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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Em seu primeiro álbum, Prophets Of Rage soa apenas como mais um supergrupo sem muito a dizer

Com base do Rage Against The Machine, Prophets Of Rage estreia no estúdio
PROPHETS OF RAGE
"Prophets Of Rage"
Fantasy Rec; 2017
Por Luciano Cirne


Já viram aquele anúncio xarope do Trivago onde aquele 'famoso garoto propaganda' diz: "Eu estou me repetindo ultimamente, mas sabem o que isso quer dizer?"...Pois bem, eu tive vontade de começar esta crítica do mesmíssimo jeito, porque é inevitável: em praticamente todos os reviews que fiz este ano, comentei álbuns de supergrupos! A bola da vez agora é o badalado Prophets of Rage - embora Tom Morello tenha dito em diversas entrevistas que não deveriam ser rotulados como tal, mas sim como "uma força-tarefa de elite de músicos revolucionários" (mas é assim que irei chamá-lo... desculpa aí, Tom!). Mas voltando ao assunto, o POR causou um rebuliço considerável na cena roqueira desde quando anunciou oficialmente sua formação - e não era pra ser diferente. Afinal, metade dos integrantes são do Rage Against the Machine, uma banda até hoje cultuada e respeitada. Completam o time ainda: Chuck D e o DJ Lord do Public Enemy e B-Real, do Cypress Hill). A expectativa foi enorme, a intenção foi a melhor possível, mas infelizmente na hora do "pega para capar", nem sempre a realidade corresponde às expectativas.

OK, o disco tem alguns momentos maravilhosos. O primeiro single "Unfuck The World" (com sua letra bastante sintomática que diz "tudo mudou, no entanto nada mudou") é bem enérgico e certamente se encaixaria com perfeição num disco do RATM como 'Battle of Los Angeles', assim como "Hail to The Chief" e "Who Owns Who" (talvez a melhor do álbum). "Legalize Me" também é uma agradável surpresa, que soa como um outtake do Audioslave (o que não é nenhuma surpresa, não é mesmo?). Pena que o resto da bolachinha não siga essa mesma pegada e seja de uma mesmice de causar sono.

Muitas das músicas soam praticamente iguais entre si (o que é surpreendentemente decepcionante para um conjunto que tem Tom Morello, um dos guitarristas mais versáteis e criativos de sua geração). Em diversas partes fica difícil até saber onde uma canção termina e outra começa. Até mesmo a faixa que abre os trabalhos, "Radical Eyes", é morna e parece nunca engrenar.


Chuck D também é um problema, pois se por um lado ele é reconhecidamente hábil com as palavras, cantando fica cansativo, uma vez que sua linha vocal não muda praticamente nada ao longo dos cerca de 34 minutos de duração do disquinho, tornando-o monótono às vezes e fazendo-o parecer muito maior do que realmente é. Sem contar que (aposto que os fãs do Rage Against the Machine vão querer me bater por essa, mas vamos lá) não consigo entender com que propósito fizeram uma música tão esquisita como "Strenght in Numbers" (outra canção na qual a entressafra criativa se mostra latente, haja vista que a introdução é quase igual a do hit do RATM "Bulls On Parade"), onde o riff da guitarra do Tom Morello soa idêntico a um monte de galinhas cacarejando! Façam o teste; ouçam essa faixa e tentem não cair na risada! Assim fica difícil levar a sério e se concentrar na mensagem, né?

Entendo que em tempos obscuros como o que vivemos atualmente, bandas como o Prophets of Rage, vociferando verdades sem medo de enfiar o dedo na ferida são absolutamente necessárias. Também concordo com as declarações do Tom Morello, que já andou falando por aí que "Tempos perigosos exigem músicas perigosas"... Mas também acredito que a melodia é um veículo importante para que as mensagens transmitidas se façam captadas, e com um trabalho que na maior parte do tempo é apenas preguiçoso e insosso, toda boa vontade vai para o espaço. 

Se você amigo(a) leitor(a) encará-lo como ele supostamente foi concebido (ou seja, uma conclamação à luta) e enfatizar as letras, certamente vai apreciar melhor e achá-lo mais interessante. Entretanto, se você é apenas um(a) fã de rock querendo diversão pura e simples, com certeza irá se decepcionar. Ouça e tire suas próprias conclusões, mas se quer um conselho de amigo, não vá com muita sede ao pote...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Prophets Of Rage anuncia disco para setembro e lança clipe de "Unfuck The World"

Disco de estreia do Prophets Of Rage sai em setembro e terá doze músicas
Após uma concorrida passagem pelo Brasil, o Prophets Of Rage, supergrupo formado por integrantes do Rage Against The Machine, Cypress Hill e Public Enemy, acabam de anunciar o lançamento de seu primeiro álbum para o dia 15 de setembro de 2017. O disco vai sair pelo selo Fantasy Records e tem arte de capa feita pelo icônico artista de rua Shepard Fairey.

