e embolado, coleciona hits e satisfaz fãs com ótimo show
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| Dexter agitou o público da grade com show cheio de hits (Foto: Wilmore Oliveira) |
“Vocês sabem porque nós gostamos de tocar no Rio de Janeiro? Porque vocês realmente sabem se divertir” disse o guitarrista Noodles ao público logo na metade do show. E ele estava certo.
Desde a primeira vez da banda por aqui (leia-se 1996), seus shows são uma verdadeira celebração ao punk, e não só isso: é um momento de diversão. A banda já tinha dado o ar da sua graça no Palco Sunset, em 2013, e foi muito bem elogiada na época. Hoje, no Palco Mundo, pudemos testemunhar que os tiozinhos estão em plena forma tocando para a molecada, e mesmo prejudicados com o som baixo e embolado que vinha dos PA's, a festa foi grande.
Quem acompanha a banda há muito tempo sabe que eles são uma das bandas imbatíveis na hora de construir seu repertório. Como eu fui a todos os shows do grupo no Brasil, acabei desenvolvendo uma teoria sobre os setlists do grupo, do qual chamo de: “receita dos três”. Que geralmente consiste em uma de abertura do último trabalho, "Go Far Kid" - que neste caso foi do penúltimo 'Rise and Fall, Rage and Grace', já que a banda decidiu não tocar nenhuma faixa de 'Days Go By'), e a dobradinha de “All I Want”, do Ixnay on the Hombre de 1997 e seu primeiro grande hit “Come Out and Play”, do histórico 'Smash', de 1994. É, definitivamente, a senha para a consagração! E como isso funciona!
Mesmo sem alcançar determinadas notas vocais, Dexter ainda se mantem um excelente frontman para uma banda deste estilo. Mas isso já não é novidade há algum tempo. E tudo bem também se o folego já não é o mesmo de outrora (afinal, o cara já passou dos cinquenta). A situação aqui é outra e o público só quer se divertir.
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| Noodles continua dando conta do recado e distribuindo carisma (Foto: Wilmore Oliveira) |
E o que dizer também do baixo de “Bad Habit”, que serve de prelúdio para uma roda de pogo tão maravilhosa, que a banda parou o para agradecer o que estava acontecendo. O que eu e todo fã de Offspring pode dizer sobre este show, é que depois de tudo o que assistimos no Palco Mundo do Rock in Rio, a banda pode voltar para casa com o dever cumprido.
Cobertura #rockinrio2017
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Rock in Rio 2017: Red Hot Chili Peppers encerra festival com show tecnicamente impecável e setlist enxuto
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| Kiedis encara o público da Cidade do Rock (Foto: Adriana Vieira) |
Sim, foi um show curto para um headliner. Ainda mais se pegarmos a noite anterior como referência - onde juntos, The Who e Guns N'Roses ultrapassaram cinco horas em cima do palco. No entanto, ao contrário de todas as outras principais atrações do Rock in Rio, o Chili Peppers deixou de lado a grandiosidade visual do imponente palco mundo para se concentrar apenas na química musical de seus integrantes e no ótimo repertório construído ao longo da carreira.
O show que encerrou a história do Rock in Rio 2017 é reto. Ele não tem pausas e nem muita conversa. Mesmo porquê, Kiedis não é um vocalista que gasta o microfone com discursos chatos e textos ensaiados. Sobrando para o sempre simpático Flea, a tarefa de interagir com os fãs. "É uma honra saber que estamos tocando juntos com o Sepultura. Eu amo Sepultura!", derrete-se. Mas o baixista não é bom apenas no carisma. É de suas mãos que brotam grande parte das coisas incríveis que a banda produz. O início com três sucessos da década passada é para ganhar de vez o público. "Snow" tem o refrão cantado com braços levantados e celulares ligados. Já "Zephyr Song", sucesso do disco By The Way, é uma das mais comemoradas da noite. Tudo para deixar a banda tranquila e à vontade para incluir canções do novo disco, como "Dark Necessities", "Goodbye Angels" e "Go Robot" - as únicas de The Getaway.
