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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Fall Out Boy abandona pop punk e faz disco na medida para fãs de Imagine Dragons
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| Fall Out Boy chega ao sétimo álbum de estúdio, "Mania" |
"Mania"
Universal Music; 2018
Por Lucas Scaliza

Em 2018, o emo/pop punk do Fall Out Boy se fundiu de vez com as tendências mais manjadas da EDM. De certa forma, podemos dizer então que Mania é o disco mais Imagine Dragons que eles já fizeram na carreira.
Dá até para argumentar que eles estão inovando no rock, afinal, as guitarras com distorção estão ali, quase sempre presentes, assim como a bateria bem firme e cheia de pompa de Andy Hurley. Contudo, cada vez que você ouve o álbum, e caso esteja familiarizado com David Guetta e alguns dos artistas com que ele trabalhou, verá que as canções de 'Mania' têm muito mais a ver com um cenário eletropop do que com o rock, ou com o emo de antigamente - ouça “The Last Of The Real Ones”, que parece ser mais uma criação de Guetta do que uma canção típica do Fall Out Boy.
Sendo assim, podemos dizer que eles não estão exatamente inovando no rock, mas sobrevivendo como banda de rock apostando no que acham que uma nova geração quer ouvir.
“Hold Me Tight Or Don’t”, desde seu primeiro compasso, é uma música que você se surpreende em ver no disco do FOB, porque deveria estar no álbum da Anitta. Não é exagero. “Wilson” parece um rip off de M.I.A. e sua “Paper Planes”. Daí, em “Church”, eles voltam a ser aquela banda de espetáculo dirigido pelo Michael Bay, com direito a coral que soa como uma multidão em uma catedral. Ouvintes atentos perceberão, no entanto, que a linha de baixo superlegal de Pete Wentz é o destaque da faixa.
Com tantos tiros para todos os lados, “Heaven’s Gate” chega com uma carinha de soul tão desavergonhada que você até consegue abrir um sorriso. É nesse momento de 'Mania' que você entende que a banda está se divertindo, e propõe que você faça o mesmo. A ideia é não se levar a sério, curtir o caminho e não a consistência do trabalho musical no final das contas.
“Champion” tem um riff de guitarra e um ritmo para o vocal de Patrick Stump que Eminem deveria ficar de olho. Já que o rapper agora faz mais pop do que hip hop de verdade, essa faixa do FOB viraria um bom sample em seu próximo trabalho. Aliás, Sia é uma das compositoras de “Champion”. E falando em sample, a base da primeira parte de “Sunshine Riptide” (com Burna Boy) é um derivado de produção eletrônica dispensável, principalmente quando após o primeiro refrão a banda faz uma levada muito boa, mostrando novamente a habilidade de Wentz para o baixo e a versatilidade do guitarrista Joe Trohman.
No final, “Bishop Knife Trick” fecha o disco na mesma trilha que “Stay Frosty Milk Tea” abriu: soando como uma banda que cria clima, que mistura timbres modernos com tendências do eletropop e mantém uma dignidade. O miolo de 'Mania' é tão diversificado que você dá o braço a torcer e precisa dizer que o Fall Out Boy é realmente versátil, e que conseguiu diversificar a discografia com uma boa quantidade de faixas com potencial para singles. No entanto, é uma pena que a maior parte delas seja construída em cima de modismos e de uma noção de gosto para lá de discutível.
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Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Rock in Rio 2017: Fall Out Boy faz show contagiante e agrada público na Cidade do Rock
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| Patrick Stump exibe sua guitarra aos fãs no Rock in Rio (Foto: Adriana Vieira) |
Tudo bem se você não curtir aquele som pop punk, ainda mais, quando ele nasceu de uma “alma” emocore – aquele estilo musical bem batido adolescente dos anos 2000 – eu me encaixo neste último quesito, porém precisamos dizer que a apresentação do Fall Out Boy no Rock In Rio fez todo tipo de gente, e estilo, virar os olhos para o Palco Mundo e prestar a atenção no som dos americanos de Chicago que tocavam pela primeira vez no Rio após 16 anos de carreira.
Com um repertório afinado para um grande festival (sim! Até nisso os caras acertaram!), a banda fez agradou o público presente na Cidade do Rock. Sabe aquela sensação de ouvir uma música e reconhecer, mas não sabendo quem era que tocava? Então... O FOB provocou isso diversas vezes durante o show. Não é por menos, a banda já ultrapassa 15 anos de estrada - já fez até trilha sonora de filme, como é o caso de “Immortals” da animação “Big Hero” (que foi exibido no telão durante a execução da música).
A abertura do show foi com seu grande hit, “Sugar” – do álbum 'From Under the Cork Tree', de 2005 - fazendo o público correr do final do Sunset para o Mundo. A medida que o show acontecia a banda crescia ainda mais. O público foi agraciando cada hit tocado como o caso de “Dance, Dance” (também de 2005), que fez a galera pular freneticamente já na introdução da bateria. O vocalista Patrick Stump faz bem seu papel cantando bem e demostrando carisma sem mesmo falar com o público, pois para isso, a banda conta com o “relações públicas” Pete Wentz - baixista e principal compositor da banda, que conversa a todo momento com o público, até mesmo para fazer hora enquanto o piano é ligado para que “The Last os Real Ones” seja executada.
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| Pete Wentz mostra a língua para o público na grade (Foto: Adriana Vieira) |
Certamente ninguém lembrou que a o FOB substituiu o cancelamento de Billy Idol no Rock in Rio, não? Pois é. Se precisamos definir o que foi esse show, podemos trocar em miúdos: dançante, contagiante e energizante.
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sexta-feira, 31 de março de 2017
Rock in Rio anuncia Fall Out Boy no lugar de Billy Idol para o dia 21
Foto: Divulgação
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| Essa será a primeira vez do Fall Out Boy no Rock in Rio |
O Rock in Rio está marcado para os dias 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de setembro de 2017 e já confirmou as seguintes atrações: Lady Gaga, 5 Seconds of Summer, Pet Shop Boys e Ivete Sangalo (15/09); Maroon 5, Fergie e Skank (16/09); Justin Timberlake, Alicia Keys, Walk The Moon e Frejat (17/09); Aerosmith, Def Leppard, Fall Out Boy e Scalene (21/09); Bon Jovi, Alter Bridge e Jota Quest (22/09); Guns N' Roses, The Who, Incubus e Titãs (23/09); e Red Hot Chili Peppers e The Offspring (24/09).
Venda oficial de ingressos
A venda dos ingressos para o Rock in Rio 2017 começará no dia 6 de abril, às 19h, através da Ingresso.com, canal de vendas oficial do festival desde 2011. Mesmo sendo uma compra exclusivamente online, não há cobrança de taxa de conveniência. Para a edição do Rock in Rio 2017, o valor da entrada será de R$ 455,00 (inteira) e R$ 227,50 (meia). Clientes Itaú elegíveis têm direito ao desconto de 15% (não cumulativo com a meia-entrada). O pagamento pode ser feito somente por cartão de crédito, com possibilidade de parcelamento em até 6x sem juros. Pagamentos efetuados com os cartões de crédito Itaú e Itaucard poderão ser parcelados em até 8x sem juros.
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