O álbum de estreia do grupo ('Prophets Of Rage') foi produzido pelo renomado Brendan O’Brien, que também trabalhou com o Rage Against The Machine, e vai contar com doze faixas inéditas. O processo de gravação do disco durou cerca de um mês e o resultado parece ter agradado todos os integrantes. "Quando nos juntamos, nós estávamos tocando músicas do nosso catálogo, mas dessa vez nós também estávamos tocando novos grooves, com todos improvisando. E isso fez nos sentir muito bem", Wilk recorda. "Rapidamente já havia uma linguagem que todos nós falavamos". "Nós saímos em tour e ficamos bons como uma banda", Commerford adiciona. "Nós estávamos fazendo música do mesmo jeito que as bandas faziam música antigamente", completou.

Dentro do DNA da banda, há influências variadas que vão de The Clash, KRS-One, a Johnny Cash, assim como as ideias e estéticas de seus antecessores: a textura das letras do Public Enemy, os riffs de quebrar o queixo do Rage Against The Machine, e a energia de festas alucinadas do Cypress Hill’s. Para dar uma pista do que vem por aí, o Prophets Of Rage compartilhou seu primeiro single: “Unfuck The World,” que vem acompanhado de um sensacional vídeo clipe, dirigido pelo cineasta e ativista Michael Moore. Moore, que já havia trabalhado com alguns dos integrantes da banda, falou sobre esse novo registro:
"Eu estou animadíssimo em mais uma vez trabalhar com meus camaradas e amigos de longa data, e em lutar por um mundo mais justo. Prophets Of Rage é a banda certa, falando a coisa certa, nesse momento crítico. Esse video é o nosso grito coletivo contra aqueles que procuram prejudicar os inocentes e os menos poderosos. Eu estou orgulhoso em ter dirigido esse vídeo e eu peço a todos que o assistirem a fazer a sua parte para unfuck this world (“desfoder” o mundo)".

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Do hardcore ao metal: saiba como foi o Maximus Festival 2017

Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Rodrigo Lima do Dead Fish sobe na grade que separa o público do palco
Por Rom Jom