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| Mesmo já bastante integrado, Josh ainda causa saudades de Frusciante (Foto: Adriana Vieira) |
Ao contrário do que aconteceu em 2001, desta vez os Chili Peppers não decepcionaram e presentearam o público com um número que condiz com o seu tamanho. De resto, os tiros certeiros com "Under The Bridge", "By The Way", "Californication" e o superhit "Give it Away", que encerrou o Rock in Rio de forma digna, neste que foi um dos show mais coesos da banda no Brasil em todos os tempos.
Cobertura #rockinrio2017
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domingo, 24 de setembro de 2017
Rock in Rio 2017: O melhor! The Who simboliza conceito do rock em apresentação histórica
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| The Who faz show de gala na primeira vez no Rio (Foto Fernando Schlaepfer) |
"Mantenham a calma, aí vem o The Who". Pede coisa difícil não, amigo.
“Fuck, fuck, fucking Rio!” expressa bem o que os fãs brasileiros da mais lendária banda de rock de todos os tempos sentiam, depois de uma espera de 53 anos. Capitaneada pro Pete Towshend, Roger Daltrey e Zak Starkey, finalmente: The Who em terras brasileiras pra chamarem de suas.
"I Can’t Explain" tenta nos trazer a inexplicável importância da banda britânica na história do rock mundial, mas o que traz é uma euforia absurda da parte dos fãs que estavam lá por eles. Com a maior parte da plateia formada por fãs de Guns N' Roses, que tocaria a seguir, "Who Are You" deve ter vindo à mente de alguns desses : “aaaaaah, então são eles...”. Afinal, se The Who não frequentou como gostaríamos as nossas rádios brasileiras, os seriados, filmes e games cumpriram a função de trazer à nova geração pérolas preciosas de sua extensa e impecável discografia.
E se de games falamos, de guitar hero devemos falar. Towshend esteve como sempre, à vontade no palco, um tio numa jam do churrasco de casa. Mas ao contrário do teu tio, ele foi ovacionado por parte da plateia a cada girada de braço na guitarra, gesto criado por ele e imitado por gerações de guitarristas afora. The Who, sem o menor receio de afirmar, influencia, direta ou indiretamente, cada banda de rock do planeta. Taí "My Generation" e "Pinball Wizard" pra provar.
Daltrey nos apresenta uma surpreendente, admirável e invejável, nessa ordem, forma física e vocal, do alto de seus 73 anos. O vocalista tem a ingrata obrigação eterna de cuidar de sua saúde, seu peso e de suas não eternas cordas vocais, para manter a qualidade, na medida do possível, da voz que o levou ao estrelato. Mas Daltrey abusa, chega às notas altas, sustenta notas longas com uma firmeza incrível, e ainda não peca por falta de emoção pra transmitir e levar às lágrimas quem teve o privilégio de assisti-lo. Mereceu um pedido de casamento, até. Mas Daltrey abusa, chega às notas altas (adaptadas a tons mais baixos – o que talvez devesse ter feito um outro rock star no dia anterior).
Zak Starkey merece um capítulo à parte. Com a difícil incumbência de conduzir o andamento do show mais esperado do festival, com uma execução inacreditável das baquetas, pode-se dizer que a alma de seu padrinho, Keith Moon, primeiro baterista da banda, o cara que lhe deu a sua primeira bateria (diz a lenda que contrariando o pai do garoto, ninguém menos que Ringo Starr) baixou ali. O moleque (de 51 anos) DES-TRU-IU, honrando o banquinho por trás do bumbo.
"Amazing Journey" me transporta aos meus 9 anos, quando um grande emissora de TV exibiu em horário nobre (imagina uma coisa assim hoje em dia?) a ópera rock 'Tommy', com musicas e cenas que me marcaram para sempre. E a jornada continua, passando por "Sparks", "Baba O’Riley" e fecha com "Won’t Get Fooled Again", já tendo conquistado toda a plateia, que mesmo cansada por um dia inteiro de atividades e shows na Cidade do Rock, e esperando pela ultima atração da noite, se rende a um dos maiores shows da história de todas as edições do Rock In Rio.
