• Pearl Jam, The Killers e Red Hot Chili Peppers são atrações confirmadas
  • Um resumo da cobertura Rock in Rio em 20 fotos lindas e 20 fatos marcantes
  • Saiba tudo sobre os shows de Foo Fighters e QOTSA no Brasil
  • Leia a resenha de "Desaturating Seven", novo disco do Primus
  • O guitarrista Kennedy Brock falou sobre o novo disco e shows no Brasil
Mostrando postagens com marcador Phil Collins. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Phil Collins. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Phil Collins emociona Maracanã em seu primeiro show solo no Brasil

Phil Collins inicia turnê brasileira no Rio [Foto: Amanda Respicio / Rock On Board]
Por Bruno Eduardo

Mais de quarenta mil pessoas enfrentaram o mau tempo que acompanha o Rio de Janeiro nos últimos dias para reverenciar mais uma lenda viva da música. No meio do palco, surge um homem calvo e curvado pelo tempo, vestindo roupas pretas largas. Ele segue apoiado em uma bengala até sentar na cadeira. E permaneceu ali, sentado, diante de uma multidão de olhares e corações atentos - que se confundiam entre lágrimas e cantorias sem fim. 

Aos 67 anos de idade, Phil Collins chega ao Brasil pela primeira vez desde que formou sua carreira solo. O desgaste físico aparece evidenciado pelo grave problema na coluna, mas a voz ainda está lá. Ela continua sedosa, emotiva e de timbre inconfundível. O cartão de visitas é nada menos que uma dobradinha de seus maiores hits radiofônicos: "Against all odds (Take a look at me now)" e "Another Day in Paradise". O fato de tocar logo de cara duas das músicas mais esperadas da noite serviu para acalmar a ansiedade do público, que pôde a partir dali, conferir a excelência de um time de músicos do primeiro quilate. 

Além de alguns parceiros de longa data, como o baixista Leland Sklar, o guitarrista Daryl Stuermer e o trompetista Harry Kim, Phil Collins trouxe ao Brasil, o seu filho Nic Collins, de apenas 16 anos de idade, que mostra desenvoltura e rara técnica em canções como "In The Air Tonight". "É um bom garoto", elogia. Mas o destaque fica mesmo para os cantores de apoio, principalmente Army Keys e Arnold McCuller, que se revezam em duetos com Collins e chegam no ápice em "Easy Lover", um dos maiores sucessos pop dos ano 80, criado em parceria com Philip Bayley, do Earth, Wind & Fire.
 
Mesmo aos 67 anos, voz continua em dia [Foto: Amanda Respicio / Rock On Board]
Dos tempos de Genesis, uma ligeira preferência ao álbum mais comercial da banda, 'Invisible Touch', lançado em 1986. Deste trabalho, foram lembradas duas canções: "Throwing It All Away" e a canção título do disco, que é certamente uma das mais conhecidas entre o grande público. Do Genesis, Collins inclui ainda a sublime "Follow You Follow Me", lançada no final dos anos setenta e que marcou a saída do guitarrista Steve Hackett do grupo.

Quando a banda atacou de Supremes em "You Can't Hurry Love", o Maracanã se transformou em uma gigantesca pista de dança, que ganhou força em um dos sucessos de Phil Collins lançado nos anos noventa: "Dance Into The Light". "Sussudio" trouxe flâmulas e confetes coloridos sobre o público e o bis de "Take Me Home" deu conta final à apresentação. Contrariando todas as previsões, limitações físicas e probabilidades reais, Phil Collins respondeu no palco que nada ainda é capaz de superar a magnitude de uma lenda. Não é a toa que o nome da turnê é "Not Dead Yet" (Não morri ainda). Mesmo assim, é sempre bom lembrar: Lendas não morrem nunca.