Mesclando do Punk ao Metal a segunda edição do Maximus Festival foi novamente um sucesso. A escolha das bandas, que mais uma vez foge do convencional de bandas mainstream de festivais, conseguiu juntar um público bem heterogêneo no imenso Autódromo de Interlagos que pode não só curtir diversos estilos de música mas como a estrutura que contou com muitas lojas, food trucks, workshop de instrumentos (alguns disponíveis para o público tocar), muitas estruturas metálicas com o tema do festival para foto (algumas contavam com modelos vestidos ao estilo “Mad Max”), os horários dos shows podiam ser gravado no corpo como uma tatuagem temporária, decorações sombrias (sinistras até) que lembravam artes de cds de metal da década de 80 bem sombrios e até um cemitério dos rockers no caminho do palco Thunderdome com cruzes trazendo o nome de artistas mortos como os Ramones, Amy, Lemmy, David Bowie dentre outros. Apesar de toda a estrutura um problema ainda persiste desde a edição anterior (que foi relatado aqui na primeira edição) sobre os banheiros químicos, o feminino em especial, onde se formam filas imensas por conta do número bem reduzido e o festival possuir apenas uma entrada/saída bem distante dos palcos principais causando congestionamento as vezes na circulação do público. Porém este não abona o fato do festival ter sido excelente e funcional. Mas o que rolou foi muito som bom! Vamos contar um pouco do que vimos:
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Pennywise fez um show concorrido no Palco secundário do Maximus Festival
O festival possui três palcos Maximus e Rockatansky (que ficam lado a lado) e Thunderdome que fica um pouco mais afastado dos gigantes principais – lembrando que todos os shows foram pontualíssimos. Este último trouxe um “mundo a parte” abrigando, como muitos disseram, um Festival de Punk e Hardcore particular – muitos presentes vieram somente para este palco - com bandas como os capixabas do Deadfish – que como sempre comandaram muitas farpas políticas com sons já conhecidos como “Proprietários do Terceiro Mundo”, “Afasia” e “Sonho Médio”, o punk rock melódico dos canadenses do The Flatliners, os já conhecidos em terras Brasileiras, Pennywise que fez um verdadeiro show de punk com todos seus clássicos (que tambem teve até espaço para uma homenagem aos Ramones com “Blitzkrieg Bop”) que incluíram “Wouldn,t It Be Nice”, “Peaceful Day”, “Alien” e finalizaram ao som do coro de “Bro Hymn”. E fechando os trabalhos deste palco tivemos a apresentação enérgica (e que energia) do Rise Against que não pouparam esforço com músicas que não davam descanso em momento algum. Exemplo disso temos as “Ready to Fall”, o momento do Tim vocalista solto sem guitarras na porrada “Give It All” e o sucesso “Savior” para tirar o último suspiro.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Red Fang agradou o público que ainda chegava no Autódromo
O público ainda estava chegando ao evento embaixo de um sol bem quente quando o Red Fang abriu o palco Maximus com seu stone rock pesado quebrando um jejum de 2 anos após sua última vinda a capital Paulista. Apesar de um repertório enxuto, porém de extremo bom gosto, de sete músicas que incluíram faixas de todos os seus trabalhos como a abertura arrebatadora com "Blood Like Cream" do álbum “Whales and Leeches’’ de 2013, que fez muitos correrem para conferir o show que acabava de começar, “Malverde” do álbum “Murder the Mountains de 2011 e "Crows in Swine" sequenciaram este inicio de forma forte. As músicas possuem uma atmosfera que foi criada para lugares menores, porém, preenchem o lugar de uma forma única. As guitarras de Bryan Giles (e seus bons vocais) e David Sullivan possuem uma pressão absurda enquanto Aaron Beam com seu baixo faz uma cozinha ótima com John Sherman na bateria. O público que a banda adquiriu com seus álbuns e shows por aqui chamam a atenção; todos cantam as músicas. “Flies” do seu último álbum lançado no final do ano passado, “Only Ghost”, também marcou presença no repertório e empolgou bastante. A banda finalizou com “Prehistoric Dog”, que possui uma entrada com guitarras tão boas que ficam melhores do que em estúdio. Bryan disse para este site em uma entrevista na semana passada que queria angariar novos fãs com este show. Este objetivo foi alcançado.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Hatebreed fez um dos melhroes shows do Maximus Festival
O Hatebreed subiu ao palco para fazer um verdadeiro show de hardcore para ninguém colocar defeito. Jamey Jasta e seus amigos de banda provocaram o caos e esquentaram ainda mais o público que já sofria do calor do sol naquela hora. E ninguém se importou. O início arrebatador de “To The Threshold” com a violenta e “Destroy Everything” assinou o que seria a apresentação. O show não dava descanso. As músicas não tinham intervalo e o vocalista comanda uma sucessão de rodas, palmas e gritos. A galera conhecia tudo inclusive as músicas do seu último trabalho “The Concrete Confessional” de 2016 como foi o caso de “Looking Down the Barrel of Today” “Tudo bem São Paulo? Agora é a hora da verdadeira Moshpit” disse antes de anunciar a música. Músicas como “Last Breath” e “I Will Be Heard” deixa bem claro as suas influencias que passam do Metal Extremo ao Hardcore. A banda com um pouco mais de 20 anos de estrada e dez álbuns de estúdio se fortalece a cada show por aqui, arrematando cada vez mais fãs e seguidores. Que show!