The Who é chamada por muitos por banda conceitual. Não acho. The Who é o próprio conceito do mais puro rock and roll.
Cobertura #rockinrio2017
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Rock in Rio 2017: Ego Kill Talent faz show marcante e sai como a grande revelação do dia
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| Jonathan Correa em ação no Rock in Rio 2017 (Foto: Adriana Vieira) |
Uma grande surpresa que pintou para muitos no último dia do Rock In Rio foi o Ego Kill Talent, a banda paulista que possui 3 EPs - e um álbum completo - e pelo que apresentou isso não faz muita diferença. A banda, pelo visto, agrega alguns fãs que os acompanharam de perto por aqui.
O som é pesado e coeso. O vocal é melódico e bem marcante. E por próprio filosofia de banda os integrantes revezam nos instrumentos - o que fica difícil saber quem tocou o que em uma faixa quando não se anota - somente o vocal permanece o mesmo do início ao fim. Sim, este é o Ego Kill Talent. O vocalista Jonathan Correa possui afinação e combinação excelente para o som. Excelentes performances em "Just to Call You Mine", que abriu o show, "Same Old Story" - destaque para as guitarras pesadíssimas - "Last Ride" com gritos marcantes, e a faixa que anunciou o fim do show, "My Own Deceiver" - com uma velocidade bem rápida em comparação as demais músicas do set. Até quem ainda não tinha se rendido por completo ao show, já estava batendo cabeça e abrindo rodas de pogo - assim como o sujeito que escreve este texto. O som do EKT possui também muitas influencias de outras bandas dos integrantes, já que tem em sua formação Jean Dolabella - que já foi membro do Sepultura - Theo Van Der Loo e Raphael Miranda (ex- Sayowa) e Estevam Romera (Desalmado).
O que podemos dizer sobre o show, de forma bem resumida, é que pelo visto a Ego Kill Talent já está pronta (mesmo) para grandes arenas. Agora, visualmente a banda pode dar uma atenção especial ao seu figurino, que pode ser melhor reajustado. Chatice de crítico. Já que isso não é tão importante perto do som (e que som) dos caras. Showzaço!
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
Rock in Rio 2017: No melhor jeito de satisfazer seus fãs, Guns N'Roses faz show mais longo do festival
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| Axl e Slash reunidos mais uma vez no festival após 26 anos (Foto: Diego Padilha) |
Depois do dia 2 de outubro de 2011, Axl Rose parecia fadado a nunca mais pisar num palco do Rock In Rio. Mais do que um show abaixo da crítica, as horas de atraso do cantor para se apresentar na chuvosa noite de encerramento do festival irritaram tanto Roberto Medina que o empresário idealizador do Rock in Rio chegou a declarar que Axl era uma figura riscada do seu restrito caderninho de headliners. E a troca pública de farpas, com a banda respondendo às críticas, só colocaram mais lenha na fogueira.
Mas se Axl se reconciliou com seus ex-companheiros Slash e Duff McKeagan, por que não faria o mesmo com Medina? Ajudou muito também a campanha dos fãs, que ainda em êxtase pelas seis apresentações do grupo no Brasil com sua formação quase toda clássica, iniciaram uma campanha para ver a banda no festival. Medina vislumbrou a oportunidade, disse que as diferenças estavam superadas e lá estava Axl Rose no palco com seus velhos "parças" para fechar mais uma noite do Rock in Rio. A quarta da história da banda.
Talvez como se estivesse em dívida com o público do Rock in Rio, Axl se viu na obrigação de começar na hora (o que aconteceu) e fazer um show épico. Bom, no que diz respeito a sua duração não há dúvida quanto a isso. Foram 32 músicas em quase 3h30min de espetáculo que avançou até depois das 4h da madrugada de domingo.
