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segunda-feira, 6 de março de 2017

Biquini Cavadão apresenta seu novo disco na Fundição Progresso

Foto: Divulgação
Biquini Cavadão apresenta "As voltas que o Mundo dá" no Rio
Neste sábado (8), o Biquini Cavadão estará na Fundição Progresso para apresentar seu novo disco, 'As Voltas que o Mundo Dá'. No palco, as novas canções se unem aos sucessos, conquistados ao longo de 30 anos, e com direito a um inédito set acústico. 'As Voltas que o Mundo Dá' possui doze composições inéditas e letras que retratam as vivências, conquistas e derrotas no âmbito pessoal e profissional da banda. Para traduzir melhor o contexto do álbum, a banda convidou o lendário produtor Liminha. A noite conta ainda com show de Leoni, que abre os trabalhos. Os ingressos vão de R$40 a R$300 (veja a tabela de preços abaixo).

BIQUINI CAVADÃO NA FUNDIÇÃO PROGRESSO
Data: 08 de abril, sábado
Local: Fundição Progresso 
Endereço: Rua dos Arcos, 24 – Lapa - Rio de Janeiro
Informações e venda de ingressos: www.fundicaoprogresso.com.br
Abertura da casa: 22hrs
Início do show: 00h
Classificação etária: 18 anos
Ingressos:
Pista - de R$50 a R$160, sendo:
1°Lote - meia entrada: R$ 40 / 1o lote - inteira: R$80
2°Lote - meia entrada: R$ 50 / 2o lote - inteira: R$100
3°Lote - meia entrada: R$ 60 / 3o lote - inteira: R$120
4°Lote - meia entrada: R$ 70 / 4o lote - inteira: R$140
Frisa - de R$150 a R$300:
1ºLote - meia entrada: R$150 / 1º lote - inteira: R$300

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Fundição Progresso recebe Legião Urbana XXX anos neste sábado

Foto: Divulgação
Dado e Bonfá voltam ao Rio com show Legião Urbana XXX anos

Por Bruno Eduardo

Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos voltam ao Rio de Janeiro neste sábado (23) para dar continuidade à turnê Legião Urbana XXX anos. O show, que comemora três décadas de lançamento do primeiro disco da Legião, vai acontecer na Fundição Progresso, na Lapa, e promete reunir fãs de todas as idades. "É uma turnê de comemoração, e estamos muito felizes de estar vivendo isso hoje", afirmou o baterista Marcelo Bonfá, por telefone, em entrevista exclusiva ao Rock On Board. Além de tocar o primeiro disco na íntegra, eles prometem relembrar várias músicas que pontuaram a carreira dessa que foi uma das maiores bandas da história. O álbum, lançado em 1985, é considerado um marco para o rock nacional e traz vários hinos como "Será", "Ainda é Cedo", "Soldados" e "Geração Coca-Cola". 

Para acompanhar a dupla, alguns convidados especias estão convocados para esse show, assim como o ator e músico, André Frateschi, que divide o vocal em boa parte da apresentação. "O André fez uma participação na Legião Urbana quando ainda era criança. Além disso, temos vários outros músicos maravilhosos que já nos acompanham há algum tempo", contou.

Embora essa seja a primeira turnê com o nome da banda, eles fazem questão de deixar claro para os fãs que isso não é um retorno da Legião Urbana, como chegou a sair em alguns veículos. 

"A Legião não está de volta porque não existe a Legião Urbana sem o Renato. O problema é que as pessoas tiram uma foto da gente no estúdio, aí comentam uma coisa aqui e outra ali. E como cada um tem a sua liberdade de interpretação, as coisas acabam tomando um caminho relativo. Mas nós nunca falamos em volta da Legião", afirmou. 

De acordo com Bonfá, a volta aos palcos com Dado Villa-Lobos demorou quinze anos para acontecer, e foi quase que acidental. Eles foram convidados para participar de um tributo à Legião Urbana no Uruguai, e isso acabou desencadeando vários convites para projetos semelhantes, que o mesmo fez questão de relembrar. 

"A gente foi tocar no Uruguai à convite de algumas bandas que conhecemos em 1985. E eu fiquei muito animado naquela ocasião pois foi a primeira vez que eu e Dado voltamos ao palco juntos. Depois disso a gente tocou no Porão do Rock, tocamos num Reveillón em Fortaleza para um milhão e meio de pessoas. Depois teve o show do Wagner (Moura), que nós fomos convidados pela Abril e pela MTV. As pessoas nos convidavam" - garantiu.

