• Pearl Jam, The Killers e Red Hot Chili Peppers são atrações confirmadas
  • Um resumo da cobertura Rock in Rio em 20 fotos lindas e 20 fatos marcantes
  • Saiba tudo sobre os shows de Foo Fighters e QOTSA no Brasil
  • Leia a resenha de "Desaturating Seven", novo disco do Primus
  • O guitarrista Kennedy Brock falou sobre o novo disco e shows no Brasil
Mostrando postagens com marcador Fuzzcas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fuzzcas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de maio de 2015

COLUNA DO ROCK: SuperStar - perder é o que importa!


Eu abandonei a TV faz tempo. Principalmente com o advento da internet - onde o acesso independe do dia e da hora, e eu não preciso ficar preso àquela grade limitada das emissoras brasileiras - carregada fundamentalmente por novelas, telejornais e shows de auditório. No entanto, é inegável como ela continua sendo o meio de comunicação que mais influencia a opinião popular. Tem gente que só acredita que alguma coisa realmente exista, ou que aconteceu de verdade, quando passa na TV. Oh, fuck Off!

Infelizmente o que algumas pessoas ainda não descobriram, é que tudo não passa de um "Show de Truman", e que a programação nacional é repleta de cretinices. O programa SuperStar então, é um exemplo desse produto falsificado - fraudando diretamente o que seria o seu suposto objetivo. Ali, meus caros, não se revela ninguém. Muito pelo contrário. Quem revela o artista é a cena que ele se insere - ou a rua, falando pejorativamente. Assim como quem revelam os craques do futebol são os campos de várzea, e não os empresários. 

Você quer saber o que está acontecendo de bom? Vá aos festivais independentes, aos shows de bandas que você não conhece, ou leia resenhas e opiniões de especialistas e pessoas envolvidas nas cenas. Ué, mas não tem bandas legais no Superstar? Sim, lógico que tem. Mas é impossível avaliar um trabalho de forma consistente em dois minutos, sem conhecer a origem do artista, a sua proposta, a extensão de suas influências e tudo que serviu de alicerce para ele chegar até ali. Além disso, é um programa de votação popular. Então, se pode tocar cover, esquece tudo isso que eu escrevi sobre consistência e arte. É mais inadmissível ainda que um artista que se leve a sério e/ou que trate o seu trabalho com honestidade venha a se importar com a aprovação e conselhos de gente como Thiaguinho, Sandy e Paulo Ricardo. Uma banda "de verdade" não entra em um programa desses para vencer. Ela entra para ganhar visibilidade - popular, e profissional.

Mas esse texto aqui não é direcionado às bandas. Cada artista que se expresse da forma que achar melhor, e boa sorte! Escrevo especialmente para os que clamam por justiça na decisão dos jurados, ou que pedem mudanças no regulamento. Gente, parem agora! A melhor coisa que pode acontecer com um artista é ele não vencer esse programa. Para início de conversa, a vitória dá ao grupo um contrato com a Som Livre - leram bem? SOM LIVRE! Imaginem as conseqüências nocivas de uma rédea global na arte de um grupo autêntico como a Facção Caipira, por exemplo. Caso tivessem vencido o programa, eles provavelmente seriam remodelados para se encaixar no padrão castrador de empresários, e teriam que ficar reféns de algo que não tem nada a ver com a arte proposta pela banda. Imagine um disco da Facção, banda tradicional de Niterói por misturar rock com elementos caipiras, produzido pela Sandy (uma suposição malvada, seu sei), e que ao invés de gaita, um monte de beatbox (sic.). É sério, isso poderia acontecer. 

Sorte da Facção, e também da Tipo Uísque - que gravou o ótimo Fly High Tonigh Big Wizard esse ano, disco que tem a liberdade como marca registrada. Penso também no pessoal do Suricato - que bateu na trave (ufa!). Eles poderiam estar fazendo trilha de alguma novela das seis com a música mais chata do disco, ao invés de estarem com o nome cravado no line up do Rock in Rio. Aí me lembro também do Fuzzcas, banda dos meus amigos Carol, Lelê e Parracho. O delicioso Feliz Dia de Hoje poderia ter outro sabor - talvez de uma bolacha de água e sal, para servir de modelo para um comercial da Piraquê. 

Ah, e não venham me falar de injustiças, de regulamento e de outras baboseiras. Hello people! Vocês assistiram o primeiro programa dessa edição? O Tianastácia tocou! E você ainda quer discutir justiça?

quinta-feira, 3 de julho de 2014

SHOWS: FUZZCAS (Rival Petrobras, RJ)


Por Bruno Eduardo

De volta ao mundo real. No show de lançamento de seu novo clipe, a banda Fuzzcas comprova que está no primeiro time do rock independente nacional. 

Uma das coisas mais legais do Fuzzcas é que embora sua liberdade artística seja transbordante, eles continuam sendo uma banda de rock genuína. Pouco importa se o solo de guitarra sensacional de Leandro Souto Maior está perdido em um número musical circense ("Valsa Triste") ou se Carol Lima utiliza uma corneta de brinquedo (ou seria um apito?) em "E Você ia Voltar". Pouco importa se a banda presta homenagem a Belchior ou Michael Jackson. 