Muitos não conseguiram chegar até o fim. Pelo contrário, pode-se dizer que o público foi se dispersando aos poucos. A primeira leva grande foi embora depois de "Sweet Child O'Mine". Outra foi após "November Rain" e um terceiro grupo saiu ao fim de "Nightrain". Natural. Axl impôs um tour de force que para muitos é muito cansativo após um dia inteiro de shows. Mas quem não arredou o pé encontrou fôlego para cantar "Paradise City" no encerramento do show.
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| Axl no Rock in Rio: voz é maior vítima da idade avançada (Foto: Diego Padilha) |
E esse problema ficou ainda mais evidenciado porque minutos antes havia se apresentado no Palco Mundo um impecável Roger Daltrey no alto dos seus 73 anos. A comparação com o vocalista do The Who seria inevitável nestas circunstâncias. Ainda que ambos cantem estilos diferentes no rock. De certa forma, parece que o Guns vive uma sina de ser ofuscado quase sempre quando toca no Rock in Rio. Em 1991, o Faith no More roubou a cena. Em 2011, o System of a Down superou e muito o Guns e agora o The Who fez um dos melhores shows do festival enquanto o Guns apenas não foi tão incrível quanto se esperava.
Mas é claro que a apresentação do Guns teve vários pontos altos. Muitos deles graças a Slash. Coube ao guitarrista segurar as pontas com seus solos, seu carisma nato e sua competência. Slash é, muitas vezes, a alma dessa banda.
O repertório que o público viu no Rock in Rio não foi muito diferente do que foi visto no Engenhão há menos de um ano. O Guns tocou todos os sucessos possíveis da carreira e insistiu nas dispensáveis canções do controverso 'Chinese Democracy', o álbum que demorou 14 anos para ser lançado e ainda resultou num produto ruim.
As diferenças ficaram por conta da inclusão de dois covers: "Black Hole Sun", do Soundgarden, homenagem ao recentemente falecido Chris Cornell, que vinha sendo incluída nos shows da turnê, e "Wichita Line Man", de Jimmy Webb. Além de "Patience". "Out ta get me" foi retirada do set.
O saldo final para o fã do Guns, no entanto, foi muito positivo. Ele ouviu tudo o que queria. Principalmente os que resistiram heroicamente até o fim do show madrugada adentro.
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sábado, 23 de setembro de 2017
Rock in Rio 2017: Incubus aposta em show mais 'rock', acerta em cheio e supera frieza do público
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| Quarentão, Brandon Boyd mantém boa forma e voz ainda em dia. (Foto: Rom Jom) |
Para conter a ansiedade de uma plateia ávida por Guns N'Roses e The Who, o Incubus não quis saber de brincadeira e apostou num repertório mais pesado, com destaque para músicas que remetem à época mais alternativa e cheia de groove da carreira. Mesmo que o início - com duas faixas novas, além da ótima "Circles", do consagrado 'Morning View' - não tenha conseguido pegar o público no tranco, a boa sacada em deixar as baladas de fora e toda aquela onda progressiva acabou sendo o ponto chave para a energia não cair em nenhum momento da apresentação.
Mesmo com 25 anos de estrada e milhões de discos vendidos no mundo inteiro, o Incubus passava a impressão em vários momentos que era uma banda a ser descoberta pela maioria esmagadora da plateia. Na verdade, eles deveriam estar na noite seguinte, já que estão muito mais inclinados ao som descolado do Red Hot Chili Peppers do que ao hard do Guns ou o clássico The Who. Entre olhares curiosos e frieza de muitos, o grupo do vocalista Brandon Boyd até que conseguiu cativar e fazer o público jogar junto em vários momentos do show - evidenciando ainda mais a qualidade da banda. Com destaque para a ainda boa forma do vocalista Brandon Boyd, que mesmo aos 41 anos de idade, consegue segura a onda sem grandes deslizes.