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Pouco conhecida por aqui, Böhse Onkelz não despertou o interesse do público geral
Em seguida a banda alemã Böhse Onkelz, não tão conhecida por aqui, apresentou seu som de punk rock oitentista com algumas influencias ainda do rock alemão, assim digamos. A banda nascida nos anos 80 tinha interrompido suas atividades por nove anos até que em 2014 voltaram para uma série de shows. A banda não atraiu muito a atenção do público, já que o festival tinha muitos outros bons nomes pela frente.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Ghost apresentou aos fãs uma nova faceta de seu metal "do mal"
O Ghost deixou toda a teatralidade das suas últimas apresentações por aqui. O clima sombrio esteve presente apenas em suas músicas, pois, o sol ainda estava a forte quando a banda subiu ao palco. E além disso os integrantes parecem estarem mais soltos, principalmente os guitarristas que batem cabeça e tocam com mais clamor, e isso não se restringe apenas para eles; a banda inteira parece interagir mais. O que antes tínhamos a atenção voltada somente para o então “Papa Emeritus” e sua vestimenta acompanhada pelos demais, hoje, a banda se firma pela força das suas canções. E ótimas por sinal. Com o repertório praticamente baseado em seu último trabalho “Meliora” de 2016 tivemos as belíssimas “Square Hammer”, com vocais excepcionais, e “From The Pinnacle To the Pit”, com aquele baixo marcante do início, “Cirice”, que possui um início quase fúnebre mas ganha uma energia surreal quando a canção progride, e anunciada como “Vocês querem uma música realmente pesada?”  “Mummy Dust” que na opinião de quem escreve, foi a melhor canção do show pela interpretação vocal e guitarras. A música realmente merece uma atenção de quem ainda não a conhece. E ainda tiveram as canções mais antigas como a clássica “Ritual” e “Year Zero. Os suecos saíram do palco distribuindo beijos ao público. E a recíproca foi ainda maior dele para a banda. Tenha certeza.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
De volta ao Brasil, Rob Zombie fez show mediano no Maximus Festival
O metal industrial do Rob Zombie e sua trupe subiram ao palco embaixo do sol forte. Isso estragou todos os efeitos visuais que o artista possui para completar seu som. Rob subiu entusiasmado como de costume vestindo uma roupa que mais parecia um zombie cowboy platinado, e suas colegas quase na mesma vibe; mascaras e roupas de horror (horrendas). O show não empolgou tanto de início e o cantor e sua banda suaram para conseguir fazer o público se mexer. As primeiras faixas que incluíram “Dead City Radio and the New Gods of Supertown” e “In the Age of the Consecrated Vampire We All Get High” do último trabalho 'The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser' de 2016 soaram muito fracas para um início que deveria ser bombástico (ou a intenção). Até quando “Living Dead Girl” – antológica do álbum de estréia “Hellbilly Deluxe” de 98 - foi tocada não teve tanto efeito. Mas depois de muito esforço, até mesmo do performático guitarrista John 5, a banda conseguiu “salvar” o show com clássicos como “More Human Than human”, “Thunder Kiss ‘65” que teve um medley com “School’s out” da sua grande influência Alice Cooper, e a finalização com sua mais famosa faixa “Dragula”.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
O vocalista Ivan Moody comandou a galera no bom show do Five Finger Death Punch
A apresentação do Five Finger Death Punch foi uma das mais concorridas no Maximus Festival. A banda, que se apresentou dias antes no Rio e BH, entrou no palco ao som de "Mad As Hell" e começou a pancadaria com "Lift Me Up". Logo na primeira música já era possível ouvir todos cantando junto com o vocalista Ivan Moody e as rodas de pogo tomaram conta do local. Além de pancadas de álbuns mais antigos, como "Never Enough", do primeiro disco 'The Way of the Fist' (que completa uma década de lançamento)-, ainda rolou o já esperado cover de Bad Company. O show só esfriou um pouco em "Remember Everything", que foi apresentada em formato acústico, mas teve o coro da galera cantando juntinho na grade. Durante todo o show, os integrantes interagiram com o público fazendo piadas e incentivando o pogo nas rodas. De resto foi uma sessão de catarse coletiva que chegou ao fim na trinca poderosa "Coming Down", "Under And Over it" e, lógico, "The Bleeding". A banda deixou o palco aclamada pelos fãs ao som de "The House Of the Rising Sun".
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames 
Dupla pesada: Gary Holt e Kerry King em ação no Maximus