Na abertura, um bom show de rock do The Pretenders

Ícone feminino do rock and roll, Chrissie Hynde mostrou que a atitude continua em dia mesmo aos 66 anos de idade. Afinal, poucos conhecem desse gênero tanto quanto essa senhora, que nos anos setenta dividiu-se entre parcerias com embriões do punk rock e lideranças na origem do jornalismo especializado britânico. Mas o verdadeiro triunfo de Chrissie foi mesmo no início dos anos oitenta com o The Pretenders e no palco do Maracanã isso ficou constatado em músicas que continuam soando frescas, incluindo a perfeição pop de "Talk Of The Town" e "Back on the Chain Gang". Sem abandonar o visual nostálgico, com direito a corte de cabelo com franjinhas e jaqueta, Hynde domina a peleja e consegue entreter o público durante toda a apresentação do grupo. É um bom show de rock, e que ganha mais energia na parte final. Entre solos de guitarra e melodias à capela ("I'll Stand By You"), o número chega ao ápice numa versão quentíssima de "Middle Of The Road", com destaque para o generoso solo de bateria. Mesmo na posição de "especial guest" e mais indicada a arenas menores e mais enfumaçadas, o The Pretenders deu a prova que precisávamos que eles permanecem fiéis ao espírito genuíno do rock and roll. E isso pode colocar na conta da experiente Chrissie Hynde.
 
Chrissie Hynde liderou o Pretenders em bom show [Foto: Amanda Respicio]

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Phil Collins no Maracanã terá esquema especial de trens nesta quinta-feira

Phil Collins estreia turnê solo no Brasil nesta quinta-feira
Uma das maiores lendas da música internacional, o cantor e baterista Phil Collins chega ao Rio de Janeiro com sua turnê “The Legendary Phil Collins Live”, nesta quinta-feira, dia 22, e abre as apresentações no país com um show no Maracanã. O músico está de volta ao Brasil e está será a primeira vez em sua carreira solo no país, já que ele se apresentou com o Genesis, em 1977. O evento contará também com a abertura da banda The Pretenders.

Metrô terá esquema especial para o show

MetrôRio terá operação especial para atender fãs do cantor Phill Collins
Concessionária vai estender horário de embarque por 1h após o término do show e ampliar oferta de trens

O MetrôRio terá operação especial, nesta quinta-feira (22/02), para atender aos fãs do cantor Phill Collins, que fará show a partir das 20h, no Estádio do Maracanã. A iniciativa da Concessionária visa oferecer comodidade, rapidez e segurança na volta dos clientes para casa. A operação especial estenderá o horário de embarque de passageiros na estação Maracanã por 1h após o término do show.

Para os clientes que embarcarem no sentido Zona Sul e Barra da Tijuca, os trens seguirão direto para Jardim Oceânico, a partir das 23h30, sem necessidade de transferência em Botafogo. As demais estações ficarão abertas apenas para desembarque. Além disso, a Concessionária vai disponibilizar trens extras para atender o público do evento.

As linhas de extensão do Metrô Na Superfície (Botafogo-Gávea e Antero de Quental-Gávea) funcionarão até a chegada do último trem. A Concessionária recomenda a compra com antecedência dos cartões de ida e volta para facilitar a entrada no sistema e indica o aplicativo MetrôFácil para que os usuários planejem a viagem, acompanhando localização e tempo estimado da chegada dos trens.

Restam poucos ingressos

Os preços variam entre R$ 135,00 (meia) e R$ 750,00 (inteira) e podem ser adquiridas pelo site da Eventim e na bilheteria do Vivo Rio, entre 11h e 18h. As compras físicas podem ser realizadas por meio de dinheiro e cartões de débito e crédito. Já as compras online só poderão ser feitas com cartão de crédito e ficam limitadas a seis ingressos por CPF, sendo no máximo duas meias. O valor final poderá ser parcelado em até 3x sem juros tanto na bilheteria quanto pelo site. Os ingressos de meia entrada só poderão ser adquiridos pelo titular ou, caso seja menor de idade ou portador de deficiência, por um responsável legal.