Isso é um show de rock! E da mais qualificada categoria!

Na linha de frente, Carol Lima é a artesã da obra. Ela não possui o punch das cantoras de rock convencionais - como Pitty ou Rita Lee, por exemplo. Mas é diferenciada. Carrega seu estilo debaixo de uma sombrinha e exibe brinquedos e instrumentos próprios - em "Deveras", o efeito de voz é tirado de um pedaço de garrafa pet - além de cantar divinamente bem. Já lá atrás, o rock come solto. O trio formado por Leandro Souto, Lucas Leão e Fabiano Parracho é entrosadíssimo. Os caras seguram a onda - seja no ritmo alucinante de "Viva La Vida" ou na versão suingada de "Whole Lotta Love" (do Zeppelin).

A mais esperada da noite, lógico, ficou para o final: a excelente "Bad Girl" - que teve o vídeo clipe reproduzido no início da apresentação.

Após o show, uma certeza: nem tudo que assistimos na TV é fantasia, ficção e dramaturgia. Felizmente, o Fuzzcas é uma realidade. Showzaço!


GALERIA DE FOTOS EXCLUSIVAS:

Foto: Bruno Eduardo
 Foto: Bruno Eduardo
  Foto: Bruno Eduardo
  Foto: Bruno Eduardo

quarta-feira, 25 de junho de 2014

FUZZCAS: SuperStars do rock independente

Fuzzcas: banda comemora fase SuperStar em show no Rival
Por Bruno Eduardo
Após anos de estrada, o Fuzzcas vive uma nova fase em sua carreira. Quem os acompanha de perto há algum tempo sabe que aquela cultuada banda indie - conhecida pela menina da sombrinha (guarda-chuva) descolada e por ter ligações espirituais beatleanianas - se encontra hoje em um raro território. Após o lançamento do ótimo "Feliz Dia de Hoje", o grupo formado por Carol Lima (voz), Leandro Souto Maior (guitarra), Fabiano Parracho (baixo) e Lucas Leão (bateria) vivem uma espécie de pré-fama, obtida principalmente pela destacada participação no reality global SuperStar. Mesmo não vencendo o programa, o grupo carioca conseguiu se consolidar como uma das maiores revelações da nova safra de bandas independentes que vem surgindo - da qual cito Vespas Mandarinas, Vivendo do Ócio, Nardones e Kapitu. 
-Grupo comemora bom momento tocando em casa e lançando clipe

O Fuzzcas se apresenta no dia 3 de julho no Teatro Rival Petrobras, às 20h30, no Centro do Rio. Esse show marcará também o lançamento de seu novo vídeo clipe (da música "Bad Girl") gravado logo após a saída do programa - filmado no mesmo Teatro Rival, com direção de Guilherme Scarpa e Felipe O’Neill. A banda espera uma energia parecida com a do show de lançamento do CD, há alguns meses no Studio RJ. No repertório, além de "Bad Girl", estarão outras já conhecidas pelos espectadores do programa: "Deveras" e "Tic Tac do Amor"; além de algumas versões intimistas para clássicos de gente como Belchior, Michael Jackson e Yoko Ono.
Para conhecer melhor essa nova sensação do rock nacional, conversamos com o baterista Lucas Leão, que falou sobre o primeiro disco, o novo clipe, o show no Teatro Rival, e claro, sobre a fatídica participação no programa SuperStar, da Rede Globo.


Como vocês avaliam a recepção do disco Feliz dia de Hoje?

Ótima! Na imprensa, por exemplo, Só recebemos críticas positivas de nomes como Mauro Ferreira, Sílvio Essinger, Antônio Carlos Miguel, Jamari França, entre outros. O resultado, vimos no show de lançamento do CD que fizemos no Studio RJ. Estava abarrotado!

Gostei muito do novo clipe! Como surgiu a ideia da produção? Porque escolheram gravar no Teatro Rival?

Optamos fazer um clipe mais direto que o primeiro. Apenas com a banda tocando. Nada melhor que o icônico palco do Teatro Rival que, por sinal, está completando 80 aninhos.

Falem da participação no programa Superstar? Já sentem o impacto dessa exposição? 

Foi um barato participar do SuperStar. Agora o Brasil inteiro conhece nossas composições. Com 'cerveja' nos abriu muitas portas. Estão rolando muitas propostas de shows, e até propostas de casamento.

Rola alguma ansiedade maior nesse show do Teatro Rival - já que é o primeiro pós-programa? Vocês acham que ele pode ser uma espécie de termômetro dessa nova popularidade do grupo?

Vai ser nosso primeiro show pós SuperStar e primeiro no nobríssimo Teatro Rival. Isso basta para que a nossa expectativa seja grande. Só começo a tocar quando ver a fila dando volta no quarteirão (risos). 



fuzzcas no Rival Petrobrás


Teatro Rival Petrobras - Rua Álvaro Alvim, 33/37, Cinelândia

Dia:  03/07 – Quinta-feira  às 20h30

Ingressos:

R$ 50,00 (Inteira) / R$ 40,00 (Promoção para os 200 primeiros pagantes)

R$ 25,00 (Estudante / idoso / professor da rede municipal)

Classificação: 16 anos