Brutal. Violento. Agressivo. Pesado. Faltam adjetivos para descrever o que foi o Slayer. O lugar era tomado de blusas pretas da banda por todo o dia. A espera pelo show era bem grande. E o que falar da banda de thrash metal mais pesada do planeta? Nada. Decanos de palco Tom Araya comandou o verdadeiro inferno no Maximus. A banda pouco falou com o público, na realidade, nem precisou. A escolha do repertório foi perfeita para saciar os fãs que tanto esperaram. A abertura violenta de “Repentless”, “Discipline” e “Postmortem” do albúm que é uma lenda do metal mundial 'Reign in Blood' de 1986 do não deixou pó sobre pó das inúmeras rodas de pogo que se formaram. Kerry King e Gary Holt possuem uma sinergia brutal absurda inigualável! O que pode ser dito da abertura de “Dead Skin Mask” e os riffs de “War Ensemble”? Novamente: nada. A dimensão da agressividade não é medida com tantas músicas que parecem que foram escolhidas a dedo para o evento: “Mandatory Suicide”, “Seasons in the Abyss” com todos cantando em coro e “Hell Waits” que pareceu ainda mais pesada ao vivo fechou a primeira parte do show. O bis não poderia ser mais aclamado e violento com “South of Haven” tirando berros da multidão em transe, “Raining Blood” fez do lugar uma única roda de pogo que os de fora só tinham como bater cabeça bem espremidos quando ainda teve “Black Magic” e a finalização com nada mais que “Angel of Death”. Mais perfeito, impossível.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Tom Morello fez todo mundo pular com sons do Rage Against The Machine
O Prophets of Rage finaliza sua turnê em grande estilo em solo nacional. A banda já tinha tocado em São Paulo e no Rio de Janeiro na última semana, porém, não em um festival. O supergrupo não apresentou novidades quanto ao repertório, mas isso não quer dizer que não foi uma grande apresentação. Foi uma apresentação surreal! Tom Morelo e seus companheiros de RATM com DJ Lord e o rapper Chuck D (Public Enemy)  e o rapper B-Real (Cypress Hill) renasceram os clássicos das bandas que fizeram parte, em especial, do RATM. Tom, como sempre, esteve presente com seus atos politizados, desta vez, usou o boné do MST e para enfatizar mais o “Fora Temer” atrás de sua guitarra foi exibido por algumas vezes levantando o coro em som uníssono. As músicas marcantes do festival se deram ao som de “Testify” do albúm “The Batlle of Los Angeles” de 1999 do RATM, que do mesmo álbum, ainda saíram “Guerrilla Radio”, com uma potência extrema com o público e “Sleep Now in the Fire” que possui uma catarse incrível com o tema e a atualidade política do Brasil. “People of the Sun” e “Bullet in the Head” fixam ainda mais a fúria das músicas do RATM quanto a expectativa do público em ouvi-las. E não tão distantes de deixar o público satisfeito, as rappers ainda animaram com medley de suas antigas bandas que incluiu trechos de “Hand on the Pump/Can’t Truss It/Insane in the Brain/Bring the Noise/I Ain’t Goin’ Out Like That/Welcome to the Terrordome/Jump Around” bem perto da galera, sim, na grade cumprimentando todos os próximos. Por ser uma banda que entrou em uma causa política não tiveram tempo em estúdio para gravar um trabalho, mas mesmo em turnê já toca suas músicas novas como foi o caso de “Unfuck the World”, super bem recebida pela plateia que se batia a cada música tocada. O fim se deu com “Bulls on Parade” do “Evil Empire” de 1996 (importante enfatizar que algumas músicas pedem aquele vocal de Jack. E este é o caso) e a matadora “Killing in the Name” que saciou a todos os presentes com um verdadeiro tributo político e ao RATM.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Chester Bennington comanda o Linkin Park com a bandeira do Brasil no fundo
O Linkin Park não é mais aquela banda de 20 anos atrás. Se reinventou. E isso ficou bem claro nesta noite. Os antigos fãs com certeza estranharam o que aconteceu neste show. Claro que podemos dizer que a banda se encontra na sua melhor fase sonora, até porque, a maturidade leva a isso, muitos dizem. Mas está além do que podemos ver. Em uma entrevista recente a este site o guitarrista da banda afirmou que o último disco da banda, que será lançado na próxima semana, é algo pessoal; que vem do coração. Sabendo disso, posso revelar que não foi só no CD que o coração foi sugado em forma de inspiração. Alguns dirão que a banda fez a parte inicial do show de forma branda, sem sal ou sem graça com faixas como “The Catalyst” e “Westelands”. Lembre-se: o frenesi adolescente foi diminuindo ao longo dos anos em seus álbuns, mas não a capacidade musical dos caras. Podemos reparar os vocais, ainda mais evoluídos de Chester em músicas clássicas como “Crawling” em uma versão linda somente com órgão, onde se destaca ainda mais sua capacidade vocal, e seu parceiro Mike Shinoda também não fica atrás com seus versos lançados em forma de rap como em “In the End” e “Burn it Down”. As novas músicas desfilam um tanto quanto só dentro do repertório, mas agrada uma boa parte dos presentes. “Good Goodbye” do novo álbum “One Step Closer” fica um pouco “fora” do contexto utilizado no repertorio pela banda. Talvez por ter uma falta absurda de guitarras e explosões pós refrão muito utilizado pela banda como faz em “Breaking in the Rabbit” bem próximo da execução da faixa. Ainda que o inicio do show não tenha sido impactante, o final da apresentação fez todos pularem bastante com “Faint”, “Numb” e Papercut” - uma sequência que só foi esfriada com o novo som “Heavy”, que como Mike disse “não estranhem, mas essa música não tem peso como o nome, mas é uma bela música nova”. Mesmo reinventado e tentando novos rumos em seu som o Linkin Park fez um show digno e que talvez não tenha agradado todos - principalmente aqueles que não entenderam que o tempo passa.

