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domingo, 26 de outubro de 2014
Uma lista improvável com as 5 melhores músicas de Paul McCartney
Foto: Divulgação
Você já deve ter se deparado na internet com uma série de homenagens, matérias especiais e as famosas listas - sim, muitas listas - sobre Paul McCartney. Como todos sabem, não é difícil enumerar fatos e materiais que louvem o eterno Beatle - ainda mais sabendo que são 44 anos de carreira ininterrupta. Para não bater no datado, o Rock On Board decidiu criar um top 5 improvável, com canções não óbvias - fugindo das sempre citadas "Maybe I'm Amazed", "Live and Let Die" e "Silly Love Songs" (bem, talvez não "Silly Love Songs"), por exemplo. Gostaríamos de chamar a atenção para 5 faixas da carreira solo de McCartney que carregam o rock na veia e que nós gostaríamos de assistir nessa nova turnê brasileira.
1-"Oh Woman, Oh Why," (Another Day", 1971)
Em fevereiro de 1971, McCartney lançou "Another Day", seu primeiro single como artista solo. Entre as canções que integrariam RAM, encontramos a roqueira "Oh Woman, Oh Why". Embora seja um lado B, há várias versões encarnadas de RAM que contam com essa faixa - incluído a edição especial do álbum, de 2012. Uma das preferidas da casa.
2- "Big Barn Bed" (Red Rose Speedway, 1973)
3- "Let Me Roll It" (Band on the Run, 1973)
Band on the Run é o melhor álbum pós-Beatles de McCartney (duas de suas faixas aparecem em nossa improvável lista das 5 melhores músicas de Paul McCartney). Não por coincidência, uma das suas melhores canções lembra seu ex-colega de banda John Lennon. Na verdade, 'Let Me Roll It "é uma canção típica de John Lennon. Só que é melhor do que qualquer coisa que o próprio Lennon estava fazendo em 1973.
4- "Jet" (Band on the Run, 1973)
O primeiro single de Band On The Run traz um revestimento cintilante de glam rock - com vocais distorcidos e guitarras despejadas. "Jet" é uma das melhores canções rock de McCartney de todos os tempos.
5- "Monkberry Moon Delight" (RAM, 1971)
Após deixar os Beatles, Paul e sua esposa foram passar um tempo na fazenda (Escócia) e aproveitaram para trabalhar juntos nas composições de seu primeiro disco solo. "Monkberry Moon Delight" é uma das canções mais enérgicas do álbum.
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Por que Dave Grohl é um dos caras mais legais do rock?
Por Bruno Eduardo
Em junho de 2015, Dave Grohl surpreendeu o mundo mainstream por ter fraturado a perna durante um show do Foo Fighters e ao invés de cancelar a apresentação, pediu para que o público não deixasse o local, prometendo voltar ao palco para finalizar o show. A promessa foi cumprida e ele terminou a apresentação em uma cadeira de rodas.
Levando em conta a maioria das histórias sobre rockstars, criadas dentro da filosofia sexo, drogas e rock and roll, Dave Grohl não poderia ser considerado um ícone roqueiro da mesma proporção. Afinal, o cara não usa drogas pesadas, não destrói quarto de hotéis e não é conhecido pelas por estripulias ou lista de exigências que servem apenas para mostrar o quão exuberante pode ser a vida de uma estrela do rock. Nada de rebeldia, quebra-regras ou violação. Na verdade, Grohl se distingue de todos os outros por sua implacável positividade e por ser um cara certo na hora mais apropriada possível. Ele é um dos poucos modelos construídos para o mercado, que funcionou exatamente por saber onde se encaixar.
Um grande exemplo do figurino encarnado pelo líder do Foo Fighters pode ser visto no documentário Back And Forth, que conta a trajetória do grupo desde o fim do Nirvana. No filme há várias cenas de tensão – envolvendo demissões de companheiros, divergências nos estúdios e algumas farpas de ex-integrantes – sempre remediadas pela impressionante serenidade de Dave. É essa visão positiva nos mais controversos momentos que fazem por justificar sua fama de “Mr. Nice Guy“.
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| Dave Grohl foi reconhecido numa roda durante um show do Soundgarden |
Há também vários outros relatos de fãs e colegas de imprensa que servem para desmistificar a imagem de ídolo intocável do ex-baterista do Nirvana. Entre essas lendas, há o famoso caso em que ele reconheceu uma fã com paralisia cerebral durante um show do Foo Fighters na Europa (relatado pelo The Guardian), e a fatídica doação de 1 bilhão de dólares para entidades que tratam de crianças com câncer.
Diga-me com quem andas que eu lhe direi quem és…
Mas não são apenas os fãs que podem comprovar a sua fama de “cara legal”. Independentemente de seus projetos paralelos, como o Them Crooked Vultures, o Probot e o fantástico Sound City, Grohl já trabalhou com um leque impressionante de artistas, incluindo Queens Of The Stone Age, Queen, Led Zeppelin, Nine Inch Nails, Cage The Elephant, Bruce Springsteen, Jack White, Rush, Roger Waters, Eddie Vedder e vários outros. Além disso, ele nunca perde uma oportunidade de prestar homenagem a seus ídolos – mesmo os menos conhecidos – ou participar de festivais independentes, com bandas undergrounds americanas.
