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domingo, 17 de setembro de 2017

Rock in Rio 2017: Sem ressaca pós-Barão, Frejat acerta no repertório e faz bom show

Frejat trouxe riffs de guitarra em bom show no Rock in Rio (Foto: Adriana Vieira)
Por Bruno Eduardo

Em uma noite concentrada no pop midiático de Justin Timberlake e Alicia Keys, ficou a cargo de Frejat, a tarefa de fazer valer o rock no Palco Mundo. Mostrando que não há qualquer sinal de ressaca após deixar o Barão Vermelho, o veterano subiu ao palco acompanhado de bons músicos e fez um show digno do tamanho do festival. 

Entre solos de guitarra e discurso político afiado, Frejat não deixou a bola cair em nenhum momento da boa apresentação. O show foi marcado pelo alto astral e por um repertório muito bem escolhido - onde ele enfim deixou de lado a fase crooner pop de outrora e voltou a se dedicar aos grandes sucessos e parcerias que deram certo. Enfileirando um hit atrás do outro, com exceção de "Tudo se Transforma", faixa inédita e que dá nome a sua nova turnê, Frejat iniciou a apresentação com "Puro Êxtase", e seguiu ao som do riff de "Pense e Dance", sucesso do Barão Vermelho de 1988. A guitarra, com volume extremamente alto, agradou de cara os fãs de rock, que não eram muitos neste domingo.

O show contou com a participação de Lan Lan, percussionista que ficou famosa por acompanhar Cássia Eller, lembrada na versão de "Malandragem" - composição de Cazuza em parceria com o músico. "Ideologia" também apareceu no setlist, e segundo Frejat, foi a primeira vez que ele tocou a canção ao vivo em carreira solo. Ele também tratou de dedicar a letra aos "pilantras que estão no poder". Isso fez gerar o famoso coro de "Fora Temer", que o músico respondeu prontamente: "Já está na hora".

Músicas mais baladas, como "Por Você", "Segredos" e outro clássico do Barão Vermelho, "O Poeta Está Vivo", foram rearranjadas em versões com violão (mas com banda). Destaque também para os vários solos de teclado e para o ótimo baterista Marcelinho da Costa, que acompanharam Frejat no show desta noite. No fim, mais dois hinos da história do rock nacional: "Exagerado" e "Pro Dia Nascer Feliz". 

Cobertura #rockinrio2017
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Frejat deixa Barão Vermelho e é substituído por Rodrigo Suricato

Foto: Adriana Vieira
Desde 1985 na banda, Frejat não faz mais parte do Barão Vermelho
Roberto Frejat não faz mais parte do Barão Vermelho, banda da qual foi membro fundador em 1985. Após a saída de Cazuza, Frejat também assumiu os vocais do grupo e gravou outros nove discos de estúdio nessa função, com maior destaque para 'Carnaval' (1988) e 'Na Calada da Noite' (1990), que renderam os sucessos "Pense e Dance" e "O Poeta Está Vivo". Pelo o que foi declarado oficialmente, a saída de Frejat foi de comum acordo, já que o mesmo não concordava mais em viver a rotina de shows e gravação de discos com o Barão Vermelho, que segundo ele, já tinha deixado a sua mensagem. Com isso, a banda já anunciou Rodrigo Suricato (banda Suricato) como substituto imediato para o posto. O Barão Vermelho já está preparando uma turnê com a nova formação e também pensa em um novo trabalho. Em março, vai ser lançado o documentário "Porque a gente é assim", que conta a história da banda baseada em imagens de bastidores, depoimentos e várias cenas arquivadas - a direção é de Mini Kerti. 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Discos: Kapitu (Vermelho)

Foto: Kapitu / Vermelho

KAPITU

Vermelho

Independente; 2015

Por Bruno Eduardo


Vermelho pode ser considerado mais um capítulo de sucesso do chamado financiamento coletivo - o crowdfunding. Pegando carona numa tendência que vem ajudando diretamente as bandas independentes, a Kapitu decidiu colher os frutos de sua crescente legião de seguidores para produzir seu segundo disco de estúdio.
    
Após ser concebido no Rio de Janeiro com a ajuda do ex-Planet Hemp, Pedro Garcia, o trabalho viajou até Seattle para ganhar o polimento de Chris Hanzsek - produtor cultuado por ter trabalhado com bandas no embrião do grunge, como Soundgarden, Melvins e Green River. E antes que alguém pergunte se esse disco tem algo a ver com o rock sujo das bandas citadas acima, eu respondo: Não.