sábado, 13 de maio de 2017

Prophets Of Rage tem noite memorável no Rio ao recriar versões poderosas do RATM

Foto Exclusiva Rock On Board
Tom Morello brinca com o a foto no show do Prophets Of Rage no Rio
Por Rom Jom

O Prophets of Rage, supergrupo formado pelo trio dos extintos Rage Against The Machine e Audioslave (o guitarrista Tom Morello, baixista Tim Commerford e o baterista Brad Wilk), com dois membros do Public Enemy (DJ Lord e o rapper Chuck D) e o rapper B-Real do Cypress Hill, desembarcaram no Rio de Janeiro para seu segundo show em solo nacional. 

Em São Paulo, na última terça feira, a banda já deu muito o que falar na imprensa. Diversos comentários surgiram sobre gestos políticos na apresentação, como o protesto ao governo Temer e o boato de que a banda iria liberar a entrada de quem não tivesse ingresso para o show. Conversa fiada ou não, o que se viu nesta noite foi um verdadeiro show de rock, com muita energia e sintonia com o público.

Dj Lord deu início ao show do Prophets com um mixtape que começou ao som do hino nacional brasileiro e foi de Jimi Hendrix ao Hip Hop. De braços erguidos, o grupo veio ao palco com a faixa que batiza a banda, “Prophets of Rage” - do petardo It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back (lançado em 1988). Chuck D e B-Real comandam a parte vocal do show, agitando e interagindo com a plateia como nos velhos tempos de Public Enemy e Cypress Hill. Para a alegria dos velhos fãs de Rage, “Testify” e uma sequência arrematadora com “Take The Power Back”, aproveitou o contexto das letras, para que Tom Morello pudesse repetir o gesto de protesto ao nosso governo com um “Fora Temer” colado nas costas de sua guitarra (para delírio do público presente). Além disso, o guitarrista ainda usou durante a apresentação uma camisa pedindo a liberdade de Rafael Braga, que foi preso nas manifestações de 2013 por portar desinfetante. 
Foto Exclusiva Rock On Board
Guitarrista mostra camisa que pede liberdade de manifestante brasileiro
Tom Morello é realmente um show à parte; além de um exímio guitarrista, toca todas as músicas como destreza incomum, sendo fiel a cada riff executado. Quem assistiu ao show de riffs fidedignos irá pensará duas vezes em dizer que isso aqui não é o Rage Against The Machine "de verdade" - tamanha é a precisão do trio Morello / Brad / Tim. “Bombtrack” (aquela música que o guitarrista e o baixista Tim Commeford ficam cara a cara) tem os riffs cantarolados pelos fãs e a dobradinha “People Of The Sun” / “Fight the Power” é tão potente que fica complicado conseguir explicar tamanha a catarse que este show proporciona aos presentes. 

Ainda houve um medley dos vocalistas no meio da apresentação com alguns sucessos do Public Enemy e Cypress Hill (“Hand on the Pump/Can't Truss It/Insane in the Brain/Bring the Noise/I Ain't Goin' Out Like That/Welcome to the Terrordome/Jump Around”), mas são as músicas do Rage Against The Machine que realmente causam um impacto no público. Assim foi na volta da banda em “Sleep Now in the Fire” e “Bullet in the Head”.  “O nosso albúm sairá em Setembro deste ano! Aguardem e fiquem com a música nova” disse Chuck D antes de “Unfuck The World”, música que o Prophets Of Rage vem tocando ao vivo desde o início da turnê - assim como “The Party’s Over”, que também esteve presente no repertório.
Foto Exclusiva Rock On Board
O baixista Tim Commeford e o eterno Public Enemy, Chuck D
Para fechar a noite, uma versão robusta de “Seven Nation Army” do White Stripes e “Bulls on Parade”, com Tom Morello tirando tudo o que é tipo de som da guitarra na introdução. A surpresa da noite foi “Kick Out The Jams” do MC5, com a presença no palco dos integrantes do Rise Against (que abriu o show da noite), que acabaram executando uma versão bem improvisada da música, mas que no final das contas, valeu a intenção. A noite finalizou com o hino “Killing in The Name” que tirou o último suspiro do público nas rodas de pogo, e também, em todos os setores da casa.