A vida pessoal de Dave Grohl é exposta não apenas nos tabloides, mas por ele mesmo. Casado com uma produtora da MTV e pai de três meninas, o roqueiro é sempre visto em passeios com suas filhas e momentos famíliares. Inclusive, no já citado Back And Forth, Dave aparece dividido entre as gravações do álbum Wasting Light e os mergulhos na piscina ao lado das crianças (o disco foi gravado no porão da sua casa).
Tudo isso, é fato, fica diretamente ligado ao modelo que ele escolheu trabalhar sua imagem no mercado. Ingenuidade pensar que nada disso faz parte do jogo. Evidente que faz. E tal constatação de seu engajamento “marqueteiro” serve apenas como mais um motivo para podermos afirmar, que esse tal de Dave Grohl realmente sabe das coisas.
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Dave, fotografado com uma de suas filhas durante um passeio na rua
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Robert Plant: relembre melhores discos da carreira solo

Por Bruno Eduardo
Quem acompanha o vasto catálogo de Robert Plant, sabe que o cantor é um amante da musicalidade. A forma intimista que ele trata sua carreira solo, evidencia uma tentativa incansável de não soar datado. Entre o passado e o presente, entre o hard rock e a música universal (que ele propõe), Plant se encontra num peculiar estado intermediário - incapaz de esquecer, não querendo ressuscitar, e não-relutante para se dedicar a um gênero novo. Por isso, fizemos questão de relembrar os melhores momentos de sua vida pós-Zeppelin, em uma lista de discos essenciais - comemorando os 66 anos desse monstro sagrado do rock.
1-Mighty Rearranger (2005): Um exercício ambicioso e sublimemente vulgar de como fazer um álbum de rock and roll maduro e totalmente irrestrito. Neste trabalho, Plant mantém os elementos originais, construindo paisagens sonoras encantadoras - agradando até os que ansiavam por mais elementos blues Zeppelinianos. "Mighty Rearranger" tem uma atmosfera orgânica - não fugindo de suas tendências ao Oriente Médio. Destaques: "Another Tribe", "Tin Pan Vale", "The Enchanter", "Dancing In Heaven".
2-Dreamland (2002): Esse foi o primeiro álbum solo do ex-vocalista do Led Zeppelin em quase 10 anos - e marcou a estreia de Plant com a banda Strange Sensation. O álbum é um misto de belas canções originais e algumas covers intimistas - incluindo a brilhante releitura para Bob Dylan em "One More Cup of Coffee" e uma versão histórica de Tim Buckley, na macia "Win My Train Fare Home". Obrigatório.
3-Fate Of Nations (1993): Conhecido por muitos como o "álbum de consciência social" do cantor, Fate Of Nations é perfeito em todos os aspectos. Há um destaque grandioso ao lado compositor de Plant, com letras brilhantes e habilidade vocal renovada. O disco é uma das joias raras de sua coroa. Na verdade - e exagerando um pouco -, é tão bom quanto qualquer criação dele com o Zeppelin, desde Led Zeppelin II.
4-Band Of Joy (2010): Há quem enxergue o fantasma do Led Zeppelin rondando esse vibrante poema do século 19, que é Band Of Joy. São discos como esse que evidenciam o quanto Plant reluta contra glórias passadas e mantém pé firme em sua caminhada exótica. O disco é marcado pela emoção em explorar novos territórios ao revés de um prazer covarde em chafurdar nostalgias fakes: uma lição sobre o valor de não dar às pessoas o que elas querem.
5-Pictures At Eleven (1982): Lançado menos de dois anos após a morte de seu grande amigo John Bonham, o disco de estreia de sua carreira solo é um encontro particular entre gigantes da bateria: o eterno Genesis, Phil Collins, e o lendário Cozy Powell (ex-Rainbow) seguram a onda em um trabalho magnânimo. Recententemente, foi lançada uma versão remasterizada comemorativa aos 25 anos do disco, com bônus. Corra atrás!
6-Now And Zen (1988): Na maior parte deste seu quarto disco solo, Plant deu continuidade a sua visão de futuro - favorecendo teclados precisos e cantoria contida. Mas pela primeira vez, há um resgate heroico e um retorno inegável a sensação de majestade - principalmente pelas pinceladas guitarrísticas de Jimmi Page em "Heaven Knows" e "Tall Cool One". Dispensa qualquer comentário.
7-Maniac Nirvana (1990): Se há um disco que soa disperso de toda sua obra, este é Maniac Nirvana. O início dos anos noventa deu a Plant um single poderosamente pop: "Hurting Kind (I've Got My Eyes on You)". Aqui, o lendário cantor está completamente distanciado de qualquer viagem exótica e do intimismo exagerado que marcou sua carreira. Ouça também "Big Love".
8-The Principle Of Moments (1983): Mais um disco que conta com Phil Collins na bateria - além do ex-Jethro Tull, Barriemore Barlow, em duas faixas. Este é considerado por muitos como o disco mais hard rock de Plant desde o fim do Led Zeppelin. Duas faixas ganharam bastante na época: "Big Log" e "Other Arms". Também há uma versão remasterizada - com bônus - desse disco que pode ser encontrada por aí.
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
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