"Pra Nunca Te Deixar", faixa que abre o disco, é até capaz de enganar alguns roqueiros mais ansiosos. Guiada por um riff de guitarra levanta-defunto (desses que estão em extinção nos dias de hoje) e um refrão rasgado, a canção pode ser considerada um hard rock top padrão. No entanto, é bom avisar que o disco não segue esse caminho. Mesmo que "Apenas Diferente", que vem em seguida, também se equilibre nas ondas do rock - com suingue e guitarras muito bem tramadas - a seqüência do álbum se transforma em uma busca incessante por riquezas melódicas e feeling - muito feeling. Sendo assim, a distorção se torna uma opção, e para um bom entendedor, pingo é letra. 

Porém, é sempre bom ressaltar que a Kapitu não é daquelas bandas que demonstrem em sua música uma necessidade de mudar o mundo. Não possuem a pretensão tecnológica que assola a maioria das bandas descoladas - que utilizam efeitos em demasia - e nem são entupidos de engajamento juvenil, cheio de discursos moralistas / politizados. Para eles, o que interessa é tirar o máximo de seus instrumentos, buscar escalas alternadas, e falar sobre sentimentos que rasgam o peito. Ou seja: na cartilha básica do rock, a Kapitu não transpira como punk, mas inspira como arte. E é exatamente por isso que a audição deste disco se faz tão urgente nos dias de hoje. 

Vermelho é fundamentalmente movido por dois ingredientes particulares: o tesão e a paixão. Matemática simples para o amor perfeito. Na música da banda acontece o mesmo. Quando a coisa pega fogo, guitarras cheias de pressão aparecem em forma de rock and roll genuíno, que bebe nas águas de bandas como Pearl Jam e Led Zeppelin. A visceral "Canções Vazias" é o ápice da brasa. Já a influência noventista aparece em "O Impossível", que possui aquela explosão hard típica de um Foo Fighters. No entanto, a grande fração do disco é carregada pelo sentimento mais brando, com espasmos de angústia em alguns pontos isolados. Um grande exemplo dessa espécie de 'rock macio' que a Kapitu apresenta em 'Vermelho' é a excelente "Nunca Mais Do Que A Você", um âmago de melodias escondidas - como solos de baixo, notas de teclado oscilantes e vozes particulares. A finura técnica da banda vem representada pelas baquetas do habilidoso Rafael Marcolino, que dá um show de bateria - com levadas abertas e viradas cerebrais (ouça "A Busca", e comprove). Nesse disco, a voz de Yuri Corbal também se desgarra um pouco da Frejatização que o persegue desde o debut da banda, Utopia (2013) - e brilha em quase todas as canções. Principalmente no supra-sumo final, uma viagem exuberante de seis minutos - repleta de teclados, solos de guitarra blues estonteantes e coral de vozes - batizada de "Mais Leve".

Para quem também acha - ou achava - que a Kapitu tem influências de Barão Vermelho, ou curte a banda por essa similaridade, um conselho: menos Barão, mais "Vermelho". Seguindo este trocadilho, você estará prestando um enorme favor ao futuro do rock nacional.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Circo Voador volta à Praia do Arpoador para homenagear Cazuza


Para celebrar Cazuza, o Circo Voador volta com sua lona original à Praia do Arpoador e apresenta programação com atividades culturais gratuitas. O projeto é marcado pelo lançamento da edição “re-colour” em homenagem aos 30 anos da música “Exagerado”, de Cazuza. Essa nova versão celebra o primeiro single da carreira solo do cantor, contando com a sua voz original, em uma produção musical de Liminha e programações de Kassin, além da participação de João Barone e Dado Villa Lobos.

Ao longo dos três dias, o projeto contará com shows das bandas Suricato, Dônica e Blitz, além da superbanda Todos Envolvidos, formada por artistas que fazem parte da história da música brasileira, como Liminha, Dado Villa-Lobos, João Barone, Kassin e Toni Platão. Também estão programadas oficinas infantis voltadas para circo, teatro, capoeira, apresentação de filmes e documentários, além da apresentação do grupo “As Marias da Graça” e de Chacal lendo sua poesia da “História dos 25 anos do CEP 20.000″. 

No primeiro dia do evento, a programação inclui uma homenagem a Cazuza, no ano em que a canção “Exagerado” completa 30 anos. Logo depois, a superbanda Todos Envolvidos fará um pocket show de uma hora com hinos do rock nacional.

Ainda no dia 12 de junho, será exibido o filme estrelado por Emílio Dantas, ator que protagonizou o musical Cazuza, com direção de Nico Perez Veiga e Luisa Kracht e produção da PBA Cinema.

Toda a programação é gratuita e os ingressos para os três dias do Circo Voador no Arpoador serão distribuídos mediante senhas, a partir das 10h, no dia 8 de junho. Mais informações estão disponíveis no site do evento.

O Circo Voador na Praia do Arpoador

No inicio dos anos 80, o Rio de Janeiro “efervescia” na pedra do Arpoador, com sua vista estonteante, de onde todos aplaudiam o pôr do sol. Foi ali que aterrissou, no verão de 1982, uma grande tenda de lona azul com o nome de “Circo Voador“. O espaço tornou-se mitológico, transformou vidas e jogou luz em toda uma geração. Cazuza estava lá: personagem ímpar desta história, que há 30 anos lançava o hit “Exagerado” em seu primeiro LP solo, logo após sair do Barão Vermelho para assumir sua fulminante carreira.