Apesar da banda não ter álbum próprio e nem músicas inéditas gravadas em estúdio e ainda contar com um show quase essencialmente de covers, o Prophets Of Rage proporciona uma celebração digna de rock, com uma apresentação que vai ficar na memória por muito tempo.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Prophets Of Rage no Rio: saiba como ganhar ingressos para o show

Prophets Of Rage se apresenta no Vivo Rio no dia 12 de maio
O Prophets Of Rage, supergrupo formado por integrantes do Rage Against The Machine (Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford), Public Enemy (Chuck D e DJ Lord) e Cypress Hill (B Real), se apresenta no dia 12 de maio no Vivo Rio, com abertura da banda Rise Against. Tanto o Prophets Of Rage quanto o Rise Against integram o line up do Maximus Festival 2017, que acontece dia 13 de maio, em Interlagos, São Paulo, e que conta com Linkin Park, Prophets of Rage, Five Finger Death Punch, Rise Against, Slayer, Ghost, Rob Zombie, Red Fang, Böhse Onkelz, Pennywise, The Flatliners e as bandas brasileiras, Nem Liminha Ouviu, Dead Fish e Oitão. Ainda existem ingressos disponíveis para o festival.

Ganhe ingressos para o show do Prophets Of Rage no Rio

Em mais uma parceria entre a MOVE Concerts e o site Rock On Board, um sortudo poderá levar 1 par de ingressos para assistir esse showzaço no dia 12 de maio no Vivo Rio. Para concorrer basta curtir ROCKONBOARD no facebook e compartilhar esta imagem na sua timeline. Resultado no dia 10 de maio.

PROPHETS OF RAGE E RISE AGAINST NO RIO DE JANEIRO 
Data: 12 de maio
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
Horário: 19h (abertura dos portões), 20h30 (Rise Against) e e 22h (Prophets Of Rage)
Ingressos: R$380 (pista Vip), R$260 (Pista), R$380 (Camarote A), R$320 (Camarote B), R$250 (Balcão) ou R$260 (Frisa)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Show do Prophets Of Rage muda de local no Rio e venda de ingressos começa na terça

Foto: Divulgação
Prophets Of  Rage é formado por integrantes do Rage Against The Machine
Os show do Prophets Of Rage no Rio de Janeiro, que inicialmente estava marcado para acontecer no Rio Centro, ganhou um novo local: o Vivo Rio. O super grupo formado por integrantes do Rage Against The Machine (Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford), do Public Enemy (Chuck D e DJ Lord) e do Cypress Hill (B Real), vai tocar no dia 12 de maio na casa carioca, com abertura da banda Rise Against. O Prophets Of Rage, que é uma das grandes atrações do Maximus Festival, também vai se apresentar em show solo na cidade de São Paulo (dia 9 de maio na Audio). Os ingressos para o show no Rio de Janeiro começam a ser vendidos na próxima terça-feira (28 de março, pelo site www.livepass.com.br.

Tanto o Prophets Of Rage quanto o Rise Against integram o line up do Maximus Festival 2017, que acontece dia 13 de maio, em Interlagos, São Paulo, e que conta com Linkin Park, Prophets of Rage, Five Finger Death Punch, Rise Against, Slayer, Ghost, Rob Zombie, Red Fang, Böhse Onkelz, Pennywise, The Flatliners  e as bandas brasileiras, Nem Liminha Ouviu, Dead Fish e Oitão. Ainda existem ingressos disponíveis para o festival. Para mais informações sobre o Maximus Festival 2017, confira o release completo.

PROPHETS OF RAGE E RISE AGAINST NO RIO DE JANEIRO 
Data: 12 de maio
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
Horário: A confirmar
Ingressos: 28 de março

segunda-feira, 6 de março de 2017

Atrações do Maximus Festival, Prophets Of Rage e Rise Against confirmam show no Rio

Foto: Divulgação
Prophets Of  Rage é formado por integrantes do Rage Against The Machine
O super grupo Prophets of Rage, que é formado por integrantes do Rage Against The Machine (Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford), do Public Enemy (Chuck D e DJ Lord) e do Cypress Hill (B Real), acaba de confirmar mais outros dois shows no Brasil. A banda que foi anunciada como uma das grandes atrações do Maximus Festival, vai se apresentar também em show solo na cidade de São Paulo (dia 9 de maio na Audio) e no Rio de Janeiro (dia 12 de maio no Riocentro). O show no Rio de Janeiro terá abertura da banda Rise Against. Os ingressos para o show de São Paulo começam a ser vendidos em 13 de março, às 10h, em www.livepass.com.br e 16 de março, às 10h, para o show do Rio de Janeiro. 

As duas bandas integram o line up do Maximus Festival 2017, que acontece dia 13 de maio, em Interlagos, São Paulo, e que conta com Linkin Park, Prophets of Rage, Five Finger Death Punch, Rise Against, Slayer, Ghost, Rob Zombie, Red Fang, Böhse Onkelz, Pennywise, The Flatliners  e as bandas brasileiras, Nem Liminha Ouviu, Dead Fish e Oitão. Ainda existem ingressos disponíveis para o festival. Para mais informações sobre o Maximus Festival 2017, confira o release completo.