LEGIÃO URBANA XXX ANOS (RJ)
Data: Sábado, 23 de abril de 2016.
Horário: 22h
Local: Fundição Progresso
Endereço: Rua dos Arcos, 24 - Lapa
Classificação etária: 18 anos
Ingressos:
Pista Premium - 2º Lote: R$240 / R$120 (meia-entrada)
Pista - 3º Lote: R$160 / R$80 (meia-entrada)
Frisa: R$300 / R$150 (meia-entrada)
Pela Internet: AQUI

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Expoente da cena hardcore, Diabo Verde abre para o Millencolin nesta sexta

Foto: Divulgação

Por Bruno Eduardo

Quando o assunto é a nova safra do hardcore nacional, o Diabo Verde é nome obrigatório. O grupo vem rodando o país desde 2012, e já dividiu palco com alguns nomes consagrados como Matanza e Detonautas. Formada por Paulinho Coruja (vocal e guitarra), Fellipe Madureira (guitarra), Bruno Baiano (bateria, ex-Manacá) e Fábio Magoo (baixo), a banda vem se consolidando como um dos principais representantes do gênero nacional. Seu primeiro disco, Sincerídio, foi lançado em 2012, e traz uma cartilha de guitarras rápidas, e letras de protesto - com influências claras de bandas como Bad Religion e do próprio Millencolin. Talvez por isso, a tarefa de abrir para o grupo sueco nesta sexta-feira, na Fundição Progresso, seja vista como uma oportunidade única para a banda - pelo menos é o que afirma Paulinho Coruja, frontman do grupo.

"Tocar na Fundição para gente é um sonho. É uma casa consagrada, onde já passaram bandas como Slayer, Bad Religion e Pennywise. Ainda mais sabendo que vamos dividir o palco com o Millencolin, que é um dos responsáveis pela existência da nossa banda", afirma.

O grupo também pretende aproveitar a ocasião para filmar o show na íntegra. Para Paulinho, essa será uma noite de celebração e espera ver um público animado e devidamente bem vestido, com as camisas de suas bandas preferidas - "para aparecerem bem bonitos no vídeo da banda", ele brinca. 

Novo disco em 2016

De acordo com Paulinho, o novo disco do Diabo Verde está praticamente pronto. Ele estima que 99% do trabalho já foi feito e que faltam apenas alguns detalhes para o seu fechamento. Para esse disco, a banda apostou na filosofia de que "em time que está ganhando não se muda", e repetiu o mesmo processo do debut. O álbum foi gravado no estúdio Superfuzz (Autoramas, Zander, Jason) por Elton Bozza e Bill Zander, e o resultado foi melhor do que eles esperavam.

"É exatamente o mesmo time que fez o nosso primeiro disco. A gente curte muito a vibe do Superfuzz e a maneira como esses caras trabalham. Em matéria de rock, eles são os melhores produtores do Brasil. Eu não vejo ninguém melhor que eles!", disse Paulinho.

Para quem curte o som da banda desde a época de Sincerídio, uma boa notícia. Eles prometem manter a mesma pegada hardcore que caracteriza as apresentações do Diabo Verde. Ao todo, serão dez novas músicas, e que devem contar com algumas participações especiais. A banda não pode adiantar os nomes, mas afirma que são pessoas envolvidas na cena rock/hardcore. Outra surpresa, segundo Paulinho, é a capa do CD, que segundo ele, tem autoria de um dos principais artistas nacionais.

Ainda sem título divulgado, o novo disco está previsto para chegar ao público depois do carnaval. Enquanto isso, o público pode conferir a banda já nesta sexta-feira, na Fundição Progresso. 

MILLENCOLLIN NO RIO DE JANEIRO
Data: 13 de Novembro
Local: Fundição Progresso
Endereço: R. dos Arcos, 24 - Lapa (RJ)
Bandas de abertura: Diabo Verde e Glove Pistol
Ingressos: R$ 80,00 (1º lote) | R$ 90,00 (2º lote) | R$ 100,00 (3º lote)

domingo, 11 de outubro de 2015

No Rio, Scalene faz show nos braços da galera

Foto: Adriana Vieira
Público invade o palco no fim do show
Por Bruno Eduardo

Subiu um, dois, e de repente o palco estava completamente lotado. Assim terminou a catártica apresentação do Scalene no Rio de Janeiro, que reuniu centenas de fãs na Fundição Progresso. O grupo se apresentou em uma espécie de palco 360º, e manteve um repertório semelhante ao que eles mostraram na sua última visita ao Rio [saiba como foi AQUI]. "Sublimação", "Nós Maior Que Eles" e o novo hit, "Histeria", formaram a trinca inicial matadora, que seguiu forte no hardcore quebrado de "Sonhador", e passou por músicas de excelência como "Tiro Cego" e "Gravidade". 