No entanto, a apresentação só começou a dar liga na dobradinha certeira de "Anna Molly" e "Wish You Were Here" - esta com refrão cantado em uníssono pelo público, e que contou ainda com um toque de sagacidade da banda, que fez uma citação ao clássico do Pink Floyd, de mesmo nome, e que conseguiu fisgar os fãs do The Who à cantoria. Nos únicos momentos suaves do repertório, "Love Hurts" e "Drive" justificaram a capacidade deles em construir boas baladas, com refrões que conquistaram até os fãs de Axl Rose. Mas foi no punch de músicas fortes como "Megalomaniac", "Nice To Know You" e "Pardon Me", que o grupo conseguiu sair de palco com uma apresentação coesa, rendendo um dos bons momentos do festival - mesmo sem euforia da plateia.
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Rock in Rio 2017: Repleto de sucessos, Bon Jovi faz show na medida para novos e antigos fãs
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| Jon Bon Jovi demonstrou alegria durante toda a apresentação (Foto: Adriana Vieira) |
Você pode dizer que Jon Bon Jovi tem um monte de defeitos, mas nunca poderá acusá-lo de ser preguiçoso. Muitos músicos que tivessem o mesmo número de hits dele na carreira ficariam tentados a fazer um show para a galera, como normalmente pedem os grandes festivais. É seguro e de fácil aceitação. O Bon Jovi, porém, fez a acertada aposta na mescla do novo com um punhado de sucessos da carreira num equilíbrio quase que equânime entre os clássicos do passado, quando a banda construiu a sua fama, e músicas retiradas dos álbuns lançados nos últimos 15 anos, a maioria deles de menor impacto do que discos como 'Slippery When Wet' (1986), 'New Jersey' (1988), 'Keep The Faith' (1992) e 'These Days' (1995).
Foram 21 músicas em um espetáculo que pode-se dizer que agradou ao fã de carteirinha e ao fã dos hits radiofônicos. Talvez só os que não se incluem nos dois grupos tenham ficado com tédio no show que encerrou a noite do dia 22 do Rock in Rio.
Com um álbum novo na praça - 'This House is Not For Sale' foi lançado no ano passado - o Bon Jovi deu uma sacudida no set list como quem mostra que está bem depois da saída do guitarrista Richie Sambora por "razões pessoais". Com isso, ficaram de fora baladas amadas pelos brasileiros como "Always" e "I'll Be There For You", que até estava prevista no set list inicial de 23 canções, mas foi cortada junto com "In These Arms".
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| Jon Bon Jovi deu aos fãs o que eles esperavam: sucessos (Foto: Adriana Vieira) |
Se Sambora, que deixou a banda em abril de 2013, faz falta é só pela presença de uma figura importante na carreira do Bon Jovi, como dono e parte da história dela. Pois, na prática, o novato guitarrista grego-canadense Phil X dá conta do recado reproduzindo muito bem as notas dos principais sucessos do grupo, como na balada "Bed of Roses", talvez o momento em que ele mais teve a chance de brilhar.
Reproduzir os solos e as notas de Sambora é o que Phil X mais terá que fazer até poder exibir algo mais autoral nos shows. O mais recente álbum foi apenas o primeiro do qual ele participou como membro efetivo do Bon Jovi. Mas a julgar pela faixa título, ele já pegou o jeito. "This House is Not for Sale" é um típico pop rock do Bon Jovi. Tem um refrão que fica na cabeça, uma batida característica e uma letra boa de cantar. Todo disco da banda tem pelo menos uma canção assim desde "Runaway" lá no primeiro álbum lançado em 1984.
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| Phil X agradou os fãs e foi fiel nos solos criados por Sambora (Foto: Adriana Vieira) |
O público pareceu gostar e nem se incomodou muito com os problemas do som, que chegou a ficar muito baixo em três oportunidades. Nada que atrapalhasse a performance da banda que pode até não ter ganhado um novo fã por conta deste show, mas obteve muito sucesso pregando para os já doutrinados.
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