PROPHETS OF RAGE E RISE AGAINST NO RIO DE JANEIRO 
Data: 12 de maio
Local: Riocentro
Endereço: Av. Salvador Allende, 6555 - Barra da Tijuca
Horário: A confirmar
Ingressos: 16 de março

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Maximus Festival 2017 anuncia mais seis atrações e fecha line up

Foto: Camila Cara
Estrutura de 2016 com palcos lado a lado será mantida
O Maximus Festival 2017 acaba de fechar seu line up ao confirmar mais seis bandas que se apresentarão em Interlagos, no dia 13 de maio. Na segunda edição do Maximus Festival, você poderá assistir aos ícones do rock alemão Böhse Onkelz, no palco Maximus; a banda americana Hatebreed e a brasileira Nem Liminha Ouviu, no palco Rockatansky, e também The Flatliners junto aos brasileiros Dead Fish e Oitão, no palco Thunderdome.

O festival já havia confirmado outras nove atrações: no palco Maximus, o headliner Linkin Park, Slayer, Rob Zombie e Red Fang; no palco Rockatansky, o headliner Prophets of Rage, Five Finger Death Punch e Ghost; e no palco Thunderdome, o headliner Rise Against e também Pennywise.

Em 2016, no dia 07 de setembro, São Paulo sediou a primeira edição do Maximus Festival [saiba como foi AQUI], que nasceu com o propósito de se tornar uma referência para os novos cenários do rock mundial. Os 25 mil fãs presentes viveram a incrível experiência de estar em um festival de padrão internacional, com quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se revezaram nos três palcos, além de aproveitarem as opções de entretenimento, gastronomia e diversão montadas em uma área de 200 mil metros quadrados em Interlagos.

A nova edição do Maximus Festival repetirá a configuração do evento de 2016, com os palcos Maximus e Rockatansky, montados lado a lado, estrutura que foi completamente aprovada pelo público. Também retorna o sistema de pagamento Cashless, que eliminou as filas, dando mais conforto aos consumidores. Uma grande novidade na edição 2017 será a escalação das bandas que se apresentarão no palco Thunderdome, que será inteiramente dedicado ao hardcore.

Seguindo a tradição de grandes festivais como o Wacken e o Hellfest, a Move Concerts e as 2,5 mil pessoas que trabalharam na organização da primeira edição do Maximus Festival apostam suas fichas na qualidade e na construção lenta e cuidadosa do evento para que se torne o “irmão” sul-americano desses festivais poderosos, o melhor festival de hard rock em nosso continente, mas com as cores e os temperos latinos.

No sábado, dia 13 de maio de 2017, um novo capítulo desta história será escrito, com a realização da segunda edição do Maximus Festival. Tudo embalado pelo mesmo cuidado com as atrações especiais de gastronomia, entretenimento e diversão que transformaram em um enorme sucesso a primeira edição do evento.

Ainda existem ingressos à venda no site Livepass.com.br. Os valores iniciais vão de R$ 220 a R$ 800 reais. O festival conta com o patrocínio da SKY e da BUDWEISER e apoio do MONSTER energético. Confira mais informações no serviço abaixo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Five Finger Death Punch e Prophets Of Rage estão confirmados no Maximus Festival 2017

Foto: Divulgação
Five Finger Death Punch se apresenta no Maximus em 2017
O super grupo Prophets of Rage, formada por integrantes do Rage Against The Machine (Tom Morello, Brad Wilk, e Tim Commerford, do Public Enemy (Chuck D e DJ Lord) e do Cypress Hill (B Real), e considerada a mais importante banda de rock formada este ano, está confirmada como headliner do  Rockatansky Stage.

A festejada Five Finger Death Punch, que desde o começo desta década é presença assídua nos principais festivais de rock de todo o mundo e vem sendo bastante aguardada pelos brasileiros, fará sua estreia no Brasil pouco antes da Prophets of Rage no mesmo palco.

Além de PROPHETS OF RAGE e FIVE FINGER DEATH PUNCH, o festival já tem como confirmadas as bandas LINKIN PARK e RISE AGAINST, respectivamente como headliners dos palcos Maximus e Thunderdome.

A primeira edição do Maximus Festival aconteceu este ano, no dia 07 de setembro em São Paulo. 25 mil pessoas estiveram no Autódromo de Interlagos para curtir quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se  revezaram em três palcos [saiba como foi AQUI]. A próxima edição do festival está marcada para o dia 13 de maio de 2017, no mesmo local.


Mais confirmações e novas informações sobre abertura de vendas em breve!