Foto: Adriana Vieira
Gustavo Bertoni é acompanhado de perto pelos fãs 
Cercados de fãs por todos os lados, os integrantes da banda pareciam estar em uma espécie de ensaio aberto, e se comportavam de forma particular (no intimismo dos irmãos Bertoni e na agitação incontrolável do baixista Lucas Furtado). Esse formato de palco também ajudou a evidenciar a devoção dos fãs, que cantaram forte durante toda a apresentação, abafando por muitas vezes o som dos PA's - que aconteceu em "Surreal" e, na tranquila, "Amanheceu". 

Entre as novidades da noite, uma versão muito bem sacada de "Out Of The Black" do sensacional Royal Blood, e uma homenagem aos irmãos Gustavo e Tomás Bertoni - que fizeram aniversário recentemente. No final, os grandes momentos ficaram para as excelentes "O Peso da Pena" - carregado por vocais fantasmagóricos de um Queens Of The Stone Age - e "Dance Macabre", do disco Real / Surreal. 

Foto: Adriana Vieira
Empolgados: fãs cantam do início ao fim
A noite histórica chegou ao fim com "Legado", marcada pela invasão do público, que transformou o palco em uma disputada pista de dança - onde era impossível identificar qualquer um dos integrantes. Mesmo com o desespero da equipe de apoio da casa, preocupados com a segurança da banda e dos equipamentos, o grupo reagiu com gentileza e acabou entrando na bagunça. 

Seguindo a previsão da nossa redação, o Scalene continua crescendo de forma gradativa e construindo um legado honesto - que se não garante o presente, pelo menos mantém a esperança no futuro. Afinal, enquanto existirem novas bandas despertando paixão juvenil, o rock continuará se renovando - e isso, no final das contas, é o que realmente importa! 

Foto: Adriana Vieira
Scalene em palco 360º na Fundição Progresso 
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domingo, 2 de novembro de 2014

Echo & The Bunnymen sofre com som ruim e não volta para o bis; público vaia

Foto: Guilherme Carvalho
Echo & The Bunnymen no Rio: frustrante para ambos os lados

Por Bruno Eduardo


A expectativa por uma noite memorável era enorme. Não por menos: a banda acabou de lançar o seu melhor disco em muitos anos (Meteorites) e vem repetindo bons repertórios na atual turnê. O problema é que quando uma coisa tem que dar errado, ela dá. E não há fundamentos que modifiquem o seu desfecho. 
Infelizmente, essa é daquelas noites - no mau sentido da palavra.  

Com pouco mais de uma hora de apresentação, vaias ecoaram na Fundição Progresso. O grupo se recusava a voltar para o bis - frustrando aqueles que esperaram mais de oito anos para vê-los em solo carioca. Um final melancólico para a tão sonhada noite de reencontro com um dos maiores nomes do pós-punk mundial. Da banda original, sobraram apenas Ian McCulloch e o guitarrista Will Sergeant - curiosamente, os dois integrantes que iniciaram o projeto no ano de 1978, quando ainda se apresentavam com um duo.  


Desde os primeiros minutos, a insatisfação de Ian McCulloch era evidente. Atordoado com o que estava ouvindo, o líder do Echo & The Bunnymen se dividia entre o microfone e seu assistente de palco. Ao todo, foram três músicas dedicadas ao roadie - com conversas ao pé do ouvido e dedos apontados para o retorno de voz. Com tantos problemas técnicos iniciais, não é exagero afirmar que o grupo acabou fazendo uma passagem de som (soundcheck) durante a apresentação. 


Mesmo que a qualidade de som não fosse das melhores, ninguém poderia reclamar do repertório. Pérolas classudas como "Over The Wall" ou "Bring On The Dancing Hearts" estavam lá; assim como a manjada versão para "People Are Strange" dos Doors; e mais algumas de seu mais novo - e ótimo - disco. Na tentativa de superar todos os percalços técnicos e uma banda apática, alguns fãs até que cantaram alto músicas como "Seven Sea" - do excelente Ocean Rain (1984) - e "The Killing Moon". Mas era tarde. Ian McCulloch já tinha jogado a toalha com meia hora de apresentação. 

Game over para os fãs.

Foto: Guilherme Carvalho