Criado em 1982, o espaço carioca consagrou grandes nomes e transformou para sempre a cultura do Rio de Janeiro. Foi responsável por alavancar muitos grupos de teatro e bandas de rock, hoje consagrados. O primeiro passo do Circo foi dado a partir dos cursos ministrados pelos integrantes do grupo “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, fundado por Regina Casé e Luis Fernando Guimarães, tendo como integrantes Patrícia Pillar, Patrícia Travassos, Evandro Mesquita, Perfeito Fortuna, Cacá Dionísio (sonoplastia), Nina de Pádua, Cazuza e Gilda Guilhon.

Programação:

Dia 12: show em homenagem a Cazuza e da  banda “Todos Envolvidos” com Liminha, Kassin, Toni Platão, Dado Villa-Lobos e João Barone. Além de festa com o coletivo “Vinil e arte”.

Dia 13: oficina infantil de circo acrobático, com Amaralina Fagundes, oficina de ritmos populares com grupo Quizomba! Fórum de idéias com Maria Juça, Jamari França e Luiz Antônio Mello  com o tema  “Um palco, uma rádio, um festival: em cena o rock brasileiro e a representação da juventude dos anos 80″. Shows com as bandas Dônica, Suricato e Blitz além dos Djs do coletivo “Vinil e arte”.

Dia 14: oficina de Capoeira, teatro infantil com as Marias da Graça, Poesia com Chacal ( Cep 20.000), Fórum “Brasil, que país é este: Cazuza, Renato Russo e a transição democrática″, com Mário Luis Grangeia, Perfeito Fortuna, Arthur Dapieve e Jamari França. Baile do Almeidinha de Hamilton de Holanda com participações de Roberta Sá, Gabriel Moura, Bnegão. Djs do coletivo “Vinil e Arte”.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

CAZUZA: Rio recebe musical em julho


Após ser assistido por mais de 100 mil pessoas e ter excursionado por diversas cidades do país, o musical Cazuza Pro Dia Nascer Feliz chega ao Rio de Janeiro, e apresenta curta temporada no Citibank Hall nos dias 04, 05, 06, 11, 12 e 13 de julho. De Aloísio de Abreu, com direção de João Fonseca, o espetáculo traz pela primeira vez aos palcos a história de um dos maiores ídolos da música brasileira: Cazuza.

O Musical reúne alguns dos maiores clássicos de Cazuza em carreira solo e no Barão Vermelho, como: "Pro Dia Nascer Feliz" e "Codinome Beija Flor", "Bete Balanço", "Ideologia", "O Tempo não para", "Exagerado", entre outras composições que ficaram marcadas na voz do artista.

O elenco é encabeçado pelo músico e ator Emílio Dantas, de 30 anos, que faz sua segunda incursão em musicais. Osmar Silveira, Fabiano Medeiros, Brenda Nadler, Thiago Machado, Igor Miranda, Bruno Narchi, Diego Montez , Saulo Segreto, Dezo Mota, Oscar Fabião Cazuza e Sheila Matos completam a escalação. Dando vida a nomes como  Lucinha e João Araújo , Ney Matogrosso, Bebel Gilberto, Frejat,Caetano Veloso, Dé Palmeira, entre vários outros personagens que gravitaram no universo de Cazuza.


Para a construção do texto, Aloísio de Abreu partiu das conversas com pessoas próximas a Cazuza e fez uma ampla pesquisa para a criação da estrutura dramática do espetáculo. O autor procurou contar a história de forma ágil, avançando sempre a partir dos momentos de virada na carreira e na vida dele: a descoberta do teatro, o gosto pelo rock, o momento em que resolve cantar, montar uma banda, se profissionalizar, o estouro, as brigas, a mudança no estilo de sua obra, o estrelato solo, a descoberta da doença, a urgência poética no fim das forças. Enfim, momentos que levam a história adiante. 

Os ingressos já estão disponíveis pela internet (www.ticketsforfun.com.br), nos pontos de venda espalhados pelo Brasil e na bilheteria do Citibank Hall. O show é realizado pela TIME FOR FUN.

CAZUZA PRO DIA NASCER FELIZ, O MUSICAL
Dias: 04, 05, 06, 11, 12 e 13 de julho de 2014 (Sextas, Sábados e Domingos)
Horário: Sexta-feira às 21h30, Sábado às 21h e Domingo às 19h
Local: Citibank Hall – Rio de Janeiro (RJ)
Av. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca

Ingressos: de R$ 25 a 180 

Classificação etária: 07 anos a 14 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais). 15 anos em diante: permitida a entrada (desacompanhados).