Classificação

A classificação indicativa é de 16 anos. Menores de idade entre 6 e 15 anos podem entrar no evento desde que permaneçam acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Horários

Abertura dos Portões: 17h30
Pretenders: 20h
Phil Collins: 21h30

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Não é só futebol! Desde 1980 o Maracanã é uma das maiores arenas de shows do mundo

Em 1991 o Maracanã recebeu 700 mil pessoas em nove dias de Rock in Rio
Por Bruno Eduardo

Afinal, um estádio é feito pra partidas de futebol ou shows de rock? Foi com esse discurso que a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) entrou com pedido na Justiça do Rio, para receber uma multa de R$1 milhão caso a Maracanã S.A. não consiga deixar o estádio em condições de receber as partidas do Campeonato Carioca de futebol por conta dos três grandes shows marcados para o início desse ano. Conforme informado pelo O Globo, o pedido de indenização será muito mais como um protesto contra a marcação dos concertos do que uma tentativa de impedir a realização dos mesmos. Só que de acordo com o mesmo jornal, em março de 2017, a Maracanã S.A já tinha comunicado oficialmente à Casa Civil do Estado que estava negociando esses shows - assim como manda o contrato.

Embora seja uma prática comum, shows em estádios de futebol costumam levantar discussões sobre prioridades quando há embates de datas no calendário. O mais estranho é que os imbróglios aumentam com o passar dos anos, mesmo sabendo que nos tempos atuais até mesmo os clubes-gerentes preferem negociar datas para esses eventos do que dar prioridade a um mando de campo - exemplos mais específicos nos dias de hoje são o Palmeiras (Allianz Parque) e o São Paulo (Morumbi). 

Mas vamos deixar o fator econômico-viável de lado, porque aqui no Rio de Janeiro a coisa não é tão simples assim - ainda mais quando é levantada a polêmica pauta da "elitização dos estádios" na discussão. Só que historicamente falando, antes mesmo de se tornar uma arena padrão FIFA, o Maracanã já tinha se transformado num dos mais importantes locais para shows da história - inclusive com presença no Guinness Book (o livro dos recordes) e ostentando marcas até hoje nunca batidas no showbusiness.

"O Maraca é do povo, e por isso tem que ter futebol!"

Ninguém vai questionar que o futebol manda no Maracanã e é a razão de sua existência. E nem vamos discutir a relação do povo brasileiro com o esporte bretão. Mas os argumentos são frágeis se falarmos de exclusividade num local que há quase quatro décadas vem sendo palco para verdadeiras multidões fora do âmbito futebolesco. 

Tudo começou com Frank Sinatra em 1980, que foi o primeiro grande megaconcerto do estádio com 170 mil pessoas presentes. Três anos depois, o Kiss reuniu a incrível marca de 250 mil pessoas no Maraca, para uma das maiores audiências que o estádio já teve um dia. Nos anos noventa a coisa foi ainda mais além, a começar com Paul McCartney e a estreia de um Beatle no Brasil (184 mil pessoas). E o que falar dos nove dias ininterruptos de Rock in Rio no ano de 1991? A segunda edição do festival teve um público total de 700 mil pessoas e estreias de artistas como Guns N'Roses, Prince, A-haFaith No More, Joe Cocker e George Michael no país.

Estamos falando de shows que ocorreram há vinte e cinco, trinta anos. Numa época sem Odebrecht, carteirinha de estudante falsificada e todos os encostos que perseguem o novo Maracanã. Outras estrelas que lotaram o Maraca naquele tempo de estádio "do povo", com geral, arquibancada e cadeiras numeradas, foram Madonna (1993), Rolling Stones (1995) e Tina Turner (1988). Depois o estádio começou a sofrer suas reformas e a capacidade foi cada vez diminuindo mais (e os preços dos bilhetes aumentando). Mesmo assim, o Maracanã continuou fazendo história na vida de muitas pessoas como palco de grandes concertos de música e abrindo oportunidade ao povo de assistir espetáculos que só mesmo um local tão sagrado poderia ser capaz de abrigar - independente de qual fosse a sua gerência administrativa.

Shows no Maraca em 2018

Na ordem cronológica, este ano teremos Phil Collins no dia 21 de fevereiro, Foo Fighters Queens Of The Stone Age no dia 25 e Royal Blood e Pearl Jam no dia 21 de março. As três datas já estão com ingressos à venda desde outubro do ano passado e a expectativa é que o estádio receba um público superior a 70 mil pessoas por noite. E isso sem contar que em outubro ainda teremos Roger Waters, que promete ser mais um capítulo épico na história desse coliseu chamado Maracanã.